O Sleepless as the river under thee, (…)
Hart Crane, ‘To Brooklyn Bridge’
Ilustração 5– in Riis, Jacob, How the Other Half Lives
Em 1882, Nova Iorque apresentava-se como uma cidade com um aspecto algo misto entre urbano e rural. A ponte de Brooklyn, simbólica e efectivamente um ponto de viragem na vida desta cidade, estava na fase final de construção. ”The vast spread of New York, with its many islands, channels and bays, still had a somehow rustic look in June of 1882, when Cahan arrived there by rain and ferry after docking at Philadelphia.” (Sanders, 40).
Ao abandonar o país de origem, Cahan hesita quanto ao destino mas, como referido acima, opta pelos Estados Unidos da América, considerando que talvez naquele novo país existisse lugar para um judeu, russo e socialista. Esta tripla condição tornava-o indesejado no país de origem, a Rússia. Cahan nascera em território russo, mas não tinha tido uma verdadeira mãe-pátria; era judeu, mas estava algo distanciado da religião
ancestral; era socialista, mas os socialistas russos não se tinham revoltado ou manifestado contra os pogroms que sacrificavam os judeus, religião de alguns dos seus seguidores. Qualquer dos elementos da sua identidade se encontrava em conflito com os restantes e, certamente que, ao aportar ao novo continente, a lealdade de Cahan para um país ou uma nacionalidade ainda não tinha encontrado um destinatário forte.
Cahan abandona a Rússia em 1882 e Sanders escreve a respeito desta vaga de emigração judia: “theirs was not so much a selective emigration, founded upon the anticipation of specific economic opportunities in America, as a mass flight which cut across a wide variety of occupations and social positions.” (Sanders, 51). O próprio Cahan escreve na autobiografia: “On that Saturday night there began the broad stream of Jewish migration that was to continue for almost two generations. It was to make America the major center of Jewish population.” (Cahan, b, 196) Quando chega a Filadélfia, em 6 de Junho de 1882, o grupo de que faz parte é enviado para Nova Iorque para serem registados em Castle Garden. Do comité de recepção judeu, que dá o primeiro apoio aos recém-chegados, faz parte Emma Lazarus. Cahan refere-a da seguinte forma: “one wealthy young Jewish lady who belonged to the cream of the monied aristocracy. She was Emma Lazarus. (…) She was of the Portuguese Jews, the oldest Jewish families in America.” (Cahan, b, 354).
Um número razoável dos imigrantes provenientes da Rússia possuía educação formal avançada e muitos de entre eles eram socialistas. Esse facto, conjugado com a circunstância de se ocuparem, pelo menos durante os primeiros anos, na indústria de confecções, levou a que houvesse um contacto próximo entre intelectuais socialistas e o operariado, ambos judeus e falantes de iídiche.
The result was a situation perhaps unique in history: an industry that contained a large class of proletarian intellectuals, who brought an articulate class consciousness right into the shops at a time when such an attitude still normally, elsewhere in the world, had to be imparted to workers by intellectuals from the outside. (Sanders, 539)
Cahan participa nesta politização das massas, pertencendo, como Sanders indica, simultaneamente ao grupo de intelectuais socialistas e ao dos trabalhadores industriais. Começa esta actividade em Julho de 1882, pouco mais de um mês após a sua chegada aos Estados Unidos. Nessa ocasião faz um discurso em iídiche, acerca do marxismo, a um grupo de cerca de 400 imigrantes judeus que o ouvem com atenção e que apreciam a sessão. Para Cahan, era o princípio da utilização de uma língua até então
menosprezada (mesmo por ele, na sua fase de “russificação”), para atingir objectivos de propaganda de ideias junto de um grupo étnico a que pertencia e que conhecia por dentro. Depois de uma passagem rápida por duas fábricas, como operário, - experiência que aliás refere negativamente ao escrever, “And the confusion in my brain was compounded by the fact that in the first few months in America I worked like a slave at my first jobs.” (Cahan, b, 228) – o judeu de Vilnius, que tinha estudado numa escola russa para se tornar professor de rapazes judeus, empreende uma nova profissão: professor de inglês para imigrantes nos Estados Unidos. O autor nota, aliás, na autobiografia, quando se refere a um grupo de amigos de então, que se congregavam numa livraria, propriedade de um judeu e conterrâneo: “I was the only “educated” one among them and they showed me rare respect.” (Cahan, b, 280).
