A recolha e a análise dos trabalhos de investigação em sede de mestrado ou doutoramento que recenseámos permitem-nos perceber as várias perspetivas com que a temática da avaliação de escolas foi e é abordada e, nessa medida, contribuíram para o nosso objetivo inicial de melhor sistematizar o objeto de estudo da investigação que temos em curso.
Concretamente, percebemos que a avaliação de escolas é considerada como um instrumento impulsionador de boas práticas de gestão, proporcionando a coerência de objetos, estratégias e procedimentos organizacionais de modo a poder corrigir os aspetos menos positivos, o mesmo é dizer, que é útil como instrumento de melhoria contínua das escolas.
Igualmente, aprofundámos a refl exão sobre a interrelação que deve existir entre avaliação externa de escolas e autoavaliação, compreendendo que ambos
os processos, articulados, contribuem de modo decisivo para um funciona- mento mais coerente, equilibrado e refl exivo da organização escolar, sendo esta composta pelos atores escolares que a constituem e que lhe conferem as suas particularidades únicas e distintas, face aos contextos em que se insere.
Verifi cámos, por isso, que estes dois processos constituem-se como ele- mentos reguladores do funcionamento das organizações escolares. Esta regu- lação deve ser compreendida como estando ativa no processo social, sendo produtora de regras e possuidora da capacidade de solucionar problemas de coordenação e correlação. Vimos que num sistema complexo como é o siste- ma educativo, deparamo-nos com uma série de fontes, fi nalidades e modos de regulação, tendo em conta os inúmeros atores existentes que fazem parte do sistema, com as suas próprias posições, interesses e estratégias. Pudemos ainda concluir que os atores escolares, orientados na sua ação por lógicas individuais e coletivas próprias e contingentes, são os grandes construtores de toda a organização escolar.
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