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4.1.2 Memory-Management Registers

Esta dissertação, objetivou avaliar a ação corrosiva decorrente de diferentes biodieseis metílicos e etílicos (soja, girassol e mamona), comparando com o B7 comercial, no contato com o aço AISI 316. Durante o levantamento de literatura, foi encontrado que ainda não há normas ou leis que respaldam o monitoramento da corrosão, ocasionada pela interface metal/biocombustível. Dito isto, ao analisar os objetivos específicos traçados e retomar os resultados encontrados nesta dissertação – após todas as técnicas e análises realizadas –, pôde- se chegar as seguintes conclusões:

os rendimentos dos biocombustíveis sintetizados foram acima de 85%, comprovando que a síntese em temperatura ambiente é um processo viável, excetuando-se o biodiesel de girassol etílico (BGE), devido sua estrutura molecular saponificar;

constatou-se, a partir das análises físico-químicas, que todos os biocombustíveis estão de acordo com o Regulamento Técnico nº 4/2014 da ANP;

os espectros de absorção de infravermelho, dos biodieseis etílicos e metílicos, são semelhantes aos de suas matérias-primas, devido à similaridade na estrutura química existente entre o triacilglicerídeos e os ésteres alquílicos. No caso do óleo de mamona e seus biocombustíveis, uma vibração intensa, na região 3.600-3.400 cm-1, refere-se ao estiramento

O-H presente na estrutura molecular de ambos;

os conjuntos de técnicas de análise termogravimétricas sugerem que o BME possui maior estabilidade térmica e termo-oxidativa, enquanto o BGM mostrou-se menos estável;

os biocombustíveis, independentes da fonte alcoólica, são agentes corrosivos. Porém, diferente da literatura, comprovou-se que o B7 é mais corrosivo que os biodieseis puros;

após o teste de imersão, os corpos de prova perderam massa consideravelmente, o que se explica pela composição química dos biodieseis influenciar na ação corrosiva e na resistência à corrosão do aço;

os MEV e os dados quantitativos constataram que na superfície metálica há corrosão por pitting. Pelo EDS, foi comprovado que o aço, após sofrer corrosão, forma uma nucleação de óxidos férricos, formando, assim, uma proteção neste ponto. Assim, o aço AISI 316 é passivado, em contato com os biocombustíveis;

os espectros de FRX mostraram a composição química do aço, que possui grandes percentagens de metais de transição. Quando expostos nos biocombustíveis, liberam óxidos metálicos que se dissociam nos biodieseis, catalizando a auto-oxidação e, como consequência, gerando a degradação de ambos;

os testes eletroquímicos constataram que os aços são incompatíveis com os biocombustíveis, pois estes oxidam na presença do meio orgânico. Os diagramas de Nyquist permitiram observar arcos capacitivos bem definidos, apresentando comportamento de segunda ordem. Os valores de Rp provaram que o teste de imersão altera as propriedades do

metal. Em relação ao aço imerso no B7, apresentou menor Rp, portanto, maior taxa de corrosão;

os espectros de polarização eletroquímica comprovaram a teoria da quebra de passivação do aço, mostrando a dissolução de outros metais, como o cromo. Esta quebra se dá em potenciais e cargas altas;

os espectros FTIR dos biocombustíveis, durante o tempo do teste de imersão, apresentaram mudanças nas vibrações nos espectros do infravermelho, comprovando outras substâncias no meio. O FRX provou que o aço liberou íons metálicos para o sistema, metal- orgânico, o que indiciou a formação de radicais livres e outras reações, como: autoxidação do biodiesel, formação de hidroperóxidos, além da proteção organometálica na superfície do corpo de prova, após a nucleação;

o modelo estatístico utilizado foi bem empregado, devido a distribuição de resíduos ser bem próxima à linha padrão, como também os valores de R2 serem próximos a 1.

Pelo teste F, foi possível visualizar a não precisão do ajuste do modelo para o limite de confiança de 95%;

pelos gráficos de Pareto, observou-se que os fatores influenciam de maneira diferente para todos os ésteres metílicos, etílicos e B7, na taxa de corrosão. Para os bicombustíveis metílicos, o tempo de imersão, a umidade e o índice de acidez influenciaram na taxa, exceto os dois últimos, que possuem influência mínima. Além disso, o tempo de imersão representou a influência significativa na taxa de corrosão;

em relação à exposição do metal/ésteres etílicos e o B7, o que mais influenciou no crescimento da taxa de corrosão, significativamente, foi o índice de acidez, evido a estrutura molecular dos compostos orgânicos e os seus índices serem maiores que os metílicos. O B7, por possuir outros constituintes em sua estrutura, foi o agente mais corrosivo deste estudo.

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