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Putting the Building Blocks Together

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Section II: User Interface Building Blocks

Chapter 8: Putting the Building Blocks Together

Atribuímos a designação de “professor-bibliotecário” a quem, na biblioteca escolar, é responsável pela sua gestão organizacional e pelas actividades de aprendizagem da literacia de informação e de produção de informação resultante dessas actividades de aprendizagem relacionadas com o curriculum escolar e com o trabalho da sala de aula ou com a promoção da leitura.

Investigação importante indica que professores-bibliotecários competentes podem fazer uma grande diferença na vida da escola e podem ajudar a melhorar os resultados dos

alunos. Afirma Michael Bloom que “libraries that focus on learning outcomes and that have the ability to impact a student’s success will be vital in the school” (citado em Haycock, 2003: 25).

O Manifesto da UNESCO sobre as bibliotecas escolares, da IFLA/UNESCO, identifica três dimensões fundamentais: i) “A biblioteca escolar propicia informação e ideias fundamentais para o seu funcionamento bem sucedido na actual sociedade, baseada na informação e no conhecimento”; ii) “A biblioteca escolar habilita os estudantes para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, preparando-os para viver como cidadãos responsáveis”; e iii) “Bibliotecários e professores, ao trabalharem em conjunto, influenciam o desempenho dos alunos para o alcance de maior nível de literacia na leitura e escrita, aprendizagem, resolução de problemas, uso da informação e das tecnologias de comunicação e informação” (IFLA/UNESCO, 2000).

Significa isto que aos professores-bibliotecários cabe um papel pedagógico que é também um papel de liderança. E este papel inclui, no parecer de Ross Todd, sete dimensões que constituem “the building blocks for a preferred future of school librarians, and the preferred outcomes of their roles: process and outcomes oriented, formational as well as informational, interventionist and integrative, and supportive and service-oriented” (2002):

i) Liderança informada (Informed Leadership), que os obriga a conhecer a investigação nas áreas da biblioteca escolar e da educação e a aplicar as suas próprias aprendizagens nas iniciativas pedagógicas;

ii) Liderança assertiva (Purposeful Leadership), que os obriga a definir uma visão clara dos resultados de aprendizagem pretendidos para os alunos, centrada em patamares cognitivos que permitam construir o conhecimento, a compreensão e o sentido;

iii) Liderança estratégica (Strategic Leadership), que os obriga a terem competências pedagógicas para transporem a sua visão de ensino para a acção, incluindo o acesso intelectual e físico a recursos de informação em todos os formatos, usando qualquer tecnologia; que os obriga também a gerirem um orçamento, o staff e um conjunto de recursos de aprendizagem, atendendo a questões de circulação e inventário dos materiais da biblioteca escolar;

iv) Liderança colaborativa (Collaborative Leadership), que os obriga a construir parcerias numa filosofia partilhada sobre a aprendizagem e sobre a construção de

sentidos e do conhecimento, participando com os outros professores no desenvolvimento de actividades de aprendizagem centradas em recursos que vão ao encontro das necessidades dos alunos;

v) Liderança Criativa (Creative Leadership), que os obriga a combinar diversas capacidades e documentar as próprias acções relativas aos reais resultados de aprendizagem dos alunos;

vi) Liderança flexível (Renewable Leadership), que os obriga a ser extremamente flexíveis e capazes de adaptação, a manterem-se em constante aprendizagem, a estarem alerta para a mudança e inovação, a pensarem com outros olhos a forma tradicional do fazer e do ser; e

vii) Liderança sustentável (Sustainable Leadership), que os obriga a promover a causa da biblioteca escolar – a sua missão, as suas finalidades, os seus objectivos – em toda a comunidade escolar, mostrando evidências, comunicando o que acontece na biblioteca escolar, promovendo as suas actividades e os seus projectos.

Bev Scheirer, professora-bibliotecária e directora da escola de St. Francis School, P.A.

