Service Organization and Delivery
TOWARD A TRANSFORMED DELIVERY SYSTEM 5.1 CONSENSUS ON THE DIRECTION FOR MENTAL HEALTH
5.5 THE NEED FOR A MENTAL HEALTH TRANSITION FUND As noted earlier, the evidence suggests that, As noted earlier, the evidence suggests that,
A Vila de Piratininga foi fundada em 1554, quando os Jesuítas padre Manoel da Nóbrega e José de Anchieta subiram a Serra do Mar para catequizar os indígenas. No alto de uma colina, entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, construíram o Colégio de São Paulo de Piratininga e nele fizeram a primeira missa marcando início da vila que hoje se tornou uma das maiores metrópoles o mundo.
Em 1711, a vila foi elevada a condição de cidade, chamada de São Paulo de Piratininga, e no decorrer dos anos recebeu sua primeira faculdade, a de Direito, o que a tornou um núcleo intelectual e político do país. Até então, a região não possuía relevância econômica alguma, porém, a partir do Século XIX, com o crescimento da economia cafeeira, foi que a cidade se transformou em um grande centro econômico e começou a atrair imigrantes de diversas partes do mundo para trabalhar nas lavouras e futuramente nos parques industriais que se estabeleceriam na cidade. A atração de estrangeiros foi marcante ao passo que, em meados de 1890 mais da metade dos 64 mil habitantes de São Paulo era composta por imigrantes.
De acordo com Segawa (2004), a partir de 1893, São Paulo experimentou um crescimento muito grande com a economia do café e o advento da República. A necessidade de mudar a imagem da cidade do estilo colonial para o modelo industrial europeu fez surgir grandes áreas de bairros operários nas periferias próximas ao centro. Por esse motivo, na virada do século XIX para o XX, São Paulo passa por outro grande crescimento populacional: passou a ter em 1893 cerca de 130 mil habitantes; saltou para 500 mil em 1915; e 900 mil em 1930.
Durante esse período diversos ícones urbanos surgiram na cidade, entre eles a Av. Paulista, com os casarões dos barões do café, viadutos sobre o vale do Anhangabaú, grandes planos de avenidas e diversas obras emblemáticas. No mapa a seguir estão localizados os principais ícones que surgiram em diversas épocas na região central e seu entorno. Em 1900 surge a Light, empresa canadense que se tornou responsável pelo setor de energia elétrica. A mesma cria diversos sistemas de represamentos e hidrelétricas na região e implanta os bondes elétricos na cidade.
Figura 62 - Mapa de ícones urbanos Fonte: Autoria Própria
Na mesma época ocorre a retificação do Rio Tietê no trecho que corta a cidade de São Paulo, mudando drasticamente a paisagem da cidade. É inaugurada a nova Estação da Luz, por onde passavam os trens que ligavam o interior do Estado ao porto de Santos, inicia-se a construção da Catedral da Sé e do Theatro Municipal, palco da Semana de Arte Moderna de 1922.
Em 1930 a malha ferroviária de São Paulo já alcançava o Rio Paraná, conduzindo a ocupação do território que já passava de 1/3 do Estado onde já viviam mais de 1 milhão de imigrantes. Em seguida, ocorreu a Revolução Constitucionalista de 1932, na qual a elite do Estado entrou em choque contra o governo Federal, e São Paulo sai derrotado.
Na década de 1940, com o auge da indústria, São Paulo passa por intervenções urbanísticas para comportar o seu crescimento, a demanda por mão de obra atrai muitos brasileiros oriundos de diversos estados do país, principalmente do nordeste. Chegando em 1950, São Paulo desenvolvia sua indústria automobilística tornando-se um polo industrial no Brasil e, 10 anos depois, se tornaria a maior cidade do país ultrapassando o Rio de Janeiro. A partir de 1970 as indústrias passam a migrar para as cidades da Região Metropolitana. Segundo Borelli (ano), São Paulo torna-se destaque no setor de Serviços e desponta como centro financeiro da América Latina, sede das maiores empresas multinacionais, capital das feiras de negócios e dos eventos internacionais.
