Conception d’un système semi-supervisé d’aide au diagnostic pour la classification des images médicales
3. Résultats et discussions
3.2. Performance du classifieur SVM-Transductive
A credibilidade é construída ao longo do tempo, com a história do veículo noticioso, suas posições diante dos acontecimentos e sua maneira de apresentar as notícias.
Na primeira página da Folha, um dos recursos empregados para alcançar a estratégiadecredibilidade éode autenticidade,caracterizadospelapossibilidade de atestaraprópriaexistênciadosseresdomundo.Osmeiosdiscursivosutilizadospara entrarnesseimaginárioincluemoprocedimentodedesignação:“overdadeiroeumostro a vocês”, a partir da utilização de documentos, objetos e imagens. O recurso da autenticidadeégeralmentebaseadoemfotosoufragmentosdedocumentos.Nonosso
corpus,asfotoscumpremesseobjetivodedarautenticidadeaschamadas.
Em nosso corpus, as fotos ilustram o esporte, a chegada dos reféns das Farc nos aeroportos, a violência nas favelas, a nevasca em Londres, o desfile dos novos presidentes da Câmara e do Senado, os atores de filmes que serão lançados, a eleição em Israel, a manifestação de funcionários de montadora em São Bernardo do Campo, o fechamento das escolas em São Paulo, o discurso de Barack Obama, a situação dos jovens no Irã, os acidentes aéreos, o fogo em prédios na China e na floresta na Austrália.
FIGURA 62 - Foto chamada, esportista usa drogas Fonte: Folha de S. Paulo, 02 fev. 2009, p. 1.
FIGURA 63 - Foto chamada, acidente aéreo Fonte: Folha de S. Paulo, 09 fev. 2009, p. 1.
Nas imagens acima, por exemplo, no dia 2 de fevereiro de 2009, a Folha
publicou a foto do atleta Michael Phelps fumando maconha, e, no dia 9 de fevereiro de 2009, a foto do avião caído num rio da região amazônica. Essas fotos atestam a autenticidade dos acontecimentos.
Outro recurso utilizado pela Folha para alcançar a credibilidade é o da verossimilhança, caracterizado pela possibilidade de se reconstruir analogicamente a existência possível do que foi ou será. Os meios discursivos remetem à reconstituição: “eis como isso deve ter acontecido”, com sondagens, testemunhos e investigação para restabelecer o acontecimento.
As chamadas podem ser baseadas em fontes oficiais: a análise do desempenho industrial do Brasil de 2008 apresenta um gráfico demonstrativo e a voz oficial do IBGE:
Indústria tem maior queda desde 91
Puxado pelo setor automotivo, recuo em dezembro foi de 12,4%; governo destina mais de R$ 130 bi ao PAC.
Segundo o IBGE, o recuo foi geral, mas afetou mais os ramos ligados às exportações e dependentes de crédito, como veículos, máquinas e equipamentos e indústria extrativa - com destaque para o minério de ferro. Os veículos lideram queda em dezembro (-39,7%). (Folha, 04/02/09).
FIGURA 64 - Chamada com gráfico e dados oficiais Fonte: Folha de S. Paulo, 4 fev. 2009, p. 1.
A fonte credível pode ser até mesmo um instituto de pesquisa. No exemplo abaixo, o DataFolha orienta a matéria sobre cirurgias plásticas:
Cirurgias estéticas de mama superam lipoaspiração no país
Pesquisa DataFolha mostra que, em 2008, foram 151 mil plásticas nos seios (a maioria delas, 96 mil, para aumentá-los) contra 96 mil lipoaspirações. (Folha, 13/02/09).
Um recurso comum da Folha na busca da credibilidade é apresentar dados nas chamadas, com números e percentagens. No exemplo abaixo, temos vários dados apresentados sobre os investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES):
BNDES responde por 14% de todo o investimento feito no Brasil
Dados de 2008 mostram que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principal instrumento do governo para tentar combater os efeitos da crise, já representa quase 14% de todos os investimentos feitos no país.
