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Principles of Third-Generation (3G) Security

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Third-Generation Security (UMTS)

4.1 Principles of Third-Generation (3G) Security

A Rede C, mostrada na Figura 09, foi construída com o objetivo de averiguar se as professoras investigadas participaram de outros movimentos de formação relacionados ao contexto do ensino de Ciências e do uso de TIC para prática pedagógica. Além disso, também foi investigado o interesse das professoras em participar, no futuro, de outros cursos de formação. Com esta finalidade, a Rede C

traz em sua configuração a chave denominada OUTRAS FORMAÇÕES de 2007 – 2012 que revela a trajetória de formações destes profissionais no referido período mostrando se a Secretaria Municipal de Educação ofereceu outros cursos de formação continuada e se a Professora participou desses cursos, mais especificamente, de cursos na Área de Ciências e de TIC na escola. Neste contexto foram identificados Cursos não só oferecidos pela SME, mas também Ministério da Educação (MEC), conforme mostrado na Figura 09. Além disso, foram identificados

Temas de interesses para futuras formações apontados pelas docentes.

Figura 09: Rede C – Outras formações de 2007 – 2012

Nesta perspectiva, observa-se que cinco (05) municípios ofereceram outros cursos de formação continuada para professores da rede nos últimos cinco anos. Sendo identificado que entre as professoras que atuam nesses municípios, apenas P7 não participou dessas formações. Entretanto, a professora relatou em sua entrevista que estava concluindo o mestrado na área de educação, realizado à distância, em uma universidade de Portugal, indicando assim, a continuidade de sua formação docente. Entre as ações de formação oferecida merece atenção o caso do Município de Nova Venécia, que segundo a professora P2, que hoje atua no desenvolvimento de projetos de formação continuada da SME, que continuou oferecendo o curso de formação continuada do Projeto Educação em Ciências mesmo após o encerramento do curso na UFES, desenvolvendo para isso uma certificação própria junto a SME a partir de um acordo firmado com o CEFOCO/UFES.

As demais professoras participaram de formações na Área de Ciências, onde duas (02) professoras, P1 e P5, participaram de um Curso sobre Drogas, oferecido pelo

MEC, duas (02) docentes, P4 e P5 participaram do Curso sobre Meio Ambiente oferecidos por suas respectivas SME e duas (02) professoras, P3 e P6, relatam suas participações nos Encontros de área que são periodicamente realizados nas escolas. Acerca desses cursos é relevante destacar que praticamente todos os cursos citados, exceto os Encontros de área, são realizados à distância, reiterando a importância do uso de TIC no contexto da educação não apenas para a prática pedagógica, mas também para a formação do professor, vistos que os cursos de formação na categoria à distância demandam o uso de ferramentas de TIC ao longo de todo o processo de execução. Já na Área de TIC na escola foram oferecidos dois (02) cursos de formação do ProInfo, sendo assim uma ação do governo federal através do MEC. E, apenas três (03) professoras participaram desses movimentos de formação que apresentavam uma dinâmica semipresencial de execução, demando também o uso de TIC para ser realizado.

Essa participação das professoras coparticipantes da pesquisa em cursos de formação continuada acompanha uma tendência nacional apresentada pelo CGE (2012) ao mostrar que75% dos professores brasileiros participaram de atividades de formação continuada nos últimos dois anos. Entretanto, outros olhares devem ser lançados sobre esse índice que, aparentemente, é bastante positivo: as ações de formação continuada, que são amplamente difundidas no contexto da educação, tem recebido atenção quanto ao acompanhamento/avaliação de sua implementação na escola, na sala de aula? É garantido que as metodologias e práticas difundidas nestes cursos têm chegado até os alunos? Como essas formações são sentidas e refletidas na escola? Ou será que a formação continuada de professores tem assumido a característica de descontinuada ao ter seu ciclo de reflexões e práticas fechado/ interrompido no professor que não transpõe o conhecimento para a prática pedagógica? Permanecendo assim com o método tradicional de ensino que cada vez mais vem tornando-se menos atraente para o aluno.