Catholic S.D, afirma, na sua tese, que, na qualidade de catalizadores de mudança, os professores- -bibliotecários ajudam a escola a ir ao encontro dos desafios do século XXI, obrigando-se a ter um

espírito aberto a novas respostas e novas soluções para problemas educativos (2002).

Os professores-bibliotecários são, assim, gestores do conhecimento. Cabe-lhes, “tendo em vista qualificar melhor os actores sociais, induzir e disseminar a inovação e assegurar o desenvolvimento das organizações”. E, estando o conhecimento “enraizado na experiência humana e nos contextos sociais, e geri-lo bem significa prestar atenção às pessoas (à pessoa), às culturas, às estruturas organizacionais e às tecnologias do ponto de vista da sua partilha e uso” (Santiago, 2003: pref., 7).

Por isso, a capacidade de criar colaboração e parcerias com os professores e a capacidade para ensinar as literacias aos alunos são dois eixos fundamentais da sua acção.

a. A capacidade de criar colaboração e parcerias com os professores para o desenvolvimento das actividades lectivas e a articulação dos recursos com o currículo

Considerando as orientações presentes nas Competências Essenciais do Currículo Nacional, a colaboração entre os professores-bibliotecários e os professores de sala de aula deveria estar inerente para uma eficácia máxima na aprendizagem. Paula Kay Montgomery (1991) problematiza que, se o ensino dessas competências, e nomeadamente a literacia de informação, é feito cooperativamente, a percepção da realização do aluno, assim como a percepção da competência educativa do parceiro de ensino, podem ser relacionadas com os respectivos estilos cognitivos, influenciando o nível de participação no ensino das literacias. Este nível de participação do professor-bibliotecário no desenvolvimento do curriculum, estudado por autores como Loertscher e Land24, com o desenvolvimento de uma taxonomia que fornece um método que mede a participação do professor-bibliotecário no currículo para directores, professores e alunos, permite também a avaliação da cooperação entre os professores-bibliotecários e os professores de sala de aula, o modo como trabalham em equipa no ensino da literacia de informação em combinação com o currículo da sala de aula.

As modernas metodologias apontam para um programa curricular baseado em modelos como o resource-based learning ou o inquiry-based learning, mas que não terão sucesso se os alunos não dominarem as competências necessárias à localização e uso desses recursos de forma eficaz para uma aprendizagem significativa. É aqui que as parcerias desenvolvidas na escola entre os professores e a biblioteca escolar podem assegurar que os alunos adquiram esse conhecimento, essa compreensão e essas competências no contexto de actividades curriculares significativas: “What is needed is the frequently called-for- partnership between the teacher and the librarian. Librarians would still have a teaching role (in class situations at a specialized subject level and outside on it in a tutorial basis), but in tandem with the instructor, so that students could achieve and maintain a basic proficiency in library use throughout and beyond their in-school years” (Lubans, 1978). Assim, todos - responsáveis pela gestão escolar, professores e professores-bibliotecários - partilham um

vínculo comum, pois são todos professores que têm o compromisso de providenciar experiências de aprendizagem de sucesso aos alunos, trazendo cada um competências particulares, conhecimento e responsabilidades à empresa educacional.

Os professores-bibliotecários constituem-se, assim, parceiros no suporte e desenvolvimento do currículo quando promovem o acesso a oportunidades de aprendizagem com livros ou com recursos digitais ou virtuais, quando promovem estratégias de resolução de problemas através da aprendizagem da literacia de informação.

b. A capacidade para ensinar as literacias aos alunos

A literacia de informação, permitindo saber como expressar ideias pessoais, desenvolver argumentos, refutar as opiniões de outros, aprender coisas novas, ou simplesmente identificar a verdade ou provas factuais sobre um assunto, permitirá tomar decisões informadas num problema dado de forma crítica e criativa. Implica o pensar e o fazer. Precisam os alunos de “saber como” e, mais importante ainda, precisam de “saber porquê”. A literacia de informação inclui a literacia tecnológica, tão essencial nos dias de hoje, permitindo saber manipular os meios não-impressos de que a sociedade actual depende. Mais importante ainda, dentro desta literacia, é a literacia informática. Saber ler a Web, por exemplo, é, hoje, tão importante quanto saber ler um texto impresso, porque “garbage in, garbage out”, o que se pede é o que nos retorna, e um mau pedido significa erros nas tomadas de decisão e na resolução dos problemas. Na rede de conhecimento que se inscreve nas bibliotecas escolares, é preciso ensinar-lhes que a revolução não está na tecnologia, está no acesso à informação e à comunicação; que a revolução não está nos cabos, está no que flui através deles.

