PROCESS- PROCESS-ORIENTED
14.4 Managing experimental smart projects
considerada como 100%. 40 60 80 100 120 20 25 35 45 55 65 70 Temperatura ( oC) A tiv id ad e R esid ua l (% 140 )
A estabilidade ao armazenamento a temperatura de 25 C do DEI ao longo de 28 dias com determinações de atividade enzimática nos intervalos de 0, 2, 7, 14, 21 e 28 dias foi avaliada em vista de conhecer o seu comportamento para possível aplicação
dérm dia de
rmazenamento, mantendo-se estável até o final do 28o
a dia, onde o DEI (20 µg/cm2) foi capaz
de rete
s resultados aqui obtidos demonstram que o DEI foi capaz de reservar tripsina ativa no filme de POLICAJU indicando a sua potencial utilização no processo cicatricial.
r cerca de 30% da atividade enzimática inicial. Caso semelhante foi reportado por Cavalcante et al. (2006) para um DEI onde 51,63 ± 5,09µg de tripsina foram imobilizadas covalentemente por cm2 de membrana polissacarídica, produzida pela bactéria Zoogloea sp., a qual foi capaz de reter cerca de 40% de atividade após 28 dias de armazenamento com 3 reusos ao longo deste período. O
0,0 20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 0 5 10 15 20 25 30 Tempo (dias) At ivi dade Residual ( % )
Figura 8- Estabilidade da tripsina imobilizada em POLICAJU/NaCl ao longo de 28 dias de o
Avaliação histopatológica
armazenamento a temperatura ambiente (25 ± 3 C).
da aplicação do DEI
A aplicação do DEI como curativo dérmico foi avaliada em feridas cutâneas obtidas cirurgicamente em camundongos. Nos 2o e 12o dias de tratamento os camundongos foram eutanasiados e fragmentos de biópsia de pele foram retirados. Em seguida o material foi processado e analisado histopatologicamente. Na figura 9, são visualizados os aspectos microscópicos da evolução do processo de reparo cutâneo após tratamento por 2 dias (A e B) e 12dias (C e D) com curativos contendo, respectivamente NaCl 0,15M e POLICAJU (Tripsina 100µg/mL). Na avaliação do 2o dia de tratamento observa-se que o grupo POLICAJU apresenta um padrão característico para a fase inflamatória semelhante ao dos controle NaCl. Após 12 dias de tratamento os animais do grupo POLICAJU apresentaram um padrão tecidual mais evoluído, verificado pelo colágeno neoformado, pelo padrão de organização dessas fibras e pela formação de anexos, evidenciando um processo remodelativo mais avançado quando a tripsina foi associada ao POLICAJU.
tratamento por 2dias (A e B) e 12dias (C e D) com curativos contendo, respectivamente NaCl Ampliação original 100x.
tgf – tecido de granulação de característica fibrosa; tgfv – tecido de granulação de
característica fibrovascular ; i – infiltrado inflamatório; a - anexos; fc – fibras colágenas.
B
D
Figura 9 – Aspectos microscópicos da evolução do processo de reparo cutâneo após
0,15M; POLICAJU-NaCl Tripsina (100µg/mL). Coloração Tricrômico de Masson.
Seta larga – crosta; re – reeptelização; tgv – tecido de granulação de característica vascular;
C
tgfv re tgf tgv tgf fc a re iA
Conclusão
O planejamento estatístico foi uma importante ferramenta para o estudo das melhores condições de imobilização da trip a em membranas de POLICAJU, permitindo uma rápida e eficiente obtenção de dados e servindo como um bom critério para determinação da aplicação dos melhores resultados. Nas condições avaliadas do planejamento apenas a concentração de tripsina influenciou na atividade específica, indicando que a menor concentração de tripsina (100 µg/mL) no processo de enclausuramento proporcionou a obtenção de um DEI mais estável. Este DEI apresentou maior estabilidade a temperatura e ao pH, sendo capaz de reter cerca de 30% da sua atividade após 28 dias de armazenamento. Quando aplicado a lesões experime ostrou ser capaz de acelerar o processo cicatricial.
