5.3 Segmentation
5.3.2 Pixel-Based Segmentation
4.2.4.1. Ateliê de EF
O Ateliê de EF foi um projeto desenvolvido, coordenado e orientado pelo núcleo de estágio. Este destinou-se aos alunos identificados e sinalizados com excesso de peso ou obesidade, através dos resultados obtidos na bateria de testes do Fitnessgram, realizados no 1º período, pelos professores de EF em todas pela qual eram responsáveis. Desta forma, este projeto teve como principal finalidade incrementar os níveis de aptidão física dos alunos visados, no sentido de estes atingirem a Zona Saudável da Aptidão Física (ZSAF), e desenvolver capacidades e competências que lhes permitissem alcançar uma classificação mais elevada na disciplina de EF. Além disso, este projeto também teve como objetivo promover o acesso da prática de atividade física a toda a comunidade educativa escolar, sendo alargada a todos os que quisessem participar. A sua divulgação foi efetuada em todo o contexto escolar e por meio da distribuição de panfletos e cartazes.
O Ateliê de EF entrou em funcionamento a partir do 2º período às quartas-feiras, entre as 14h15 e as 15h15, no Pavilhão Gimnodesportivo da Escola. O material utilizado nesta atividade foi o que estava disponível para o TF (TRX, Kettlebell, plataforma de equilíbrio, bola medicinal e Fitball), assim como, todo o material desportivo disponível para as aulas de EF.
As sessões de ensino, em termos de metodologia de treino, tiveram como base orientadora o circuito de TF. A presença da música e a promoção de um ambiente descontraído foram as estratégias utilizadas para cativar os alunos sinalizados, sendo que estas foram determinantes para o sucesso do projeto. A sensibilização para uma prática regular e efetiva de exercício físico passou por indicar as vantagens deste hábito na vida de cada um. Proporcionar um bem estar físico e mental e aproximar o aluno dos níveis ideias de aptidão física, foi o nosso lema.
A aderência inicial a este projeto foi reduzida, tendo apenas três alunos que nem sequer estavam sinalizados com excesso de peso. No entanto, após alguma divulgação feita de forma informal pelo núcleo de estágio, durante os intervalos das aulas, conseguimos sensibilizar mais alunos para esta atividade e no final do ano letivo o ateliê já era frequentado por cerca de vinte alunos. Embora apenas dois estavam inicialmente sinalizados como casos de obesidade. Com efeito, considero que o objetivo principal do ateliê não foi cumprido por vários motivos, designadamente pela pouca disponibilidade de horário laboral dos alunos sinalizados (a maioria tem aulas da parte da tarde), pela falta de fidelização e de compromisso com a exercício físico (motivação reduzida para a prática e uma perspetiva sobre a EF como obrigação), pelo facto de ter sido utilizada uma tipologia de treino inovadora (TF) e desconhecida para os alunos (causando alguma desconfiança para a participação), e pela falta de divulgação por parte de outros agentes da escola (limitando a força e abrangência da mensagem que era pretendida transmitir).
Após refletir sobre estes constrangimentos, reconheço algumas sugestões que podem ser importantes para minimizar ou eliminar os problemas detetados: verificar os horários das turmas dos alunos sinalizados e tentar encontrar uma hora onde todos pudessem estar presentes; aumentar a o nº de sessões do ateliê para duas por semana, em dias e horas diferentes, possibilitando a participação os alunos pelo menos numa das sessões; iniciar o ateliê no 1º período letivo, levando em conta os resultados do Fitnessgram do ano anterior ou realizar os testes longo nas primeiras semanas de aulas para recrutar os sinalizados para o Ateliê de EF; promover palestras ou seminários
relacionados com o problema de sedentarismo e de obesidade, para alertar e sensibilizar os alunos para a prática de desporto, propondo ainda uma série de exercícios ou atividades que possíveis de serem realizadas fora do contexto escolar); fazer uma demonstração do TF para toda a escola, numa outra atividade (na MOSTRA 2014), de modo a cativar o nosso público-alvo (os alunos); finalmente, integrar o TF nas aulas de EF (algumas sessões) através da adesão e cooperação dos professores do grupo de EF.
Ateliê de EF foi claramente uma atividade que me encheu de orgulho. Pois, mesmo sem alcançar os principais objetivos, foi um projeto que, gradualmente, conseguiu aumentar número de participantes. O meu empenho e a predisposição para elevar o projeto a “bom porto” resultou em pleno neste incremento. Uma vez que, procurei sempre criar atividades que motivassem os alunos e se ajustassem às suas necessidades, dando assim, primazia a novos desafios e novos estímulos.
4.2.4.2. Mexe-te
Esta atividade foi desenvolvida e coordenada pelo núcleo de estágio no final do 2º período e teve como destinatários toda a comunidade educativa. O nosso objetivo foi promover a uma elevado número de participantes da comunidade escolar, atividades e modalidades distintas, capazes de os motivar para a prática de exercício físico. O Mexe-te foi realizado durante uma semana (de terça a sexta-feira), com um horário compreendido entre as 10h00 e as 11h35. Em cada dia foi promovida uma sessão de ensino que proporcionasse novas experiências aos alunos.
A escolha dos temas a abordar, resultou primeiro, dos contactos estabelecidos com alguns amigos (profissionais vinculados às especialidades) núcleo de estágio e, segundo, pela oferta diversificada de experiências. Assim, conseguimos reunir no programa atividades como o Kizomba, o Judo, a Salsa e o Zumba). Para cada dia, estava destinada uma breve preparação da atividade, com as nossas turmas, para mais tarde, se dar início à sessão, aberta a toda a comunidade escolar (alunos, funcionários e professores). A
turma que encetou a aquisição dos conteúdos, tinha de realizar uma demonstração no polivalente para toda a escola e depois todos poderiam integrar ativa e voluntariamente na atividade.
Considero que, todas as atividades propostas decorreram dentro das expetativas e motivações dos intervenientes, pois a envolvência da comunidade foi crescendo ao longo dos dias, acabando por encher o polivalente na última sessão do MEXE-TE. O receio e a vergonha de experienciarem novas atividades foi-se diluindo ao longo dos dias, permitindo- nos alcançar os objetivos delineados inicialmente.