Com o crescimento da cidade surgiu a necessidade da implantação de equipamentos urbanos como o Metrô e a Rodoviária do Tietê, que faz conexão com diversos estados do país e alguns países da América Latina. O Parque Anhembi foi construído na mesma época para substituir os pavilhões do Ibirapuera que já não se adequavam ao padrão e dimensões das feiras e eventos internacionais da cidade. (OLIVEIRA, pg. 85 – 2016)
Atualmente, o município de São Paulo possui 1.521,11 Km², cerca de 12.1 milhões de habitantes e densidade demográfica de 7.959,27 hab/Km² (IBGE, 2017), é o centro do principal aglomerado urbano do país, a RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) que é o centro político do Estado, tendo um PIB de aproximadamente R$1.056 bilhão, correspondente a 17,63% do PIB nacional e 54,48% do Estadual, dados de 2015, no mesmo ano o PIB do município foi de 61,5 % do PIB estadual (R$ 650.544.789 milhões). (EMPLASA, 2017)
A cidade tornou-se polo cultural e turístico, recebendo cerca de 14,9 milhões de turistas por ano, sendo desse total, 2,4 milhões de estrangeiros. Somente o setor de turismo movimenta cerca de 11,4 bilhões de reais (representa cerca de 2% do PIB municipal e 9,6% do PIB nacional). Do setor, as feiras e eventos internacionais são os que mais atraem turistas para a cidade. O impacto na economia municipal é de cerca de R$16,3 bilhões, desse montante, R$7,3 bilhões são gerados somente no setor de hospedagem e lazer. São Paulo possui 4,4 milhões de m² de espaços para eventos distribuídos por diversos locais da cidade (figura 5) e recebe cerca de 42% dos eventos e feiras do país, atraindo para a cidade cerca de 8,8 milhões de visitantes.(Observatório do Turismo, 2017)
Figura 63- Mapa de localização (Brasill- SP – RMSP – São Paulo) Fonte: Autoria própria
A infraestrutura turística é considera como tudo que dá suporte ao turismo, o conjunto dos estabelecimentos e serviços que dão suporte à atividade turística através do atendimento direto ao visitante. São os meios de hospedagem, agências de turismo, alimentação, centros de compras, lazer, transporte entre outros e que em conjunto compõem o vetor de atração turística de uma localidade.
Quanto ao setor, São Paulo possui grande quantidade de espaços que atraem turistas, de acordo com um levantamento do Observatório do Turismo, são 140 teatros, 115 centros culturais e 158 museus, além de centros de compras que somam cerca de 53 shoppings e 59 ruas de comércio especializado. No que se refere à Gastronomia, existem mais de 20 mil restaurantes com 52 tipos de culinárias de todas as partes do mundo, entre eles há 30 mil bares, 500 churrascarias, 400 food trucks, 80 restaurantes vegetarianos e 4500 pizzarias espalhados por toda a cidade. É possível notar no mapa* a seguir a distribuição de locais de oferta turística na cidade, observando a grande presença desses equipamentos na porção central da cidade.
Figura 64 - Mapa com distribuição da infraestrutura hoteleira em São Paulo Fonte: Observatório de Turismo e Eventos de SP – Adaptado pelo autor
Na agenda de eventos, são mais de 600 espetáculos diversos por ano, 41 festas populares, 68 escolas de samba e 391 blocos de carnaval de rua que durante o período movimenta a cidade.
Quanto ao turismo, dados de 2016 mostram que, de todos os turistas que a cidade recebeu 16,1% eram estrangeiros e os 83,9% eram nacionais, principalmente do próprio Estado de São Paulo. Isso revela que dos 14,9 milhões de turistas, 2,5 mil eram de fora do país, oriundos em sua maioria de países como Argentina, Estados Unidos, Espanha, França e Alemanha.
O turista nacional que visita São Paulo fica em média 3 dias e gasta cerca de R$180,00 durante sua estadia, já o estrangeiro passa em média 4 dias e deixa cerca de R$484,00 durante o período.
A imagem a seguir mostra de forma resumida os principais dados e os motivos dos turistas estarem em São Paulo, do qual é possível perceber que das pessoas que visitam a cidade sem motivo de lazer, 92,3% visitam por negócios e 7,7% para eventos. Outros aspectos importantes que devem ser observados em relação aos turistas nacionais, é que a maioria se hospeda na casa de amigos e parentes. Desses turistas, 84,1% dos turistas do setor de cultura e lazer e 73,9% de turismo de negócios e eventos chegam à cidade com seus próprios veículos. Esse fenômeno impacta diretamente no trânsito da cidade, tendo em vista que apenas 20,4% desses turistas se locomovem pela cidade por meio de transporte público.