É nessa perspectiva de análise que, voltando para o âmbito do uso de TIC na escola, Zaidan (2010) aponta que a falta de acompanhamento pós-formação, assim como ocorrido no curso de formação de 2007, pode levar a subutilização desses recursos no contexto educacional, além de impedir a análise da efetividade do uso

de TIC para auxiliar a aprendizagem do aluno, o que seria o objetivo principal de todo esse processo.

A inexistência de uma política de acompanhamento para a continuidade dos projetos nas unidades de ensino, impede que os professores implementem propostas que ofereçam condições para os alunos desenvolverem suas práticas de informação e, em consequência, reforçar a subutilização das tecnologias que, são fundamentais para conviver na sociedade contemporânea (ZAIDAN, 2010, p. 148)

No contexto da formação para o uso de TIC, mais uma condição precisa ser considerada, conforme aponta Freitas (2012), ao retratar que a constante mudança das tecnologias demanda realmente uma formação dita continuada, visto que

Os recursos tecnológicos estão em constante aprimoramento e evolução, o que leva a necessidade de continuadas formações para o uso pedagógico dessas tecnologias, sobretudo para aqueles professores que não tiveram oportunidade de contato com esses recursos em seu curso de formação inicial (FREITAS, 2012).

Reafirmando assim, a necessidade de formação permanente presente na sociedade da aprendizagem, que é apresentada por Pozo (2002) como uma necessidade não apenas dos professores, mas de qualquer segmento profissional.

Na sociedade da aprendizagem se observa também a necessidade de uma formação permanente e de uma reciclagem profissional que alcança quase todos os âmbitos profissionais como nunca aconteceu em outros tempos, como consequência de um mercado de trabalho mais cambiante, flexível, inclusive imprevisível, junto a um acelerado ritmo de mudança tecnológica que nos obriga a estar aprendendo sempre coisas novas, ao que, em geral, somo muito reticentes (POZO, 2002, p. 31).

Essa demanda de formação continuada foi identificada na Rede Perfil do Sujeito onde se observa a elevada Quantidade de cursos de especialização realizados pelas docentes e também aparece nos relatos das professoras, que de forma unânime disseram que tem interesse em participar de outros movimentos de formação. Essas docentes também indicaram os Temas de interesse para futuras

formações, sendo as Atividades práticas no contexto do ensino de Ciências o

mais indicado pelas professoras, seguindo de Conteúdos do 9º ano e Sexualidade. Além desses, mesmo citados apenas uma vez, apareceram os temas Meio ambiente, Mestrado em Educação, Gestão escolar, Laboratório de Ciências e Licenciatura em Química.

Ao analisar essas respostas observa-se uma intrínseca relação entre a Formação da professora, que pode ser verificada na Rede Perfil do Sujeito, e o tema de interesse por ela apresentado. Excetuando-se pelo caso da professora P8, cujo interesse associa-se com a Função de Coordenadora de laboratório de Ciências que está realizando atualmente e que, conforme foi identificado no momento da entrevista, corresponde a um projeto que é seu antigo sonho, o qual foi sendo amadurecido ao longo de 33 anos de prática docente e, mesmo com essa vasta experiência, ainda tem interesse em participar de formação para melhor atender os alunos nesta nova função que vem desempenhando há dois anos.

Outro caso interessante busca intermitente por formação é da professora P9, que na época em que foi realizada a entrevista estava concluindo o curso de Licenciatura em Física. E, mesmo já sendo graduada em Matemática, Ciências Biológicas e Pedagogia, relatou que tem interesse em cursar a Licenciatura em química para, assim, segundo ela, abranger todas as áreas da Ciência.

Esses resultados direcionam para o entendimento de que a ideia da necessidade de atualização profissional presente na sociedade da aprendizagem (POZO, 2002) já foi incorporada por parte do grupo das professoras entrevistadas. Além disso, propiciou a discussão sobre a permanência dos conhecimentos construídos na formação continuada na sala de aula que parece constituir-se na descontinuidade da formação e, por fim, os dados da Rede C também trazem direcionamento sobre temas a serem trabalhados no desenvolvimento de futuras ações de formação que atendam as perspectivas do professorado.

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