Section III: Standard User Interface Elements
Chapter 11: Icons •
Recolhidos os dados, recorremos à estatística descritiva para podermos descrever e compreender as relações entre as variáveis definidas.
Para o tratamento dos dados do nosso questionário, houve que codificar as questões, o que foi feito em tabelas de dupla entrada – codificação da escola-NUT III/variável -, com recurso à folha de cálculo Excel.
Neste tratamento, optámos, maioritariamente, pela representação dada pela média de frequência, não só na globalidade das 4 NUT III, como de cada NUT III, uma vez que se revela eficiente na observação de um universo a partir de dados recolhidos apenas para uma amostra (Reis, 2005: 85) e a representação em percentagem originaria falsos resultados globais face à situação da NUT III – Douro com uma única escola na amostra. Também optámos pela representação de medidas de dispersão em que o valor médio das 4 NUT III era assumido como o valor central (score) e de referência aos valores médios de cada NUT III.
Considerando a apresentação gráfica dos dados, que permite não só quantificar, mas também “estruturar a informação, comparar e detectar relações que não seriam visíveis de outra forma” (Silva, 2006: 71), escolhemos duas em função das características dos dados:
a representação através de quadros foi definida, em três componentes do estudo –
dimensão e composição das equipas, formação na área das bibliotecas escolares dos professores da equipa e a relação área da biblioteca escolar/número de alunos da escola -, pela necessidade de evidenciar as comparações observadas e as suas relações, representando todos os valores na categoria em estudo;
a representação em gráficos foi escolhida nas outras componentes porque permite
não só uma compreensão rápida da natureza das diferenças entre as categorias, mas também o destaque para informação importante através da cor e das formas.
Na representação gráfica, optámos por tipologias diversas, considerada a possibilidade duma descrição não só clara como abrangente da questão ou questões em análise. Da nossa opção por determinada tipologia damos conta no quadro 6, através da relação entre a
adequação de cada tipo de gráfico que escolhemos e o objectivo que pretendemos com a representação dos dados através dessa tipologia.
Tipo de gráfico Adequação à representação Objectivo pretendido
Barras Apresentam categorias ordenadas,
individualmente ou por grupos
Comparar os valores entre as frequências de diversas categorias horizontais Dão destaque a grandes diferenças
nos dados
Visualizar rapidamente as diferenças entre cada categoria
agrupadas Destacam os valores das categorias Visualizar o conjunto dos valores numa
categoria empilhadas a
100%
Destacam a percentagem com que cada valor contribui para o todo ao longo das categorias
Visualizar a diferença de contributos entre as categorias
Dispersão Representa as posições relativas das
categorias face ao total/à média
Visualizar os valores relativos entre as várias categorias
Linhas Mostra as tendências ou evoluções Mostrar a tendência das categorias em
relação a itens definidos
Dispersão/Linhas Visualizar a posição relativa de
diferentes categorias (representada por pontos) em confronto com a posição da categoria 4 NUT III (representada por linha)
Polar (ou radar) Analisa o perfil da variável Representar diferentes itens duma
mesma variável
Caixa-de-bigodes Mostra a distribuição de frequências
de uma variável
Visualizar um conjunto de itens que caracterizam a(s) categoria(s)
Anel Realça o peso relativo das categorias Visualizar a importância relativa entre
categorias
Quadro 5 – Tipos de gráficos, adequação à representação e objectivos
Optámos, também, por tornar mais abrangente a representação gráfica dos dados, agrupando, num mesmo gráfico, categorias correlacionadas, nomeadamente em gráficos de dispersão/linhas e caixas-de-bigodes, evitando, desta forma, uma multiplicidade de representações gráficas sem grande contributo para uma interpretação clara dos dados.
Na apresentação descritiva dos dados, escolhemos destacar as variáveis estudadas em função do quadro de referência definido pelos princípios gerais e linhas orientadoras do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares.
1.4.1 A recolha de dados preexistentes
Este método serviu dois fins: um, a caracterização geográfica, demográfica, económica, cultural e educacional das NUT III e das Escolas de Ensino Básico de 2º e 3º ciclos que constam da nossa amostra; o outro, a recolha dos dados relativos ao questionário de avaliação de Bibliotecas Escolares, aplicado pela Rede de Bibliotecas Escolares, em 2001.
No primeiro caso, recorremos aos indicadores de bem-estar social determinados em programas de desenvolvimento social e económico, como o Programa Nacional LEADER +28 ou o “Norte 2015”29, que nos permitiu fazer o enquadramento das NUT III nessas dimensões e a caracterização das escolas, quanto à tipologia, regime de funcionamento e número de alunos, para o que recorremos, preferencialmente, às respectivas cartas educativas, aos Projectos Educativos das Escolas e às páginas web do Ministério da Educação e das próprias escolas, e, em caso de dificuldade no acesso a estes documentos, aos dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística. Recorremos, também, para a caracterização das Bibliotecas Escolares constantes do nosso estudo, aos próprios dados dos dois questionários, quanto aos parâmetros que definem a sua esfera de acção.
No segundo caso, tivemos que proceder à correspondência das várias questões de forma a podermos pôr em confronto as variáveis que quisemos estudar e constavam do nosso próprio questionário, perspectivando a análise da situação actual face a 2001 e a(s) mudança(s) ocorridas numa organização como as Bibliotecas Escolares.
28 O Programa LEADER+ (Ligação Entre Acções de Desenvolvimento da Economia Rural) é um instrumento que permite
experimentar outras abordagens de intervenção no espaço rural, respeitando a dimensão ambiental, económica, social e cultural dos territórios rurais. http://www.leader.pt/
29 O NORTE 2015 é uma iniciativa pública de preparação e definição da estratégia de desenvolvimento regional do Norte de Portugal pós-2006, promovida em parceria pela CCDR-N e Conselho Regional do Norte. www.norte2005.com.pt