Um dos aspectos que reforçam o poder de agendamento da mídia, diz respeito ao caráter auto-referencial predominante nas notícias. Antecipamos esta tendência em outras passagens do texto, mas cabe agora aprofundá-la a fim de compreender uma das prerrogativas para que ocorra a agenda-setting, ou seja, um elevado grau de exposição do público a determinado conteúdo no noticiário. Uma vez que as notícias são produzidas a partir de fatos que repercutem no cotidiano, um dos referentes para a seleção de acontecimentos é justamente o próprio universo midiático. Os gatekeepers, ou seja, aqueles que fazem a triagem dos acontecimentos que podem virar notícias trabalham atentos aos informativos concorrentes, buscando acessar os fatos do dia e os assuntos que possuem interesse público suficiente para ser divulgado. Nesta rotina, boa parte do conteúdo utilizado, é disseminado por diversos organismos de imprensa e pelas agências de notícias, além, é claro, do farto material distribuído pelas assessorias de imprensa, principalmente dos órgãos governamentais. Isto não elimina outras fontes informativas, oriundas de diversos agentes sociais, econômicos, científicos etc, mas reflete que há um predomínio entre os setores com maior ascendência ao campo jornalístico.
Quem já visitou uma redação jornalística, percebe que a matéria-prima de trabalho dos profissionais responsáveis pela elaboração da pauta jornalística, são os próprios veículos de comunicação. Cedo recebem em suas mesas os principais jornais do dia e as revistas da semana. Trabalham cercados por aparelhos de televisão, onde são monitorados os principais telejornais. Estações de rádio-jornalismo também estarão na escuta, para cercar de todos os lados tudo que seus concorrentes estão veiculando. Enquanto isso, telefonemas não param nas redações, com assessores de imprensa e outras fontes jornalísticas passando informações e
sugerindo pautas. Quando os olhos escapam dos impressos e da televisão, estarão voltados para o computador, vasculhando sites e recebendo e-mails, num trabalho incessante em busca de assuntos que podem gerar notícias. Não podemos esquecer dos releases23 e do material
fornecido pelas agências de notícias. Portanto, resumidamente, esse é circulo da notícia, que estaremos retomando mais detalhadamente na seqüência do trabalho.
Outro aspecto inerente a esta tendência é a necessidade de legitimar aos discursos jornalísticos, onde os profissionais da imprensa muitas vezes buscam respaldo entre seus pares para certificar e dar credibilidade às suas informações. Assim, permanece um ciclo vicioso entre os jornalistas, que buscam checar nos colegas os principais temas que auxiliam seu trabalho editorial. É claro que o enfoque é diferenciado, uns darão mais destaque a determinados aspectos, bem como, os espaços editoriais também serão especificados em função de particularidades internas, mas enfim, a pauta do dia, terá similaridades em diferentes noticiários. Isso não significa dizer que a certificação não aconteça em outros campos, onde residem as chamadas fontes jornalísticas. Pelo contrário, é neste âmbito onde as informações circulam e são verificadas. Mas ocorre freqüentemente a certificação entre o próprio meio jornalístico, pois o processo de produção jornalística também está voltado para a concorrência, verificando aquilo que os demais noticiários estão veiculando. A divulgação de determinada notícia confere o status jornalístico que pode influenciar a cobertura de outros organismos de imprensa onde não circulou determinada informação.
