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BIODIVERSITE ET VULNERABILITE DE L’ESPACE DESERTIQUE

L’ESPACE OASIEN :

I- LE DESERT : spécificités spatiales et diversités de vies

6. BIODIVERSITE ET VULNERABILITE DE L’ESPACE DESERTIQUE

Diante da diversidade de conhecimento muito é cobrado ao profissional desta área uma vez que eles devem apresentar um vasto domínio das leis e das normas referentes aos bens culturais. O animador cultural também dever ter qualidades que o diferencie dos demais profissionais, entre elas: ser expansivo, inventivo, dinâmico, flexível, interagir facilmente com pessoas de todas as faixas etárias e sociais, ser autêntico e natural no seu agir, e diplomático nas situações de confronto. Para que a animação cultural seja exercida em sua plenitude o profissional deve também possuir uma boa expressão corporal, não só na teoria, mas igualmente na prática, afeiçoando-se aos exercícios físicos. Da mesma forma é imprescindível que ele detenha um amplo equilíbrio de suas emoções, já que irá trabalhar com os sentimentos alheios. Além de tudo, é muito importante que o animador cultural seja alguém com profundo desejo de servir ao outro, um alto senso de responsabilidade e preparo técnico. A animação cultural ganhou, nos últimos tempos, mais visibilidade, graças ao desenvolvimento de diversas empresas no ramo da prestação de serviços, principalmente

hotéis que se especializaram no turismo de lazer. Além deste setor, porém, várias outras companhias empresariais se consciencializaram da carência de seus trabalhadores na esfera do lazer, da recreação, como de outras formas de transmissão do conhecimento.

No caso da terceira idade, é sempre complicado estimular a sua participação nas atividades propostas, devido às várias limitações em que se encontram, quer pela idade, as condições de saúde muito distintas, as condições de solidão e os modos de vida que adotaram, a partir de certo momento da sua vida. De acordo com tudo isto, os programas de animação sociocultural nos centros de dia e lares devem ser adequados a cada tipo de grupo com que o animador trabalha, estabelecendo-se alguns objetivos gerais e estratégias de implementação, de modo a possibilitar a esses coletivos, a realização pessoal, a compreensão do meio circundante e a participação na vida comunitária. Assim, consegue-se uma maior integração na sociedade a fim de que se oiça e dê valor à sua voz e se tenham em conta as suas opiniões, capacidades e se ofereça a possibilidade de desfrutar da cultura (gozo, prazer).

De acordo com Ander-Egg (1989) o animador é aquele que é capaz de elaborar ou executar um plano de intervenção, numa comunidade, instituição, utilizando técnicas culturais, sociais, educativas, recreativas e lúdicas. Designa-se, assim, por animador aquele que realiza tarefas e atividades de animação, sabendo estimular a participação ativa dos clientes e de insuflar um maior dinamismo sociocultural, tanto no individual como no coletivo. Ser animador é, pois, ter um papel social a desempenhar, cuja função é estabilizar o funcionamento das relações entre indivíduos, assim como, entre os indivíduos e a sociedade, e ainda procurar um acesso à cultura para os indivíduos que não têm por hábito comunicar com os objetos ou coisas, trabalhando ao nível da criação e formação.

Nesta sequência de intervenção compete ao animador motivar os idosos criando-lhes condições que lhes orientem a sua vontade para participarem nas atividades propostas. Para tal, o animador deve conhecer bem os clientes, as suas necessidades e interesses, de modo a planificar as atividades e que as mesmas sejam aceites por todos. Desta forma quebra as rotinas e hábitos dos idosos (acomodar-se), tornando-os ativos, dinâmicos e interventores (participação), recuperando-lhes a (auto) confiança e a valorização pessoal e relacional.

São técnicas de uso do animador: a dramatização de situações vivenciadas ou vividas (representação:de:papéis:com:interação:grupal):o:‘brainstorming’:criação:de:ideias:possíveis: em: situações: criadas: (simulação): formulação: de: perguntas: (‘treino: mental’); debates com entrevistas em grupo sobre filmes, documentos e visualizações; metodologias ativas de animação lúdica (atividades de recreio, visitas culturais e comunitárias, gastronomia, jogos e rábulas, etc.); técnicas de dramatização e expressão (musical, plástica, lúdicas). Metodologicamente todas as atividades, por módulos de intervenção (número de sessões, tempo de duração e espaços), têm os seus objetivos, as estratégias, as dinamizações (animador), os recursos materiais utilizados e os processos de autoavaliação dos clientes, de modo a expressarem no final de cada módulo (conjunto de sessões) o seu grau de satisfação e intervenção).

