c) Indicateurs de développement
III. LES LIMITES SPATIALES DU DEVELOPPEMENT LOCAL
Sabemos que o envelhecer diminui as capacidades de adaptação do ser humano, tornando-o cada vez mais sensível ao meio ambiente que, consoante as restrições implícitas ao funcionamento do idoso, pode converter-se num elemento facilitador ou num obstáculo para a sua vida. Com o declínio progressivo dessas capacidades, principalmente a nível físico, e também devido ao impacto do envelhecimento, o idoso vai alterando os seus hábitos e rotinas diárias, substituindo-as por ocupações e atividades que determinem um menor grau de atividade. Este é o cenário que ocorre nos centros de dia e nos lares residenciais. Esta diminuição da atividade, ou mesmo a inatividade, pode acarretar sérias consequências, tais como redução da capacidade de concentração, coordenação e reação, que por sua vez levam ao surgimento de processos de autodesvalorização pessoal, diminuição da autoestima, aumento da apatia, desmotivação, solidão, isolamento social e depressão.
A ASC poder-se há realizar em qualquer área onde se integre os idosos, seja no domicílio, na comunidade, nas instituições nos centros de dia, nos centros sociais, nos lares residenciais. Devemos ter em atenção alguns aspetos biológicos, funcionais, mentais ou sociais que os idosos apresentam. Assim descrevemos algumas atividades que podem ser feitas:
A ASC no domicílio. Estas práticas não têm tido muita atenção por parte destes profissionais de gerontologia, porque os indivíduos apresentam níveis de dependência, risco de acidentes ou desequilíbrios biopsicossociais, incapacidades funcionais, doenças prolongadas ou isolamento social, isto porque impõem dinâmica de movimentos e ações.
Porém esta animação pode acompanhar a execução de determinadas tarefas do quotidiano para manutenção, e de fortalecimento das redes sociais, prevenido fatores de risco;
A ASC nas instituições (centros de dia, centros de convívio, centros sociais, nas associações, clubes, movimentos cívicos e sociais, etc.). Devemos ter em atenção às necessidades das pessoas frequentadoras para podermos fazer a animação, de modo a que se mostre que a velhice é bonita e darmos um novo significado à velhice, permitir a tomada de decisões sobre o estilo de vida que mais desejar. Por vezes, todas aquelas instituições ou entidades servem como ponto de encontro, convívio, de integração, interação social e cultural. Deve-se manter a independência do indivíduo na realização das atividades de vida diária, realizando as atividades diversificadas, cuidar da sua higiene a favor da sua autonomia e de uma imagem satisfatória.
A ASC em lares e residências de longa permanência. Nas instituições de longa permanência mostram-se com algumas preocupações, o modo como vão integrar o idoso para que ele não sofra devido às mudanças que vão ocorrendo, desde o nível de dependência, à perda de familiares ou o afastamento do domicílio, as limitações funcionais e sociais, a diminuição da autonomia e desequilíbrio da dinâmica do quotidiano. Os lares devem ter a preocupação: de: ser: orientados: para: atividades: geradoras: de: ‘substituir’: as: condições: naturais, sociais e o desenvolvimento psíquico, facilitando um bom ambiente que os rodeia. Assim, os objetivos da animação socioculturais pretendem manter a independência do idoso na realização das atividades. Ao entrar na instituição os contatos do idoso residente com o mundo exterior são reduzidos, por um lado, a residência oferece serviços que anteriormente tinham que levá-los para fora de sua casa e, por outro lado, a localização e normas da instituição dificulta as saídas. Para isto deve ser adicionado à organização interna da instituição as condições físicas e mentais do residente, que tem uma influência direta sobre as possibilidades de manter o contato com o exterior.
Na verdade, a ASC nos lares residenciais e centros de dia ou de convívio visa desenvolver uma série de atividades e ações de carácter cultural, recreativo, social e educativo. Pretende- se com estas ações que o idoso interage com o meio, fazendo-o sentir-se parte integrante da sociedade, que o idosos partilhe as suas memórias e que a partir delas potencie atividades como o teatro, a dança, o artesanato, as histórias, os jogos e a partilha de saberes e competências:assentes:num:sistema:de:ensino:como:as:Universidades:da:‘Terceira:Idade’:ou: ‘Séniores’:Efetivamente, a animação deve estabelecer as bases para possíveis atividades que incentivam as diversas relações sociais e normais. Não se deve concentrar em um aspeto (ocupar o tempo de lazer das pessoas) deve tentar cobrir todos os aspetos da vida de uma pessoa idosa. A animação da vida cotidiana é criar condições para que cada idoso possa encontrar sentido na vida e, para tal, ele deve ser o foco das atividades, em equipa, já que cada pessoa é única e, por isso, a animação tem de dar uma resposta adequada a todas as suas expectativas.
