Chapitre 1 : La problématique générale
1.4 Questionnement sur les pratiques d’enseignants
Como se pôde observar no item anterior, o texto impresso e o texto das páginas Web são muito diferentes, e exigem que sejam escritos de maneira diferente, observando suas características.
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Maiores detalhes sobre a relação entre as mídias para EAD e o material instrucional podem ser obtidas no Apêndice A.
Existem diversas recomendações e diretivas sobre como se deve escrever páginas para a Web (em HTML), principalmente para websites17 comerciais, com o objetivo de aumentar a sua usabilidade. Algumas dessas diretivas serão apresentadas a seguir, sendo que adaptações são discutidas quando a recomendação não se enquadra corretamente dentro do contexto da EAD.
3.4.1 - Manter os textos breves
De acordo com Nielsen [Nielsen, 2000], pesquisas sobre fatores humanos têm mostrado que ler da tela do computador é cerca de 25 por cento mais lento do que ler do papel. Além disso, os usuários normalmente dizem que sentem um certo desconforto ao lerem texto on-line, e como resultado não querem ler muito texto das telas do computador.
Diante disto, Nielsen recomenda que se deve escrever 50 por cento menos texto nas páginas Web do que se escreveria em um material impresso, e não apenas 25 por cento menos, pois não se trata apenas de velocidade de leitura, mas de uma questão de conforto [Nielsen, 2000; Nielsen et al, 1998; Morkes & Nielsen, 1997].
No entanto, se o objetivo das páginas é que essas sejam usadas como material instrucional para EAD, essa recomendação feita por Nielsen não pode ser fielmente seguida.
Nielsen faz essa recomendação levando em consideração os usuários de sites comerciais de empresas, produtos e serviços. Nesses sites, o objetivo dos usuários é muito diferente do objetivo dos estudantes que estão acessando o material instrucional, que é aprender.
Se o professor seguir essa recomendação exatamente como foi proposta por Nielsen, acabará excluindo partes importantes do conteúdo, partes essas que os estudantes deveriam acessar e estudar para obter o conhecimento que se pretendia que adquirissem.
O professor deve, sim, tentar diminuir a quantidade de texto das páginas, mas de maneira a não perder nada que considere importante do conteúdo, e dessa forma tentar amenizar o problema de desconforto.
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Um conjunto de páginas na World Wide Web, designado por um endereço (URL) e cuja "porta de entrada" é a homepage. Muitas vezes chamado apenas de "site". (Não existe ainda uma tradução em português para "site", embora algumas pessoas usem "sítio") [Guizzo, 1999].
3.4.2 - Facilitar a leitura
Como foi visto anteriormente, o desconforto, e uma certa impaciência dos usuários, acabam fazendo com que estes não leiam totalmente os fluxos de texto. Em vez disso, eles acabam passando os olhos pelo texto e escolhendo palavras-chave, sentenças e parágrafos de interesse, enquanto pulam as partes de texto que menos lhes interessam.
Em um estudo realizado por Morkes e Nielsen [Morkes & Nielsen, 1997], descobriu- se que 79 por cento dos usuários testados sempre passavam os olhos pelas novas páginas com as quais se deparavam, apenas pouquíssimos usuários liam palavra por palavra.
Diante desta constatação, foram criadas três recomendações a serem seguidas quando se escrevem páginas para a Web [Alertbox, 1998a]:
• O texto deve ser conciso: de acordo com Nielsen, é a recomendação mais difícil de ser seguida, pois exige um balanceamento entre manter informação útil e tornar a leitura do texto fácil e rápida. Isso requer que se reduza e modifique a linguagem utilizada e se remova informações muito detalhadas.
Quando o contexto é a EAD, o professor não pode simplesmente excluir trechos do material para torná-lo conciso, ou acabará excluindo partes importantes e que os estudantes deveriam ter acesso. Sendo assim, o professor precisa primeiro definir o que considera importante para os estudantes, e que nível de detalhes deve ser fornecido, para depois começar a fazer modificações, podendo até mesmo colocar esses detalhes em páginas de apêndice que ficarão disponíveis a quem tiver interesse;
• O texto deve ter um layout fácil de ler: mudanças devem ser feitas para se resumir e chamar a atenção para partes importantes do texto. Pode-se, por exemplo, usar listas com marcadores numerados ou não numerados, fontes em negrito ou colorido em palavras- chave, subtítulos adicionais e parágrafos mais curtos;
• A linguagem do texto deve ser objetiva: o tom comercial, exagerado ou rebuscado deve ser eliminado. Para isso pode-se, por exemplo, remover adjetivos, palavras ou expressões que estão na moda e afirmações para as quais não existem evidências.
Para testar essas diretrizes, Nielsen realizou um experimento no qual foram desenvolvidas cinco versões diferentes de um mesmo site, sobre turismo em Nebraska, usando cinco formas diferentes de escrever [Alertbox, 1997a; Nielsen, 2000]. Testou-se a usabilidade de todos os cinco sites, pedindo aos usuários que executassem uma seqüência de tarefas nas diferentes versões. A seguir são mostrados os resultados desse experimento.
Versão 1 - Texto Promocional: Usa um tom comercial encontrado em muitos sites.
