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O jornal paulistano também volta sua atenção às excursões de J. J. Seabra em campanha pelo Brasil. Notas informam saídas, chegadas, comícios e outras ações de campanha promovida pelo candidato dissidente.

“A segunda política do sr. Seabra” (31/12/1921), “A viagem do sr. Seabra a Juiz de Fora” (02/01/1922), “Viagem do sr. Seabra ao Rio” (05/01/1922), “A partida do sr. Seabra

para o Sul – agradecimentos ao sr. Epitácio Pessoa” (08/01/1922), “Em São Paulo – A viagem do Dr. J. J. Seabra” (14/01/1922), “No Rio - A viagem do sr. J. J. Seabra ao Sul” (16/01/1922), “Em São Paulo – Passagem do dr. J. J. Seabra por Santos” / “O sr. J. J. Seabra” (17/01/1922), “Em Minas - A viagem do sr. J. J. Seabra à Uberaba” / “No Paraná – A viagem do sr. Seabra ao Sul” (18/01/1922), “Chegada do sr. Seabra” / “No Paraná - A conferência do sr. Seabra” (19/01/1922), “A excursão do sr. Seabra” / “A excursão do sr. dr. J. J. Seabra” (21/01/1922), “Em São Paulo – Em viagem de propaganda[...]” / ”A excursão do sr. Seabra” / “Em Minas – A visita do sr. J. J. Seabra á Uberaba” (22/01/1922), “Em São Paulo – O sr. J. J. Seabra” (25/01/1922), “No Rio – A chegada do sr. Seabra” (30/01/1922), “No Rio – Partida do sr. Seabra para a Bahia” (06/02/1922), “Na Bahia – O regresso do sr. Seabra” (09/02/1922) e “Partida do sr. Seabra para Sergipe” (11/02/1922) são notas que informam os passos de campanha dados pelo candidato à vice-presidência pela chapa da convenção. Já “Na Bahia – A viagem do sr. Seabra a Aracajú” (17/02/1922) indica que o candidato desistira de uma viagem à capital de Sergipe.

Mas O Estado de S. Paulo informa também que nem todas as excursões do candidato pelas cidades do sul e sudeste do país foram tranqüilas. “No Rio – A recepção do sr. J. J. Seabra – conflictos na avenida –vários feridos” (07/01/1922) é um artigo que relata a chegada de Seabra ao Rio de navio onde foi recepcionado pelo seu companheiro de chapa, Nilo Peçanha, por vários políticos e por um representante do presidente Epitácio Pessoa porém, no caminho para a casa de Nilo Peçanha, um tumulto tomou conta da carreata. Partidários de Bernardes gritavam vivas para o candidato da Convenção. Um incidente parecido ocorreu também em Conquista, Minas Gerais, conforme relatado em “Em Minas – A excursão do sr. J. J. Seabra” (24/01/1922).

O jornal paulistano escrevia e transcrevia notícias relativas às visitas do candidato da dissidência, procurando transmitir o impacto da passagem de J. J. Seabra nas cidades que percorreu. “Na Bahia – Commentarios sobre as últimas ocorrências no Rio” (09/01/1922), informa que os jornais baianos “occupam-se longamente do desembarque do sr. Seabra no Rio” e o jornal A Tarde classificou a visita do candidato ao Rio como sangrenta, referindo-se à recepção tumultuada do candidato no Distrito Federal. “No Rio - A viagem do sr. J. J. Seabra ao Sul” (16/01/1922) informa sobre a viagem de J. J. Seabra ao sul do país. Segundo a nota, debaixo de um forte esquema de segurança promovido pelo sr. Geminiano da França, chefe da polícia no Rio de Janeiro, o sr. Seabra, acompanhado do seu companheiro de chapa Nilo Peçanha embarcou sem problemas. O Estado conclui informando que “ao contrario do que era de suppor, não houve grande massa popular presente à partida do governador da

Bahia, não tendo sido pronunciado nenhum discurso”. “Na Bahia – A passagem do sr. Seabra pelo Estado de S. Paulo” (24/01/1922), o matutino paulista informa que o jornal Diário da Bahia publicou telegramas procedentes do Rio de Janeiro dizendo que a passagem de Seabra pelo Estado de S. Paulo tem sido um sucesso, porém, contrariando tal informação, A Imprensa, órgão do partido republicano no estado, publicou telegramas dizendo que o candidato foi vaiado em Campinas e Ribeirão Preto.