Enquanto professores-bibliotecários, cabe-lhes um papel central na formação dos alunos em literacia de informação. Com os alunos, devem trabalhar intensamente para os ensinar a encontrar respostas usando a biblioteca escolar: há que ensiná-los a aprender a localizar a informação útil numa variedade de recursos, a escolher os mais apropriados, a usá- -los, a avaliar a informação, a desenhar, implementar e rever competências de pesquisa. Os

alunos aprendem melhor e produzem melhores produtos quando treinados nas competências de informação, planeadas e integradas no currículo.

Ensinar literacia de informação aos alunos exige-lhes, enquanto gestores do conhecimento na biblioteca escolar e enquanto parceiros na articulação das literacias de informação no currículo, promover e implementar na escola uma ampla gama de intervenções didácticas para a apropriação do espaço, o uso de materiais e o desenvolvimento de projectos documentais, baseados num modelo de pesquisa de entre os disponíveis – “The BIG 6 Skills” de Michel Eisenberg e Robert Berkowitz, "Information skills", de Carol Kuhlthau, “La recherche d'information à l'école secondaire”, do Canadá, o Modelo “Plus”, de James Herring, “EXIT”, de David Wray e Maureen Lewis, o modelo da FADBEN (Fédération des enseignants documentalistes de l’Education nationale), França - para o desenvolvimento da literacia de informação, considerando a maturidade, a natureza e estilos de aprendizagem, as múltiplas inteligências, as necessidades específicas dos alunos, assim como a sua relação com actividades reais.

Exige-lhes também providenciar recursos de informação, obrigando-se a antecipar as necessidades, a assegurar aos alunos o apoio na clarificação da pesquisa, expondo-os aos diversos media, ajudando-os na produção de novos conteúdos apresentados em suportes tecnológicos.

“A chave para um futuro próspero está na aprendizagem de processos de manipulação, transmissão, armazenamento, pesquisa e difusão de informação” (British National Development Office, citado em Alves, 1999), em que “o importante parece ser a formação de um espírito crítico e científico que (trans)forme os jovens em cidadãos curiosos, participativos e predispostos a integrar as novas tecnologias da informação no seu quotidiano” (Alves, 1999).

Ainda que estes saberes de literacia de informação estejam integrados nos currículos das várias disciplinas nos vários níveis de escolaridade, caberá ao professor-bibliotecário delinear um plano estratégico que crie parcerias com os professores no desenvolvimento destes saberes em literacia de informação.

c. Os saberes profissionais

Um professor-bibliotecário possui, segundo Brown & Sheppar, citados por Rhona Oldford, para além das competências pedagógico-didácticas como professor, um conhecimento adicional, competências técnicas, capacidades pessoais e interpessoais que trazem ao ensino uma mais-valia, fundamental a uma implementação de sucesso desses novos currícula (2002).

No seu papel transformador, os professores-bibliotecários têm que se manter actualizados a nível pessoal e profissional, procurando apoio no meio profissional, participando em grupos de discussão, virtuais ou não, consultando literatura especializada, realizando formação contínua e participando nas actividades profissionais possíveis como congressos, conferências, reuniões.

Enquadram-se as suas funções e competências em referenciais definidos pela IFLA e pela ECIA - European Council of Information Associations. Nesses instrumentos, encontramos identificados os domínios de competência e as aptidões necessárias. Constituem domínios de competência o conhecimento em áreas como a informação, a tecnologia, a gestão (management) e outros saberes; as aptidões reúnem as capacidades de relacionamento, pesquisa, análise, comunicação, gestão e organização.