AGRADECIMENTOS
O presente trabalho foi realizado com o apoio da CAPES, Universidade Federal de Pernambuco e Universidade Federal Rural de Pernambuco. FACEPE/CNPq.
sin
Referências Bibliográficas
EZERRA, R. S. Fish trypsin immobilized no ferromagnetic Dacron. Process Biochemistry, . 41, p 1213-1216, 2006.
experimentos:
esquisa e desenvolvimento na ciência e na indústria. Editora da Universidade de
Campinas - UNICAMP, Campinas, SP, 2ª ed., p. 401, 2002.
BRADFORD, M. M. A rapid and sensitive method for the quantitation of microgram quantites of protein utilizing the principle of protein-Dye binding. Analytical biochemistry v. 72, p. 248-254, 1976.
CARNEIRO-DA-CUNHA, M.G.; ROCHA, J. M. S.; GARCIA, F. A. P.; GIL, M. H. Lípase immobilisation on to polymeric membranes. Biotechnology Techniques. v. 13, p. 403-409, 1999.
ALFAYA, A. A. S. & KUBOTA, L. T. A utilização de materiais obtidos pelo processo de Sol-gel na construção de biossensores. Química Nova, v.25, n.5, 2002.
ALSARRA, I. A.; NEAU, S. H.; HOWARD, M. A. Effects of preparative on the properties of chitosan hydrogel beads containing, Candida rugosa lipase. Biomaterials. v.25, p.2645-2655, 2004.
AMARAL, I. P. G.; CARNEIRO-DA-CUNHA, M. G.; CARVALHO JÚNIOR, L. B.; B
v
BARROS NETO, B.; SCARMINIO, I. C.; BRUNS, R. E. Como fazer
CAVALCANTE, A. H. M.; CARVALHO JR, L. B.; CARNEIRO-DA-CUNHA, M. G. ellulosic exopolysaccharide produced by Zoogloea sp. as a film support for trypsin
AL MOLIN, D. C. C.; KULAKOWSKI, M. P.; RIBEIRO, J. L. D. Contribuições ao
ALLA-VECCHIA, R.;. NASCIMENTO, M. G; SOLDI, V. Aplicações sintéticas de lipases
NERJEE, R. Immobilization of α- amylase produce by Bacillus
irculans GRS 313. Brazilian Archieves of Biology and Technology. v. 46, n.2, Curitiba,
. A.; MICHAELSEN, T. E. olysaccharides from the roots of Entada africana Guill. et Perr., Mimosaceae, with
immobilization into polymers and coatings. Tese Ph. D. University f Pittsburg, 2002.
ization of the extracellular polysaccharide of the red microalga Porphyridium sp.,
arbohydrate polymers, v. 63, p. 75-80, 2000.
C
immobilisation. Biochemical Engineering Journal. v. 29, p. 258 - 261, 2006.
D
planejamento de experimentos em projetos de pesquisa de engenharia civil. Ambiente
Construído, Porto Alegre v.5, n.2, p.37-49, abr/ jun, 2005.
D
imobilizadas em polímeros. Química Nova, v.27, n.4, 2004.
DEY, G.; SINGH, B.; BA
c
mar 2003.
DIALLO, D.; PAULSEN, B. S.; LILJEBÄCK, T. H P
complement fixing activity. Journal of Ethnopharmacology, v. 74, p. 159-171, 2001.
DREVON, G. F. Enzyme o
GERESH, S.; DAWADI, R. P.; ARAD, S. M. Chemical modification of biopolimeres: quatern
HALL, L. W. & CLARKE, K. W. Veterinary anaesthesia. 9ed. London: Ballière Tindall, 1991. 410p
KRAJEWSKA, B. Application of chitin- and chitosan-based materialsfor enzyme immobilizations: a review. Enzyme and Microbial Technology, v.35, p. 126 - 139, 2004.
KUMAR, M. N. V. R. A review of chitin and chitosan applications. Reactive & Functional
WEON, D.K.; SONG, S.B.; AND PARK, Y.Y. Preparation of water-soluble chitosan/
EIGHTON, T. J. & DOR, R. H. The relationship of serine proteases activity to RNA
ENESTRINA, J. M., IACOMINI, M., JONES, C., GORIN, P. A. J. Similarity of
tale. Phytochemistry, v. 47, p. 715-721, 1998.
Polymers, v. 46, p. 1-27, 2000.
K
heparin complex and its application as wound healing accelerator. Biomaterials, v.24, p.1595–1601, 2003.
L
polymerase Modification and Sporulation in Bacillus subtilis Journal Mol. Biol., v. 76, p. 103-122, 1973.
M
monosaccharide, oligossacharide and polysaccharide structures in gum exudate of Anacardium occiden
MICHALANY, J. Técnica histológica em anatomia patológica. 2. ed. São Paulo: Michalany, 1991.
MONTEIRO, V. L. C. ; COELHO, M. C. O. C. ; ANDRADE, L. S. S. ; LEAO, A. M. A. C. .
occidentale. Aspectos macroscópicos. Brazilian Journal of Veterinary
esearch and Animal Science, v. 41, p. 280-282, 2004.
es nd TIMPs Cardiovascular Research, v.69, p. 562 - 573, 2006.
Y-MISS, B.; HERBAGE, D.; EASTWOOD, M.; BROWN, .A. Mechanical loading regulates proteases production by fibroblasts in three-dimensional
, C. L. R. Enzimas como Agentes Biotecnológicos. Legies Summa, ibeirão Preto, SP, 2004.
ÃO, A. M. A.; PORTO; A. L. F. O polissacarídeo do Anacardium
ccidentale L. na fase inflamatória do processo cicatricial de lesões cutâneas. Ciência Rural,
in veterinary medicine.
dvanced Drug Delivery Reviews, v.56, p.1467 - 1480, 2004.
r Windows. StatSoft, Inc. 2300 East 14th Street, Tulsa, OK, 4104, USA, 2002.
Reparação tecidual de feridas cutâneas de caprinos tratadas com polissacarídeo do cajueiro Anacardium
R
NAGASE, H.; VISSE, R.; MURPHY, G. Structure and function of matrix metalloproteinas a
PRAGAPATI, R.T.; CHAVALL R
collagen substrates. Wound Pep Reg., v. 8, p. 226-237, 2000.
SAID, S. & PIETRO R
SCHIRATO, G. V.; MONTEIRO, F. M. F.; SILVA, F. O.; LIMA-FILHO, J. L.; CARNEIRO-LE
o
Santa Maria, v.36, n.1, p.149-154, 2006.
SENEL, S.; McCLURE, S. J. Potential applications of chitosan
A
STATISTICA fo 7
THANGAM, E. B.; RAJKUMAR, G. S. Purification and characetrization of alkaline protease from Alcaligene faecalis. Biotechmol. Appl. Biochem., v. 35, p. 149-154, 2002.
TRENGOVE, N. J.; STACE, M. C.; MACAULEY, S.; BENNETT, N.; GIBSON, J.;
Rep Reg., v. 7, p. 442-452,
999.
115, 2001.
lications. Polimer Testing. v. 21, p. 433 - 442, 2001.
BURSLEM, F.; MURPHY, G., SCHULTZ, G. Analysis of the acute and chronic wound environments: the role of proteases and their inhibitors. Wound
1
UENO, H.; MORI, T.; FUJINAGA, T. Topical formulations and wound healing applications of chitosan. Advanced Drug Delivery Reviews, v. 52, p. 105 -
VAN DE VELDE, K. & KIEKENS, P. Biopolimers: overview of several properties and consequences on their app
ZANIN & MORAES Enzimas Imobilizadas. In: SAID, S. & PIETRO, C. L. R. Enzimas