Um exemplo disto pode ser visto a partir de Pereira Júnior (2000, p.110), quando diz que "a notícia na medida em que vai se construindo vai passando por um processo de negociações. Quando faltam algumas informações na matéria, os editores recorrem aos jornais diários para cobrir a ausência de dados". Outro critério de edição, principalmente quando é feito em cima da hora, o autor (p. 113) diz que é "o de ir diretamente na fala de alguém legitimado pela autoridade da função. Ou seja, a voz oficial: um secretário municipal, um representante de uma associação ou sindicato etc.". Nessa passagem do autor, vemos a confirmação das duas tendências em questão no jornalismo: a preferência pelas fontes oficiais e a busca de informações entre seus pares. Como observa o autor (p. 127) o mundo dos jornalistas é muito auto-referencial. Ou seja, a primeira preocupação deles na edição de uma matéria jornalística é a opinião dos seus colegas. Visão semelhante é partilhada por Kucinscki (1998, p.27): "como as hierarquias são formadas por jornalistas, o controle social da
23 Texto destinado aos jornalistas que é produzido pelas assessorias de comunicação, com informações para
informação e os mecanismos de supressão e filtragem de correntes de opinião dificilmente podem ser operados sem cooperação dos próprios jornalistas".
Fausto Neto (1995, p.10-11), diz que as ações discursivas dos jornalistas não apenas relatam o acontecimento, mas vão tecendo o acontecimento que desembocam. Estas ações discursivas ocorrem paralelamente a ações inerentes aos procedimentos jornalísticos, como as de pautar, agendar, interferir, simular, editar etc, não só os cursos, mas os próprios acontecimentos. Ele procura descrever como se organiza a teatralização de um dizer sobre a política, chamando a atenção para as maneiras de como esse poder de dizer se autonomia e, ao mesmo tempo, se auto-referencia. Também constitui uma ‘testemunha sempre autorizada’ daquilo que viu, mostrou e comentou sobre o espaço da política. Mapeamento operações discursivas que constroem processos de sentenciamento, Fausto Neto (1995, p. 12), diz que fecham o campo de sentido, exortando a ação de outros poderes.
Neste ponto o autor chama a atenção para a auto-referência dos jornalistas, não somente na prática discursiva, mas também como testemunha dos fatos. Isso além de interferir nos acontecimentos, acaba provocando um particular julgamento para fatos polêmicos, como foi no caso do impeachment do ex-presidente Collor, analisado pelo autor.
Fausto Neto (1995, p.19), ainda observa um recurso auto-legitimador na rotina jornalística, aspecto que referimos anteriormente. Descreve o processo enunciativo jornalístico, não somente de mostrar e analisar o real, mas é igualmente legitimado e reconhecido por outras instâncias internas do ‘mundo da informação’. Trata-se de mecanismos que buscam desenvolver sua própria ‘auto-legitimação’. Reforçando essa argumentação, o autor mobiliza uma série de narrativas onde os jornalistas enfatizaram a importância de seu trabalho no processo de impeachment, como por exemplo, do jornalista Sérgio Gabriel da Rede Bandeirantes, dizendo que “os jornalistas estão se antecipando às investigações oficiais e até pautando a CPI que apura as denúncias sobre PC” (p. 19). Ou ainda Marília Gabriela, no mesmo telejornal: “um dia o presidente Collor repetiu Tancredo, declarando que a imprensa eram seus olhos e seus ouvidos”. Das diversas exemplificações, Fausto Neto (1995, p. 21) conclui que as conseqüências do trabalho jornalístico são lembrados, enfatizados e também destacados como componentes estratégicos para o funcionamento e avaliação de instituições, especialmente as relacionados com o campo da política. Através de uma combinatória de enunciações, nos quais os media falam de outros media, referenciam outros processos ou legitimam entre si a eficácia de cada um deles. Fausto Neto cita (1995, p.23) e Umberto Eco (1991, p.127) quando lembra que os meios de
comunicação parecem no seu conjunto de citações referir-se ao mundo, mas de fato se referem ao conteúdo de outras mensagens de outros meios de comunicação.
