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A MODEL OF RULE-BASED LOGICAL INFERENCE

AN INCREMENTAL LEARNING ALGORITHM FOR INFERRING LOGICAL RULES FROM

2. A MODEL OF RULE-BASED LOGICAL INFERENCE

O recurso às consideradas “novas” tecnologias foi introduzido nas escolas portuguesas nas últimas décadas do século passado. Iniciou-se com a introdução da televisão, para apresentação de filmes e documentários que permitiam aos alunos conhecer realidades distantes. Estando limitados, a maior parte do tempo, à sala de aula, os professores sentiam necessidade de trazer para dentro da sala a realidade exterior. O recurso a tecnologias como a televisão, permitiam aproximar dos alunos a realidade, próxima e, sobretudo, distante, de forma a que, mais facilmente, os alunos pudessem estabelecer uma relação entre o mundo real e os conhecimentos adquiridos na sala de aula. Esta relação facilita aos jovens a compreensão da realidade e a aceitação da importância das suas aprendizagem no contexto real. Outras ferramentas tecnológicas, como os sensores e as calculadoras gráficas, surgiram alguns anos mais tarde. Estas ferramentas apresentam como principais vantagens, sobretudo, a facilidade de recolha e tratamento de dados. Os sensores permitem uma recolha de dados mais rápida enquanto as calculadoras favorecem o tratamento desses dados. A utilização combinada destas ferramentas tecnológicas permite aos estudante recolher e trabalhar os dados em menor espaço de tempo e com mais eficiência. Por outro lado, a utilização destas ferramentas com o adequado acompanhamento por parte dos professores, pode facilitar junto dos jovens a compreensão dos conceitos que estão inerentes ao dados medidos e às formas de os tratar.

O recurso às tecnologias tem, contudo, que ser compreendido e aceite por um conjunto de atores educativos, o “uso dos computadores na escola parece depender, também, de forma muito significativa, (...) do modo como em cada sistema educativo as tecnologias são encaradas, (...) do papel efetivo que se espera venham a desempenhar na preparação dos jovens e do modo como são introduzidos nos respetivos planos de estudo.” (Costa, 2008, p.28)

Quando os computadores entraram nas salas de aula e começaram a ser utilizados pelos professores, estávamos ainda no século XX. Inicialmente, os computadores eram utilizados, sobretudo, para a elaboração de trabalhos escritos e para a apresentação de conceitos, quer pelo professor, em aulas projetadas, quer pelos alunos, nas apresentações dos seus trabalhos de pesquisa. As apresentações funcionavam como uma alternativa à apresentação da aula em quadro ou em

retroprojetor apresentando como vantagens a possibilidade de integração de imagens diretamente na apresentação.

Os alunos recorriam à internet para a preparação dos seus trabalhos de pesquisa e, deste modo, tinham acesso a informação rápida e variada. Por um lado, as mais recentes descobertas científicas estavam à distância de um clique, independentemente de onde estas acontecessem, por outro, o aluno ou o professor poderiam apresentar à turma imagens reais que lhe estariam inacessíveis de outra forma. São disto exemplo as imagens que, diariamente, a NASA coloca no seu site de diversas formações do Universo. Esta utilização da internet também permitia aos alunos experimentar situações impossíveis de viver na realidade através de simulações. Estas simulações permitiam aos alunos observar, apenas em alguns minutos, um ciclo de vida de um animal ou de um vegetal ou a forma como determinados processos físicos e químicos poderiam ser alterados simplesmente pela modificação de algumas variáveis. As simulações permitem criar, em sala de aula, e com recurso a um computador, situações que seriam impossíveis de viver, por parte dos alunos, quer porque as condições ambientais são muito diferentes das necessárias, quer por não existirem as condições físicas à disposição dos professores, quer por impedimentos temporais. Assim, o recurso à internet permite aos professores e alunos a aquisição de novos conhecimentos bem como a observação de realidades muito distintas das por estes experienciadas.

A internet, no final do século passado, funcionava ainda, nas escolas portuguesas, numa versão de web 1.0., como uma ferramenta à qual alunos e professores podiam aceder de forma a recolher informação mais vasta que, de outro modo, era difícil ou mesmo impossível de obter.

