II. Modélisation de la Propagation de la Lumière Polarisée en Milieux Diffusants :
II.3 Méthodes de résolution de l’Equation du Transfert Radiatif
Nesta etapa, que se iguala a anterior em anos de trabalho, entre 25 aos 35 anos de carreira, denominado conservantismo ou lamentações, os estudiosos verificaram que com o aumentar da idade ocorre a tendência à resistência maior às inovações, rigidez dos atos, forte nostalgia do passado, elevada mudança em relação ao futuro. Para Peterson152 (1964, apud HUBERMAN, 2000) o docente nesta etapa estáentre os 50 e os 60 anos, no qual se apresentam mais rezingões, as queixas são mais frequentes sobre a evolução negativa dos alunos (menos motivados, menos disciplinados), geralmente estão contra os colegas mais jovens (menos sérios, menos empenhados), têm uma visão negativisada em relação ao ensino e política educacional, se mostram sempre contra os pais, etc.
Os estudos de Huberman (2000) consideram que tais sentimentos são muitas vezes fruto da falta de possibilidade ou oportunidade desses profissionais chegarem onde as suas ambições tinham pretensão de chegar, tendo muitas vezes desinvestido logo a meio da carreira ou desiludido com os resultados do seu trabalho, mudando o foco de suas energias para outros lados. Segundo estudo de Guskey & Huberman (1995, apud FERREIRA, 2008, p. 32), “pouco menos de metade da amostra descreviam-se a si próprios como mais prudentes, mas a maior parte tinha-se tornado mais céptico acerca das tentativas para uma reforma estrutural”.
A fase do conservantismo e as lamentações, em alguns estudos, tais como de Peterson (1964, apud HUBERMAN, 2000) aparecem como uma sequência do momento da serenidade. Já para outros estudiosos, tal como para Huberman (2000), alguns professores chegavam a esta fase vindos diretamente de uma “crise de pôr-se em questão”, como uma espécie de continuidade da etapa anterior.
Os autores estudados concordam que nesta fase, as pessoas vão constantemente libertando-se do investimento da profissão, a fim de dedicarem-se mais tempo a si próprias, aos
152 PETERSON, W. “Age, teacher’s role and the institutional setting”. In Contemporary Research on Teacher
seus interesses fora da escola e a uma vida social mais reflexiva. Os professores nessa fase já se consideram no fim da carreira.
O que se pode perceber é que os professores conservadores chegam a esse momento por diversos caminhos, seja ele por um questionamento mais prolongado, pela sequência de uma reforma estrutural fracassada ou diante de oposição de uma reformulação educacional. A consequência será, quando conservadores, o descrédito pela educação, rigidez e dogmatismo, por uma prudência acentuada, pela resistência às inovações, por uma nostalgia do passado, entre outros. Na perspectiva de Huberman (2000, p. 46) “não se pode integrar essas pessoas num mesmo grupo sem primeiro estudar os seus antecedentes, isto é, a sua história pessoal, bem como a história do meio em que se movem”. Para Guskey & Huberman (1995, apud FERREIRA, 2008, p. 33), “não há razão para que os professores em fim de carreira se comportem de maneira diferente de outros profissionais que passam pela mesma evolução psicológica e são sujeitos às mesmas pressões sociais”. Assim, nesta fase as pessoas desinvestem gradualmente, “passam o testemunho” aos jovens, preparando-se para saírem de cena.
5.3.7. Desinvestimento (35 aos 40 anos de carreira)
Huberman (2000) chama o final da carreira de desinvestimento, que ocorre entre 35.º e o 40.º anos de carreira, no qual é frequente libertar-se progressivamente do investimento no trabalho, retirando mais tempo às propostas exteriores à escola e a um desenvolvimento social mais reflexivo, dedicando mais tempo a si mesmo. Sendo assim, o termo “desinvestimento” é um fenômeno ligado diretamente no plano institucional, perante um recuo das ambições tidas no decorrer da vida e da carreira. A realização de uma introspecção profunda procura repensar atos e emoções, em função da contagem do tempo que ainda falta para terminar a carreira profissional.