O papel de educador, como o de professor, agradava a Cahan e o uso da palavra nas palestras e debates preparavam-no para o uso da palavra escrita. Cahan aprendia, simultaneamente, de outras fontes, qual era a força do discurso humano. Referindo-se às campanhas eleitorais que tinha acompanhado com o maior interesse no seu novo país, observa: “ I thought of the old proverb: man was given a tongue in order to hide his thoughts.” (Cahan, b, 288). As campanhas políticas, a que assiste com entusiasmo, ensinam-lhe que, a palavra se subordinava também a quem a usava e aos objectivos que o seu utilizador tinha em vista. Cahan não tinha da retórica política a mesma noção de um teórico contemporâneo, Craig Allen Smith, que enuncia a sua função como uma de união, legitimação, distribuição de poder, orientação da sociedade definindo objectivos, resolvendo conflitos e implementando linhas de acção (Smith, 61). No mundo da política do século XIX americano, numa cidade como Nova Iorque, tal seria demasiadamente lisonjeiro. Cahan exercita porém, na sua prática de escrita, uma outra definição geral de retórica – “a negociação da distância entre os homens a propósito de uma questão, de um problema.” (in Carrilho, 42). Esta negociação da distância que Cascardi aponta, corresponde perfeitamente ao esforço posto por Cahan para estabelecer pontos de ligação entre comunidades diferentes e separadas.
Aliás, a própria existência do autor era uma constante negociação de distâncias culturais. Durante todo este tempo, Cahan continuava incessantemente a ler, em inglês e em russo – na primeira língua para aperfeiçoar os conhecimentos práticos que lhe permitiriam compreender melhor o mundo onde agora vivia e, em russo, para alargar a sua cultura política socialista. No Verão de 1883, recebe cópias do Narodnaia Volia Almanac, uma publicação que continha informação sobre as vidas e feitos de
revolucionários russos. Cahan obviamente admirava tais escritos, que considerava e tratava como preciosos e que apreciava poder ler sem as peias que tinha tido na Rússia. A palavra escrita tinha um significado profundo e uma influência palpável sobre a sua vida. Cahan torna-se membro de um grupo de professores, um clube que não tinha objectivos políticos nem religiosos mas sim literários: “The club was really a literary debating society. (...) Our purpose was to develop our skills as speakers and debaters.” (Cahan, b, 349)
Outra influência importante, ao longo de toda a vida, foi a da mulher, Aniuta Bronstein. Casaram em 1885: Aniuta (Anna) era de Kiev, tinha frequentado o liceu nessa cidade e era “much admired for her discriminating intelligence and attractive personality.” (Cahan, b, 306).
Cahan torna-se membro do Socialist Labor Party em 1887, deixando para trás a sua simpatia pelos anarquistas, que passou a encarar como um grupo cuja ideologia pouco podia conseguir no campo prático, para a existência dos operários americanos. O movimento de politização do grupo dos imigrantes judeus unido, de uma forma pouco consistente por vezes mas eficiente a maior parte delas, por um passado e uma educação religiosa comuns, encontra forte traço de união na língua iídiche. Este factor é aproveitado por publicações periódicas nessa língua, mais ou menos regulares, que surgem nos EUA desde a década de 70 do século XIX.