São-lhes exigidas competências várias, como se inscreve no Despacho conjunto nº 198/99 dos Gabinetes dos Secretários de Estado da Administração Educativa e da Educação e Inovação:

i) competências de análise crítica, que lhes permitam, por um lado, ter uma visão da escola e da organização escolar à luz das ciências da educação e da sua acção pedagógica e uma visão da biblioteca escolar e das suas funções pedagógicas no contexto escolar, e, por outro, fundamentar as tomadas de decisão na investigação e inovação educacional;

ii) competências de intervenção, que lhes permitam organizar a informação que circula em meios de comunicação social ou em redes de comunicação, conceber estratégias de aquisição de recursos de informação, organizá-los, disponibilizá- -los, promover o acesso, conceber e dinamizar acções de educação para as literacias e uma política global de animação pedagógica da biblioteca escolar;

iii) competências de formação, de supervisão e de avaliação, que lhes permitam formar professores no uso dos recursos de informação, em estratégias colaborativas com a biblioteca escolar, acompanhar as acções de colaboração e avaliar o contributo dessas actividades para a qualidade da acção educativa; e iv) competências do consultoria, que lhes permitam assessorar os órgãos de

administração e gestão da escola, envolvendo-os numa mesma visão partilhada.

Enquanto promotores da literacia de informação, os professores-bibliotecários serão mediadores na alfabetização em informação dos alunos, ensinando-os a reconhecer a necessidade da informação, a seleccionar e avaliar os recursos disponíveis para obter a informação útil, a organizá-la para uma aplicação prática, a integrar a nova informação no conhecimento existente e a usar a informação para resolver problemas.

Enquanto gestores da informação na biblioteca escolar, ressalta um saber especializado que lhes permita desenvolver com pertinência e oportunidade a colecção, reconhecer e avaliar recursos apropriados, independentemente do formato e tecnologia de suporte, propor fontes de informação conhecendo as necessidades dos professores e alunos, da própria comunidade escolar, desenvolver e promover o uso efectivo de recursos de informação, implementar a tecnologia necessária aos problemas de gestão da biblioteca escolar.

Enquanto promotores da causa da biblioteca escolar e catalizadores de mudança, acomete- -se-lhes a obrigação de desenvolverem uma visão estratégica para as bibliotecas escolares, construída a partir da própria escola, criando e consolidando a política e os procedimentos da biblioteca escolar integrando-a no Projecto Educativo de Escola e nos Planos de Actividades. Não lhe falta suporte: desde documentos de organizações como a UNESCO, a IFLA, a IASL – o Manifesto da Biblioteca Escolar da UNESCO/IFLA, a Declaração Política da IASL sobre Bibliotecas Escolares, as School Libraries Guidelines da IFLA/UNESCO, o Livro Verde para a Sociedade de Informação, o Relatório Lançar a Rede de Bibliotecas Escolares, o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, as competências definidas por associações profissionais várias, a informação disseminada na Internet, em páginas construídas por professores--bibliotecários, congressos, conferências, seminários.

Importará salientar as competências pessoais, importantíssimas, que, estrategicamente, dão ao professor-bibliotecário a relevância que ele tem como catalizador da mudança, não só num

tempo de reformas curriculares ou reformulações, mas em qualquer tempo, pois dele se espera um olhar crítico para realidades novas.

Destes saberes devem os professores-bibliotecários valer-se para estabelecer parcerias com os outros professores e trabalharem em conjunto para um mesmo fim, em benefício de todos.

’ O caso português

A realidade portuguesa oferece diferenças importantes relativamente a outras realidades internacionais: o “professor-bibliotecário” é, actualmente, o Coordenador da biblioteca escolar, um professor com leccionação curricular, sendo-lhe solicitada formação específica em biblioteca escolar.

O professor que assume este cargo tem, actualmente, uma posição nas bibliotecas escolares decorrente do quadro legal do artigo 8º relativo às bibliotecas escolares do Despacho nº 17.860/2007, de 13 de Agosto, e do Despacho Interno Conjunto Nº 3 – I/SEAE/SEE/2002 de 15 de Março, respeitadas as alterações introduzidos por daquele Despacho.

