Bilan provisoire
3.1.2.4. Les supports laminaires
Esta escola foi criada legalmente em 1976. Inicialmente funcionou em instalações provisórias. Só no ano lectivo 1982/83 começou em funcionamento no local em que actualmente se encontra, tendo aí festejado, em 2008, os seus 25 anos. Inclui
alunos do ensino básico e secundário, do 7º ano ao 12º ano de escolaridade. O ensino diurno contempla a via de ensino regular e as vias profissionais, quer através de cursos de educação e formação no ensino básico, quer em cursos profissionais de secundário. No ensino nocturno, para além do ensino recorrente, tem cursos de educação e formação de adultos (EFA). Na escola também funciona, desde Setembro de 2008, um centro de novas oportunidades.
Situa-se numa zona limítrofe de Lisboa. A população é bastante heterogénea. Coexistem bairros antigos, com população envelhecida, com bairros carenciados, sem condições de habitabilidade e com uma população com níveis de pobreza elevados, desempregados e um crescente número de emigrantes ilegais. Geograficamente próximos, existem bairros de realojamento social, com uma população maioritariamente africana, ligada profissionalmente à construção civil e aos serviços domésticos. De acordo com o projecto educativo em vigor (2008-2011), a população escolar é, essencialmente, uma população carenciada. Do ponto de vista socioeconómico, há carências na saúde e na alimentação, tendo vindo a aumentar o número de encarregados de educação desempregados. No meio envolvente encontramos alguma indústria. Porém, o sector secundário, serviços e vendas tem vindo a crescer ao nível da empregabilidade local.
No projecto educativo de escola (2008-2011) aparece definido como grande objectivo “(…) construir um espaço de inclusão e de saberes, criar em diversidade e na diversidade construir oportunidades” (p. 7). Esta escola seleccionou como prioridades o combate ao insucesso escolar e ao abandono, bem como a promoção e a inclusão escolar dos alunos. Em virtude das condições de vida, muitos alunos, sofrem fenómenos de exclusão escolar e social. Apesar de a escola estar situada numa zona limítrofe de Lisboa e, por isso, não muito distante fisicamente do centro, muitos alunos desconhecem o centro de Lisboa, as suas zonas históricas, os seus museus, entre outros aspectos. A exclusão social impede-os, quer do ponto de vista económico quer do ponto de vista psicológico, de conhecer Lisboa e de usufruir da cidade e dos seus bens culturais.
2.5.1.1. O Espaço físico
A escola ocupa uma área vasta e é constituída por cinco pavilhões distintos: os Pavilhões A, B e C, o pavilhão gimnodesportivo e o polivalente. Estes pavilhões estão
separados e não existe nenhuma ligação física entre si. A escola possui ainda um espaço exterior envolvente, lugares de estacionamento, campos de jogos exteriores e pátios exteriores.
Os Pavilhões A, B e C são constituídos por rés-do-chão e mais dois pisos, com salas onde decorrem as actividades lectivas. No Pavilhão A existem 10 salas de aulas, três laboratórios de física, um laboratório de química e três laboratórios de biologia, uma sala específica de matemática e uma sala onde funciona o serviço de psicologia e orientação e uma sala de estudo. No Pavilhão B, para além das oito salas de aulas, existe uma oficina de serralharia, uma sala específica de educação tecnológica, uma sala específica de inglês, duas salas de educação visual, uma sala específica de matemática e uma sala específica de inglês. Neste pavilhão existem, também, duas salas atribuídas ao centro de formação, que tem a sua sede nesta escola. O Pavilhão C, para além das três salas de aula, tem duas salas de oficina de electricidade, três salas de informática, uma sala de educação visual, uma sala atribuída ao curso de design gráfico e outra ao curso de educação e formação de marketing. Ainda existe outra sala dos serviços administrativos do centro de formação. Neste pavilhão funciona o centro de recursos que pertence à rede de bibliotecas escolares, estando razoavelmente equipado. De um modo consensual, é reconhecido por todos como o espaço físico mais confortável e agradável da escola. Ainda neste pavilhão localizam-se o anfiteatro da escola, a reprografia, a sala de professores e o espaço varius, onde os alunos, para além de estudarem, podem conviver. Os Pavilhões A, B e C possuem casa de banho para os alunos e arrecadações. No Pavilhão B e C existem casas de banho para funcionários e professores.
O pavilhão gimnodesportivo possui balneários, tem espaço para funcionar duas turmas ao mesmo tempo e tem campos de jogos anexos ao ar livre. O polivalente é um pavilhão com área coberta destinada aos alunos, com mesas, cadeiras, matraquilhos e com a associação de estudantes. Neste espaço encontra-se a papelaria, o refeitório da escola, que fornece e confecciona os almoços e os jantares. Também funciona a secretaria, a sala de directores de turma e o conselho executivo. Em anexo ao polivalente existe um pequeno edifício onde funcionam os serviços de acção social escolar (ASE), sala dos funcionários com casa de banho e o bar dos alunos. A escola tem uma entrada única, com uma portaria. O seu espaço está vedado, tal como é habitual na maioria das escolas portuguesas.
2.5.1.2. Recursos humanos
A escola inclui um corpo docente estável. É constituído por um conjunto de 150 docentes, dos quais 131 leccionam nesta escola há mais de cinco anos. Em relação ao pessoal não docente existem 28 funcionários, o que é manifestamente insuficiente para as necessidades da escola, que funciona em três turnos (manhã, tarde e noite) e que está aberta ao público das 8h até às 24h. Para além disso, há 11 funcionários administrativos e uma psicóloga de orientação e vocação profissional, a tempo inteiro.
Em 2007/2008 a escola tinha um total de 990 alunos. Destes 60% são de nacionalidade portuguesa, embora cerca de metade tenha ascendência africana, e os outros 40% são de outras nacionalidades, sendo a maioria jovens de comunidades oriundas de países africanos de expressão portuguesa, de diferentes etnias e, muitos deles, com dificuldades no domínio da língua portuguesa, oral e escrita. Mais recentemente têm chegado à escola alunos do Brasil, China, Índia e Europa de Leste, revelando, estes últimos, alguma facilidade de inclusão e aderência à cultura da escola, bem como sucesso académico, fruto de uma cultura que valoriza a escola, o esforço e o trabalho.
A escola oferece cursos de português para estrangeiros, quer para os alunos cuja língua portuguesa não é a língua materna quer para a comunidade social envolvente. Tem, também, vindo a desenvolver alguns projectos nos últimos anos, com parceiros locais e a autarquia, como é o caso da Rede Social, projecto Esperança, Risca o Risco e acções no âmbito da cidadania, saúde e sexualidade. A escola para além do site, tem em funcionamento a plataforma moodle, que ainda não tem uma grande adesão da parte de alunos e famílias, uma vez que a maior parte destes não tem acesso à internet fora da escola.