Cahan acolhe com entusiasmo a ideia de fundar um jornal socialista, o Arbeiter Zeitung: entretanto, já tinha colaborado em jornais em língua inglesa, como o Sun e, tinha escrito ainda, alguns artigos publicados pela imprensa em língua russa. Não imaginava na altura uma carreira futura de jornalista, senão no idioma do país adoptivo mas o desenrolar dos acontecimentos alterou as suas expectativas. Cahan tenta, entretanto, acomodar a língua iídiche e os temas ao público a que se destinava o jornal: o iídiche utilizado seria simples, popular e os temas a tratar seriam uma mistura apelativa que incluía artigos que utilizavam o ponto de vista de um maggid, um homem do clero consideravelmente menos formal do que um rabino, cujos sermões eram muito populares.
Contudo, a experiência jornalística em inglês, durante as décadas de 80 e 90, seria decisiva na sua carreira. A publicação de alguns dos seus artigos pelo New York Sun, ainda na década de 80, foi de facto a realização de um sonho. “My dream was to write for the Sun in New York.” (Cahan, b, 354). A autobiografia refere em pormenor a forma como foi entrevistado por Erasmus Darwin Beach, o chief manuscript reader, o
orgulho que o autor sentiu quando viu os seus artigos publicados e o espanto que experimentou quando Beach lhe perguntou qual o significado da palavra ghetto, que Cahan tinha utilizado e que o jornalista, homem e profissional experiente não conhecia. Cahan começava assim a negociar distâncias entre comunidades que coexistiam na mesma cidade mas que, segundo ele próprio, não se cruzavam, a não ser eventualmente nas ruas, raramente nas suas existências.
Today, every major American city has a Jewish quarter, some of them as large as a city. The American press has many words to describe the Jewish quarter. And every American understands the meaning of the word ghetto. He knows that it is not the part of the city in which Jews are compelled to live; that kind of ghetto does not exist. It is merely the neighborhood in which large numbers of Jews have settled. (Cahan, b, 355)
Era importante salientar as razões da escolha do local de residência no gueto pois não eram resultado de proscrição ou imposição mas de escolha livre. Cahan permitia-se mesmo mostrar como os falantes de iídiche se tinham apropriado da língua inglesa e como da mistura podiam urgir elocuções como a seguinte: “Ich vel scrobbin dem floor, klinen die vindes un polishen dem stov.”25 (ibid., 356).
A sobrevivência num país novo não era fácil e, para um casal jovem e idealista como os Cahan, essa tarefa apresentava-se cheia de dificuldades. Exemplo disso foi a breve passagem do autor pelo mundo das leis, pois, aconselhado por amigos e com o objectivo de ser útil à causa socialista, decide estudar Direito. A admissão para o curso era livre e a prática num escritório de advocacia, aconselhada desde o início. Cahan inicia o estágio com um advogado honesto e idealista mas com pouca prática nos meandros da justiça.
I had only just begun the study of law and I was already earning a living. My income began to rise. I realized quickly that Seering was not the right partner for me because he knew law only in theory and not in practice. At the same time I told myself that until I completed my study of the law it would be better for me to continue with this honest and idealistic person rather than tie in with some sharp, successful practitioner whose only God was the dollar. (ibid, 366)
Cahan desiste de ser advogado pouco depois. Os expedientes utilizados para vencer casos chocam-no e não considera sequer a hipótese de os vir a utilizar ele próprio. Cahan trabalha com Seering no Inverno de 1888-89, dez anos antes de iniciar a
25 Tradução: Vou esfregar o soalho, limpar as janelas e polir o fogão. A frase resulta de mistura de
vocábulos, sintaxe e declinação de verbos das duas línguas, – scrub – scrobb; clean – klinnnen; polish – polishen; stove-stov.
colaboração com o Commercial Advertiser. Ao deixar a hipótese de uma carreira de leis, Cahan confronta-se de novo com as dificuldades do dia a dia e prossegue a sua actividade de docência de Língua Inglesa para imigrantes. Continua a actividade política e começa a ser convidado para dar palestras noutras cidades, a primeira das quais em Boston em finais de 1889. Acompanha outras actividades culturais da comunidade judia, entre as quais o movimento muito activo de teatro iídiche.
