• Aucun résultat trouvé

Object Decomposition

Dans le document Mathematics and Visualization (Page 150-154)

3D Curve Skeleton Computation and Use for Discrete Shape Analysis

6.4 Object Decomposition

4.3.1 Do projeto (PFI) à sua concretização (Relatório de Estágio)

No momento em que tive de projetar o meu EP na elaboração de um documento, o PFI, senti que estava a traçar planos para algo desconhecido. Assim, encarei-o como um documento que me serviria de guia para o EP, no qual tracei alguns objetivos para este ano de descoberta. Contudo, não o considerei como um documento estanque, sendo apenas um reflexo da condição em que me encontrava bem como das aspirações e intenções relativamente ao meu desempenho no EP. Hoje ao relê-lo entendo a relevância e pertinência da sua elaboração tendo-se apresentado como uma base para a concretização e exposição de um caminho percorrido, o relatório de estágio. Desta forma a elaboração do relatório de estágio surge atualmente como uma constatação da concretização do esboçado no PFI. Sinto que aquilo que imaginei se tornou em grande parte realidade, finalizando atualmente o desenho do esboço que antes havia traçado com alguns retoques que me pareceram pertinentes.

4.3.2 Da passagem de Aluna a Professora

Durante o EP esta foi sempre a minha “luta”, abstrair-me da condição de aluna para que os meus alunos me encarassem como uma autêntica professora. Apesar de possuir uma imagem sobre daquilo que deveria ser e realizar, não tinha ainda desempenhado o papel de docente nas condições reais do processo educativo, o que me causava alguma insegurança e ansiedade própria de uma aluna. Esta insegurança inicial causava uma maior dependência do Professor Cooperante para reagir à entrada no mundo dos professores. Necessitava de “aprender a ensinar”, de adquirir os valores, atitudes, destrezas e conhecimentos, comuns ao grupo a que pretendia pertencer, sendo algo que levaria o seu tempo. De acordo com Cunha (2008,p.117) a aprendizagem da profissão docente e o desenvolvimento do

professor, são uma problemática complexa que se estenderá durante toda a vida profissional. Assim, foi no sentido transmitido pela prática às minhas ações que surgiu progressivamente a transição desejada. Foi na relação dialética entre as exigências que a turma me propôs e a autonomia que o Professor Cooperante me concedeu que se apoiou grande parte do meu crescimento. Tomando consciência das funções e papéis do professor, fui ao longo do tempo tentado construir uma identidade atendendo às minhas características pessoais e às exigências desta profissão. Assim, e após as minhas vivências, considero que no âmbito do processo de ensino-aprendizagem, o professor deverá possuir quer qualidades ligadas à técnica pedagógica como qualidades humanas e relacionais. Considero que o clima relacional que se estabelece na aula com os alunos é fundamental para o seu processo de ensino- aprendizagem, devendo o professor “apresentar uma personalidade equilibrada na qual o aluno confie, uma referência humana com a qual este se possa identificar” Postic (2007,p.128). Desta forma, e de acordo com o tipo de relação estabelecida, o professor poderá mais facilmente conhecer as reações dos seus alunos e identificar o tipo de intervenção mais ajustada aos mesmos. Senti que à medida que desfrutava das relações com os meus alunos e da autonomia que me foi concedida pelo Professor Cooperante, era invadida por uma maior confiança nas minhas intervenções, tornando-me cada vez mais independente e ousada. Contudo, considero que as sugestões e “alertas” do Professor Cooperante e da Orientadora de EP foram cruciais para que conseguisse traçar um caminho que me levasse a transpor a ponte que me conduziria à minha emancipação. Foi refletindo sobre essas indicações que procurei travar a “luta” que havia iniciado, o que levou a que os alunos me aceitassem e reconhecessem na profissão que escolhi.

