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D’OBSERVATIONS DE L’ALTERATION EN LABORATOIRE 75

3.1. Considérations métrologiques

3.2.3. Résistance en compression uniaxiale 1. Description

De acordo com Vasconcelos e Brito:

A ideia de vantagem competitiva está, sem dúvida, ligada ao caráter variável do desempenho das empresas. Assim, uma linha de pesquisa bastante difundida em estratégia é aquela que se baseia na análise dos componentes de variância do desempenho [...] (VASCONCELOS; BRITO, 2004, p. 54).

Coff (1999) argumenta que as receitas geradas por uma firma podem ser apropriadas pelas partes interessadas internas à firma, tais como empregados exigindo salários mais elevados, e que podem não resultar em um desempenho financeiro superior. Em tais casos, a vantagem competitiva não necessariamente gera lucros superiores.

O conceito de vantagem competitiva convergiu lentamente em direção ao conceito econômico da criação de valor superior (HITT; IRELAND; HOSKISSON, 1999). A vantagem competitiva é a situação em que uma empresa cria mais valor que seu concorrente médio, durante um período definido de tempo.

A relação entre a apropriação de valor e desempenho financeiro é simples. Se uma firma tem uma forte posição de negociação com fornecedores e/ou clientes, ela será capaz de empurrar o preço para um nível mais elevado para o cliente (value appropriated e customer’s surplus) e/ou o custo para um nível mais baixo (supplier’s share) que o fornecedor esteja disposto a ceder e, consequentemente, aumentar seu lucro. Assim, as firmas que desenvolvem a capacidade de apropriar mais valor de suas relações comerciais (fornecedores ou consumidores) devem exibir maior lucratividade. Isso traz maior capacidade de criação de valor, indicativa de vantagem competitiva.

No entanto, essa vantagem pode ser uma simples consequência do poder de negociação, caso em que, à custa de parceiros comerciais (clientes e ou fornecedores), a firma compromete sua vantagem ao longo do tempo.

Participação maior na indústria é objetivo de toda firma. É o resultado do oferecimento de um produto ou serviço superior. Os clientes dão preferência para a oferta que apresenta melhor relação preço/valor. Se uma firma oferece consistentemente mais valor aos clientes em relação a seus concorrentes, é provável que ela vá ganhar maior participação de mercado e assim crescer mais rapidamente que a média do mercado, obtendo uma crescente vantagem competitiva em relação à concorrência em sua indústria. Portanto, o efeito direto da preferência do cliente no desempenho financeiro é o crescimento de vendas, margem de lucro crescente e uma maior participação do mercado.

Pode-se afirmar que as firmas com vantagens competitivas são capazes de gerenciar seus resultados de crescimento e rentabilidade e equilibrar suas escolhas em conformidade com as oportunidades de mercado. Entretanto, as firmas com criação de valor inferior só podem

alcançar maior crescimento se sacrificarem a rentabilidade ou vice-versa. Essas firmas estariam em desvantagem competitiva em relação à concorrência na indústria em que atuam.

Porter (1985) apresenta o conceito de vantagem competitiva sustentável como aquela que produz desempenho superior em longo prazo. No entanto, alguns autores têm questionado não só a existência de vantagens competitivas, mas também sua capacidade em sustentar um desempenho superior ao longo do tempo (D'AVENI; DAGNINO; SMITH, 2010).

Richard et al. (2009, p. 722) propõem em seus estudos que o desempenho organizacional é mais voltado para resultados internos da firma, tais como lucratividade e retorno aos acionistas, ao passo que a eficácia operacional é mais ampla e envolve outros parâmetros, como responsabilidade social e ecológica corporativa.

Brito e Brito (2012a) afirmam que a maioria dos estudos busca direcionar os estudos em métricas de desempenho. Powell (2011) conceitua desempenho superior como vantagem competitiva. Frequentemente, os estudos empíricos sobre desempenho organizacional confundem o conceito deste com o de vantagem competitiva ou, muitas vezes, consideram haver vantagem competitiva quando existir desempenho superior (POWELL, 2011 apud BRITO; BRITO, 2012a, p. 364).