No início do século XXI e com o nascimento da web 2.0., a utilização desta ferramenta nas escolas também se alterou. Os alunos e professores deixaram de recorrer à internet como meros recetores de informação. Com o apogeu da web 2.0., a internet tornou-se num meio de comunicação entre o mundo e o indivíduo mas também entre o indivíduo e o mundo. “A maleabilidade tecnológica dos novos media permite uma muito maior integração de todas as fontes de comunicação no mesmo hipertexto, logo, a comunicação digital tornou-se menos organizada centralmente, mas absorve na sua lógica uma parte crescente da comunicação social” (Castells, 2005, p. 24).

Atualmente, o recurso internet apresenta inúmeras possibilidades para os estudantes e professores. Além de fonte de informação rápida e pouco acessível, a internet permite e fomenta a interação entre professores e alunos bem como de alunos entre si através de recursos como o correio eletrónico ou os chats. Para além disso, a interação entre alunos é potenciada em espaços como os blogues ou as wikis, ferramentas que permitem a construção colaborativa de páginas, e até mesmo as redes sociais que são utilizadas não só para interações pessoais e sociais mas também por professores e alunos como espaço de diálogo e de partilha de conhecimentos. A internet transformou-se realmente numa rede em que professores e alunos dos mais diversos pontos do planeta podem trocar as suas informações, receber informações, aceder a descobertas e partilhar as suas realidades locais. A sala de aula deixou de estar limitada ao espaço dentro da escola para estar disponível para muitos alunos, fora do espaço e do tempo de aula. As plataformas como a Moodle são um recurso essencial não só para os cursos lecionados em sistema de e-learning (estamos a falar, no caso português, apenas de cursos lecionados no ensino superior ou de formação contínua para adultos) ou em sistema de b-learning (o sistema misto em que se combinam aulas presenciais com o e-learning) mas também para o apoio às aulas presenciais de escolas básicas e secundárias. Através destas plataformas, os professores podem disponibilizar aos alunos uma série de recursos que permanecem acessíveis ao longo de todo o ano letivo e aos quais os alunos podem aceder em qualquer momento. Por outro lado, estas plataformas disponibilizam espaços em que é possível a discussão entre alunos sob a supervisão do professor bem como o esclarecimento de dúvidas o não só fomenta a partilha como se apresenta como uma alternativa útil sobretudo nos casos em que os alunos têm poucas horas semanais com o professor.

O moodle, e outras plataformas semelhantes, integram também a possibilidade de utilização das wiki, ferramentas ricas no trabalho de grupo que é supervisionado pelo professor. Este sistema, potencialmente útil para os alunos que frequentam diariamente as escolas, pode apresentar-se como uma alternativa extremamente enriquecedora para aqueles alunos que, por motivos de saúde, têm de permanecer durante longos períodos de tempo afastados da escola. Na Região Autónoma da Madeira, a Secretaria Regional de Educação desenvolveu e aplica hoje em dia um programa de apoio escolar online destinado aos alunos de 3º ciclo e ensino

secundário que necessitam de apoio para além das aulas pensado inicialmente para os estudantes que estivessem temporariamente impossibilitados de se deslocar à escola. Associados a estas plataformas, uma série de recursos são disponibilizados nos mais diferentes formatos (podcast, video, questionários interativos) facilitando a compreensão de conceitos através da visualização bem como a auto-avaliação dos alunos disponibilizando questionários automaticamente corrigidos.

Além das ferramentas associadas à internet que são, inequivocamente, aquelas que mais têm contribuído para a entrada da inovação tecnológica nas escolas e nas salas de aulas (reais ou virtuais), outras ferramentas do computador têm sido dinamizadas nas escolas. O software de apresentações apresenta inovações no que concerne à possibilidade de integração, nas apresentações, de simulações disponíveis ao apresentador e respetiva plateia. Mas, no que se refere às disciplinas de ciências e matemática, a ferramenta integrada no computador que mais evoluiu nas últimas décadas foi o software de tratamento de dados. Este software permite aos alunos trabalhar os dados recolhidos e apresentá-los do modo mais adequado. Este tratamento de dados, devidamente acompanhado pelo professor, possibilita a compreensão do significado dos dados recolhidos e as decisões tomadas aquando das melhores formas de apresentação – existindo várias possibilidades de tabelas e gráficos – obrigam os estudantes a compreender o verdadeiro significado dos dados recolhidos e dos resultados obtidos a partir destes dados. Algumas das possibilidades apresentadas por este software estão também disponíveis para os estudantes através das calculadoras gráficas. Com algumas restrições – sobretudo em termos de quantidade de dados – as calculadoras gráficas permitem aos jovens aceder, em qualquer sala de aula – não equipada com computador e até em momentos de teste ou exame – a muitas das potencialidades de tratamento e apresentação de dados.