Guskey & Huberman (1995, apud FERREIRA, 2008) veem a natureza desse fenômeno sujeita a muita controvérsia, utilizando como principais hipóteses a natureza psicológica ou interiorização progressiva, ficando mais clara nos homens depois dos 40 anos. Foi analisado que este descomprometimento profissional poderá ser vivido pelos docentes tanto de forma positiva ou negativa, correspondendo, ao que Huberman (2000) chamou de desinvestimento
sereno ou amargo. O primeiro caso é fruto de um enfoque positivo da fase de serenidade da
experiências passadas ou pelas frustrações ainda vivenciadas nesta etapa. Nesse sentido fica clara a importância das etapas anteriores para a continuação do êxito profissional.
Na visão de Gonçalves (2009) o momento do “fim de carreira”, se dá entre os 23 e os cerca de 31 anos de serviço. Nas pesquisas do autor os resultados demonstraram que os percursos profissionais podem divergir em sentidos opostos tendo em vista que boa parte dos professores analisados nesta fase demonstrou cansaço, saturação e impaciência na espera pela aposentadoria, já não se sentiam capazes de ouvir e aguentar as crianças. Por outro lado, em número bem reduzido, demonstraram ter reinvestido na profissão, demonstrando um interesse renovado, entusiasmo e com desejos de continuar aprendendo coisas novas.
Segundo Abraham153 (1987 apud VIEIRA & RELVAS, 2003, p.47) nesta etapa da carreira os professores começam a interessar-se por outras “actividades profissionais (sindicalismo, grupos de trabalho) e menos pelas atividades pedagógicas na sala de aula”. Depara-se então com o cenário em que “as pessoas fogem dos horrores e decepções da vida social para ir cultivar o seu jardim” (HUBERMAN, 2000, p. 46).
A luz das discussões referentes ao desinvestimento e fim da carreira, Steffy et al. (2000), procuram focar em seus estudos nos professores que atingiram o seu auge ao nível da progressão profissional. Os autores denominam tais docentes de “professores notáveis”, que têm um papel importante no que diz respeito às decisões relativas à educação. Os autores demonstram que regularmente esses professores são consultados por legisladores, possibilitando assim levar para as escolas uma rica e ampla experiência educacional daqueles profissionais que deram certo no ramo da educação. Nesse sentido Steffy et al. (2000, p. 7) relatam que:
Many successful teachers can be found in administrative positions at various levels, and many have removed themselves from active teaching. They lead and safeguard the school's traditions and sometimes serve as its backbone. On the other hand, some of them feel that they have missed out and they become bitter. They become retrospective about their careers, and attempt to resign themselves to what they perceive as a plateau.
Maehr e Kleiber154 (1981, apud HUBERMAN, 2000) fazem uma ponderação
interessante ao considerar que o significado da palavra sucesso aos 55 anos não é
153 ABRAHAM, A. El mundo interior de los enseñantes. Barcelona: Gedisa, 1987.
154 MAEHR. M. e KLEIBER, D. The graying of achievement motivation. American Psychologist. 37 (7), pp.
necessariamente o mesmo que aos 25 anos. Isso faz com que os profissionais dessa etapa tracem outros objetivos e invistam em outras atividades que não focassem apenas questões econômicas. Neste sentido, Steffy et al. (2000) acrescentam uma última fase denominada “professor
aposentado” que põe fim na vida profissional dedicada à educação. Mas os autores alertam que
para alguns professores esta etapa é a conclusão da carreira, mas para outros é um recomeço. Isso se dá, pois após a retirada do campo de ensino em sala de aula, alguns professores tomam outros papéis a servir a profissão, sejam elas posições administrativas ou ensino superior. Na palavras dos próprios autores “After retirement some teachers continue to serve the profession as tutors, substitute teachers, and mentors” (STEFFY ET AL. p. 9). Nesse caso, fruto de uma carreira bem sucedida, os professores saem de sua profissão com um sentimento de dever cumprido, de ter contribuído para a educação de inúmeros estudantes, de que fez parte positivamente de muitas pessoas.