A auto-referência no jornalismo não esgota a explicação sobre a uniformidade de conteúdos que observamos na mídia nacional. A auto-referencialidade da imprensa, como vimos nos autores acima, é demonstrada pelo fato de que os jornalistas estão freqüentemente observando o conteúdo veiculado pelos concorrentes, talvez dedicando mais tempo na observação dos noticiários do que em outros setores da população. É um processo de verificação e de auto-legitimação, como vimos anteriormente. Porém, outros fatores interferem, tais como: pressões no processo produtivo levam os profissionais a buscar notícias nas mesmas fontes (aí o privilégio dos agentes governamentais); o processo de socialização dos profissionais, que vem disseminado desde as faculdades de jornalismo e que influencia a visão de notícia que predomina na área; a origem social dos jornalistas (boa parte egressos da classe média de onde recebem influências sociais que podem ser predominantes); a propriedade da mídia também gera constrangimentos na atuação dos profissionais, pois os donos muitas vezes interferem sobre os conteúdos, fazendo prevalecer interesses empresariais e capitalistas inerentes à visão da comunicação como um negócio essencial para a movimentação da economia.
Um outro aspecto a ser considerado é a interferência das agências notícias de sobre o conteúdo jornalístico. Diariamente as grandes empresas da mídia nacional oferecem serviços de distribuição de notícias que são reproduzidas e utilizadas por vários veículos espalhados pelo país. Os principais exemplos são a Agência Estado e o Grupo Folha, além das agências internas que distribuem notícias para os veículos filiados ao mesmo grupo empresarial, tal como a Agência RBS. Os blogs (páginas na internet) de jornalistas e comentaristas políticos também tornaram uma fonte constante e instantânea de informações políticas que funcionam como pautas para a imprensa. O governo Lula também oferece este serviço, distribuindo informações para todo o país sobre política, economia, cultura, esporte entre outros temas nacionais. Isto gerou protesto através de editorial publicado no jornal O Estado de São Paulo24, justamente porque o governo estaria disponibilizando gratuitamente um serviço que
as empresas jornalísticas cobram para oferecê-lo (retomamos esta polêmica no capítulo 5). Enfim, são questões paralelas que também interferem sobre os conteúdos jornalísticos e acrescentam variáveis na auto-referencialidade característica no jornalismo contemporâneo.
24 Com título "A estatização da informação", publicado na edição do dia 16/09/2003. O assunto também
repercutiu na reportagem "Para a oposição, Estado virou aparelho do PT", assinada pelos jornalistas João Domingos e Gisele Guedes - Estado de S. Paulo (16/09/2003).
A posição de destaque que usufruem alguns veículos de penetração nacional também deve ser considera. Esta constatação é respaldada por Kucinski (1998, p. 24-25), ao ressaltar a força dos jornais na definição da agenda nacional:
Por suas razões oligárquicas, seu caráter documental, a alta qualidade gráfica e circulação entre elites e os condutores da mídia, cabe aos quatro grandes jornais25, periódicos de temática nacional, a iniciativa na definição da agenda
de discussões. Servem de pauta para rádios e jornais e revistas, além de serem recordados para o clipping 26 das assessorias de imprensa de políticos
e empresas. Os jornais de outras capitais assinam os serviços desses jornais, inclusive colunistas. Por meio de suas agências de notícias, os quatro jornais disseminam material de cunho mais acentuadamente ideológico, com finalidade de manipulação e persuasão, mais explícitas do que ousam fazer em suas próprias páginas.
Complementa dizendo que a função de definição da agenda nacional é tão dominante na política editorial dos jornais de temática nacional, que as manchetes dos quatro maiores são freqüentemente idênticas, fato que ele chama de “mesmice jornalística”, uma aplicação extrema do conceito de factibilidade de Tuchman. Porém, em outros momentos de sua obra, o autor evidencia que a agenda é originária dos grandes jornais, mas quem se encarrega da massificação dos temas é a televisão (no capítulo um, apresentamos dados estatísticos sobre incidência da TV como principal fonte informativa).
