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Une offre de formation pléthorique et de qualité variable

Dans le document ASSEMBLÉE NATIONALE (Page 37-42)

B. UN SYSTÈME RÉGULIÈREMENT CRITIQUÉ

4. Une offre de formation pléthorique et de qualité variable

As relações existentes entre a ciência, a(s) arte(s) e o design são por vezes, mais ténues do que eventualmente pensamos. Se encararmos o design como uma interface fluída entre estes dois pólos, e que o papel deste poderá ser condicionado como um canal aberto entre estas entidades, uma comunicação recíproca entre receptores e emissores.

Este canal é representado por um objecto análogo, um objecto em movimento contínuo que faz de nós leitores e interlocutores duma

75 Andrea Branzi, op. cit., p.93

76 Sobre este assunto, acerca de uma modernidade líquida e em forma de conclusão deste raciocínio pelo princípio dedutivo na associação dos

produtos, das ideias e da música em forma dum jazz imprevisto, Andrea Branzi refere ainda: Songs and armchairs meld into semio-spheres, namely into galaxies of sounds and signs that surround the planet. As in the ancient Egyptian hieroglyphs, communication is a set of abstract languages, geometrical symbols, segments of nature, religion, technology and mystery. Great Concerts, Festivals, Raves, Furniture Fairs, Design Weeks are mobile parties that feed these dynamic semio-spheres.

Rappers sample music that already exists, they feel it in the air and in the networks and use it to invent a new one. Like the paleochristians who dismantled the art of pagan gods to say completely different things.

Real products, divans and guitar chords, are molecules of fluid bodies that spread through societies. Society is completely musical, in war and in peace.

The space of the city is entirely furnished, inside and outside.

Everything is organised, we need to begin to provide clearings to welcome the non-programmed, the unexpected, the improvised. Like in Jazz (ibidem, p.94).

sociedade em construção, mais precisamente actores/autores activos, que permitam um desenvolvimento sustentável segundo esses momentos em que os receptores e os emissores se encontram, tendo como pano de fundo um canal como instrumento. Para que o design industrial seja um desses canais ou vínculos necessários para a sociedade é inevitável que o objectivo para esse incremento articulável, líquido, se manifeste entre partes numa lógica multidisciplinar77. Somente com um incremento real numa lógica investigadora se poderá talvez conseguir que estes pólos ou centros de desenvolvimento do ensino (Universitários e Politécnicos e outras entidades operativas) criem metamorfoses numa plenitude dialéctica com a indústria e com os centros de decisão política do país, não se deixando cair em dogmas inconciliáveis de propaganda, dum devir que está apenas assente em futurologias ou em oralidades, ou como Gui Bonsiepe refere em(…) fenómeno de debates universitarios alejados de la realidad, en vez de estaren integrados en el sistema productivo78.

As distâncias causadas por anos de profunda ruptura entre os centros de decisão, o ensino investigador e as indústrias, e sobretudo pelas outras distâncias que advém da diferença normativa entre a teoria e a prática, resultam numa (…) gesticulación en vez de intervención concreta79. O mesmo autor acrescenta ainda que: A veces tengo la impresión que la grandeza de los proyectos sociales y hasta geopolíticos soñados por algunos diseñadores es directamente proporcional a la distancia que los separa del sistema de producción80.

A percepção desta distância não se manifesta apenas nas escolas ou nos ateliers de design, percorrendo de ‘lés a lés’ todos os centros e todas as universidades. Apenas quem não olhar para o seu ‘umbigo’ ‘não se sente gente ou fica indiferente’. Ou realmente criamos uma alternativa real que permita diminuir as diferenças entre

77 (…) Ciência, tecnologia e informação também são organizadas em fluxos globais, embora numa estrutura assimétrica. A informação tecnológica

patenteada desempenha um papel importante na geração de vantagem competitiva, e os centros de P&D estão muito concentrados em certas áreas e em algumas empresas e instituições. Entretanto, as características dos novos conhecimentos produtivos favorecem a sua difusão. Centros de inovação não conseguem viver em sigilo sem esgotar a sua capacidade inovadora. A comunicação de conhecimentos numa rede global de interacção é, ao mesmo tempo, a condição para acompanhar o rápido progresso dos conhecimentos e o obstáculo para o controle da sua propriedade. Além disso, a capacidade de inovação está armazenada basicamente em cérebros humanos, o que possibilita a difusão da inovação com a rotatividade de cientistas, engenheiros e administradores entre organizações e sistemas produtivos (Manuel Castells, op. cit., p.113).

78 Gui Bonsiepe, El diseño de la periferia, p.54 79 ibidem, p.55

o mundo académico e o mundo técnico-industrial, entre artes e ciências, entre teorias e práticas, entre o design industrial e a indústria, ou esta alteração de consciência vai permanecer tal como é na maioria das vezes esotérico, existencialista e, por vezes, utópico na crença de quem pretende fazer mais e melhor. Este tipo de conivências entre pares tão ‘distintos’ tem de sujeitar os mecanismos à apreciação das diferenças dos intervenientes, sendo esta diferença de métodos e de origens o valor ‘mais’ do projecto de design, numa associação com a engenharia, a(s) arte(s), a arquitectura, num projecto comum entre partes.

Bibliografia do Capítulo

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MONTANER, Josep Maria: A modernidade superada arquitectura, arte e pensamento do

século XX, Ed. Editorial Gustavo Gili, Barcelona 2001.

5. O ‘estuda’, as distâncias, o habitar e um ‘ninho’

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