Quando as pessoas idosas, numa faixa etária que vai desde incapacitados, aposentados (maiores de 65 anos) até à quarta idade o animador e a instituição promotora da ASC devem ter em conta os seguintes aspetos:
*-Conhecer bem os idosos frequentadores ou residentes na instituição, ou seja, as suas capacidades, desejos, expectativas, etc., além de promover a empatia, o intercambio amistoso durante as atividades, observando a maneira individual de cada um, as relações sociais em grupo e propondo o preenchimento de questionários ou outros instrumentos, para saber os seus interesses.
*-Propor atividades adaptadas às exigência dos idosos, de maneira a que elas se revelem mais participativas ou ativas na realização do plano de atividades e, estar aberto a acolher outras atividades, sem limitação de tempo ou meios.
*-Aceitar as pessoas tal como são, gerando uma relação afetiva que incentive à participação e intercâmbio de atividades.
*-Estabelecer um ambientes de confiança, permitindo que os idosos se expressem livremente e que tomem consciência do seu valor, capacitando-os que ainda são capazes de fazer algo. Ou seja, dar confiança e valorizar as capacidades ou potencialidades de cada um, fruto das suas experiências, propondo atividades que criem uma boa imagem deles.
*-Eliminar os medos/receios de movimentar-se ou as reticências, respeitando essa impressão nos idosos, mas promovendo a mobilidade entre eles no espaço de animação, assegurando-se dos perigos de caída e dos meios de segurança, além de levá-los a descobrir interesses não manifestados. Deste modo, as práticas de atividades devem favorecer a autonomia e evitar prostrar-se na cadeira/sofá e/ou isolar-se.
*-Alterar os costumes na instituição, de modo que os idosos saibam adaptar-se ao tempo de ócio, valorizando a sua ocupação e execução de tarefas. Por exemplo, o participar em atividades de ginástica ou atividades físico-motoras e atividades culturais e educativas é uma tarefa de persistência e de convencimento, de modo a gerar-se um costume habitual na instituição.
*-Divulgar a informação através dos mecanismos internos da instituição ou nos espaços públicos da comunidade com anúncios atrativos que explique bem os objetivos da iniciativa.
O animador, juntamente com os idosos, deve planear, executar projetos e programas adaptados, em diversas áreas tendo em conta os objetivos acima citados. As atividades devem ser ligadas às experiências de vida, às tradições laborais, ao património cultural, pois levam o idoso a vivenciar sensações de estabilidade, de afetividade e criação de valores de identidade (Trilla, 1993). É sempre complicado estimular a sua participação nas atividades propostas, devido às várias limitações em que se encontram, quer pela idade, quer pelas condições de saúde muito distintas, as condições de solidão e os modos de vida que adotaram, a partir de certo momento da sua vida (Elizasu, 1999). De acordo com tudo isto, os programas de animação sociocultural nos centros de dia e nos lares residenciais devem ser adequados a cada tipo de grupo com que o animador trabalha, estabelecendo-se alguns objetivos gerais e estratégias de implementação, de modo a possibilitar a esses coletivos, a realização pessoal, a compreensão do meio circundante e a participação na vida comunitária. Assim, consegue-se uma maior integração, a fim de que se oiça e se dê valor à sua voz e se tenha em conta as suas opiniões, capacidades, oferecendo-lhe a possibilidade de desfrutar da cultura (gozo, prazer). Esta perda de faculdades deve ser compensada com atividades de estimulação e interesse (educativo, cultural e físico), para que os idosos possam mantê-las ativas, durante o período em que usufruem de atividades nos centros de dia (Trilla, 2004).
A animação permite educar (o adulto idoso), motivá-lo a fazer, fazendo exercícios e atividades:de:lazer:recreativas:lúdicas:e:artísticas:que:não: são:mais:do: que:o: ‘aprender a aprender’:no:contexto:atual:Nos:últimos:anos:a:população:tem:vindo:a:envelhecer:um:pouco: por todo o mundo e o país não foge a esta tendência do envelhecimento, em contextos institucionalizados ou não institucionalizados. Desta forma quebra as rotinas e hábitos dos idosos (comodismo), tornando-os ativos, dinâmicos e interventores (participação), recuperando-lhes a (auto) confiança e a valorização pessoal e relacional. Por exemplo, a animação, através da expressão plástica, visa: manter e/ou melhorar a motricidade manual; promover: a: criatividade: aumentar: a: autoestima: desenvolver: o: gosto: ‘estético’: e proporciona ao idoso a possibilidade de se exprimir através das artes plásticas e dos trabalhos manuais. Nestas atividades os idosos têm a oportunidade de dar largas à sua imaginação e à criatividade, através da pintura, colagem, escultura, desenhos, recortes, rendas, etc., tendo como vantagens o desenvolvimento da motricidade, a precisão manual e a coordenação psicomotora. Em relação à animação lúdica ela tem por objetivo: a diversão das pessoas e do grupo; promover convívios e festas; divulgar os conhecimentos, as artes e os saberes. Enquanto à animação, promotora do desenvolvimento pessoal e social (dimensão
educativa), ela promove a comunicação oral, os valores, estimula o autoconhecimento e a interação grupal, através de jogos de apresentação (grupo e individual), jogos de confiança, músicas, quadras e histórias tradicionais relatadas pelos idosos, permitindo manter a mente ativa, desenvolver competências de grupo. Ou seja, pretende-se momentos de satisfação e de felicidade entre todos os idosos.