Quando entra para o corpo redactorial do Commercial Advertiser, em 1897, o editor, Lincoln Steffens, aconselha o jornalista: “He advised Cahan to discover the motivations behind a story rather than simply describing what he saw and heard as a conventional reporter would do.” (Marovitz, a, 42). Cahan segue o conselho, certamente de boa vontade. Efectivamente, Cahan tinha escrito noutro jornal, anos antes, uma reflexão sobre a arte em geral e também sobre a escrita:
The Workmen’s Advocate of April 6, 1889 contains a lengthy article by me, entitled “Realism”. It is a philosophical consideration of the nature of art. (…) I was concerned with the relationship between literature and social problems. (…) The paintings, the sculpture, or the words that represent the original with fidelity, create the impression of reality and the feeling of pleasure. (Cahan, b, 404/405)
As motivações, a que Steffens se referia, podem tanto ser encontradas nas razões que levaram a determinada matéria noticiosa, como também nos artigos que Cahan escolhe escrever. Apesar de lhe ter sido destinada a secção das actividades policiais, o autor prefere, com frequência, tratar outros assuntos, como as chegadas de imigrantes a Nova Iorque, as dificuldades ou enganos por que passam, os detalhes da vida, especialmente do grupo mais recente de imigrantes judeus, do qual ele próprio fazia parte. Estas questões sociais eram aquelas que ele melhor conhecia e que se sentia mais capaz de retratar com fidelidade. Lincoln Steffens, o editor do jornal, não o constrange a escrever unicamente sobre assuntos de polícia pois, se analisarmos os artigos da época, verificamos que um número escasso incide sobre essa matéria.
Toda a actividade pessoal de Cahan à época se centrava sobre um aprofundamento da sua actividade política socialista, conjugado com o esforço de americanização das comunidades judias imigrantes, especialmente as que provinham do Leste Europeu. Marovitz escreve a este propósito: “Cahan insisted that socialism was as much a matter of learning how to live within a new community as a concern with ideology and polemics. He was then and he remained an ardent assimilationist.” (Marovitz, a, 27). O tipo de assimilacionismo que Cahan representava era, de certa forma uma mistura de
algumas das diferentes correntes que Milton Gordon apresenta na sua obra, Assimilation in American Life. The Role of Race, Religion and National Origins. Parte tem a ver com a definição, dada por antropólogos do início do século, de aculturação, isto é o contacto e consequente influência de uma cultura sobre outra; o restante, com as consequências da teoria da fronteira de Turner, “ In the crucible of the frontier the immigrants were Americanized, liberated and fused into a mixed race.” (in Billington, 12). A fronteira, como Turner a concebia, não existia em Nova Iorque, mas a fusão numa raça liberada e americanizada podia processar-se em meio urbano, de acordo com Cahan. Este não compreendia assim a assimilação, como sendo simplesmente “anglo- conformista”, pois não adopta, por exemplo, as características religiosas da comunidade protestante anglófona: contudo, nos textos em inglês “conforma-se”, é certo, com a língua. Avant la lettre, no caso de “Drowned their Sins”, apresenta uma situação que tem mais a ver com a do melting pot, sugerido alguns anos mais tarde, em 1908, pelo seu irmão na religião, Zangwill, na peça com o mesmo nome. Em 1901, Sarah Simmons, num artigo do American Journal of Sociology utiliza a definição de assimilação social de Ludwig Gumplowicz, que a equipara a uma “struggle of races” que resulta em “’cross-fertilization of culture’ the cause of progress.” (Simmons, 790) É esta visão positiva e construtiva da época de assimilação social e cultural, que Cahan partilha.
