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2.1. Le rock progressif

2.1.3. Le Québec, paradis du rock progressif

Tendo apresentado, nesse capítulo, uma análise das crenças dos educandos e das professoras juntamente com a sua abordagem de aprender e de ensinar, os resultados nos evidenciam que os educandos manifestam diversas crenças com relação à aprendizagem da língua inglesa e que são trazidas para o contexto escolar oriundas de várias fontes,

 Aprender inglês é aprender a se comunicar nessa língua  Aprender inglês não significa aprender somente a gramática  É importante sim saber gramática, mas não só a gramática

 A pronuncia é importante, mas ela não se sobrepõe às práticas comunicativas.  É melhor aprender inglês no país onde o idioma é falado

 Aprender inglês não é difícil  É difícil ouvir em inglês  É difícil pensar em inglês

 O local mais apropriado para ensinar e aprender inglês é a escola de idiomas

 É possível aprender inglês na escola pública, porém faz necessário repensar a forma de ensino do

idioma.

 O papel do aluno é estudar

 O papel do professor é estimular, facilitar e despertar a curiosidade do educando  O papel do professor é construir conhecimento junto ao educando

 É mais fácil aprender inglês no país onde o idioma é falado  É melhor aprender inglês no país onde o idioma é falado

 A maioria dos educandos sente dificuldades na aprendizagem da língua inglesa

influenciando a sua abordagem de aprender a língua inglesa. Por um lado, há crenças que são suscitadas a partir da percepção dos educandos sobre as experiências vivenciadas no seu cotidiano escolar em que destacamos a “abordagem de ensinar do professor” (ALMEIDA FILHO, 2010) exercendo um papel fundamental na formação e influência sobre as crenças dos educandos. Por outro, os educandos sugerem demonstrar nas suas verbalizações, manifestações de autonomia quanto a sua responsabilidade no processo ensino e aprendizagem, porém, tal manifestação parece ofuscar-se mediante a convivência com

“aglomerados de crenças” (SILVA, 2005) sobre a aprendizagem da língua inglesa que

apresenta como fonte principal de influência a “abordagem de ensinar do professor” (ALMEIDA FILHO, 2010)

No que tange às crenças dos educadores, depreendemos que os educadores apresentam uma abordagem de ensinar que em sua totalidade sugere favorecer o ensino e aprendizagem da língua inglesa dentro de uma abordagem contemporânea. Em contrapartida, reiteramos a influência do enfoque da abordagem tradicional de ensino que, a nosso ver, parece ainda nortear as verbalizações de alguns participantes quanto ao papel do aluno e do professor sugerindo, assim, uma atuação passiva dos educandos diante do processo ensino e aprendizagem. Semelhante enfoque, percebemos, também, nas crenças atribuídas pelos educandos quanto ao papel do professor e aluno no processo ensino e aprendizagem.

Corroborando ainda mais a influência da abordagem tradicional de ensino sobre a

“cultura de ensinar do professor” (Silva, 2005), enfatizamos as formas como são percebidos

os educandos no seu processo de aprendizagem que podem fundamentar as decisões e ações do educador no seu agir em sala de aula para com esse público-alvo. Nessa perspectiva, a participante BPEF deixa transparecer a influência das suas experiências escolares com a língua inglesa sobre a forma como percebe os educandos quanto à aprendizagem do idioma inglês na escola pública, ou seja, sem muito interesse e motivação. Ademais, a influência da abordagem de aprender dos educandos sobre o pensamento de BPEF, eles acreditam que só nos cursinhos se aprende inglês confirma o Modelo de Operação Global do Ensino de línguas (ALMEIDA FILHO, 2010) ao apontar a influência da abordagem de aprender dos educandos incidindo sobre “abordagem de ensinar do professor” (ALMEIDA FILHO, 2010). Diante desse contexto, a crença é melhor aprender inglês no país onde o idioma é falado, compartilhada por 59% dos educandos converge com as crenças expressas por alguns educadores, fato que evidencia uma interconexão entre a “cultura de aprender dos alunos” (SILVA, 2005) e a “cultura de ensinar do professor” (SILVA, 2005).

Quanto à possibilidade de aprender inglês na escola pública, observamos que tanto os educandos quanto os educadores convergiram de forma positiva com a crença, é possível aprender inglês na escola pública. Todavia, ambos os grupos destacaram alguns fatores comuns entre os dois grupos que vão ao encontro da prática pedagógica do educador, o que nos sugere evidenciar, sobretudo, a importância, responsabilidade, conscientização e o comprometimento profissional do educador diante da crença, em destaque, expressa pelos grupos de professores e educandos. Em contrapartida, educandos e educadores convergem com a crença, a escola de idiomas é o local mais apropriado para a aprendizagem do idioma inglês, em razão das condições favoráveis ao ensino e aprendizagem que oferecem em detrimento das condições ofertadas pela escola pública para o ensino e aprendizagem do idioma inglês. Na verdade, essa interconexão estabelecida entre a “cultura de ensinar do

professor” (SILVA, 2005) e a “cultura de aprender do aluno” (SILVA, 2005) poderá

corroborar ainda mais as crenças, na escola pública só se ensina o básico, não se aprende inglês na escola pública, e tantas outras no contexto da escola pública.

Diante dessa breve exposição, consideramos que determinadas crenças expressas pelos grupos de educandos e educadores sugerem não propiciar o desenvolvimento da autonomia do educando no seu processo de aprendizagem da língua inglesa. Por outro lado, é possível perceber que a vontade de aprender o idioma em questão expressa pela maioria dos educandos em conexão com a manifestação de um espírito crítico que manifestaram sobre a importância da interação entre professor e aluno no ensino e aprendizagem da língua inglesa, na verdade, podem constituir-se os primeiros passos desses educandos em busca da autonomia no seu dia a dia escolar com a língua inglesa. Sob esse olhar, convém aqui ressaltar que quase a totalidade dos educandos, ou seja, 92,9% e 98,5% foram favoráveis às crenças, o aluno aprende melhor quando participa em sala de aula, o aluno aprende melhor quando interage com o professor, respectivamente. Com efeito, sobre esse aspecto os dados sugerem revelar crenças que evidenciam graus de autonomia nas verbalizações dos educandos e crenças por parte dos educadores que ofuscam a visibilidade da manifestação da autonomia nos discursos dos educandos.

No próximo capítulo, apresentaremos as análises e discussões sobre as crenças dos gestores sobre o processo ensino e aprendizagem da língua inglesa.

5 TORNANDO AUDÍVEIS AS VOZES DOS GESTORES NO PROCESSO ENSINO E