Azevedo (2004, p.55-56) diz que há dúvidas a respeito de quem produz mais eficientemente a agenda-setting no público, os jornais ou a televisão? A maioria dos autores aponta a imprensa escrita (jornais e revistas), pois na TV as notícias são curtas e descontínuas, não permitindo uma visão mais aprofundada e contínua dos temas em debate como na mídia impressa. Porém, cita pesquisas mais recentes que apontam efeitos significativos de agendamento na televisão, como os episódios da Guerra do Golfo e os atentados de 11 de setembro de 2001.
Na verdade existe uma simbiose entre jornal e televisão, onde um setor de mídia serve para legitimar o outro. Esta relação é descrita por Queiroz (1993) no livro TV de Papel. O autor demonstra que há uma associação de interesses para publicação de notícias sobre televisão no jornal, criando uma relação indissociável capaz de promover a legitimação da linguagem da TV enquanto instrumento de poder, onde o jornal atua como complemento da televisão. Seu objetivo é demonstrar nos estudos da comunicação que existe uma dependência da TV para o jornal. Embora poderosa, a televisão não consegue ser um campo de
25 Referindo-se aos jornais: Folha de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo.
comunicação absoluto, possuindo necessidades complementares (p. 11). O autor reforça a tese de Kucinski sobre os quatro grandes jornais (FSP, O Estado de SP, JB, e o Globo), pois comprova suas hipóteses com material empírico destes periódicos. Entre as conclusões do autor, está a acentuada indissociabilidade e imprescindibilidade dos veículos de comunicação impressa como instrumentos complementares e capazes de garantir a legitimidade da linguagem da televisão como instrumento de poder (p. 12). O jornal é peça decisiva para compreensão desta aliança de interesses muito nítidos "que compõem a TV de papel" (p. 12).
Lima (2006, p.168) também respalda a importância dos quatro jornais citados na definição da agenda política nacional a partir de três argumentos: primeiro, porque eles mantêm as agências de notícias que disponibilizam seu noticiário on-line, via Intenet; segundo, porque eles são lidos e reproduzidos pelas emissoras de rádio e pelas assessorias de imprensa de todo o país; terceiro, porque cabe à televisão a popularização da agenda política por eles definida diariamente. O autor acrescenta que os dois primeiros argumentos não invalidam o fato conhecido de que a mídia impressa é excludente e auto-referente. Finalmente, defende que a mídia eletrônica compartilha a definição da agenda pública com a impressa, ou seja, televisão e jornais são co-responsáveis pela definição da agenda.
Se verificarmos diariamente o site da Radiobrás (www.radiobras.gov.br), agência de comunicação do governo federal, que disponibiliza um comparativo entre as principais manchetes do dia, é possível verificar esse sintoma apresentado por Kucinski, Lima e Queiroz. Portanto, a ênfase dos principais jornais e da televisão na formação da agenda política nacional será central para a análise que desenvolvemos nos capítulos finais da tese.
O curioso é que Bernardo Kucinski foi um dos assessores de comunicação do presidente Lula. Sua função foi justamente monitorar diariamente o repertório da imprensa, orientando o chefe de Estado e lideranças de governo a partir dos temas em voga na opinião pública, moldados pela repercussão jornalística nacional. Outra curiosidade é que o professor quando licenciado da Universidade de São Paulo foi buscar inspiração para o seu trabalho nos Estados Unidos, acompanhando a rotina dos assessores de comunicação da Casa Branca. Em uma passagem anteriormente citada no texto, Kucinscki comparava a imprensa norte- americana com a brasileira na formação do consenso. Portanto, alguns referenciais utilizados naquele país também auxiliam a compreender a dinâmica da comunicação política no Brasil, pois a comunicação do governo federal também é inspirada no modelo norte-americano.
