Using Mutual Exclusion Locks
Chapter 5 Using Mailboxes
5.5. Writing a Mailbox Server
5.5.2. Getting Messages
A halitose, caracterizada como a alteração do hálito, em 75% dos casos tem origem na cavidade oral, sendo que os restantes têm uma origem extra-oral.
Na boca, os principais problemas que poderão causar mau hálito passam por uma uma higiene deficiente, língua saburrosa, gengivite, periodontite e hiposalivação. Por outro lado, a etiologia extra-oral da halitose inclui patologias do trato gastrointestinal, do trato respiratório superior e inferior, terapêutica farmacológica e ingestão de certos alimentos com compostos contendo enxofre.
A halitose de origem na cavidade oral é frequentemente causada por restos de alimentos e acumulação de biofilme na língua e nos dentes. Assim, se não houver uma correta higiene e remoção destes, as bactérias anaeróbias proteolíticas da boca irão desintegrar os compostos orgânicos produzindo enxofre volátil que causa o característico mau odor.
Esta patologia não deve ser desvalorizada visto que pode conduzir à falta de auto-estima e influenciar negativamente as relações interpessoais. 90-92
4. INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE E CONCLUSÕES
O farmacêutico, como profissional de saúde, tem o dever de assegurar a promoção da mesma prevenindo desta forma o desenvolvimento de certas doenças. Assim, sabendo que as crianças são mais suscetíveis a doenças orais, é importante educa-las desde cedo a ter hábitos corretos de higiene, situação onde o farmacêutico pode realmente ter um papel de relevância.
Surgiu então o interesse de realizar uma palestra com o tema “Higiene e Saúde Oral” no ATL de Verão da Escola EB 1 de Nogueira em Braga. Após o primeiro contacto com a escola, a direção mostrou-se desde logo interessada na minha intervenção e manteve-se disponível para o que fosse necessário. De modo a complementar a apresentação, contei ainda com a colaboração do Dr. Alvim Caires, da clínica dentária Dental Caires, que me deu algumas dicas e forneceu pequenos vídeos ilustrativos sobre o tema. A FNN colaborou também ao disponibilizar alguns produtos para mostrar às crianças, como escovilhões, escova dos dentes, colutório e fio dentário, com o objetivo de me permitir explicar da melhor forma a utilização de cada um. Forneceu ainda canetas para distribuir pelas crianças.
A palestra foi então realizada recorrendo a uma apresentação em PowerPoint (Anexo XXII), no dia 23 de julho, para cerca de 56 crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos (Anexo XXIII e XXIV). Teve a duração aproximada de 40 minutos, sendo que com o debate final se prolongou para cerca de 1 hora. A DT fez questão de assistir pessoalmente à apresentação, ajudando nas partes mais técnicas da sua realização.
Dada a faixa etária do público-alvo, a apresentação foi elaborada com pouco texto para ser de fácil entendimento; com esquemas e ilustrada com desenhos animados da geração o que a tornou bastante dinâmica.
As crianças mostraram-se muito entusiasmadas com o tema, e participaram no decorrer da palestra respondendo às minhas questões e contando o que já lhes tinha acontecido com alguns dentes, os seus hábitos de higiene e até mesmo casos concretos que se passaram com os seus familiares. Foi percetível que muitas delas não tinham uma higiene oral correta nem regular, algumas queixavam-se de dores nos dentes e muitas delas nunca tinham ido a um dentista. Desta forma, tentei realçar quais as consequências nefastas para a saúde caso não tivessem uma higiene oral correta, de modo a motiva-las e incentiva-las para hábitos regulares. Destaquei também que o consumo excessivo de doces, que para além de ser problemático para a saúde em geral, é também problemático para a saúde dos dentes. Mesmo assim, maior parte das crianças tinha o seu copo, escova de dentes e pasta dentífrica na escola, de modo a conseguir realizar uma higiene oral mais completa. Muito poucas utilizavam fio dentário e a maior parte desconhecia o que eram os escovilhões, sendo que apenas um menino com aparelho nos dentes demonstrou saber para que serviam. No final, as crianças colocaram muitas dúvidas e ainda vieram ter comigo pessoalmente para lhes diagnosticar o problema que tinham, sendo que as aconselhei a pedir aos pais para as levar a um dentista especialista para análise detalhada das situações. Assim, a palestra correu da melhor forma, correspondendo ás minhas expectativas e às das crianças.