A rede hoteleira é uma das melhores do mundo, são 410 hotéis, que somam 42 mil apartamentos mantendo uma taxa de ocupação média de 61% durante o ano. Os 72 hostels somam 2460 leitos mantendo a taxa de ocupação na média de 52%. Ainda é possível observar a distribuição da rede hoteleira da cidade por meio do mapa a seguir, e dele pode-se perceber a maior ocorrência (ou concentração) na região central e Av. Paulista espraiando em menor quantidade para a região de Pinheiros. Apreende-se ainda a pouca presença de hotéis na porção Norte, próximo ao Anhembi, na qual a demanda é atendida pelos hotéis da região central devido a proximidade. (Observatório do Turismo de SP)
São Paulo é atualmente o maior pólo receptor e emissor de turistas no Brasil. De acordo com Borelli (2010), a capacidade hoteleira da cidade é uma das melhores do mundo, Todas as redes internacionais possuem hotéis na cidade e sua quantidade vem crescendo junto com a demanda do setor de turismo e eventos, que
representa e atrai uma fatia significativa dos turistas. Segundo a autora, o crescimento da rede hoteleira na cidade segue um padrão que se concentra estrategicamente nas vias importantes da cidade para facilitar o deslocamento dos turistas. Porém, de acordo com Shibaki (2013), a SPCVB (São Paulo Convention & Visitors Bureau)3 adotou uma estratégia de cultura preventiva a qual estabelece áreas específicas que concentram infraestrutura turística dentro de áreas de influência de locais tidos como polos turísticos da cidade, considerando as dificuldades de mobilidade que a cidade pode oferecer aos turistas, como engarrafamentos e congestionamentos em horários de pico, por exemplo.
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SPCVB – São Paulo Convention & Visitors Bureau, é uma entidade sem fins lucrativos, que busca ampliar os negócios e o mercado de consumo na cidade, por meio da atividade turística. Tem como objetivo não só atrair turistas para cidade, mas também receber bem as pessoas para que elas possam ficar mais tempo na cidade, aproveitando tudo de bom tem para oferecer.
Figura 65 - Imagem de engarrafamento em região próxima ao aeroporto de Congonhas Fonte: Veja (2017)
Figura 67 - Hotel Ibis Style Anhembi Fonte: Booking
Figura 66 - Hotel Unique Ibirapuera Fonte: Arcoweb
Essa estratégia gerou um projeto chamado de “Destinos de São Paulo”, formado por 5 regiões identificadas na cidade: Destino Berrini, Destino Paulista & Jardins, Destino Centro, Anhembi & Center Norte, Destino Ibirapuera & Moema e Destino Faria Lima & Itaim. Tais regiões são áreas de influência próximas aos polos geradores de turistas, no caso de São Paulo são os espaços com capacidade para abrigar grandes eventos, congressos e espaços culturais, cuja infraestrutura hoteleira, de serviços e de transporte possibilita ao local a independência em relação aos outros na cidade. O Programa oferece ao turista, atrativos, mapas e roteiros para o entorno d área que está visitando, acessível por meio de trajetos curtos,podendo inclusive serem feitos à pé, assim, tenta evitar que essas pessoas tenham a necessidade de se deslocar pela capital, diminuindo com isso o impacto no sistema de transporte e no trânsito caótico que já existe.
Figura 68 - Infográfico de demanda turística Fonte: Observatório do Turismo SP (2015)
Figura 69 - Mapa de locais que possuem infraestrutura turística em SP Fonte: Autoria própria
Em relação mobilidade urbana, São Paulo possui em média, 13.089 ônibus em operação, 128,23 Km de corredores exclusivos para ônibus, além de 460 km de estrutura cicloviária implantada, inclui ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e ciclofaixas de lazer. (Observa Sampa, 2016)
A rede do metropolitano de São Paulo (Metrô), atualmente é de cerca de 71,5 Km, distribuídos em 5 linhas operantes com um total de 64 estações e 155 trens. O sistema transporta cerca de 4,7 milhões de pessoas por dia e chega a receber cerca de 1,1 bilhão de passageiros por ano (Metrô 2016), ainda que sua capacidade, alcance e expansão estejam muito aquém do que seria necessário para suprir a demanda cada vez maior da população de uma cidade do porte de São Paulo.
Similar é a situação da rede de Trens Metropolitanos da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o sistema possui cerca de 273 Km de vias férreas que conectam a capital paulista à 23 municípios da RMSP, distribuídos em 94 estações, transporta cerca de 2,8 milhões de passageiros por dia. O atraso na entrega das novas linhas e das expansões chegam a ultrapassar 10 anos (CPTM, 2017).
São Paulo possui 3 terminais rodoviários, Tietê, Barra Funda e Jabaquara, cada qual possui sua importância para a conectividade viária da capital diversas outras cidades.
A Rodoviária do Jabaquara, inaugurada em 1977, está localizada na Zona Sul de São Paulo e integrada à estação de metrô homônima (Linha 1), é a principal conexão com as cidades do litoral, principalmente a Baixada Santista.
Rodoviária Barra Funda, inaugurada em 1988, está localizada na Zona Oeste da cidade e possui estação de metrô (Linha 3) e trens integrados à rodoviária e ao terminal de ônibus municipais e intermunicipais. É o segundo maior terminal rodoviário de São Paulo, recebendo cerca de 40 mil passageiros por dia, possui linhas que conectam a cidade a 570 locais em diversas regiões do Brasil, inclusive a Bolívia.
Figura 70 - Mapa da rede de transporte metroviário de São Paulo Fonte: Autoria própria
A Rodoviária do Tietê foi inaugurada em 1982 na Zona Norte, é a maior rodoviária do país, uma das mais importantes da América Latina, a segunda mais movimentada no mundo, superada apenas pelo terminal de Nova York. Ela é integrada à estação de metrô Portuguesa-Tietê (Linha 1), sua localização facilita o acesso às principais vias e rodovias da cidade. A estrutura tem mais de 120 mil m², 89 plataformas que atendem mais de 67 viações, com destinos a 21 Estados brasileiros e 5 países da América do Sul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Peru), conecta São Paulo a mais de 1000 locais e nela circulam em média 90 mil passageiros por dia.
A cidade conta com diversos acessos por meio de rodovias, ao todo são 10 rodovias, que juntas ao rodoanel formam o sistema rodoviário principal de RMSP. Em relação ao Rodoanel, é uma rodovia estadual que forma um anel viário no entorno da capital, está em construção desde 1998, seu último trecho está sendo construído na Zona Norte, na região de preservação da Serra da Cantareira e a previsão de entrega são para 2018 finalizando 20 anos de construção. Quando finalizado permitirá que o trânsito de cargas que passa pelo meio da cidade possa ser desviado para o anel e distribuído pelas rodovias sem ter que atravessar a cidade, diminuindo a carga do trânsito nas marginais do Tietê, Pinheiros e Tamanduateí.
Figura 71 - Foto aérea do trecho Norte do Rodoanel Fonte: DERSA
Figura 72 - Mapa de acessos rodoviários, aeroportos e rodoviárias de SP Fonte: Autoria própria
Quanto ao transporte aéreo, São Paulo possui dois aeroportos que operam voos comerciais, o Internacional de Guarulhos, localizado no município de Guarulhos à Nordeste da Capital Paulista. Movimenta em média 37 milhões de passageiros por ano, dos quais cerca de 23 milhões são de escalas domésticas e 14 milhões internacionais, sendo atualmente o maior do país e o mais movimentado a América Latina (Dados de 2017, GRU Airport), atualmente é possível acessá-lo por meio de linhas de ônibus e por trem metropolitano.
O Aeroporto de Congonhas, localizado na Zona Sul, movimenta cerca de 20,7 milhões de passageiros por ano e cerca de 587 pousos e decolagens diárias, sendo o 2º mais movimentado do país. (INFRAERO, 2017), Seu acesso se dá por meio de ônibus municipal e em breve por meio de uma linha de metrô em construção.
O Aeroporto Campo de Marte, localizado na Zona Norte, é o 5º mais movimentado no país em pousos e decolagens, abriga a maior frota de helicópteros do mundo e desde 1936 recebe somente voos de pequeno porte não comerciais. Está situado próximo à Linha 1 do Metrô e Rodoviária do Tietê, no mesmo terreno existem ainda instalações da Força Aérea Brasileira. (TOMASINI, 2012) e (INFRAERO, 2017)