Em 2008, o BNDES liberou R$ 92,2 bilhões (US$ 40 bilhões). No mesmo período, o Bird (Banco Mundial) destinou US$ 13,5 bilhões para 34 países. Críticos avaliam que o governo está assumindo função que deveria ser do setor privado. (Folha, 03/02/09).
Os testemunhos de outras pessoas ou dos próprios repórteres também dão credibilidade à notícia, como na chamada a seguir para uma reportagem sobre Israel:
Israel vota hoje; conservadores lideram pesquisas
Israel vai hoje às urnas pela quinta vez em dez anos para eleger um governo que deve se apoiar em coalizão frágil, refletindo a fragmentação da sociedade, relata Marcelo Nino, enviado a Jerusalém. O partido conservador Likud, do ex-premiê Binyamin Netanyahou, lidera as pesquisas. (Folha, 10/02/09).
De modo geral, o jornal usa a explicação para alcançar a credibilidade, com o objetivo de determinar o porquê dos fatos, o que os motivou, as intenções e as finalidades. Os meios discursivos utilizados para entrar nesse imaginário remetem ao procedimento de elucidação: “eis porque as coisas são assim”. Recorre-se a especialistas, peritos, intelectuais, provas científicas, técnicas, opiniões diversas, entrevistas e debates.
Algumas chamadas são para as explicações que estão dentro do jornal, como no exemplo a seguir:
Dois séculos de Darwin. Pesquisa mostra que no Reino Unido maioria não crê na teoria da evolução. Marcelo Gleise, Moacyr Scliar e Marcelo Leite escrevem sobre o cientista. (Folha, 08/02/09).
As chamadas podem também começar a explicar o panorama do acontecimento, seus antecedentes e desdobramentos. Isso se dá, principalmente, nas chamadas principais, em que o jornal recorre a um texto maior, com mais detalhes sobre o assunto.
Vejamos o exemplo que aponta as razões para a Receita Federal liberar restituições presas na malha fina. Seriam três motivos: a possibilidade de aquecer a economia com esse dinheiro, o número reduzido de funcionários na Receita e a concentração de esforços da Receita Federal nos grandes contribuintes.
Receita deve tirar 100 mil declarações da malha fina
Intenção é concentrar fiscalização em grandes contribuintes, diz governo Fátima Fernandes80
A Receita Federal em São Paulo deve liberar restituições de Imposto de Renda de pessoas físicas retidas nos últimos cinco anos (presas na chamada malha fina) para tentar minimizar os efeitos da crise financeira. Estima-se que cerca de 100 mil declarações, com saldo a restituir e a pagar, sejam liberadas nos próximos meses - no ano passado foram 376 mil as retidas na malha fina. Os créditos totais de IR a serem liberados não estão definidos. Segundo o superintendente da Receita no Estado, Luiz Sérgio Soares, as restituições poderão ser de até R$ 3.000.
A medida visa ainda contornar a escassez de pessoal na Receita, diz Soares: ‘decidimos redirecionar a força de trabalho para contribuintes de maior relevância econômica’. A ideia, afirma ele, é concentrar a atenção em quem tem restituição acima de R$ 50 mil. (Folha, 06/02/09).
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Mesmo numa chamada menor é possível observar a apresentação de explicação para o leitor:
Cursos para formação de professores perdem alunos
O Censo da Educação Superior, divulgado pelo governo, revela que o Brasil sofreu pelo segundo ano seguido queda no total de universitários formados em cursos voltados para disciplinas específicas do magistério.
O número de estudantes que concluíram seus cursos no grupo ‘formação de professores de matérias específicas’ recuou 4,5% entre 2007 e 2006; em números absolutos, foram 3.300 formandos a menos. Para especialistas, o recuo se deve aos baixos salários do setor. (Folha, 06/02/09).
A explicação acima sobre a queda na escolha da carreira de professores, da qual o salário seria determinante, tem dados do censo da educação superior: