Table 5 Finished and semi-finished pharmaceutical products exports (2009)
5. The framework for local production and technology transfer in Argentina
5.2 Marketing authorization
De tanto os economistas repeti rem, tem-se como certo que no ní-, vel macroeconômico o Plano Col- lor é ‘‘muito consistente” . Ocorre que, passadas três semanas desde' a decretação do pacote, o plano vem se revelando ameaçadoramente in consistente no nível microeconómi- co. Complexas e radicais,'as medi das do governo formam um todo
coerente que tem condições de fazer com que, a longo pra zo, a economia brasileira esteja, numa situação muito melhor do que estava nos tenebrosos dias de inflação incontrolável. Só no futuro, através dos resultados concretos que gerar, portanto, o plano poderá mostrar sua alardeada consistência. O problema é que se vive no presente, no nível micro do co tidiano de assalariados e empresas. E nesse nível, ao menos até agora, o plano é de uma grande inconsistência. ,
Afora a sofrida adaptação aos novos tempos, que se mate rializa principalmente no suplício das filas nos bancos, há outros problemas, bem mais espinhosos, que vêm se acumu lando desde que o governo baixou o pacote em 16 de mar ço. Caiu o volume de negócios, diminuíram simultaneamen te o consumo e a poupança, houve redução salarial e demis
sões em algumas empresas e, em setores inteiros, a economia encon- ' tra-se semiparalisada pela falta de dinheiro. Do lado dos encarregados de gerir o plano, de adaptá-lo à realidade e às dificuldades que sur gem no dia-a-dia, não se percebe até o momento a necessária agili ta dade para realizar o ajuste entre as I equações macroeconômicas e os
1 problemas microeconômicos. Com
I isso, ¿ bastante difícil entender co mo se chegará à consistência pela
: via da inconsistência. Ao contrá rio, fica a impressão que sem ajustes no plano a tendência será que a situação fique ainda mais difícil ou degringole de vez numa inconsistência generalizada.
Os ajustes e correções de rumo não são só necessários como urgentes. Sem que sejam criados mecanismos que permitam às empresas arrumar dinheiro para honrar seus compromissos, os atrasos, demissões e falências serão inevitáveis. Tome-se, por exemplo, o problema das folhas de pagamento, que afeta tan to os assalariados como as empresas. Não há economia, no mundo inteiro, que possa funcionar com um mínimo de nor malidade sem que as empresas não saibam como pagar nem os assalariados quando vão receber salários. E urgente que se en contre uma solução para esse problema, que deixa de ser “ mi cro” quando impacta a vida de milhões de pessoas.
Texto n* 2
O discurso
no parlatorio
Esta é íntegra do discurso do presidente Fernando Collor no parlatório.
“ A transição democrática se completa - neste instante, com a posse de um presi
dente da República eleito pelo voto direto da maioria do povo brasileiro. Todos nós temos compromisso com a democracia tão . duramente conquistada, temos compro misso com a justiça social, temos com promisso com p desenvolvim ento, com a liberdade, com o progresso que deverá ■ nortear os rumos deste pafs a p artir deste 15 de março.
Q uero, neste instante em que recebo a faixa presidencial, símbolo da chefia do Estado e do governo da República Federa tiva do Brasil, voltar o m elhor do meu pensamento e a m aior das minhas preocu pações' para' a imensa m aioria de brasilei ros a quem eu lego esta conquista d em o -. crítica: aos descamisados, aos pés descal ços, àqueles que querem justiça social no país para poder viver condignamente,
Chegamos neste dia, depois de uma luta que engrandeceu este país, as paixões estavam livres,, o discurso garantido pela Constituição, o processo dem ocrático as segurado pelas forças vivas da sociedade brasileira. E chegamos para cum prir uma missão, para cum prir um mandato que ' não pertence a uma pessoa, na figura do presidente da República, que não pertence .. a nenhum partido, mas pertence a todo o • Brasil, que deseja estar unido neste mo tílenlo para que possamos tirar a Nação brasileira desta angústia, para m udar esse cotidiano que se abate , sobre m ilhões e milhões de bfasileiros.
Quero, neste instante, ju ra r a vocês, diante do altar das minhas convicções, de . que . haveremos, conjuntamente com o Congresso Nacional, com o poder Judici ário,' respeitando a independência e a harmonia dos poderes, ju ra r diante do altar das minhas convicções, ao lado do . povo brasileiro, da sociedade civii organi
zada, de quehaverem os sim , minha gente, . de reconstruir o nosso país para recupe rarm os a confiança ;no seu verdadeiro
destino. . ,
Volto também, neste mom ento, o meu ' pensamento para a minha querida Alago
as, para o meu Nordeste, para todos os 'recantos deste país, de N orte a Sul, para •aqueles que sofrem, hoje, com o, salário,
baixo, com a falta de educação, de saúde, com a falta até de esperança. Volto meus olhos e minhas preocupações para vocês. E me comprometo, mais uma vez, a dar o m elhor de mim, a dar a minha saúde e a minha própria vida. se necessário for, para cum prir rigorosamente com o nosso programa de governo.
Que Deus ajude o presidente da Repú blica, que Deus ajude o s, seus m inistros, que Deus ajude o nosso povo, para que - . nós encontremos definitivam ente à trilha
do crescimento econômico e da justiça social.
Obrigado, minha gente. Até um outro
d ia.'* . ■ . - • i . 'i y ■ . ' ■_____
.86.
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.87. Texto n ç 3 ;»sí\»>ín
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■ - f OLHA DE S. PAULO Pirmn>ro. 27 dq m»io da 1990 B - S