4.3 Some Problems of Selecting Compact Reserves and their Mathematical Programming Formulation
4.3.1 Problem I: Protection, at the Lowest Cost, of at Least Ns Species of a Given Set, with a Compactness
A partir dos objetivos e do problema de estudo, definimos o instrumental metodológico da pesquisa. Segundo Marconi e Lakatos (2017, p. 178), nas investigações, nunca se utiliza um método ou uma técnica somente, mas todos os que forem necessários ou apropriados para determinado caso. Assim, para coleta de dados, optamos por trabalhar com questionário, ficha de identificação, entrevista semiestruturada e documentos oficiais (arquivos escolares).
QUESTIONÁRIO
O questionário, conforme define Amado (2014, p. 271), é um instrumento que tem grande valor heurístico e é muito utilizado nas investigações.
A escolha do uso de questionário, com perguntas fechadas e abertas, nesta pesquisa, deu-se com o objetivo de obtermos uma descrição socioeconômica, demográfica e escolar de estudantes, de 15 a 17 anos, matriculados nos anos finais do Ensino Fundamental, bem como identificar alunos em distorção idade-série e, dentre estes, aqueles que sempre estudaram nas escolas investigadas. Uma outra intenção foi descobrir em que disciplina os estudantes tinham mais dificuldade, definindo a área do conhecimento dos professores que seriam entrevistados. A elaboração desse instrumento partiu de temas que consideramos relevantes para caracterização dos estudantes e que poderiam apresentar questões iniciais de pesquisa, são eles: identificação, origem, trabalho e escolaridade.
A aplicação envolveu os estudantes que aceitaram o convite para participar da pesquisa e retornaram com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE para menores assinado por seus responsáveis legais.
Como o retorno do TCLE para menores dos interessados foi de apenas 52%, nos distanciamos tanto dos critérios iniciais de escolha dos respondentes – heterogeneidade e equilíbrio de gênero, idade e ano escolar – quanto da expectativa de envolvermos todos os alunos que apresentassem interesse em participar do estudo. Contudo, esse fato não comprometeu o andamento da pesquisa e o alcance de seus objetivos.
FICHA DE IDENTIFICAÇÃO
A Ficha de identificação foi um instrumento elaborado para descrever os professores e coordenadores entrevistados no tocante à identificação, formação e atuação profissional. Seu preenchimento antecedeu às entrevistas e aconteceu após assinatura do TCLE para maiores de idade e do Termo de Autorização para Gravação de Voz, documentos do CEP/UFRN. Esse instrumento foi pensado para ser respondido de forma escrita e tornou-se um recurso de aproximação entre entrevistadora e entrevistados, pois, durante o seu preenchimento, os entrevistados, em geral, faziam comentários sobre seu tempo no magistério, sua atuação, contribuindo para a construção de uma atmosfera informal.
ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA
A entrevista é uma técnica bastante usada na coleta de dados das pesquisas sociais e educacionais. Segundo Amado (2014, p. 207), “é um dos mais poderosos meios para se chegar ao entendimento dos seres humanos e para a obtenção de informações nos mais diversos campos”. De acordo com Bogdan e Biklen (1994, p. 134), “[...] a entrevista é utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao
investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo”.
Quivy e Campenhoudt (1992, p. 194) consideram a entrevista adequada para “a análise do sentido que os actores dão às suas práticas e aos acontecimentos com os quais se vêem confrontados”, aspecto que torna a entrevista um meio potencial de recolha de informação, particularmente quando se pretende entender o fenômeno estudado.
Amado (2014, p. 208-210) classifica os tipos de entrevista de acordo com a sua estrutura: 1. Entrevista estruturada ou diretiva, com perguntas programadas e lançadas de modo estandardizado a todos os entrevistados; 2. Entrevista não estruturada ou não diretiva, com perguntas que derivam da interação; 3. Entrevista semiestruturada ou semidiretiva, com perguntas que derivam de um plano prévio, mas sem uma imposição rígida de questões; 4. Entrevista informal, sem plano prévio, normalmente são verdadeiras conversas ou troca de ideias acerca do vivido.
Tendo em vista os objetivos de pesquisa, decidimos trabalhar com a entrevista semiestruturada. Conforme Lüdke e André (1986, p. 34), essa estrutura não é rígida e permite que o entrevistador faça as necessárias adaptações, nesse sentido, entende-se ser possível complementar o roteiro de entrevista com outras questões de interesse do entrevistador.
Os roteiros de entrevista foram elaborados com a preocupação de conter questões claras e relevantes para o estudo. Manzini (apud MANZINI, 2003, p. 2) salienta que o roteiro, além de servir para coletar informações básicas, é um meio para o pesquisador se organizar para o processo de interação com o informante. Esse autor nos pede cuidados quanto à linguagem, forma e sequência das perguntas nos roteiros, desse modo, nossas questões foram revisadas por duas pesquisadoras experientes no uso da técnica de entrevistas, ambas professoras da pós-graduação/UFRN, uma da área de educação e outra da psicologia educacional.
A condução das entrevistas se deu de modo individual mediante o aceite, dos sujeitos participantes, ao convite para participar da entrevista e autorização para gravação de voz.
Os relatos foram audiogravados e, posteriormente, transcritos na íntegra e submetidos à Análise de Conteúdo.
Foram entrevistados dez participantes: quatro estudantes (um da Escola 1, dois da Escola 2 e um da Escola 3), três professores (um de cada escola) e três coordenadores pedagógicos (um de cada escola). As entrevistas totalizaram um tempo de 2h37min, sendo 24min47seg com os estudantes, 56min09seg com coordenadores e 62min08seg com professores. Os alunos selecionados para a entrevista faziam parte do grupo dos treze
estudantes, com distorção idade-série, que cursavam o Ensino Fundamental, desde o 1º ano, nas escolas investigadas.
DOCUMENTOS OFICIAIS
Bogdan e Biklen (1994, p. 180) consideram documentos oficiais memorandos, minutas de encontros, boletins informativos, documentos sobre políticas, propostas, códigos de ética, dossiers, registros dos estudantes, declarações de filosofia, comunicados à imprensa e coisas semelhantes. Segundo esses autores, nesses documentos, os investigadores podem ter acesso à “perspectiva oficial” e às diversas maneiras como o pessoal da escola se comunica.
Tomamos como documento oficial para coleta de dados a Ficha de Matrícula e Conclusão Anual dos estudantes entrevistados, na qual encontramos o histórico dos alunos com sua situação em cada ano escolar e alguns registros de desempenho.
O conteúdo desse documento foi organizado e analisado de modo inter-relacional.