Esta resposta social, cultural e educativa da animação, tem por objetivo que os Centros de Dia sejam a «casa de família» dos seus idosos, como acolhimento temporário coletivo, respondendo solidariamente às carências daqueles que, por um ou outro motivo e por estarem em risco de perda de autonomia, necessitam de assistência, apoio e animação (ocupação do tempo), contribuindo para a estabilização ou retardamento do processo de envelhecimento (Ander-Egg, 2000). No entanto, surgem algumas barreiras à realização destas atividades por parte dos idosos, como as capacidades físicas (problemas de visão, de locomoção, doenças cardiovasculares frequentes nesta faixa etária), falta de segurança e dificuldades económicas. A falta de integração social, e consequentemente, menor participação ativa, deve-se essencialmente à falta de poder económico. “A reforma nestas classes tende a produzir objetivamente a desocupação, vivida sob:a:forma:de:“tédio”:ou:de: “sentimento: de: inutilidade”: já que não detiveram os meios (financeiros e culturais) para se apropriarem:dos:instrumentos:que:lhes:permitissem:“ocupar:o:seu:tempo”:Não dispõem assim do:“capital:social”:que:acompanha:nas:classes superiores, a posse das diferentes espécies de capital:(económico:social:e:cultural):”:(Santos e Encarnação, 1998: 139-140).
Os idosos com um poder económico mais reduzido circunscrevem-se ao seu espaço, não tendo oportunidade de usufruir de atividades sociais e culturais, com a sua rede social, família e amigos. Os que possuem um rendimento económico mais estável conseguem manter e efetuar os seus interesses sociais e culturais. Mas, há um conjunto de caminhos e alternativas possíveis a percorrer e que ajudam a ultrapassar algumas destas dificuldades, basta a força de vontade e viver bem cada fase da vida. O importante, é manter-se sempre ativo, interessado e em contacto com os outros. Cada idoso deve incutir em si comportamentos saudáveis, que permitam um envelhecimento normal e saudável tais como: querer aprender e evoluir, adaptar-se e modificar-se a novas situações; apelar à criatividade e invenção; criar novas e significativas relações de amizade. Para que o ser humano obtenha uma velhice bem-sucedida, é necessário todos os responsáveis (sociedade) apoiarem, ou seja, facilitar o acesso dos idosos a atividades culturais e fomentar, entre eles, o emprego criativo do tempo livre através de uma educação para o ócio, melhorando a sua qualidade de vida e a capacidade de se sentirem úteis. Ao mesmo tempo, devem promover uma cultura de participação e de solidariedade (Levet, 1995).
Já afirmamos que o idoso tem uma perda de capacidades e uma diminuição das habilidades funcionais (plano físico), uma deterioração das capacidades (plano pisco-afetivo), inatividade e isolamento (plano social) e perda de memória (plano educativo: aprender a aprender). Consideramos que a animação para idosos pretende: criar dinamismos nas instituições, como os centros de dia e lares; promover um estado de espírito (clima) e dinâmica inter-relacional entre os idosos; centralizar-se nas necessidades, desejos e problemas vividos por cada cliente; favorecer a adesão de todos a objetivos de animação socioeducativa e sociocultural; suscitar o interesse por valores, crenças, vivências de cada um; proporcionar a oportunidade de cada cliente se redescobrir e de se situar no seio da instituição, participando em grupo; permitir a reintegração na sociedade como membros ativos (cidadania participativa); e preservar a autonomia dos clientes nas suas relações dentro da animação lúdica e artística. Neste caso a animação que foi desenvolvida foi nas áreas da animação plástica, animação lúdica e artística, em que ao final de cada atividade foi passada uma folha para avaliação de satisfação da atividade, além da folha de presenças. É necessário que os animadores tenham uma grande estabilidade afetiva e emocional para conseguirem desempenhar estas funções de intervenção.