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Processing Hardware

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3.1 Architectural Overview

3.1.1 Processing Hardware

Nilo Peçanha por sua vez, também era tratado com essa dualidade de opiniões. As notas veiculadas no Estado de S. Paulo que informavam sobre adesões e apoios às candidaturas da chapa dissidente eram tão numerosas quanto as que procuravam colocar em descrédito as personalidades políticas da dissidência.

As manifestações de apoio à candidatura dissidente que eram publicadas no jornal paulista, partiam em geral das suas bases políticas – Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul – e de personalidades próximas aos candidatos que, se não faziam um número tão grande de manifestações tal qual recebera Bernardes, procuravam ocupar longos artigos dissertando sobre a causa e os candidatos dissidentes.

“Contra a candidatura de Bernardes” (01/12/1921), o sr. Gonçalves Maia, que como citado apoiava uma solução do exército e das forças armadas para que Bernardes não assumisse a presidência, responde críticas feitas à presidência de Nilo Peçanha e o elogia dizendo que este “reconhece os seus erros e não persevera nelles”. Cita Martim Francisco que declarou “que na monarchia todos os governos foram republicanos exceto o de d. João VI, e na República todos têm sido monarchicos excepto o governo de 17 meses do governo Nilo”.

Outro longo discurso que procurou enaltecer a perseverança do candidato dissidente foi o publicado em 10 de dezembro de 1921. “O conselheiro Antonio Prado e a candidatura Nilo Peçanha” trata-se de um artigo que publica um telegrama que o conselheiro enviou ao candidato Nilo Peçanha em resposta ao seu apelo de apoio à sua candidatura. O conselheiro cumprimenta Nilo pela atitude de concorrer ao cargo de presidente: “Applaudo sinceramente a attitude de v. exa., disputando a eleição presidencial” contra o candidato escolhido na Convenção “candidato que legítima ou illegitimamente eleito, conta empossar-se no cargo, visto ser o candidato da Convenção que representa o pensamento do governo a ser este quem decide, afinal, a eleição”. Antonio Prado continua fazendo críticas ao método de escolha do representante do povo no Brasil chamando de “política anti-democratica” que a “presidência da república nos paízes de governo democrático deve caber a quem a conquistar pelo voto e não a quem a receber por doação dos incompetentes”.

Finalizando, o conselheiro elogia a campanha de Nilo Peçanha pois acredita que

o candidato á presidencia da República deve receber a investidura do cargo de seu primeiro magistrado pelo voto directo e espontaneo do povo. Por faro precisa elle recommendar-se à confiança do eleitorado e suas idéas deverão ser expostas e sustentadas pessoalmente, como v. exa. está fazendo, em comícios populares, em conferências pela imprensa ou pelos seus serviços à causa publica e a sua alta e reconhecida capacidade intelectual. Sua candidatura é candidatura nacional.

Dois dias depois, o jornal paulistano publicou uma nova manifestação pró Nilo, oriundo do mesmo artigo: “O conselheiro Antonio Prado applaude a attitude do sr. Nilo e fala sobre os mais altos interesses do paiz” (12/12/1921).

“A Guarnição do Piauhy e o Sr. Nilo” (04/12/1921), “Propaganda pró Nilo-Seabra – Aos correligionarios e amigos políticos da Capital e do Interior do Estado” (08/12/1921), “Comício pró Nilo-Seabra” (18/02/1922) “No Piauhy – Comício pró Nilo-Seabra” (13/12/1921), “Manifesto pró Nilo-Seabra” (14/12/1921), “Homenagem dos catharinenses residentes no rio ao sr. Nilo Peçanha” (17/12/1921), “No Rio – Os funccionários municipaes e o sr. Nilo Peçanha” (18/12/1921), “A chapa ‘Bernardista’ - Um protesto” (23/12/1921), “A classe dos advogados e o sr. Nilo Peçanha” (28/12/1921), “Comício pró-Bernardes” (29/12/1921), “Scisão do partido situacionista do Amazonas” (24/12/1921), “Em São Paulo – Manifesto pró Nilo-Seabra” (03/01/1922), “Apoio dos candidatos da Convenção Nacional”, “Em Pernambuco – Comício pró-candidatura Nilo Peçanha” (15/02/1922), “Em Minas – A Reacção Republicana em Uberaba” (18/02/1922) e “Em Minas – O pleito no triângulo mineiro” (28/02/1922) também trazem manifestações de apoio à candidatura de Nilo Peçanha. E alguns trechos destas notas e artigos, os autores fazem um pouco mais do que simplesmente declarar apoio à chapa dissidente. Em “O Senador Nilo Peçanha” (16/12/1921), “Propaganda da chapa da dissidência” (16/12/1921), “No Piauhy – Novo chefe de polícia” (28/12/1921), “A confiança do candidato dissidente à vice-presidência” (11/02/1922) o jornal Estado de S. Paulo procura informar sobre as poucas viagens de campanhas realizadas por Nilo Peçanha em busca de votos para sua candidatura.

“Em São Paulo – A candidatura de Nilo Peçanha” (03/12/1922) e “No Rio – Os debates políticos na Câmara – Discursos dos srs. Salles Filho e Vicente Piragibe” (17/12/1921) trazem declarações de políticos dissidentes em campanha para a eleição da chapa Nilo-Seabra sendo que, na segunda reportagem, Salles Filho defendendo a candidatura de Nilo declarou: “Somente um louco [...] podia contrariar a opinião de 17 governadores, indo fazer sua campanha eleitoral aos Estados dirigidos por aquelles senhores. O sr. Nilo, entretanto, praticou essa proeza e foi recebido de braços abertos pelo povo. O orador censura fortemente o partidarismo do governo do sr. Epitácio, cuja polícia vem coagindo e violentando todos os dias a opinião da capital com praxes condenaveis”.

As notas “A propaganda da Candidatura do sr. Nilo Peçanha” (03/12/1922), “Reunião Política” (18/01/1922) trazem informações sobre manifestações de correligionários da dissidência, porém, sem citar o nome dos organizadores.

3.8. A propaganda dissidente

Mas Nilo utilizou no jornal paulista uma ferramenta que Bernardes só utilizou no Diário de Minas: os anúncios. Todos publicados na edição de 28 de fevereiro de 1922, ou seja, no dia anterior à eleição, os três anúncios vindos de agremiações simpáticas à causa dissidente, solicitavam aos amigos e correligionários que sufragassem os nomes dos candidatos da Reacção Republicana.

Em “No Rio – Os funccionários municipaes e o sr. Nilo Peçanha” (18/12/1921), Nilo Peçanha aproveita a manifestação para fazer declarações afirmando: “Nós somos a ordem civil e havemos de levar o império da fé a essas oligarchias moribundas que têm empolgado e empobrecido a Nação!”. Da mesma forma, Nilo aproveita a manifestação “A classe dos advogados e o sr. Nilo Peçanha” (28/12/1921) e diz não entender a acusação que seus adversários fazem de que ele seria um demagogo e relembra seus passos como político:

[...] uma vez que lutara pela proclamação da República ao lado de numerosos companheiros da histórica jornada; lutara contra a dissolução do Congresso; recebera o Estado do Rio como massa fallida e, em vez de pedir dinheiro ao estrangeiro, solicitara os recursos dos próprios filhos da terra para conseguir a prosperidade do Estado.

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