“Nebraska é repleto de atrações reconhecidas internacionalmente, que atraem grandes multidões de pessoas todos os anos, sem falta. Em 1996, alguns dos locais mais visitados foram o Fort Robinson State Park (355.000 visitantes), Scotts Bluff National Monument (132.166), Arbor Lodge State Historical Park & Museum (100.000), Carhenge (86.598), Stuhr Museum of the Prairie Pioneer (60.002) e Buffalo Bill Ranch State Historical Park (28.446)”.
Resultado: 0 por cento de melhoria, pois esse texto foi usado como a versão de controle do
experimento.
Versão 2 – Texto Conciso: Cerca de metade do número de palavras da versão de controle.
“Em 1996, seis das atrações mais visitadas de Nebraska foram o Fort Robinson State Park, Scotts Bluff National Monument, Arbor Lodge State Historical Park & Museum, Carhenge, Stuhr Museum of the Prairie Pioneer e Buffalo Bill Ranch State Historical Park”.
Resultado: Apresentou usabilidade 58 por cento melhor com relação à versão de controle.
Versão 3 – Layout fácil de ler: Usa o mesmo texto que a versão de controle em um layout
que facilita passar os olhos pelo texto.
“Nebraska é repleto de atrações reconhecidas internacionalmente, que atraem grandes multidões de pessoas todos os anos, sem falta. Em 1996, alguns dos locais mais visitados foram:
• Fort Robinson State Park (355.000 visitantes) • Scotts Bluff National Monument (132.166)
• Arbor Lodge State Historical Park & Museum (100.000) • Carhenge (86.598)
• Stuhr Museum of the Prairie Pioneer (60.002) • Buffalo Bill Ranch State Historical Park (28.446)”.
Resultado: Apresentou usabilidade 47 por cento melhor com relação à versão de controle.
Versão 4 – Linguagem Objetiva: Usa linguagem neutra em vez de subjetiva, enfeitada ou
“Nebraska tem diversas atrações. Em 1996, alguns dos locais mais visitados foram o Fort Robinson State Park (355.000 visitantes), Scotts Bluff National Monument (132.166), Arbor Lodge State Historical Park & Museum (100.000), Carhenge (86.598), Stuhr Museum of the Prairie Pioneer (60.002) e Buffalo Bill Ranch State Historical Park (28.446)”.
Resultado: Apresentou usabilidade 27 por cento melhor com relação à versão de controle.
Versão 5 – Versão Combinada: Usa os três aprimoramentos no estilo de redação: texto
conciso, layout de fácil leitura e linguagem objetiva.
“Em 1996, seis dos locais mais visitados de Nebraska foram: • Fort Robinson State Park
• Scotts Bluff National Monument
• Arbor Lodge State Historical Park & Museum • Carhenge
• Stuhr Museum of the Prairie Pioneer • Buffalo Bill Ranch State Historical Park.”
Resultado: Apresentou usabilidade 124 por cento melhor com relação à versão de controle.
É importante ressaltar aqui uma outra diferença, quando se trata da criação de páginas Web para serem usadas como material instrucional para a EAD. Como já foi dito anteriormente, os usuários usados no experimento de Nielsen tem um objetivo diferente dos usuários de ambientes computacionais de EAD. Como seu objetivo é diferente, espera-se que manipulem o material de maneira diferente, ou seja, que uma porcentagem muito maior de estudantes leia o material ao invés de passar os olhos pela página, pois se o professor disponibilizou aquele texto na página, é porque é algo importante, e que deveriam aprender.
Mesmo assim, a partir do resultado que foi mostrado anteriormente, com relação às cinco formas de se escrever, recomenda-se que seja adotada a Versão Combinada (5), ou seja, o texto deve ser conciso, de layout fácil de ler e deve usar uma linguagem objetiva, desde que, ao fazê-lo, não perca detalhes do conteúdo que o professor venha a considerar importantes.
Para se facilitar ainda mais a leitura deve-se:
• estruturar páginas com dois ou até três níveis de títulos (um título geral de página mais os subtítulos, e sub-subtítulos quando apropriado);
• usar títulos significativos que digam ao usuário do que se trata a página ou seção; • usar listas com marcadores para quebrar o fluxo de blocos de texto uniformes;
• usar destaque e ênfase para fazer com que palavras importantes chamem a atenção do usuário, sem que isso confunda-o, ou seja, evitando usar cores que são usadas em links visitados ou não, ou ainda, sublinhando palavras fazendo com que sejam encaradas como clicáveis [Nielsen et al, 1998].
3.4.3 - Dividir a página em partes
O texto da página tem que ser breve, sem sacrificar a profundidade de conteúdo ao dividir as informações em várias páginas conectadas por links de hipertexto. Cada página pode ser breve e, ao mesmo tempo, todo o conjunto de páginas pode conter muito mais informação do que seria viável em um material impresso. Informações complementares longas ou que interessam a uma minoria podem ser relegadas a páginas secundárias através de links, e assim não penalizar os usuários que não as queiram [Nielsen, 2000].
As informações devem ser divididas em partes coerentes, cada uma concentrando-se em um determinado assunto. Se, nessa divisão, uma dessas partes ficar maior do que o limite recomendado para o comprimento da página (1800 pixels: 3 telas de 600 pixels), deve-se dividi-la também, tentando ao máximo separar essa parte em partes menores, e cada uma dessas partes menores também deve procurar se concentrar em um determinado assunto.