Esta apresentação foi também um modo de promover a FNN, para que as crianças falassem sobre o assunto que foi abordado na escola aos pais, incentivando-os a deslocarem-se à farmácia para comprar produtos de higiene oral complementares mas não só, tentando atrair e fidelizar mais clientes.
Dias mais tarde, uma criança que se deslocou à FNN com a mãe, durante o atendimento, reconheceu-me e disse que depois de eu ter ido à sua escola tinha começado a lavar os dentes diariamente e a ter mais cuidado com a sua saúde oral. A mãe comprou uma pasta dentífrica para a criança e ainda levou outros MPS.
Consegui concluir deste modo que realmente o conhecimento que eu quis transmitir foi adquirido e que poderá realmente ter feito a diferença, tanto ao nível das vendas da FNN, mas também na vida das crianças, uma vez que estas têm uma grande capacidade de reter informação e de se habituar a mudanças de comportamentos no que toca à sua higiene diária.
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ANEXOS
ANEXO I – Exemplos de publicações feitas através da página do Facebook da Farmácia
ANEXO II – Equipa técnica da Farmácia Nova de Nogueira.
NOME
CARGO
Dra. Joana Meireles
Diretora Técnica
Dra. Diana Pinto
Farmacêutica Adjunta
Dra. Ana Clara Sá
Farmacêutica
Ana Sofia Braga
Técnica Auxiliar de Farmácia
Marta Pereira
Técnica Auxiliar de Farmácia
ANEXO V – Balcões de atendimento ao público e sistema de Cashguard.
ANEXO VII – Zonas de armazenamento interior: armário de acesso principal, frigorífico e
prateleiras de arrumação de medicação em excesso.
ANEXO X – Exemplo de fatura recebida na FNN por parte de um dos seus fornecedores. Os
dados importantes encontram-se assinalados por um retângulo.
ANEXO XIV – Classificação da pressão arterial por parte da Fundação Portuguesa de
Cardiologia
.
35ANEXO XV – Valores recomendados de colesterol e triglicerídeos por parte da Fundação
ANEXO XVI – Valores de referência da glicémia segundo a Associação Protetora dos
Diabéticos de Portugal. 36
ANEXO XVIII – Blister semanal de um dos utentes do Lar de Fraião, em Braga, já preparado
ANEXO XX – Gráficos obtidos após análise das respostas ao inquérito. 45,5 18,2 4,5 31,8 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Sim, apenas 1 vez Sim, várias vezes
esporádico Sim, várias vezes recorrente Não
P er ce n ta ge m d e U te n te s (% )
Resposta
Pergunta
1
Figura 2: Gráfico da faixa etária das utentes inquiridas.
4,5 40,9 45,5 9,1 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 0-‐19 20-‐39 40-‐59 >60
Pe
rc
en
ta
g
em
d
e
U
te
n
te
s
(%
)
Idade
Faixa etáriadas
utentes
inquiridas
Figura 3: Gráfico obtido relativo à pergunta “Já alguma vez teve uma patologia vaginal ou do trato urinário?”
81,8 18,2 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Sim Não
Pe
rc
en
ta
g
em
d
e
U
te
n
te
s
(%
)
RespostaPergunta 2
Figura 4: Gráfico obtido relativo à pergunta “Conhece pelo menos um fator que pode afetar o equilíbrio da flora bacteriana vaginal?”
81,8 4 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Sim Não
Pe
rc
en
ta
g
em
d
e
U
te
n
te
s
(%
)
RespostaPergunta 3
Figura 5: Gráfico obtido relativo à pergunta “Tem conhecimento da existência de probióticos que podem prevenir ou tratar uma patologia vaginal aquando os
9,1 72,7 18,2 0 10 20 30 40 50 60 70 80 1 2 3
Pe
rc
en
ta
g
em
d
e
U
te
n
te
s
(%
)
Nº de vezes que realiza higiene
Pergunta 4
Figura 6: Gráfico obtido relativo à pergunta “Quantas vezes por dia realiza a sua higiene íntima?” 77,3 22,7 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Sim Não
Pe
rc
en
ta
g
em
d
e
U
te
n
te
s
(%
)
Resposta
Pergunta 4.1
Figura 7: Gráfico obtido relativo à pergunta “Tem o cuidado de utilizar um produto de higiene íntima adequado para a sua idade / estado fisiológico (menopausa,