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Méthodes d’analyse des facteurs de l’assistance médicale à l’accouchement

Pourcentage valide

Etape 4: le calcul du risque de décéder sur la durée de vie adulte. Pour cela on divise simplement le

5) Méthodes d’analyse des facteurs de l’assistance médicale à l’accouchement

“A um só tempo, o jovem aparece como retrato projetivo da sociedade. Condensando angústias, medos, assim como esperanças em relação às tendências sociais percebidas no presente, e aos rumos que essa propensão imprime na conformação social futura, a sociabilidade do jovem está totalmente relacionada à contemporânea.”. (Feffermann, 2006, p.13)

O tema adolescência desperta interesse e provoca incômodo no território das pesquisas por ser abrangente, intrigante e instigante. A Criança e o adolescente passam a ser considerados em fases do desenvolvimento humano, e como tal necessitando de apoio e compreensão dos diversos agentes da sociedade. Isto foi possível após a Revolução Industrial com a evolução do conhecimento humano e estudos sobre o desenvolvimento biopsicossocial (Scivoletto, 2011).

A Organização Mundial da Saúde considera como adolescente o sujeito com idade entre 12 e 19 anos que traz como marco inicial o surgimento de características sexuais secundárias e marco final a independência financeira, em especial. O Art. 2º do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (1990) diz que: “Considera-se criança, para efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade”. Contudo, é importante deixar claro que o processo de adolescência está vinculado à formação identitária, autoafirmação, desenvolvimento biopsicossocial, dentre outros. O processo normal da adolescência é deixar a dependência infantil e adentrar na autonomia do adulto. É nesta transição que ele necessita buscar suas referências de identidade interagindo criticamente (Pereira, 2009).

O desenvolvimento psicológico, acompanhado das mudanças corporais, volta o olhar do indivíduo para si, pois surgem demandas até então desconhecidas. Neste contexto, estão presentes demandas por papéis sociais que geram expectativas para o sujeito e em qualquer cultura estão presentes as transformações que são próprias do desenvolvimento físico e psicológico do indivíduo nesta faixa etária. Em nossa sociedade, por exemplo, tornar-se adulto significa ter independência financeira, ter a capacidade de encarar seu destino e responsabilizar-se por suas decisões. Por isto é considerada uma fase muito difícil por ter de encarar ao mesmo tempo questões “sociais, políticas, filosóficas, econômicas e profissionais” (Scivoletto, 2011).

O adolescente também apresenta outra característica além dos questionamentos. Estamos falando da experimentação normal da fase, vinculado à onipotência do adolescente, timidez e baixa autoestima. Temos aí a fórmula para torná-lo extremamente fragilizado, o que pode levá-lo a soluções inadequadas na tentativa de se impor e resolver seus problemas, como por exemplo, o envolvimento com as drogas e criminalidade (Saito, 2008).

Claro que não se pretende dizer aqui que todas as atitudes e contextos nos quais o adolescente se envolve represente risco. Há a possibilidade de que seu ambiente biopsicossocial lhe apresente fatores de proteção. Portanto, fatores de risco e proteção podem estar presentes no indivíduo, na família, na sociedade, na escola, no grupo de

amigos, na saúde, na mídia, nas políticas governamentais, entre outros (Saito, 2008; Scivoletto, 2011).

Contudo, as más condições de vida em que muitas crianças e adolescentes vivem, submetidos e subjugados pela violência podem não ser definidoras para adesão ao crime, mas propicia que “setores ilegais e criminosos” cresçam e aliciem jovens. Quanto maior a omissão do Estado, maior a presença da violência como forma de controle da comunidade pelos criminosos, o que podemos chamar de “a lei do mais forte”. Diante da fragilidade de laços sociais, os adolescentes acabam por ingressar na criminalidade, e neste caso, estão propícios a conhecerem os lados vantajosos ou não dessa “profissão de risco” tornando-se alvos vulneráveis tanto para policiais e traficantes quanto para a sociedade. Para Feffermann (2006, p. 14),

“Os jovens pertencentes às classes subalternas vivem em dupla situação de risco, pois, vivendo uma socialização incompleta (Adorno, 1993), têm poucas oportunidades de integração no mercado de trabalho, o que se reforça com a baixa escolaridade; assim, são alvos fáceis para as drogas e o álcool e, quando surpreendidos ao cometerem infrações, a reprimenda pode custar- lhes a vida.”.

Neste contexto, a influência da mídia corrobora para o estabelecimento de um rito de passagem para a vida adulta que significa o consumo de drogas como o álcool e tabaco. Estes produtos estão disponíveis em praticamente todos os estabelecimentos comerciais com controle da venda precário e muitas vezes são consumidas por crianças e adolescentes na presença da família. O abuso de álcool e outras drogas podem desencadear diversas situações de vulnerabilidade, expondo o adolescente ao risco de acidentes, suicídios, violência, gravidez não planejada e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, dentre outros (Cavalcante, Alves & Barroso, 2008).

Em 1988 ocorreu a Segunda Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, em Adelaide, Austrália. Nesta conferência foi dada extrema importância ao tema “o uso de tabaco e álcool”. Estes foram apontados como protagonistas de grandes riscos à saúde de jovens e adultos requerendo atenção imediata.

Na Declaração de Adelaide1 são frisados os malefícios causados pelo uso do álcool, tabaco e outras drogas que trazem distúrbios sociais e problemas físicos e

1Declaração de Adelaide. Segunda Conferência Internacional sobre promoção da saúde; 5-9 de abril

1988; Adelaide; Au. In: Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Políticas de Saúde. Projeto Promoção da Saúde. Declaração de Alma-Ata; Carta de Ottawa; Declaração de Adelaide; Declaração de Sundsvall;

mentais para os usuários e para quem convive com eles. O uso de substâncias psicoativas está relacionado à baixa produtividade no trabalho e escola, acidentes de trânsito e prática de atos infracionais tendo como maiores receptores dos danos a própria família dos usuários.

De acordo com a Carta de Adelaide, o uso de drogas é um grande causador de doenças incapacitantes e mortes. Neste caso, é extremamente importante considerar este fato quando tratamos da vulnerabilidade vivida por crianças e adolescentes, pois esta pode ser potencializada pelo uso indevido de substâncias psicoativas. Contudo, a sociedade adota ações e atitudes paradoxais onde em uma mão condena o uso e abuso de drogas pelos jovens, mas em outra mão permite a propaganda altamente motivadora do uso por este público em especial (Cavalcante, Alves & Barroso, 2008).