Sendo socialista e assimilacionista, procura servir essas duas causas com uma série de artigos em inglês que, não ferindo as suas convicções políticas, permitissem um maior reconhecimento de uma nova comunidade por aqueles que ele apelida de “native Americans”, a comunidade anglófona estabelecida, os Yankees. Simultaneamente, esses artigos deveriam fornecer à comunidade judia uma imagem jornalística, em língua inglesa, na qual se pudessem rever. Marovitz acrescenta ainda o seguinte: “Cahan had no intention of using individual figures to characterize or represent Jews as a whole but to convey human truths as they manifested themselves under cultural conditions with which he was familiar by virtue of his background and experience.” (Marovitz, a, 167) O reconhecimento da singularidade e a sua representação, por pouco notável que ela seja em termos absolutos, constitui a riqueza de muitos dos textos da época deste autor. Não era pretensão de Cahan, como também não é pretensão desta tese, mostrar ou analisar textos que sirvam de modelo ou de generalizações sobre seja o que for. É-o sim, porém, demonstrar a importância de uma das formas de construção de um
emolduramento (frame26) que permita aos diversos elementos de uma comunidade integrar nas próprias construções mentais da sociedade em que vivem, a diversidade que a constitui, por mais estranha, estrangeira ou “outra” que seja. Deverá referir-se, a propósito, o sociólogo cultural Peter Berger como é citado por Robert Wuthnow:
Berger defines culture as ’the totality of man’s products’. Defining culture in this way is to view it not only as material artefacts and non-material socio-cultural formations that guide human behavior (what we call society in a segment of culture), but the reflection of this world as it is contained within human consciousness. (…) The fabric of culture then is the intersubjective meanings individuals hold concerning the world in which they live. Culture exists ‘only as people are conscious of it’. (Wuthnow, 35)
Textos como “Drowned their Sins” reflectem essa variedade que existe não só exteriormente na sociedade mas também nas consciências individuais, nas formas como elas constróem significados “intersubjectivos”, práticas significativas. Berger, ele próprio, explicita na obra The Sociology of Knowledge, o objecto de estudo do ramo da sociologia com essa designação:
To exaggerate the importance of theoretical thought in society and history is a natural failing of theorizers. (…) In other words, commonsense “knowledge” rather than “ideas” must be the central focus for the sociology of knowledge. It is precisely this “knowledge” that constitutes the fabric of meanings without which no society would exist.
The sociology of knowledge, therefore, must concern itself with the social construction of reality. (Berger, 15)
O jornalismo literário constitui-se como um repositório deste tipo de conhecimento, contribuindo, assim para a organização de um tecido cruzado de significados. Cahan pretendia fazer a relação entre a literatura e os problemas sociais, especialmente aqueles que diziam respeito ao entrosamento de diferentes grupos que constituíam a sociedade da época, a construção social da realidade em mudança:
His English writing not only brought the tribulations of daily existence among the Jewish immigrants to the attention of a non-Jewish readership, but his lifelike descriptions also relieved the Jews of the exoticism that accompanied them in the minds of many native-born Americans. Equally important, he humanized them. (Marovitz, a, 165)
26 Frame: “the reciprocal and consensual organization of both the perception and the performance of
interactional behavior. For its interactants a frame is ‘what’ is going on such that they are defined by it as they define it as their most credible reality.” (Travers, 607)
Esta “humanização”, a possibilidade de estabelecer um “conhecimento” que na realidade é um entretecido de significados é uma das principais características do texto que analisamos. Abraham Cahan escreveu em 1898, como citado num artigo de Marovitz, acerca da “verdadeira poesia da vida moderna”, que é “more noble and more thrilling, than anything that the richest imagination of the romanticist can invent.” (Marovitz, 197). No artigo do qual esta citação é retirada, publicado pela Atlantic Monthly, Cahan defendia que o público poderia ganhar muito, se lesse relatos que referissem a vida das sweatshops de forma mais apropriada. A recepção seria mais rica