Provavelmente o que o assessor de Lula escutou na Casa Branca, pode ser constatado na narração abaixo de Timothy Cook (1997, p.131)27, que analisou o relacionamento da mídia
com o governo americano. O destaque fica pelo aspecto valorativo que os assessores dão para a imprensa, bem como o tempo despendido diariamente no relacionamento com os jornalistas e na análise de notícias:
Todos os [assistentes do presidente] entrevistados concordam que a mídia nacional desempenha um papel muito significante no processo de tomada de decisão. Uns poucos respondentes relataram que nas reuniões da Casa Branca, em geral, mais tempo é gasto discutindo a mídia que qualquer outra instituição, incluindo o Congresso, e que todas as políticas são desenvolvidas e apresentadas com a reação da mídia em mente. Um respondente relatou que a mídia tem “incrível poder, muito além do que os professores ensinam na faculdade”... De acordo com outro respondente, “Aqueles dentro da imprensa são participantes, não vítimas... Grande parte de cada dia é gasto em antecipar como a imprensa irá cobrir [um evento político], como eles irão avaliá-lo e que tipo de análise eles vão fazer sobre ele...” De acordo com outro: “Eu me espanto como tal considerável quantia de energia [na Casa Branca] é gasta com as relações com a imprensa...”
Cook (1997) conclui que estas entrevistas revelam uma preocupação contínua com a mídia de notícias, não somente em como vender iniciativas previamente concordadas por trás de portas fechadas, mas também no mesmo processo de identificar problemas, fixando programas de trabalho, e formulando respostas políticas. Portanto, apesar do autor não utilizar esse referencial teórico, fica evidente o processo de agendamento nas declarações citadas, demonstrando como a mídia passa a fazer parte do governo nas suas preocupações e ações cotidianas.
O pesquisador americano não enfatiza a hipótese do agendamento na sua pesquisa, mas é partidário da auto-referencialidade no jornalismo. Cook (1997, p.166) prefere utilizar a expressão da homogeneidade, para demonstrar a similaridade de conteúdo nos noticiários políticos, reforçando sua tese em defesa da mídia como instituição política, trazendo consigo um conjunto limitado de interpretações políticas:
Esta homogeneidade através dos veículos noticiários e a repetição, com o passar do tempo, resulta na força política das notícias. Como as suposições e rotinas produzem notícias previsíveis com o passar do tempo e notícias homogeneizadas através de veículos noticiários, seu valor é reforçado. As ferramentas do jornalismo raramente são objeto de escrutínio direto quando os jornalistas, ao aplicá-las conscienciosamente, geralmente inadvertidamente disfarçam a sua presença, excluem o seu impacto (...).
Segundo ainda Cook (1997, p.186), ele considera esta padronização como um problema na interferência da mídia na política. Diz que se a mídia de notícias não fosse assim homogeneizada, o seu poder independente não seria tão grande, tanto em relação aos atores políticos quanto em relação ao público. Propõe que as políticas deveriam ser elaboradas para diversificar e variar todos os comunicados políticos direcionados ao público, com um maior comprometimento com a noção de que cada veículo de mídia deveria se voltar para diferentes leitores, telespectadores, e ouvintes, ao longo de linhas demográficas e inclinações ideológicas. Em outras palavras, diz Cook (Idem), substituindo as tentativas jornalísticas habituais para alcançar um público indistinto grande, com abordagens mais direcionadas por organizações de notícias em particular, e modelando as notícias naquela base, conseqüentemente não só aumentará a habilidade dos cidadãos coletivamente em achar as informações de que eles precisam; dessa forma reduzindo o problema do poder irresponsável da mídia de notícias, sugere o autor.
Como vimos a auto-referência do jornalismo é importante para compreender seu potencial de agendamento e conseqüentemente interferir nas ações do governo. Observamos, também, que a mídia é referência permanente para os governantes, enfocando como as autoridades públicas ficam atentas ao noticiário, focando suas ações e planejando eventos para influenciar a cobertura jornalística, ao mesmo tempo em que também são influenciados por ela. Essa relação simbiótica pode ser compreendida a partir de outro paradigma, um pouco diferente do até agora exposto na perspectiva da agenda-setting.