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Background on Graph Morphology

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3.2 Multiscale Morphology on Graphs

3.2.2 Background on Graph Morphology

Para que sejam traçados objetivos no sentido da obtenção de um ensino eficaz, torna-se fundamental efetuar uma análise pormenorizada dos diferentes documentos sobre os quais se rege o processo de ensino-aprendizagem, bem como um reconhecimento da escola e todo o seu envolvimento. De acordo com Bento (1987,p.9), “Todo o processo de planeamento deve encontrar o seu ponto de partida na conceção e conteúdos dos programas ou normas programáticas de ensino (…) ”. Assim, comecei por uma análise crítica do Projeto Educativo de Escola a fim de perceber as linhas orientadoras gerais, assentes nas características da comunidade educativa, do Regulamento Interno do Agrupamento, na tentativa do entendimento do regime de funcionamento da Escola bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar e concretamente da disciplina de EF. Ainda, examinei o Plano Anual de Atividades do Grupo Disciplinar de EF bem como a planificação desta disciplina para o presente ano letivo na qual me foram apresentados conteúdos, objetivos e sua calendarização e ainda os critérios de avaliação do grupo. Por último foi examinado o Programa Nacional de EF para o ensino secundário, no sentido de que o passo seguinte, o de planeamento, atendesse a todos estes aspetos.

Sendo os alunos o cerne do processo de ensino-aprendizagem, seria a eles, alunos concretos de uma escola concreta, que deveria adequar as matérias, métodos e objetivos, para que estes fossem realizados, com elevado grau de probabilidade, por cada aluno. Assim, e em consonância com a análise dos documentos anteriores, foi realizada uma recolha de informações sobre a turma e suas individualidades. O preenchimento de uma ficha de caracterização individual do aluno no início do ano letivo bem como os dados procedentes da Diretora de Turma (DT) e a troca de impressões com a mesma, a qual tinha sido professora da turma no ano letivo anterior, foram fundamentais para tomar consciência dos problemas e potencialidades dos alunos. Do cruzamento destes dados surtiu a imagem de uma turma que na sua maioria provinha de um ambiente familiar estruturado com um estatuto social de nível médio/baixo, que apresentava alguns problemas de atenção na sala de aula e poucos hábitos de estudo. Contudo, era uma turma disciplinada, afável, com um rendimento escolar satisfatório e que possuía a EF como a disciplina predileta, o que por um lado me deixou extremamente satisfeita e motivada, e por outro me conferiu uma enorme responsabilidade na medida em que era meu desejo manter esta predileção da turma pela disciplina. Como EE tive consciência que o meu reportório de conhecimentos metodológicos e pedagógicos era ainda primórdio, dada a minha imaturidade profissional, o que me causou alguma insegurança e me levou a refletir sobre os diferentes níveis de planeamento para a tomada das primeiras decisões. Percebi que seria do equilíbrio entre a teoria e a prática e da adoção do seu processo mediador, a reflexão, que cada aula forneceria um contributo específico para o desenvolvimento dos alunos. No entanto senti-me inicialmente um pouco perdida, tendo sido o planeamento uma “dor de cabeça” para mim.

Foi a elaboração do Modelo de Estrutura de Conhecimento (MEC) de Vickers (1989) e de cada um dos seus módulos, que me permitiu tratar os vários conteúdos e aprofundar o meu conhecimento sobre os mesmos, bem como analisar os recursos e materiais de que dispunha para o processo de ensino aprendizagem, tomar decisões relativamente aos conteúdos a lecionar, traçar objetivos e selecionar critérios de avaliação para os mesmos. A

elaboração das Unidades Temáticas (UT), no módulo da aplicação, nas quais foram delineadas as funções e objetivos de cada uma das aulas, apresentaram-se como um suporte fundamental para o desenvolvimento das habilidades, capacidades, conhecimentos e atitudes dos meus alunos. Da elaboração da UT passei para a preparação das aulas tendo em conta os dados resultantes da análise das etapas anteriores.

“ Antes de entrar na aula o professor tem já um projeto da forma como ela deve decorrer, uma imagem estruturada, naturalmente, por decisões fundamentais ” (Bento, 1987,pag.89) e, apesar de nada lhe garantir o sucesso do seu projeto, este dependerá certamente da qualidade da sua preparação.

Tendo que lecionar a modalidade de Futebol logo no inicio do ano letivo, lembro-me das horas que demorei a elaborar este primeiro plano de aula e de todas as preocupações que me atormentaram. Uma aula de uma modalidade que eu não dominava completamente, que dispunha de escassos recursos materiais, e da qual os alunos tinham certamente grandes expectativas. Senti grandes dificuldades na seleção de tarefas para a primeira aula tendo nesse momento contactado com algumas das minhas insuficiências, que suscitaram em mim um certo nervosismo. Quando cheguei a uma versão final do plano, as dúvidas permaneciam: seria aquela uma aula atraente para os alunos? Como iria eu ao longo do ano letivo conservar a motivação de uma turma à partida motivada?

A planificação das atividades atendendo ao rigor pedagógico, didático e científico que deve contemplar exigiu a procura de vários recursos e estratégias para articular vertical e horizontalmente com as competências, os conteúdos, as estratégias e as atividades. O plano de aula foi tomando diferentes proporções ao longo do ano, sendo também este aperfeiçoado no âmbito da preparação das aulas e conhecimento dos alunos, passando de uma “dor de cabeça” a um instrumento funcional e flexível que me permitia gerir a aula e adequá-la as circunstâncias concretas, tal como aconteceu numa das aulas no pavilhão:

“ (…) por coincidência deparei-me com o pavilhão livre, o que é algo quase impossível de acontecer, dispondo de todo o espaço para a minha aula. Assim sendo, e visto que a turma tem vindo a realizar um bom trabalho ao longo das aulas (…) decidi dar-lhe uma recompensa. Foi nesta altura que tive necessidade de alterar o meu planeamento e improvisar perante alunos que estavam extremamente motivados e expectantes. Gandin (2008, p.01) sugere que se pense no planeamento como uma ferramenta para dar eficiência à ação humana, isto é, deve ser utilizado para a organização na tomada de decisões. Contudo, e perante a situação em que me encontrava, tive que atuar sem antes ter refletido sobre a modalidade em questão e os exercícios a propor, aumentando assim a probabilidade de estes não serem os mais adequados e ajustados aos alunos, porém era necessário agir!”

(Reflexão 18, 16 de novembro de 2010)

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