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1~le LOCATION OPERATION OPERANDS

Dans le document Honeywell 2040 (Page 149-154)

Por último compara-se neste subcapítulo qual é, para cada múltiplo, o agrupamento

de rácios ou actividade, que conduz à distribuição de erros com menor média.

Veja-se a tabela-tipo 6.22, que temos vindo a apresentar, da comparação do melhor

agrupamento de rácios e actividade, do múltiplo EV/S (consultar as restantes no Anexo

11).

Tabela 6.22: Testes para determinação do melhor agrupamento de comparáveis do

múltiplo EV/S

EV/S: entre métodos Teste de t-Student

03.1C 16.1C 26.1C 36.1C 66.1C 86.1C '06.1C '26.1C '36.1C '46.1C '56.1C Est at . t 03.1C - 6,932 6,607 5,338 4,277 2,265 8,590 3,535 1,482 3,645 3,191 16.1C - -2,878 -3,652 -1,642 -5,769 3,468 -0,623 -6,383 -3,860 -4,271 26.1C - -1,327 -0,571 -4,148 6,880 0,732 -5,083 -2,020 -2,449 36.1C - 0,278 -2,990 6,423 1,552 -3,720 -0,207 0,437 66.1C - -2,145 4,231 0,986 -3,036 -0,098 -0,154 86.1C - 7,222 3,093 -1,855 2,247 -0,003 '06.1C - -2,086 -8,284 -6,122 -5,792 '26.1C - -3,040 -1,545 -1,621 '36.1C - 4,120 3,673 '46.1C - -1,856 P -v al u e* 03.1C - 0,000 0,000 0,000 0,000 0,024 0,000 0,000 0,139 0,000 0,001 16.1C - 0,004 0,000 0,101 0,000 0,001 0,534 0,000 0,000 0,000 26.1C - 0,185 0,568 0,000 0,000 0,465 0,000 0,044 0,014 36.1C - 0,781 0,003 0,000 0,122 0,000 0,836 0,662 66.1C - 0,032 0,000 0,325 0,002 0,922 0,878 86.1C - 0,000 0,002 0,064 0,025 0,997 '06.1C - 0,038 0,000 0,000 0,000 '26.1C - 0,003 0,123 0,107 '36.1C - 0,000 0,000 '46.1C - 0,064 Ranking 7º/9º-11º 1º/3º/4º/ 6º 1º/3º-8º 1º/4º-9º 1º/3º- 10º 1º/5º- 11º 1º/2º 1º-10º 1º/6º/9º- 11º 1º/4º-9º 1º/4º- 9º/11º E. D es cr . Média 0,7777 0,5560 0,6307 0,6585 0,6531 0,7359 0,5282 0,5277 0,7535 0,6515 0,6561 Desv- Pad 1,6903 0,8897 1,3352 1,5713 1,9579 1,3810 1,1009 0,6754 1,7241 1,3927 1,6799 N 1.544 1.544 1.717 1.743 1.821 1.841 1.718 343 1.179 1.421 966

Fonte: Elaboração própria

Ocorre com este exemplo, e com grande parte das comparações desta dimensão

(comparação de agrupamentos), o mesmo que ocorria no subcapítulo anterior no que diz

respeito à hierarquização dos erros dos múltiplos. Isto é, há distribuições com várias

posições no ranking devido à não rejeição da hipótese (nula) de igualdade de médias na

comparação de um-para-um. Concluindo-se que para o múltiplo EV/S há vários

agrupamentos de comparáveis que minimizam a distribuição dos erros.

Apresenta-se na tabela 6.23, o resumo de qual o melhor agrupamento ou vários

agrupamentos de comparáveis, que minimizam a distribuição dos erros dos múltiplos.

Tabela 6.23: Resumo de conclusões de qual o melhor agrupamento de comparáveis que

minimiza o erro de cada múltiplo

Melhor método de agrupamento das comparáveis por múltiplo EV/S '06.1C 16.1C 26.1C 36.1C 66.1C 86.1C ’26.1C ’36.1C ’46.1C ’56.1C EV/GI '06.2C 03.2C 26.2C 66.2C ’26.2C - - - - - EV/EBITDA 36.3C 03.3C - - - - EV/EBIT indiferente - - - - EV/TA '16.5C 46.5C - - - - EV/OCF indiferente - - - - EV/FCFF indiferente - - - - P/S 16.8C ’46.8C ’26.8C - - - - P/GI indiferente - - - - P/EBITDA indiferente - - - - P/EBIT - - - - P/EBT '66.'2C 03.'2C - - - - PER '66.'3C 03.'3C - - - - P/B '16.'4C - - - - P/TA '15.'5C - - - - P/OCF indiferente - - - - P/FCFF indiferente - - - -

Fonte: Elaboração própria

Conforme se verifica na tabela 6.23, agrupar empresas comparáveis com base no

agrupamento de rácios ultrapassa diversas vezes o critério da indústria (ou actividade

económica), e quando não ultrapassa é indiferente usar esse critério ou outros

agrupamentos de rácios estudados.

7

Conclusões e perspectivas de trabalho futuro

O intuito primordial deste estudo foi avaliar a possibilidade de, através da definição

de critérios alternativos ao da indústria – e essencialmente relacionados com as

características (rácios) identificáveis nas demonstrações financeiras – identificar de

forma sistemática as empresas comparáveis a utilizar no processo designado de

avaliação pelo método dos múltiplos e, com isso fazer diminuir os erros de estimação

deste processo. Deste modo colocaram-se as seguintes questões de investigação: Q1)

Que rácios económico-financeiros (dos escolhidos) estão associados em maior medida

com cada múltiplo?; Q2) Qual a melhor medida (média, mediana, média harmónica ou

média geométrica) para estimação dos múltiplos?; Q3) Compilar as empresas

comparáveis com base na proximidade dos rácios identificados na questão anterior,

melhora a estimativa dos múltiplos relativamente ao critério da actividade económica?.