O telemóvel é, sem dúvida, o recurso tecnológico mais desaproveitado nas escolas portuguesas. Apesar de ser uma tecnologia móvel, disponível a praticamente todos os estudantes e que pode facilmente ser manuseada em ambiente de sala de aula, a potencialidade para a distração e a dificuldade de controlo do uso deste aparelho por parte dos professores, tem-no transformado numa ferramenta “non grata” em sala de aula sendo que, em muitas escolas portuguesas, o telemóvel é mesmo de acesso proibido pelos professores e direções no decorrer das aulas.

A utilização das tecnologias apresenta, segundo Jonnassen (1995), diversos aspectos que promovem a aprendizagem significativa por parte dos alunos. Em primeiro lugar,

os alunos participam ativamente no processo de construção de desenvolvimento da sua aprendizagem promovendo a sua responsabilização em todo o processo. Por outro lado, os alunos vão construindo o seu conhecimento, vão integrando significativamente as novas aprendizagens no conhecimento prévio sendo, muitas vezes, este conhecimento desenvolvido em comunidades pela exploração do trabalho colaborativo. Sublinha, ainda, que a aprendizagem é intencional no sentido em que os alunos procuram respostas para as suas questões, é contextualizada com a possibilidade de integração da realidade em contexto de aprendizagem eliminando barreiras de tempo e espaço e, finalmente, reflexiva promovendo a tomada de decisões por parte dos alunos.

Uma das componentes que, no ensino das ciências, mais contribui para o desenvolvimento dessa capacidade de tomada de decisão é a componente prática. O trabalho que integra esta componente não é perspetivado por todos os autores da mesma forma sendo que autores como Woolnough (1991) encaram o trabalho prático de uma forma muito redutora restringindo-o ao trabalho laboratorial enquanto outros, como Hodson (1988) e consideram que o trabalho prático, ou a prática, é mais abrangente e engloba todas as atividades em que o aluno esteja ativamente envolvido em todos os domínios. Assim, o trabalho prático, ou a vertente prática, no ensino das ciências integra não apenas o trabalho de laboratório mas todo o trabalho de investigação desenvolvido pelo aluno, como o trabalho de campo, por exemplo. Este trabalho prático desenvolvido nas disciplinas de ciências é, mais do que qualquer outro, uma excelente oportunidade para o desenvolvimento de tarefas escolares apoiadas pelas novas tecnologias. A possibilidade de recolher dados através de sensores, trabalhá-los em folhas de cálculo, armazená-los e apresentar diretamente os resultados sob a forma de gráficos facilita em muito o trabalho de campo que pode ser desenvolvido nas disciplinas da área das ciências. Do mesmo modo, existem outras ferramentas tecnológicas especificamente destinadas a estas áreas como são alguns programas de simulação ou tecnologia como o microscópio controlado por computador.

Naturalmente, o recurso a estas tecnologias em contexto de aula deve ser devidamente preparado e organizado de forma a que elas possam ser exploradas de forma benéfica quer pelo professor quer pelos alunos. Assim, não podemos descurar o facto de que os professores têm de ter formação para utilizar as tecnologias associadas à sua disciplina mas os alunos devem, igualmente, ter uma base de

conhecimento das tecnologias que lhes permita explorá-las no contexto dos conteúdos em estudo. As tecnologias não devem, simplesmente, ser apresentadas aos alunos e esperarmos que eles iniciem de imediato a sua utilização. Osborne (2003) apresenta sete indicações metodológicas que devem ser seguidas para a utilização das tecnologias em contexto de aula de forma a que estas conduzam, efetivamente, a uma melhoria da aprendizagem em ciências. Estas indicações são: i) o professor deve assegurar-se de que a utilização das tecnologias é apropriada e valoriza as aprendizagens em questão; ii) o uso das tecnologias deve estar enquadrado nas práticas pedagógicas correntes do professor e nos pré-conceitos dos estudantes; iii) a atividade deve ser estruturada de forma a que os alunos tenham de assumir alguma responsabilidade e tenham oportunidade de desenvolver uma participação ativa; iv) é essencial promover nos alunos a reflexão sobre os conceitos e relações subjacentes criando momentos de discussão, análise e reflexão; v) manter o foco na atividade de investigação desenvolvendo competências de recolha e análise de dados; vi) deve explicitar a relação entre o uso das tecnologias e o processo de ensino e aprendizagem em curso; finalmente vii) deve ser encorajada a partilha de descobertas e ideias dentro do grupo-turma.