6. ASSESSMENT METHODS
6.1. Radiation embrittlement assessment
6.1.2. Material chemistry
Dentro do ambiente geral, a organização escolhe o seu domínio. A partir daí está definido o seu ambiente operacional, ou seja, os principais setores (clientes, fornecedores, concorrentes e grupos regulamentadores) que irão se relacionar de forma direta com a organização.
Uma vez apresentadas as variáveis ao ambiente geral, torna-se necessário citar os elementos que fazem parte do ambiente específico ou operacional como é chamado pelos estudiosos da área. − Clientes. O cliente de uma organização pode ser um fabricante, um distribuidor ou um usuário, de
seus produtos ou serviços, conforme for o caso. Geralmente este setor é chamado de mercado, ou seja, o conjunto de todos os indivíduos ou organizações que compram ou podem ser induzidas a comprar um produto ou serviço. Este mercado é que vai absorver as saídas da organização. Tanto o mercado atual como potencial precisam ser considerados para que a organização possa conservar seus clientes antigos e ganhar outros.
Averiguar as necessidades satisfeitas e não satisfeitas torna-se a peça fundamental para o estabelecimento de novos mercados e consequentemente novos negócios. A questão das necessidades dos clientes tem levantado grande interesse nos últimos anos principalmente com a propagação das ferramentas da qualidade total. Pesquisadores têm enfatizado esta questão como primordial para a sobrevivência da organização e defendido como o início de toda e qualquer atividade na organização. Propõe estes que se superem as necessidades buscando satisfazer desejos e expectativas de consumidores.
A principal preocupação, na questão de estabelecer novos negócios, está na identificação das necessidades do clientes. Bhote (1998) identifica os seguintes métodos como os melhores: pesquisa de valor, janela do consumidor, análise de sensibilidade e o QFD como uma das melhores maneiras de identificar a “voz do cliente”. Pedroso (1998) coloca como exigência fundamental do QFD, determinar a força das relações entre consumidores e exigências técnicas;
− Fornecedores. Este setor é o mercado de suprimento das entradas. São as organizações que fornecem todas as entradas necessárias para as operações da organização, com as quais ela mantém relações de dependência. As organizações geralmente lidam com fornecedores de materiais, tratados pela área de compras; fornecedores de mão-de-obra, tratados pela área de pessoal; fornecedores de capital (acionistas, investidores particulares, bancos comerciais, bancos de investimento etc.), tratados pela área financeira; fornecedores de equipamentos e serviços (organizações prestadoras de serviços, como propaganda, energia, processamento de dados, assistência médico-hospitalar etc.) e fornecedores de espaço de trabalho (espaço a ser comprado, alugado, arrendado etc.).
As relações tradicionais entre clientes e fornecedores são tipicamente caracterizadas pelo baixo grau de confiança mútua e elevado grau de hostilidade (Blumenfeld e Montrone ,1997). O que cada organização obtém de seus fornecedores dependerá somente de suas habilidades de negociação. Isto leva a considerar como importante para o estabelecimento de novos negócios a utilização, como ferramenta, do desenvolvimento de fornecedores, bem como o relacionamento de parceria entre cliente-fornecedor;
− Concorrentes. Este setor é constituído por organizações que concorrem entre si. Os concorrentes disputam os recursos necessários, como é o caso das organizações que precisam das mesmas entradas (como materiais, matérias-primas, equipamentos, tecnologia, recursos humanos etc.). Disputam também os mercados (clientes - fabricante, distribuidor, usuário) quando produzem os mesmos produtos ou serviços que são colocados no mesmo mercado consumidor. Para aumentar sua participação no mercado, a organização tem que ganhar "negócios" de alguns concorrentes, ou seja, satisfazer mais aos clientes. Esta concorrência, tanto para saídas como para entradas, altera o mecanismo de oferta e procura do mercado, interferindo nas disponibilidades, nos preços, na qualidade e na facilidade ou dificuldade na obtenção dos recursos necessários para a organização operar. Desse modo, a concorrência afeta o comportamento do ambiente, provocando turbulência ambiental.
Porter (1991) estabelece que a análise de cada concorrente pode ser usada como um importante ponto de partida para prever condições futuras em uma indústria. O monitoramento das ações dos concorrentes poderá levar a indícios de quais negócios poderão tornar-se importantes para uma organização;
− Grupos regulamentadores. Este setor é constituído por organizações que de alguma forma controlam ou restringem as operações de uma organização. Incluem os órgãos do governo, sindicatos, associações entre organizações, associações de classe etc. No caso dos órgãos do governo, eles estabelecem e controlam o cumprimento de normas básicas sob as quais uma organização tem que atuar. Verifica-se ainda que estes grupos regulamentadores reduzem o grau de liberdade no processo de tomada de decisão da organização, pois eles vigiam, fiscalizam e controlam suas operações. Isso gera custos para as organizações, que por sua vez têm que ser comparados com os custos em que as organizações e a sociedade incorreriam caso não houvesse atuação por parte desses grupos regulamentadores.
Um exemplo atual da ação desses grupos refere-se à questão ecológica, pois segundo Blumenfeld e Montrone (1997), à medida que aumenta a consciência ecológica, cresce a lista de grupos de interesse, que inclui: legisladores municipais, estaduais e federais, que não só regulamentam as atividades das organizações como também preocupam-se cada vez mais com as implicações ambientais dos produtos, sua composição, forma de uso e o que fazer com eles depois de usados; vizinhos de fábricas, que temem os riscos de operações industriais e necessitam de informações e garantias em relação ao tratamento do meio ambiente onde vivem; grupos ambientalistas, que estão cada vez mais informados, sofisticados e capazes de influenciar a opinião pública e os mercados.