4.3.3 Aprender a refletir

A reflexão é sem dúvida uma das qualidades importantes do ser humano. De acordo com Alarcão (1996,p.175), a reflexão, “ baseia-se na vontade, no pensamento, em atitudes de questionamento e curiosidades, na

busca da verdade e da justiça”. Pensar nos atos que praticamos procurando descobrir o seu lado mais correto é um processo, que nos faz avançar no dia a dia para melhores desempenhos. Ao longo do EP uma das maiores necessidades que senti foi a de refletir sobre as minhas ações. Contudo, “o pensamento reflexivo é uma capacidade. Como tal, não desabrocha espontaneamente, mas pode desenvolver-se” (Alarcão, 1996,p.181). Aprender a refletir foi um dos processos em que me envolvi e que influenciou a compreensão de mim mesma, da minha ação e também dos meus alunos. Se inicialmente as minhas reflexões se apresentavam algo descritivas, com o decorrer do tempo, e desenvolvendo a minha capacidade reflexiva, estas foram-se tornando cada vez mais pertinentes. O desenvolvimento desta capacidade permitiu-me atingir um conhecimento mais profundo e flexível, que me possibilitou melhorar as estratégias de resolução dos problemas. De acordo com Cunha (2007,p.78) “cada professor deverá ter a capacidade de desenvolver o seu próprio quadro interpretativo sobre o ato educativo, o qual resulta de uma reflexão sistemática e fundamentada acerca do significado das experiências da prática (…)”. Neste entendimento a reflexão surge como um processo imprescindível para o sucesso da prática educativa, sendo neste diálogo do professor com a sua ação que este se tornará um profissional mais competente. Assim, foi na análise e avaliação constante do meu desempenho que aprendi a tirar partido das minhas potencialidades. Assumindo o papel de professora reflexiva, descobri as vantagens dessa aprendizagem para a melhoria do meu desempenho, sendo no momento em que comecei a refletir com maior espontaneidade sobre a prática, que estabeleci mais eficazmente metas e objetivos para as aulas. Contudo, e apesar de ter sentido uma evolução na minha capacidade de reflexão, considero que este é um processo extremamente complexo, e que implica um estado permanente de questionamento do professor que o ajudará a desenvolver o seu sentido autocrítico ao longo da sua vida profissional. Neste sentido, e para que o professor se torne num profissional competente e construa um percurso apreciável, é importante que aprenda a usar esta capacidade visto tratar-se de um dom muito valioso que a natureza proporcionou ao Ser Humano.

4.3.4 A observação e o recurso visual para o Meu desenvolvimento profissional

Por vezes torna-se necessário encontrar métodos que ajudem a extrair significados da experiência prática. Contudo, a autoavaliação é um processo que coloca a responsabilidade no sujeito da ação, em que este deve ser capaz de se auto criticar para poder tomar consciência das suas ações e melhorá-las. É preciso reconhecer que a diversidade de métodos e técnicas que existem atualmente correspondem a uma evolução da sociedade que se estenderá também ao processo de ensino-aprendizagem. Os progressos técnicos permitiram aos métodos técnicos audiovisuais expandirem-se, levando a que surgisse uma perspetiva construtivista do ensino. Durante o EP fiz-me acompanhar de um espírito de investigação no sentido da descoberta e envolvimento pessoal na minha prática. Assim, recorri em determinados momentos a métodos distintos que me auxiliaram a tomar consciência daquilo que deveria melhorar. A observação e análise da prestação dos alunos bem como das minhas colegas de estágio, através da adaptação de métodos de observação (Anexo 1), apresentou-se como uma estratégia interessante no meu processo de formação. As diferentes observações realizadas constituíram- se potenciais unidades de reflexão que se traduziram em ferramentas pedagógicas e permitiram um esclarecimento da interação entre a teoria e a prática contribuindo para a minha evolução. Para além destas observações, o facto de proceder também a análise da minha prestação através da gravação de vídeo de situações pontuais, implicou um maior comprometimento com a minha ação educativa. Desta forma, foi possível intervir sobre a minha prática, tornando-me mais responsável e ativa na mesma. Não pude deixar de sentir os efeitos positivos que esta prática teve em todo o meu processo de autoanálise no âmbito do meu desenvolvimento profissional como já tive ocasião de referir no capítulo referente à realização da Prática Profissional.

Dans le document Mathematics and Visualization (Page 150-154)