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C OMMISSION DE S UIVI DE LA D ÉTENTION P ROVISOIRE , 2004.

2°) La prison et les autres structures fermées

79 C OMMISSION DE S UIVI DE LA D ÉTENTION P ROVISOIRE , 2004.

Após o reconhecimento obtido na edição de 2003, a edição de 2004 do Skol Beats (no dia 24 de abril) apresentou uma série de inovações, sobretudo no que se refere à ampliação do conceito do Evento: de um festival de música eletrônica, passou a ser trabalhado como um Evento de música eletrônica, cultura, arte e multimídia (PEREIRA, 2005). De acordo com Carlos Lisboa, gerente de Marketing da Skol, em entrevista em 2004:

A principal característica da Marca Skol é a inovação, por isso, a cada edição, o Evento se recria e traz novidades ao público. Este ano, além de trazermos um número maior de grandes atrações internacionais, como é o caso do Basement Jaxx, um dos maiores nomes da atualidade, e do electrogrupo Fischerspooner, que tem um dos shows mais elaborados dentro da cena eletrônica mundial, reunimos, em um só espaço, música, cultura, arte e multimídia. É a música eletrônica permeando várias manifestações artísticas. (PEREIRA, 2005, p. 75)

Um exemplo dessa ampliação de conceito foi o seminário "Brazil Music Conference" que aconteceu no dia anterior à festa, no auditório Elis Regina (também no Anhembi) e reuniu especialistas e profissionais da indústria fonográfica mundial, representantes de gravadoras e artistas para discutir temas como direitos autorais, internet e a divulgação da música.

A cenografia deste ano foi inspirada na Idade das Pedras e os homens das cavernas, novamente seguindo a comunicação geral da Marca, integrando a proposta de Marketing da Marca e do Evento.

O palco foi vestido de vulcão (como mostra a Figura 15) e grandes pedras faziam a deMarcação dos espaços. Mas o Chilli Out (área reservada para descanso) foi o espaço que estava melhor ambientado com a temática do Evento, realmente parecendo uma caverna, o que o tronou um pouco deprimente. Além disso, diversas intervenções em toda área de circulação do Anhembi foram apresentadas. Atores caracterizados com as vestimentas dos homens da caverna e crobatas com perna de pau e malabaristas foram bonecos temáticos como um lagartos gigantes (com cinco metros de altura) e peixes pré-históricos do tamanho de um adulto.

Figura 15: Palco principal Skol Beats 2004. Fonte: PEREIRA, 2005, p. 75.

Para fazer esta viagem no tempo, compareceram ao Evento 55 mil pessoas, que esgotaram os ingressos no dia do Evento, mas horas antes da abertura dos portões. Estes já ficaram pela região, ansiosos para entrar.

Entre as 54 atrações (sendo 26 delas estrangeiras) estavam Benni Benassi, Basement Jaxx, Marco V, Dave Clarke, Darren Emerson, Photek, Roni Size, Josh Wink. Mas o destaque maior foi para a produção de megashow da apresentação do Fischerspooner, que veio pela primeira vez ao Brasil, acompanhados de uma comitiva de 17 pessoas, entre dançarinos, maquiadores, cabeleireiros e figurinistas. Com um aparato que incluiu 40 perucas, máquinas de espuma e jatos de papel picado, fizeram trocas de roupas, coreografias e performances divulgadas como “dignas da Broadway”.

A maior tenda mudou de nome e passou a ser chamada Skol Club, reforçando o nome da Marca. A co-patrocinadora Pepsi montou espaço destinado às performances de bailarinos circenses, grupo teatral e apresentações multimídia, o palco Pepsi Stage. Era um enorme palco com 3 grandes telões onde ocorreram 7 cenas diferentes exibidas de maneira intercalada no decorrer do Evento. Estava localizado no meio do corredor que ligava a área das tendas

musicais com o Outdoor Stage, palco principal. Além desta intervenção, a Marca Pepsi esteve presente com a Pepsi Twist em uma das praças de alimentação, cujas paredes estavam decoradas com latinhas do refrigerante.

Segundo Pereira (2005), a presença e participação das Marcas participantes eram facilmente percebidas no espaço físico. Outra Marca que se inseriu no Evento foi a Bausch & Lomb, que, em estande nomeado “Olhos de Skol Beats”, apresentou e vendeu uma edição limitada de uma lente de contato especialmente criada para o Skol Beats: sem grau, a lente possuía a impressão da setinha amarela que caracteriza a Marca do Evento.

A exemplo das demais ações relacionadas com o Evento, as ações comunicacionais também foram ampliadas. Além de todas as estratégias adotadas no ano anterior, o Evento ganhou cobertura jornalística num programa especial foi ao ar em duas partes. Entrevistas com DJ’s, matérias de comportamento, apresentação do espaço físico do Evento e celebridades foram apresentadas num programa voltado à divulgação da agenda cultural de São Paulo, do canal Bandeirantes.

As ações promocionais desenvolvidas no local do Evento contaram com distribuição de brindes, presença de promotoras, canhões de laser, vídeos promocionais, letreiros luminosos, sinalizações e cenários que remetiam aos tempos pré-históricos e continham a logoMarca do Evento.

Mas, apesar das inovações, alguns problemas de organização Marcaram o Evento negativamente, e foram alvo de críticas na mídia. Dentre as dificuldades encontradas pelo público, as mais referidas foram as filas, espaço apertado entre as tendas em que os DJs se apresentavam, som baixo, falta temporária de água e de cerveja, além do cancelamento de última hora de uma das principais atrações, o DJ britânico Sasha. Outro problema, sobretudo para as mulheres, foram as filas nos banheiros. Mesmo com 170 cabines e 160 banheiros fixos, a demora chegava a 30 minutos.

Um mês após a realização do Skol Beats, a Skol presentou São Paulo com a construção da Arena Skol Anhembi, como parte do calendário oficial das comemorações dos 450 anos da cidade. Trata-se do primeiro espaço para megaEventos com estrutura fixa do país, que conta com 25 mil m2 e capacidade para receber público de até 37,5 mil pessoas. Localizado na concentração do Sambódromo, foi planejado para abrigar Eventos musicais e esportivos, com recursos modernos e infra-estrutura adequada para o desenvolvimento das atividades.