Chapitre I - Etat de l’art
3. Caractérisation expérimentale de l’os spongieux
3.1. Matériels et méthodes
3.1.1. Préparations des échantillons
A novidade deste estudo, é que através da implementação do portfolio na sala de actividades, conseguimos desenvolver um procedimento estratégico para desenvolvimento de competências das crianças, envolvendo os pais, estimulando-os à participação, em actos de leitura.
Considerando o portfolio, “uma escola de competências” (Bernardes e Miranda, 2003), quisemos estabelecer uma estrutura organizacional que permitisse a participação / cooperação de todos os intervenientes, crianças, educadora, auxiliar, pais e comunidade, explicito na defesa intransigente do princípio, que cabe ao educador apenas orientar o caminho que se vai percorrendo.
Tornamos pois claros os objectivos do portfolio: a) instrumento de recolha de dados para a investigação;
b) materialização das aprendizagens das crianças no domínio da linguagem oral e abordagem à escrita;
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d) constituição de um programa de promoção de hábitos de leitura que apelidamos de sócio –curricular, pelo impacto que reveste, nas vivências das crianças em contexto escolar e familiar.
Assistidos agora, pela preocupação em traçar linhas orientadoras do nosso trabalho prático, quisemos tornar aprazível aos olhos da criança, o acto de começar a colocar as peças do puzzle. Por que ordem? Como começar? Iniciámos o percurso com certas prioridades:
Separador 1 – Eu e a minha família/Identificação
Nada mais prometedor, para iniciar a feitura do portfolio, que procurar cativar emocionalmente a criança, valorizando uma peça fundamental que é a ligação afectiva com a família. Demos continuidade ao trabalho que estava a ser realizado na sala, de forma a prosseguir com coerência. Como refere Chaves (2005, p. 9), “(…) a identidade é melhor compreendida não como essência fixa ou uma substância que existe profundamente dentro de uma pessoa à espera de ser descoberta, mas antes como fluido e um processo em curso, que vai progredindo através da narrativa”.
O trabalho da árvore genealógica, já iniciado em Dezembro e que estava a contagiar de animação as crianças e a envolver todos os pais, constituiu a primeira alavanca para o incentivo de alicerçar a vontade em aproximar do portfolio, os pais e os filhos. Para nós, foi importante continuar o que estava a ser feito, afluindo para o portfolio, um trabalho já iniciado, parecendo-nos abeirar de um novo significado a partir das experiências realizadas. De facto, as crianças ficavam maravilhadas ao recortarem as caras dos familiares e olhavam com expressão de felicidade o trabalho final. O abrir do portfolio, iria tornar-se um momento de aconchego e ternura pelo vislumbre das pessoas queridas.
Separador 2 – As minhas características e preferências
O passo seguinte foi dado, de forma a pensar, no que a criança sente, como ser individual, com identidade própria. Ao ver-se confrontada com o desenho da sua figura, e consequente avaliação física e psicológica, sua e dos colegas, a criança sente-se valorizada, o que faz aumentar a sua auto- estima. Na realidade a criança expressa o que é e o que gosta de fazer, os
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seus gostos, sentimentos e emoções, e tal vai diferencia-la como ser com identidade própria, mas responsável e solidária na relação com o outro.
Separador 3 – Comunicação com os pais
O terceiro passo, surgiu da necessidade de conversar com os pais, acerca do propósito do nosso trabalho, incentivando-os ao processo de participação de medidas estabelecidas e a desenvolver conjuntamente. Colocaremos neste separador, diferentes tipos de comunicação, como questionários, recomendações de tarefas, folhetos informativos, etc., que se vão acumulando ao longo do desenvolvimento da intervenção. De referir a existência de um encontro com pais, sempre que se finaliza cada ciclo de trabalho de registo, de experiências ao longo da semana para o portfolio, com objectivos bem delimitados, ao propósito de suscitar uma crescente motivação de acompanhamento da vida escolar, e na tarefa de ler e contar, para e com os filhos. Como refere Santos (2003. p. 142), “À medida que você continua a explorar e aprender compartilhe suas experiências com as crianças, pais e colegas (…) Os portfolios podem proporcionar uma reflexão e uma comunicação contínua, mais rica e mais aprofundada dentro da sua comunidade”.
De facto este separador vai constituir o motor geracional do envolvimento dos pais nas tarefas pretendidas que conduzirão à promoção das práticas de leitura em casa. Somos da opinião de Shores e Grace (2001, p. 62), quando referem que:
“A comunicação escrita deve ser a base das conexões entre a escola e a casa. Através de uma variedade de registos escritos, a avaliação com portfolio proporciona diversas alternativas para que os professores, crianças, pais se comuniquem, mesmo quando os encontros não são possíveis”.
Separador 4 - As minhas experiências ao longo da semana
É pois, neste espaço, que se irão evidenciar os registos das crianças, contendo a assimilação, da vivência desenvolvida ao longo da semana. O quarto separador, demarca o início propriamente dito, da intervenção específica, que pretendemos alcançar e evidencia o processo estrutural em
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que o livro tudo faz acontecer. Começaremos por apresentar a rotina instalada desde o início do ano lectivo verificando que:
Quarta – Dia do livro, ler e contar; Quinta – Dia do Teatro;
Sexta – Dia da expressão motora e matemática; Segunda – Dia de Separar, Reciclar e Criar; Terça – Dia da música.
Teremos de realçar, que esta definição de rotina foi concebida pelas crianças no início do ano lectivo; a orientação do Educador, esteve em proporcionar vivências iniciais, que permitissem aprendizagens de forma articulada e abrangente aos vários domínios do conhecimento. A Quarta-feira, aparece agora em primeiro lugar e não a Segunda-feira como seria de supor, em virtude de ser o dia coincidente à introdução do livro, em que se inicia a planificação semanal.
Então, as crianças depois de realizarem as actividades diárias previstas, são convidadas a elaborarem registos (um por dia), que serão partilhados pela Educadora, pelos pais e pelo grupo. Como refere Shores e Grace (2001,p. 142), “Os registos sistemáticos são documentações de suas observações planejadas para cada criança, e, desse modo, a documentação para muitas de suas decisões de currículo e instrução. Uma série de registos de casos é semelhante a um álbum de família: uma valiosa fonte de evidências sobre o desenvolvimento de uma criança com o tempo
Nos registos efectuados, salienta-se a dicotomia existente entre o aluno e a avaliação de processos, defendida por Bernardes e Miranda (2003, p. 30), em que o aluno experimenta a reflexão crítica, o pensamento em voz alta e a explicação de estratégias utilizadas. Constatamos ainda, que o portfolio vai “custar o desenvolvimento do aluno durante um ou mais anos da sua escolaridade”. Queremos realçar que o conteúdo das grelhas que fazem parte deste separador, vão permitir evidenciar o percurso da intervenção em contexto de sala e visualizar a participação da criança com vista à reflexão sobre o potencial do seu desenvolvimento, comparando os trabalhos nos diferentes momentos de intervenção.
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Separador 5 - Requisição dos livros para levar para casa
Neste separador, apresenta-se o registo de requisição do livro que cada criança, leva semanalmente para casa. A criança, faz o desenho do livro que leva, diz o seu nome e o adulto regista a data de saída, e a data da entrega. Faz-se assim, o controlo dos livros que cada criança leva, permitindo-nos constatar o tipo de interesses pelos conteúdos, e a variedade de opções. A criança, não deverá levar o livro repetido para casa, a não ser que defenda a preferência, por algum motivo.
Separador 6 – Os livros que trago para partilhar no canto da leitura
Faz parte do esquema da nossa intervenção, que a criança também traga livros de casa, nos dias que os pais e ela entenderem. Cada criança, faz o registo dos livros que traz de casa na grelha, registando-se a data e outros pormenores considerados importantes. Tal procedimento vai permitir decifrar a qualidade da interacção casa -escola, verificar o nível de interesse dos pais e das crianças relativamente ao livro. Estamos perante a circunstância em que o portfolio vai “ajudar os encarregados de educação na escolha dos meios a privilegiar para acompanhar o seu educando, no seu percurso escolar” (Ibidem)
Separador 7 – Os desenhos do livro que levei para casa
Aqui, a criança coloca os desenhos, que fez em casa na companhia dos pais, das histórias dos livros que levou da biblioteca da sala e da escola. Conseguimos assim testar, o empenhamento dos pais no acompanhamento dos filhos, na tarefa da leitura partilhada. Note-se que o que se pretende é o envolvimento parental na prossecução de um determinado fim e o facto do desenho ser desenhado pelas crianças e /ou pelos pais, é considerado uma sublimação ao trabalho da criança que nos permite constatar se existiram ou não momentos de interacção familiar, consentidos pelo livro. A execução do desenho vai-nos confirmar o cumprimento da tarefa.
Separador 8 – Recolho os meus trabalhos
Neste separador, a criança selecciona, no final de cada ciclo, o desenho, a pintura, ou a colagem, que mais apreciou. De seguida, faz a auto e hetero-
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avaliação, o que permite aprofundar as razões daquelas opções, bem como levar à execução de melhoramento nas obras escolhidas. Convém evidenciar, que “do portfolio de aprendizagem deverão também fazer parte as reflexões do aluno sobre as suas produções, assim como, comentários dos colegas, dos encarregados de educação e o do professor” (Shores e Grace, 2001, p.29).
Separador 9 – As minhas fotos preferidas
A criança escolhe a sua foto preferida. Trata-se de fazer recordar, o que fez a partir do livro. A criança identifica o que estava a fazer, o que lhe permite falar do livro e da sua participação durante a semana, em que fez portfolio. Novamente a criança reflecte sobre o seu trabalho, reproduzindo actos de memória, permitindo “ilustrar as competências do aluno” (Idem, p. 28)
Separador 10 - A minha história preferida
A figura do chefe, aparece diariamente no contexto de trabalho da sala, que vai ter a tarefa acrescida de contar a sua história. Todas as crianças participam nesta actividade, cujo suporte organizativo segue a ordenação do quadro das presenças. A criança inventa, ou conta uma história conhecida, que é registada pela Educadora ou auxiliar, para ser lida novamente a todas as crianças em grupo. Esta actividade, permite ao observador/investigador, avaliar as competências de comunicação oral das crianças, o processo como se desenvolve, a sua capacidade de imaginação e mais ainda, a sua vontade em participar numa actividade tão rica e aliciante,
Esta situação de aprendizagem, vai permitir desenvolver a arte de contar histórias por parte das crianças, ao mesmo tempo que induz os pais a participar, pois, muitas destas histórias têm por base o livro ou livros que as crianças lêem em casa. De facto, a educadora analisa a forma como a criança contou a história, servindo-se do registo de episódios relevantes. Tal vai permitir reavaliar na próxima história o possível melhoramento de desempenho da criança. Servirá, como instrumento de avaliação, da capacidade de comunicação oral, do aumento lexical, da organização frásica correcta, da melhoria de articulação das palavras, da dicção correcta das letras do abecedário, etc. Concordamos com Shores e Grace (2003,p. 62), “relatos
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narrativos são resumos abrangentes das experiências do aprendizado da criança…“
Separador 11 – Desenvolvimento da aprendizagem
É aqui que o educador/ investigador vai preencher o formulário COR, instrumento de observação e avaliação, direccionado a cada criança, realizando a demonstração da evolução das suas competências ao nível da comunicação oral e abordagem à escrita, ao longo de todo o processo de intervenção. Referimos, que a grelha de observação/ avaliação vai ser preenchida em dois momentos, antes e depois da intervenção. Conforme Bernardes e Miranda (2003, p. 29), estaremos a “avaliar a prossecução dos objectivos do currículo, durante um ou mais anos, com base em diversos desempenhos”.
Separador 12 – Avaliação do projecto de intervenção e do portfolio pelos intervenientes
Centramos aqui as disposições dos participantes na intervenção educativa, considerados relevantes aquando ao processo de promoção de hábitos de leitura. A validade deste trabalho, assim como a sua autenticidade vai estar à prova das reflexões efectuadas, em que cada um dos intervenientes, irá reflectir sobre a consolidação dos objectivos do portfolio e do trabalho desenvolvido.
Concluindo este capítulo, podemos dizer que os separadores evidenciados, são demonstrativos de uma sequência organizacional, que elegemos por respeitar os níveis de compreensão e capacidade de execução por parte das crianças, sabendo, que a lógica das emoções, foi a aliada número um, da sequência estrutural deste portfolio. Todas as crianças, passam então, de forma cíclica, pela experiência de documentar o processo semanal que descreve as vivências efectuadas, as aprendizagens desenvolvidas e a forma como se desenrolaram.
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CAPÍTULO 10 – O percurso da intervenção, análise e interpretação dos