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Chapitre 4 Traitement d’indicateurs priorisés: analyse de dysfonctionnements et

4.1.3 Modélisation et Simulation sous incertitudes dans la SC

Os percursos interpretativos devem ser estabelecidos tendo em vista a divulgação do interesse patrimonial, ambiental, cultural e turístico dos mesmos, devendo, sempre que possível, ser afastados de estradas asfaltadas ou vias onde circulem veículos motorizados. Os percursos podem ser classificados segundo quatro aspectos fundamentais, designadamente o tipo de utilizadores, o grau de dificuldade, a extensão dos percursos e o traçado do trilho, sendo que estes aspectos podem ser resumidos na tabela 4.

Tipo de Utilizadores Percurso de uso único Apenas com um tipo de utilizadores

Percurso multi-uso Associação de dois ou mais usos

Dificuldade do Percurso*

Muito Fácil Percurso pedestre efectuado em menos de duas horas de caminhada num trilho bem definido

Fácil Percurso com menos de três horas de duração sobre caminhos com algumas passagens menos fáceis

Médio Percursos com menos de quatro horas de duração, com alguns desníveis, destinados a pessoas com prática

Dificil Percurso com mais de quatro horas de duração, com itinerário longo e/ou difícil (desnivelado e com passagens delicadas)

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The International Ecotourism Society (TIES ) define ecoturismo como “a viagem responsável para áreas

naturais que conservem o ambiente e melhorem o bem-estar da população local.(…) Isto significa que quem opera e participa de actividades ecoturísticas deve seguir os seguintes sete princípios:

• Minimizar impactos

Desenvolver consciência e respeito ambiental e cultural;

Fornecer experiências positivas para ambos visitantes e anfitriões; Fornecer benefícios financeiros directos para a conservação;

Fornecer benefícios financeiros e poder legal de decisão para o povo local;

Elevar a sensibilidade pelo contexto político, ambiental e social dos países anfitriões; Apoiar os direitos humanos internacionais e acordos trabalhistas.” in

Extensão**

Grande Rota (GR) Percursos que possuem grandes extensões, unindo povoações, cidades ou mesmo países distantes entre si

Pequena Rota (PR) Percursos com trajectos mais curtos, de uma só jornada e com um máximo de 30km de extensão

Percursos Locais (Senderos locais- SL)

Percursos que não têm mais de 10km e que se estendem, sobretudo, pelo fundo de um vale desde uma povoação até um local de interesse

Percursos Urbanos (Senderos Urbanos- SU)

Percursos pedestres implantados em meio urbano

Traçados de Trilhos Percursos circulares ponto de chegada idêntico ao ponto de partida

Percursos abertos ponto de chegada distinto do ponto de partida

Tabela 4 – Classificação dos percursos

*classificação de acordo com Federação Francesa de Pedestrianismo

**classificação de acordo com FEDME (Federação Espanhola de desporto de Montanha e Escalada) e pela FCMP (Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal), sendo que esta ultima apenas considera as tipologia GR, PR e PL, definindo percursos locais como sendo aqueles cuja totalidade ou mais de metade do trajecto decorre em ambiente urbano. A tipologia dos percursos depende do objecto definido para o mesmo, devendo, no entanto, obedecer a três regras fundamentais, designadamente, a continuidade, o estabelecimento da ligação e a definição do ponto de partida e de chegada. Deste modo, podemos referir seis configurações dos percursos rurais mais frequentes (Fig. 19), dependendo da sua função e dos elementos interpretativos.

PERCURSO LINEAR:é a configuração mais adequada a percursos de longa distância e os que têm um objectivo específico tal como efectuar a ligação entre duas localidades. Para aumentar a variedade de aspectos a observar é possível acrescentar variantes do ponto de chegada e de partida. No entanto, este tipo de percurso tem o inconveniente do utilizador ter de retroceder pelo mesmo caminho.(1)

PERCURSO CIRCULAR SIMPLES OU ANEL: este tipo de percurso oferece a oportunidade de voltar ao ponto de partida sem percorrer o mesmo trajecto, reduzindo, deste modo o impacte que é exercido sobre o caminho e o ambiente. Esta configuração oferece uma maior versatilidade para diferentes tipos de utilização e dá ao utilizador a sensação de que cobriu uma maior área do que a estrutura ocupa na realidade. Contudo, a maior desvantagem é a falta de variação.(2)

PERCURSO CIRCULAR EM CAMADAS – este tipo de configuração consiste em dois ou mais trilhos circulares sobre um percurso simples, o que permite prolongar o percurso, conferindo-lhe maior variação e aumenta a possibilidade de usos deste espaço. Este tipo de percurso é particularmente

(2)

(3) (1)

indicado para situações de alteração de altitude, permitindo a existência de diferentes dificuldades ao longo do percurso. (3) PERCURSO EM SATÉLITE: este tipo de percurso tem por base um percurso circular central a partir do qual partem uma série de percursos circulares. Fornece aos utilizadores, para além do percurso principal, vários percursos alternativos de acordo com as suas capacidades físicas e/ou outras motivações.(4)

PERCURSO CIRCULAR EM RAIO: este sistema é composto por um conjunto de percursos lineares dispostos em raio desde um centro até um percurso circular exterior, sendo que o centro é, simultaneamente, o ponto de partida e de chegada, o que permite percursos com graus de dificuldade variáveis, sempre à mesma distância do ponto de partida/chegada. (5)

PERCURSO EM LABIRINTO: este sistema oferece, através de percursos circulares e lineares que se cruzam entre si, um maior número de percursos alternativos, quer em termos de distância, quer em termos de grau de dificuldade. Esta tipologia necessita de uma grande área de implantação, permitindo a sua exploração ao máximo. Contudo, face à variedade de percursos é necessária uma sinalização adequada.(6)

No que se refere à função dos percursos, os mesmos podem apresentar uma ou mais funções quer sejam de carácter recreativo, educativo ou outras. Geralmente, os percursos de pequena rota apresentam um carácter recreativo e educativo, estando a eles associados iniciativas de interpretação ambiental e cultural, sendo que os percursos de grande rota visam essencialmente um carácter recreativo e desportivo.

Um percurso pode ter diferentes usos em simultâneo (pedestre, ciclável, equestre, etc.) e deverá ser projectado de modo a ser facilmente acessível à população, respeitando e preservando, contudo, os recursos naturais e ecológicos da paisagem em que se insere, pois mais do que gerarem uma reacção passiva, os percursos devem ensinar algo, devem levar os utilizadores a interpretar o que vêem e devem ajudar a compreender o passado (NICHOLS, 1999).

Figura 19 - esquemas das configurações mais frequentes dos percursos (baseado em BRAGA, TEÓFILO, 2007)

(6) (5) (4)

Ao proceder-se a uma intervenção de uma determinada região, onde as características ambientais, culturais e patrimoniais possam favorecer a economia local, deverá ser definida uma gestão correcta desses recursos e um adequado ordenamento do território, por exemplo, através da implantação de acções de salvaguarda, valorização e divulgação científica desse património, o qual deverá reflectir-se no desenvolvimento sustentável da região.