Esta resposta social, cultural e educativa da animação, tem por objetivo que os centros de dia sejam uma «casa de família» dos seus clientes, como acolhimento temporário coletivo, respondendo solidariamente às carências daqueles que, por um ou outro motivo e por estarem em risco de perda de autonomia, necessitam de assistência, apoio e animação (ocupação do tempo), contribuindo para a estabilização ou retardamento do processo de envelhecimento. Por exemplo, a animação, através da expressão plástica, visa: manter e/ou melhorar a motricidade manual; promover a criatividade; aumentar a autoestima; desenvolver:o:gosto:‘estético’:e proporciona ao idoso a possibilidade de se exprimir através das artes plásticas e dos trabalhos manuais. Nestas atividades os idosos têm a oportunidade de dar largas à sua imaginação e à criatividade, através da pintura, colagem, escultura, desenhos, recortes, rendas, etc., tendo como vantagens o desenvolvimento da motricidade a precisão manual e a coordenação psicomotora. Em relação à animação lúdica ela tem por

objetivo: a diversão das pessoas e do grupo; promover convívios e festas; divulgar os conhecimentos, as artes e os saberes. Enquanto à animação promotora do desenvolvimento pessoal e social (dimensão educativa) ela promover a comunicação oral, estimula o autoconhecimento; e a interação grupal, através de jogos de apresentação (grupal e individual), jogos de confiança, músicas, quadras e histórias tradicionais relatadas pelos idosos, permitindo manter a mente ativa, desenvolver competências de grupo e promover valores. Ou seja, pretende-se momentos de satisfação e de felicidade entre todos os clientes.

Os jogos e a recreação na terceira idade é como atividade de animação sociocultural. No que se refere às atividades específicas de recreação, a maioria dos autores cita e demonstra a necessidade da prática das atividades lúdicas na atuação com os idosos. Assim, Paz (1990) considera importante:

Desenvolver as capacidades de ação e adaptação a novas respostas motrizes dos idosos; Incrementar a capacidade de comunicação, a partir do intercâmbio de vivências e interesses com seus semelhantes de gerações, e proporcionar atividades de integração entre gerações;

Abrir caminhos à capacidade criativa;

Proporcionar e aproveitar a grande motivação que supõe para os idosos o fato de "brincar", e utilizá-la como estímulo fisiológico controlado.

Durante a implementação e o desenvolvimento deste trabalho cuja duração foram nove meses, procurei desenvolver atividades que fossem significativas aos idosos. Assim, enquanto animadora tentei conhecer os idosos no sentido de propor atividades adaptadas aos seus desejos; criar um clima de confiança, partilha, amizade, ajudando-os a vencer os medos, a comunicar; e utilizar um vocabulário adaptado, apresentando sempre os objetivos das atividades.

Durante as práticas assumi um estilo democrático, no sentido de alcançar resultados mais duradouros e positivos, tentei estimular os membros do grupo, para que estes fixassem os seus próprios objetivos e tomassem decisões, no sentido de apelar à participação de todos. Na senda do que propõe Larrazábal, citado por J. Trilla (1998: 128), os idosos tiveram a possibilidade de “ ():detetar:as:suas:necessidades:e:de:encontrar:soluções para os problemas”: Quanto aos conhecimentos necessários para exercer o papel de animador, concordamos com aquela: citação: pois: o: autor: que: considera: que: “o animador deve ser um especialista em questões: gerais”: mas: sobretudo: alguém capaz de estabelecer relações positivas entre as pessoas, os grupos e os coletivos”:mais:do:que:conhecimentos:atitudes:e:capacidades. Porém, e a título de exemplo, é necessário adquirir alguns conhecimentos, tais como: conhecimento sobre as práticas de animação sociocultural (atividades) e as funções do animador; conhecimento de psicologia que ajude a entender e a melhorar os fenómenos das relações interpessoais e grupais; conhecimento de pedagogia, para saber adaptar os métodos às práticas de animação e ao público-alvo; conhecimento de planificação, conceção, organização, execução e avaliação de programas socioculturais (Trilla, 1998: 131).