Grande parte dos estudos que analisam a operacionalização do método dos múltiplos

debruça-se sobre dimensões específicas do método recorrendo a múltiplos individuais

ou a grupos relativamente pequenos face ao conjunto de múltiplos existente.

Este estudo analisa para um conjunto de 17 múltiplos, quais as medidas de agregação

mais adequadas para estimação dos múltiplos quer por recurso ao critério da indústria

para definição de comparáveis, quer recorrendo a agrupamentos de rácios para essa

mesma definição de comparáveis.

Tendo como base uma amostra de 7.590 empresas referentes a diversos países a nível

mundial, construíram-se 17 múltiplos e diversos rácios para o ano de 2011 que usámos

para o estudo empírico levado a cabo.

Concluiu-se que a melhor medida de agregação das comparáveis para estimação

tanto do valor da empresa como do valor dos capitais próprios é a média harmónica para

todos os múltiplos e métodos de agrupamento de comparáveis testados. Em geral, a

hierarquia de conclusões relativamente às medidas de agregação é a seguinte: 1º média

harmónica, 2º média geométrica, 3º mediana e por último a média aritmética. Para os

múltiplos EV/TA e P/B a média geométrica e a mediana invertem habitualmente de

posições no ranking, passando a mediana para segunda melhor medida e a média

geométrica para terceira.

Dos métodos de classificação hierárquica e não-hierárquica aplicados para os

agrupamentos de rácios utilizados concluímos que para a maioria dos múltiplos e

agrupamentos não há diferenças significativas nesta escolha e, quando há conclui-se que

a adopção do método das k-médias (classificação não-hierárquica) melhora as

distribuições. Devemos contudo assinalar que a análise hierárquica foi de capital

importância uma vez que foi através dela que se definiu o número de classes tanto para

a classificação hierárquica como para a não hierárquica. Relativamente à actividade

económica concluiu-se que quase sempre é indiferente o nível da indústria a que se

recorre para operacionalização dos múltiplos.

A definição da hierarquia dos múltiplos (do melhor para o pior) pelos vários

agrupamentos de rácios e por actividade económica, revelou-se difícil devido às

diversas situações de empate entre as respectivas distribuições. Desta forma o lugar

cimeiro dessa hierarquia por agrupamento de rácios e por actividade é ocupado não

apenas por um mas por vários múltiplos. É de salientar que o múltiplo EV/TA é aquele

que está sempre entre os múltiplos que ocupam a primeira posição do ranking para

todos os agrupamentos de rácios e por actividade.

Na comparação dos vários métodos de agrupamento de comparáveis, a

hierarquização dos respectivos agrupamentos de rácios e da indústria revelou-se

também difícil devido à não rejeição da igualdade de médias entre várias distribuições.

Contudo, podemos constatar que o critério da actividade económica é frequentemente

ultrapassado pelos critérios dos agrupamentos de rácios.

Analisando os melhores múltiplos por actividade económica, o EV/TA, o

EV/EBITDA, o EV/OCF e o EV/GI para os activos e o P/EBT, o PER, o P/EBITDA, o

P/EBIT, o P/B e o P/OCF para a capitalização, constata-se que para grande parte deles é

indiferente usar o critério da actividade económica ou o do agrupamento de rácios. Para

todos os eles é sempre preferível ou semelhante usar o critério do agrupamento de

rácios ao da actividade económica. Ou seja, para o EV/TA é preferível usar o

agrupamento 11 (ln RoA e ln RoE) ou 04 (RoA e RoE) a todos os outros, por exemplo.

Dado a análise das distribuições dos erros ter sido efectuada para toda a amostra e

termos retirado conclusões gerais, poderá fazer sentido comparar dentro de cada

distribuição dos erros factores como a indústria (até 4 níveis), país ou agrupamentos de

países, por exemplo - algo que poderá ser estudado em posteriores estudos.

O facto de se estar a comparar empresas de países tão distintos em termos de risco,

dinâmica e maturidade poderá ter influenciado os resultados obtidos. Por conseguinte,

uma análise deste tipo considerando apenas empresas de países com sede ou maior

presença em países considerados similares em termos de desenvolvimento ou

crescimento económico poderá fazer sentido.

8

Apêndice

Efectuar-se-á de seguida a prova de que

− :

𝑅𝐿 𝐽 − 𝑅𝐿 𝐽 − 𝐽 𝐵𝐼 − 𝐽 𝐵𝐼 𝑇 − 𝑇 − 𝐽

𝐵𝐼𝑇 − 𝐵𝑇 − 𝐽 𝐵𝐼𝑇 − 𝐵𝑇 𝐽 𝐵𝐼𝑇 − 𝐵𝐼𝑇

𝐵𝐼𝑇 −

Onde 𝑅𝐿 representa os resultados líquidos, 𝐽 os encargos da dívida, a taxa de imposto, 𝐵𝐼 os

resultados antes de juros (RL + J), 𝑇 os impostos pagos ( 𝐵𝑇), 𝐵𝐼𝑇 os resultados

operacionais, e 𝐵𝑇 os resultados antes de impostos.

9

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