As condições ambientais e suas inter-relações externas requerem um crescente desempenho superior da firma (CHILD, 1972), que será obtido pelo perfil gerencial diferenciado e pela estratégia elevada da firma em relação aos concorrentes (CHILD, 1974).

Lucro e crescimento são resultados importantes de desempenho da firma. Os primeiros estudos empíricos em estratégia de negócios desenvolvidos em Harvard no PIMS estudaram a relação entre crescimento e rentabilidade. Em quinze anos de pesquisa, os resultados do estudo PIMS foram positivos em termos do relacionamento entre as variáveis (BUZZEL, 2004).

Supõe-se que as firmas bem-sucedidas maximizam tanto participação no mercado (market share) quanto rentabilidade (STEFFENS; DAVIDSON; FITSSIMMONS, 2009). Como a rentabilidade financeira e o volume de vendas compõem o fluxo de caixa da firma, entende-se haver complementaridade entre eles. No entanto, como ambos se se originam dos mesmos recursos, há também uma noção de concorrência e limitações entre os dois objetivos.

O equilíbrio entre lucro e crescimento tem sido explorado em estudos econômicos. A relação é descrita como uma curva invertida em forma de U (CUBBIN; LEECH, 1986), em que o ponto

de maximização do crescimento é dado pela capacidade financeira da firma; no entanto, além desse ponto, a diminuição marginal retorna. O modelo implica uma relação de trade-off. A mensuração do desempenho da firma permite o conhecimento do sucesso da estratégia adotada na busca pela vantagem competitiva da firma na indústria. Porém não existe consenso entre os autores sobre como medir o desempenho da firma em suas múltiplas dimensões (KAPLAN; NORTON, 1996; BARNEY, 2002; MEYER, 2002;).

Nessa discussão, encontra-se a proposta da gestão baseada no valor (Value Based Management – VBM), que oferece uma metodologia de mensuração precisa e direta da capacidade da firma na geração de valor e das variáveis que a influenciam (KOLLER, 1994).

Diversos autores defendem o uso dessas variáveis, que podem ser relacionadas à geração de valor e, consequentemente, medidas de desempenho da firma (COPELAND; KOLLER; MURRIN, 2002; KOLLER; GOEDHART; WESSELS, 2005).

Bloxham (2003) propõe que a simplicidade e a reduzida subjetividade na escolha da mensuração do desempenho devam ser norteadoras na busca pelos indicadores financeiros de desempenho.

Os demonstrativos financeiros disponibilizados nos balanços contábeis das firmas devem fornecer informações diversas, inclusive com relação ao desempenho financeiro, aos recursos da firma e de suas aplicações (CHING; MARQUES; PRADO, 2006). A análise dos dados desses balanços são bons indicadores na análise direta do desempenho econômico e financeiro da firma.

O objetivo principal da maioria das empresas é obter maior lucratividade. Gerar lucros em um ambiente de negócios, ainda que em flutuações drásticas e repentinas, indica que uma organização está oferecendo bens ou serviços desejados pelos consumidores a um preço razoável.

Desenvolver uma rede de clientes fortes e uma vantagem competitiva em relação à concorrência pode exigir muito tempo e esforço por parte da estratégia da administração da firma. Organizações empresariais que não conseguem obter esses objetivos podem ter de enfrentar a perspectiva de perder o dinheiro de suas operações e lidar com as consequências dessa perda.

A correlação entre rentabilidade da firma e sua maior participação do mercado é a constatação de que a capacidade da firma em gerar lucros operacionais crescentes proporciona melhores condições para o aumento da capacidade da firma em expandir e aumentar suas operações, mesmo em momentos cíclicos de crise e retração econômica. Assim, a firma estará em condições de transformar em oportunidades as dificuldades e obter maior vantagem competitiva em relação à concorrência.

3 CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA: A CRISE DE 2008