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MBX System Calls, Insert Files, and Data Types

Using Mutual Exclusion Locks

Chapter 5 Using Mailboxes

5.2. MBX System Calls, Insert Files, and Data Types

Após a minha experiência no atendimento, e de me ter apercebido de algumas lacunas de conhecimento nas utentes da FNN, achei que era necessário intervir e dei início ao meu projeto propriamente dito com a elaboração de um folheto informativo (Anexo XXI). Escolhi este formato pois é uma forma simples de informar a comunidade sobre um tema, explicando os seus conceitos fundamentais numa linguagem simples e de fácil interpretação. Também o

facto de ser uma temática em que ainda muitas mulheres não tomam iniciativa própria para esclarecer as suas dúvidas, é uma boa forma de educar a população através de um contacto indireto.

No panfleto abordei inicialmente a importância de ter boas práticas de higiene íntima, e, descrevi as características da flora vaginal muito importantes para manter o pH ácido natural que tem uma ação de defesa contra agentes patogénicos. De seguida, enumerei vários fatores que podem afetar o equilíbrio desta e quais as patologias mais comuns que se podem desenvolver em consequência disso: cistite, candidíase vaginal, vaginose bacteriana, tricomoníase e secura vaginal, de modo a facilitar a sua identificação por parte das utentes. Achei necessário ainda referir as características essenciais que um produto de higiene íntima deve possuir, descrever como deve ser efetuada a higiene e ainda algumas recomendações. No pouco espaço que restou do folheto fiz uma pequena referência aos probióticos referindo que os mesmos podem ajudar a prevenir e tratar infeções recorrentes.

Assim, no período em que, no atendimento, me surgia alguma receita médica, problema ou dúvida relacionada com a Higiene e Saúde Íntima Feminina por parte das utentes, fazia questão de fazer uma explicação personalizada sobre a situação e entregava o folheto informativo.

Após a realização deste projeto, foram ainda algumas as situações em que realmente senti que consegui fazer a diferença e transmitir alguns conhecimentos, que adquiri durante a sua realização, para o respetivo utente.

Por várias vezes deparei-me com utentes que me pediram antibiótico para tratamento de infeção urinária. Nestes casos, tentei sempre perceber se a infeção já estaria instalada e qual a sua gravidade. Em todas as situações expliquei que o tipo de medicação que me estavam a pedir era sujeita a receita médica. Assim, em alguns casos aconselhei a utente a ir diretamente ao médico, no entanto, num caso específico, e após a análise dos sintomas da utente, que provavelmente não teria a infeção completamente instalada mas que sentia um pouco de desconforto urinário, acabei por aconselhar Monurelle Cranberry®, indicando que caso os sintomas não atenuassem deveria consultar um médico, uma vez que não substitui a terapia antibiótica caso esta seja necessária. A utente nunca tinha ouvido falar neste tipo de produto, mas após uma explicação completa, optou por experimentar antes de se deslocar a um centro de saúde. Este, é usado para auxiliar o tratamento e prevenção de cistites, devido ao extrato de cranberry, o famoso Arando Vermelho, que fortalece as defesas naturais do organismo, evita a adesão das bactérias ao epitélio da bexiga e, devido à vitamina C, tem uma ação antioxidante, que ajuda a aumentar as defesas e a baixar o pH da urina, elevando a sua acidez. Para complementar o tratamento ainda questionei sobre o produto de higiene íntima que utilizava de modo a prevenir a recorrência da infeção, promovendo sempre bons hábitos e práticas de higiene íntima.

Outro caso com que me defrontei aconteceu com uma utente que queria Gino-Canesten Creme® para colocar numas feridas que tinha na área genital devido à fricção causada pela roupa interior. Prontamente referi à utente, e com recurso ao panfleto que realizei, que o

tratamento que queria realizar não era o adequado para a sua situação, explicando os cuidados que deveria ter para que tal não voltasse a acontecer e apresentando um tratamento correto. Intervi ainda numa situação em que uma utente que realizava uma prática desportiva intensa se queixava de ter candidíases muito frequentes. Deste modo, expliquei que o calor e a humidade gerada durante a atividade física favorece as condições ótimas para o desenvolvimento do fungo causador da candidíase, e, que por isso, deveria utilizar roupa interior de algodão que permitisse o arejamento da área e que teria de realizar a sua higiene logo após a prática desportiva.

Um dos casos que mais me marcou, e que realmente me fez perceber que este tema é um assunto delicado e de extrema importância a nível da saúde e bem estar, ocorreu quando uma mulher, com candidíases recorrentes, confidenciou que este era um assunto que a preocupava, sendo que devido ao seu problema não conseguia ter uma vida sexual satisfatória com o seu marido. Tentei analisar o seu caso e prestar-lhe um aconselhamento adequado de modo a tentar resolver o seu problema, indicando a importância de realizar um probiótico e utilizar dois géis de higiene íntima, um para aplicar durante as crises e outro para usar posteriormente de forma diária.

A nível dos produtos de higiene íntima para crianças, a maioria dos casos de dispensa ocorria devido a prescrição médica, sendo poucas as situações em que a procura ocorria por conhecimento próprio. No entanto procurei sempre explicar numa linguagem corrente os benefícios e a necessidade da sua utilização nesta faixa etária.

Considero que o feedback de todo o trabalho e aconselhamento foi positivo por parte da comunidade, sendo que as pessoas mostraram-se desde logo motivadas e interessadas em saber mais sobre este tema de modo a melhorar o seu bem estar.

TEMA II : HIGIENE E SAÚDE ORAL