Ainda criticando a passagem de Seabra por São Paulo, “Os nossos colegas do ‘Correio Paulistano’[...]” (19/01/1922), é um extenso artigo que critica a chegada do candidato à vice- presidência da dissidência ao estado. Segundo o artigo, o candidato declara que regenerar o estado e questiona “regenerar o quê?” e ainda afirma: “O sr. J. J. Seabra vem para ensinar, vem para doutrinar, vem para orientar, mas elle conseguirá, apenas, apprender”.

O candidato J. J. Seabra também enfrentava várias notícias que traziam informações que procuravam afetar sua imagem política “O bombardeador da Bahia” (27/01/1922) é a transcrição de um artigo publicado na Gazeta que relata o episódio do “Bombardeio da Bahia” em que conterrâneos do estado bombardearam os prédios da cidade de São Salvador, e segundo o artigo, a mando do então senador J. J. Seabra que queria ser governador contra a vontade do povo. “Que pretende o sr. Seabra em São Paulo? [...] propaganda de sua candidatura e da do celebre negocista da Leopoldina? Poderá faze-lo a vontade, na terra generosa de todas as liberdades. Mas será em vão [...] o povo não dará nunca o seu apoio”. “Ataques ao sr. Seabra” é uma nota do Estado de S. Paulo que transcreve parte de um artigo do jornal baiano A Tarde em que este critica severamente J. J. Seabra e comenta sua excursão ao sul do país cercada de tumultos, agressões e violências. O articulista conclui a matéria perguntado ao sr; Seabra se “ainda são os mesmos os seus propósitos de intolerância política, de perseguições a adversários, de violências, atemptados e crimes” tal qual tem seguido o seu governo na Bahia e “Na Bahia - A política do sr. Seabra – um artigo da ‘Tarde’” (16/02/1922) é um artigo que reproduz reportagem do jornal Tarde em que o matutino baiano conta um caso de assassinato e procura fazer ligação com o modelo de governo instaurado pelo governador do estado e com o próprio governador.

Dada a atenção dispensada à sua imagem, Seabra teve o cuidado de desmentir um boato veiculado pelos jornais bernardistas. “Uma declaração do sr. J. J. Seabra”(24/02/1922) traz a notícia de que o candidato baiano telegrafou ao presidente de Sergipe sr. Pereira Lobo, desmentido notícia veiculada pela imprensa que este estaria disposto a invadir o território do referido estado para perturbar o pleito eleitoral.

E ainda houve algumas manifestações de apoio na passagem do candidato baiano como relatado em “Na Bahia – Um editorial do ‘Diário de Noticias’” (26/02/1922) que se trata de um comentário de um editorial do Diário de Notícias de São Salvador que informou que o sr. Seabra afirmou “categoricamente que quando em Petrópolis, o sr. Ruy Barbosa lhe assegurara que seriam para os candidatos da dissidência os votos dos seus fervorosos correligionários da Bahia” o que efetivamente o conselheiro baiano procurou fazer em suas sugestões de chapa, como visto anteriormente e, “No Rio – O sr. Paulo de Frontin” (12/01/1922) em que a nota indica reunião entre o ex-chefe da Alliança Republicana com o candidato J. J. Seabra em que o primeiro atesta seu apoio ao político da dissidência.

Esse apoio do sr. Paulo de Frontin é abordado com freqüência no jornal paulista. Muitas notas retratam todo o processo da saída do sr. Frontin da Alliança Republicana, partido que apoiava a candidatura bernardista e a declaração do seu apoio à causa dissidente.

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