Por este Despacho, será o Coordenador de uma equipa, constituída com mais três professores – de constituição preferencialmente multidisciplinar –, com entre oito ou onze horas, conforme a escola tenha menos ou mais de quinhentos alunos, a destinar ao cargo. Digamos que, em termos ideais, o papel do professor-bibliotecário de outras realidades internacionais se distribuiria, num trabalho de equipa, pelos elementos da equipa da biblioteca escolar na nossa realidade.

Neste despacho se definem as funções do Coordenador da biblioteca escolar (ponto 3): “a) Promover a integração da biblioteca na escola (projecto educativo, projecto curricular,

regulamento interno);

b) Assegurar a gestão da biblioteca e dos recursos humanos e materiais a ela afectos;

c) Definir e operacionalizar, em articulação com a direcção executiva, as estratégias e actividades de política documental da escola;

d) Coordenar uma equipa, previamente definida com o conselho executivo;

e) Favorecer o desenvolvimento das literacias, designadamente da leitura e da informação, e apoiar o desenvolvimento curricular;

f) Promover o uso da biblioteca e dos seus recursos dentro e fora da escola;

g) Representar a biblioteca escolar no conselho pedagógico, sempre que o regulamento interno o preveja.”

Nele também se definem critérios para a escolha dos elementos da equipa (ponto 4): “a) Formação académica na área da gestão da informação/BE;

b) Formação especializada em ciências documentais; c) Formação contínua na área das BE;

d) Formação em técnico profissional BAD;

e) Comprovada experiência na organização e gestão das BE.”

Nele se afirma, ainda, a necessidade de formação que “abranja as diferentes áreas do conhecimento de modo a permitir uma efectiva complementaridade de saberes”, apontando para a escolha de professores do quadro “sem serviço lectivo atribuído ou com horário com insuficiência de tempos lectivos” (ponto 5).

Nele se apresenta também o perfil desejável para a equipa responsável pela biblioteca escolar: “devem apresentar um perfil funcional que se aproxime das seguintes competências:

a) Competências na área do planeamento e gestão (planificação de actividades, gestão do fundo documental, organização da informação, serviços de referência e fontes de informação, difusão da informação e marketing, gestão de recursos humanos, materiais e financeiros);

b) Competências na área das literacias, em particular nas da leitura e da informação; c) Competências no desenvolvimento do trabalho em rede;

d) Competências na área da avaliação; e) Competências de trabalho em equipa”.

A preocupação na formação em gestão de informação e bibliotecas tem vindo a ganhar relevância crescente com o Programa da Rede de Bibliotecas Escolares e aos professores que integram a equipa da biblioteca escolar tem sido proposta formação nesse sentido. No entanto, ela não surge como obrigatória para o desempenho desta função. Saliente-se, das competências pessoais definidas pelas Association of Teacher-Librarians of Canada e Canadian School Library

Association, o empenhamento no projecto da biblioteca escolar e daí a motivação pessoal do professor-bibliotecário (e dos membros, pelo menos, da equipa) para colmatar a necessidade de uma formação especializada de que precisa para o desempenho desta função.

No desempenho do seu papel enquanto professor-bibliotecário, a orientação no desenvolvimento curricular e a parceria no ensino e planificação colaborativas, situam-se, na nossa realidade, na esfera de acção do Conselho Pedagógico, onde o professor-bibliotecário, enquanto coordenador da equipa da biblioteca escolar, tem lugar. Aí terá espaço de discussão e intervenção para lançar ideias novas e traçar estratégias com os outros professores, propondo recursos e como os usar, numa perspectiva transversal, pois, no Conselho Pedagógico estão presentes as culturas curricular e transversal das várias áreas disciplinares. Aí, também, pode o professor-bibliotecário delinear um plano estratégico de intervenção, em colaboração com os outros parceiros com responsabilidades na acção pedagógica da escola, que responda aos desafios da educação adequada ao séc. XXI.

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