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Dans le document Honeywell 2040 (Page 123-135)

Os erros de estimação dos valores dos múltiplos decorrentes dos processos de

identificação de empresas comparáveis e das medidas (média, mediana, etc.) usadas,

serão calculados da seguinte forma:

| |

̂

− |

onde

̂

representa o múltiplo estimado,

representa o múltiplo observado e os

índices , e indicam empresa, o momento de tempo e o múltiplo em causa,

respectivamente.

Os diversos erros serão comparados através de testes formais. Comparar-se-á os

múltiplos dos Capitais Próprios entre si e os múltiplos dos Activos também entre si. Não

compararemos os múltiplos dos Capitais Próprios com os do Valor da Empresa porque

não transformamos as variáveis da Capitalização aí estimada com o valor dos Activos, e

vice-versa, através da igualdade referida no início do capítulo 3 (pois só assim as

poderíamos comparar). De forma oposta, os múltiplos dos Activos entre si assim como

os múltiplos dos Capitais Próprios entre si podem ser comparados, pois na prática

estamos a comparar erros de estimação das variáveis Capitalização e valor dos Activos.

Vejamos um exemplo:

|( 𝑆⁄ )

̂

( 𝑆⁄ )− | |

̂

− |

(4.2)

Verifica-se que comparar o múltiplo estimado do EV/S com o efectivo é o mesmo

que comparar o valor estimado dos Activos através desse múltiplo com o valor efectivo

desses Activos. Essa distribuição poderá ser comparada com a distribuição dos erros do

EV/EBITDA, por exemplo. Vejamos da mesma forma:

|( 𝐵𝐼𝑇 𝐴⁄

)

̂

( 𝐵𝐼𝑇 𝐴⁄

)− | |

̂

− |

(4.3)

Logo, é possível comparar as distribuições dos erros de estimação dos múltiplos dos

Activos entre si e as distribuição dos erros de estimação dos múltiplos dos Capitais

Próprios também entre si.

5

Amostra

A amostra consiste na junção das empresas constituintes do World Index com as

empresas constituintes do índice Alternext Allshare e do índice FTSE AIM All-Share

compilados e disponíveis na base de dados Datastream, à data do final do primeiro

semestre de 2012. Através do primeiro índice incluímos as empresas constituintes dos

índices gerais de 54 países

1

(6.625 empresas) e através dos outros dois índices

conseguimos enriquecer a amostra com empresas de pequena e média dimensão dos

mercados bolsistas da NYSE Euronext (181 empresas) e da LSE (784 empresas),

perfazendo uma amostra de dimensão potencial de 7.590 empresas.

As variáveis relevantes para o estudo foram obtidas quer directamente da base de

dados quer através de cálculos próprios efectuados a partir das variáveis descarregadas

da plataforma Datastream. Foram eliminadas e desconsideradas para efeitos de

construção de rácios, as variáveis com valores omissos. Foram também eliminados os

outliers severos dos múltiplos e de alguns rácios – poder-se-á consultar no Anexo 3 as

estatísticas descritivas dos múltiplos e rácios utilizados antes e depois da remoção dos

outliers e a perda de observações que essa restrição implicou. Poder-se-ão ainda

consultar no Anexo 2 as definições providenciadas pela Thomson Reuters relativamente

à forma como são construídas e compiladas as variáveis da Datastream e que

consideramos neste trabalho.

Para cálculo dos múltiplos usou-se no numerador os dados referentes à informação

de mercado disponibilizada pela base de dados (quer a Capitalização Bolsita quer o

valor da Empresa) e para denominador os dados contabilísticos das empresas. Os outros

rácios foram construídos com base na informação das demonstrações financeiras das

empresas também disponíveis na base de dados. Ainda relativamente à construção dos

múltiplos e rácios, usou-se a informação bolsista referente ao final do ano legal e a

informação contabilística anual reportada pela base de dados.

1

Argentina, Austrália, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Brasil, Colômbia, Hong Kong, China, Chile,

Canadá, Chipre, Sri Lanka, República Checa, Dinamarca, Espanha, Egipto, Finlândia, França, Grécia,

Hungria, Indonésia, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Coreia do Sul, Luxemburgo, Malta, México,

Malásia, Holanda, Noruega, Nova Zelândia, Áustria, Peru, Filipinas, Paquistão, Polónia, Portugal,

Roménia, Rússia, África do Sul, Suécia, Singapura, Eslovénia, Suíça, Taiwan, Tailândia, Turquia, Reino

Unido, E.U.A. e Venezuela

Para classificação das empresas por actividade económica foi adoptado o sistema

Industry Classification Benchmark (ICB

2

) uma vez que é a classificação, que pelo

menos para esta base de dados, está disponível para toda a extensão da amostra. O que

não acontece com os outros sistemas como o Standard Industrial Classification (SIC).

O período considerado para análise da amostra é o ano 2011. Optámos por não

misturar vários anos pois parece haver efeitos de tendência e ciclo, possivelmente

relacionados com o crescimento económico, com influência nos múltiplos e que

deverão ser objecto de análise dessa dimensão. Vejamos a evolução da mediana dos

múltiplos dos Activos e dos Capitais Próprios para a nossa amostra ao longo dos

últimos 12 anos nos gráficos 5.1 e 5.2., respectivamente.

Gráfico 5.1: Evolução da mediana dos múltiplos do Activo (sem outliers) no período 2000-2011

Fonte: Elaboração própria

2

Informação detalhada no Anexo 1

0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

Gráfico 5.2: Evolução da mediana dos múltiplos dos Capitais Próprios (sem outliers) no período 2000-

2011

Fonte: Elaboração própria

Conforme se constata por visualização gráfica, tanto a mediana dos múltiplos dos

Activos como a dos múltiplos dos Capitais Próprios sofreram quebras generalizadas nos

anos de 2002, 2008 e em 2011. Apesar de não analisarmos essa dimensão neste

trabalho, não podemos deixar de referir que esses períodos são justamente os que

coincidem com os períodos de maior instabilidade internacional recente, que vão desde

o culminar da bolha tecnológica, da crise do subprime e (embora logicamente não

tenhamos informação posterior a 2011) com a crise de dívida soberana,

respectivamente. Estes deverão ser períodos em que as expectativas de resultados

futuros das empresas são ajustadas rapidamente (uma vez que o efeito faz-se tanto pela

quebra da cotação como pela quebra de resultados e vendas das empresas no período em

causa).

A mediana usada nos múltiplos dos gráficos 5.1 e 5.2 é utilizada por ser uma

referência frequente em vários estudos e por ser uma medida de tendência central

resistente, sendo que não nos estamos ainda a pronunciar relativamente a qual deve ser a

melhor medida para operacionalização do método dos múltiplos. Os valores expressos

nos gráficos 5.1 e 5.2 bem como o número de empresas utilizadas no cálculo de cada

múltiplo podem ser consultados nos Anexos 3.2 e 3.3. No Anexo 3.2 constam os

múltiplos do cash-flow que se pode constatar serem mais voláteis e com comportamento

bem menos definido.

0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

P/S P/GI P/EBITDA P/EBIT

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Resultados

Os resultados apresentados de agora em diante correspondem à amostra já expurgada

dos outliers.

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