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CHAPITRE III MATERIEL ET METHODES

CHAPITRE 4 : RESULTATS ET DISCUSSION

4.1.3 Les innovations techniques dans la commune

Como vimos afirmando, a proposta de intervenção tem como objetivo fomentar processos “formativos amplos, provocadores de novas aprendizagens, de colaboração, de autoria, tanto por parte dos alunos como dos professores” (BONILLA; PRETTO, 2015b, p. 502), o que pode acontecer através da incorporação das diversas linguagens às práticas docentes vivenciadas no cotidiano do Campus Floresta. Assim, o ESPAÇO ABERTO – conhecimento em construção e

compartilhamento deve oportunizar vivências que envolvam as diversas linguagens,

principalmente as linguagens digitais, instaurando um processo contínuo e diversificado de interação e produção de conhecimentos. Nesse sentido, foram definidas as seguintes ações:

Ação 3: Criação do Blog Espaço Aberto

O blog será utilizado para a produção compartilhada de conhecimentos, incluindo a publicação sistemática do que se produz. Escolhemos o blog por ser um espaço que possibilita a liberdade de produzir e difundir conhecimentos, através da troca e da interatividade, fatores tão necessários quando se pensa em práticas colaborativas. Quanto à natureza do blog, Santaella (2007, p. 181) ressalta:

O blog tem um caráter individualizador, seja o indivíduo uma pessoa, uma instituição ou uma organização. Sua diferença em relação a um site está na facilidade e agilidade de sua atualização, no estilo jornalístico de sua

linguagem e no caráter mais personalista de seu conteúdo. Mesmo quando um site é pessoal, via de regra, sua função é apresentar, de modo relativamente impessoal, o perfil de um indivíduo ou organização. Os blogs, pelo contrário, mesmo quando não funcionam como diários on-line, trazem a marca da pessoalidade no registro de linguagem que empregam, próprio dos comentários.

A perspectiva é que todas as pessoas envolvidas nas atividades mantenham uma relação dialógica através do blog, seja publicando suas produções ou apresentando comentários e sugestões às produções dos outros, assumindo, nesse fluxo, a condição de sujeitos do próprio conhecimento. Ao explorar o espaço de comentários que o blog disponibiliza, estaremos instigando o diálogo e o debate, numa dinâmica que confere à produção o caráter de coautoria, e potencializando as interações entre os sujeitos.

Ação 4: Realização de oficinas

As oficinas pedagógicas estão associadas ao fazer coletivo, constituindo-se em espaços de interatividade, ou seja, de envolvimento de alunos e professores na produção colaborativa de informações e conhecimentos, dando-lhes oportunidade de descobrir, debater, compartilhar e, dessa forma, de assumir a condição de protagonistas do processo de ensinar e aprender. Assim, as atividades de oficina pressupõem o fazer junto, numa dinâmica que requer participação, socialização de saberes e experiências, criticidade e coletividade, motivo pelo qual se fazem necessárias numa proposta que visa à ressignificação dos processos educacionais, na perspectiva da formação integral e emancipatória.

Nesse sentido, propomos algumas oficinas que devem ser vivenciadas através do ESPAÇO ABERTO, as quais, sendo concebidas e apresentadas como possibilidades, estão abertas para a incorporação de outras propostas, conforme os interesses, necessidades e experiências dos sujeitos envolvidos. Os assuntos a serem abordados nas produções oriundas das oficinas devem emergir dos estudos e discussões realizadas nos grupos.

a) Oficina de produção de vídeos

com foco na formação integral e na emancipação dos sujeitos, inclui o desafio de incorporar a produção de vídeos ao cotidiano escolar, como forma de instigar a curiosidade, fomentar a pesquisa e a construção de conhecimentos e, por consequência, de tornar mais significativas as práticas docentes.

Ultrapassando o sentido original de entretenimento e lazer, os vídeos vêm se apresentando, cada vez mais, como estratégia potencial para conferir aos estudantes a condição de autoria nos processos de aprendizagem, motivo pelo qual os incluímos nesta proposta de intervenção, através de oficinas que devem promover a vivência das diversas etapas envolvidas nessa atividade: roteiro, gravação, seleção de imagens, edição, sonorização etc

Considerando que filmes são uma representação da realidade em movimento (SANTAELLA, 2007), conjugando entretenimento com informação e cultura, explorando as várias linguagens, podemos considerá-los como importante recurso para potencializar as interações entre os sujeitos e tornar mais significativos os processos educacionais. Noutras palavras, não se pode negar que os filmes permitem ensinar e aprender, que favorecem a leitura crítica da realidade e a produção de outros sentidos sobre ela, envolvendo múltiplas subjetividades. Dessa forma, podem contribuir positivamente para as transformações que se fazem necessárias na educação, desde que agreguem maior preocupação com a produção de culturas e conhecimentos do que com o consumo de informações (PRETTO, 2017).

É nessa perspectiva de produção, e não de mero consumo, que serão realizadas as oficinas de vídeo, no período de julho a dezembro de 2019 e fevereiro a junho de 2020, contando com a orientação de um professor de informática e um docente de Língua Portuguesa, além da articulação do grupo de facilitadores do

ESPAÇO ABERTO. A previsão é que sejam realizadas quatro oficinas que resultem

na produção de documentários, animações ou outras modalidades que os sujeitos envolvidos sugiram.

b) Elaboração de fanzines

Os fanzines possuem caráter de publicação livre e comportam textos diversificados que exploram as mais diversas linguagens, abordando temas variados como música, literatura, cinema, atualidades etc. Embora os fanzines abriguem

diversos gêneros textuais, há neles uma predominância das histórias em quadrinhos, possibilitando o uso de imagens e outros recursos da linguagem não verbal e, através deles, a produção e circulação de ideias e informações nas mais diversas áreas da vida humana.

A produção do fanzine pressupõe gostar do que faz (ser fã) e ter o prazer de compartilhar com os outros o que produz, sendo, por isso mesmo, uma prática coerente com os princípios da colaboração e da liberdade de produção de informações e conhecimentos que permeia a proposta de intervenção. Nessa perspectiva, o projeto prevê a realização de três oficinas de fanzine, incluindo orientações e confecção das revistas que serão distribuídas no evento de culminância do projeto. O detalhamento quanto a temas, cronograma, recursos e pessoal envolvido diretamente nas oficinas constarão no planejamento específico, a ser elaborado pelos alunos e professores que comporão os grupos envolvidos nessa atividade.

c) Oficina de fotografia

O ato de fotografar favorece a construção de outros sentidos acerca da realidade que marca e singulariza os sujeitos, inserindo-os em dinâmicas e processos que remetem à reflexão, à criticidade, à construção de um conhecimento mais amplo sobre o espaço e o tempo implicado na fotografia. Por isso, incluímos a fotografia entre as oficinas possíveis nesta proposta de intervenção porque a consideramos como recurso potencial para fomentar as práticas integradoras e a incorporação das diversas linguagens no cotidiano do Campus Floresta, na perspectiva de formação integral e emancipatória que vimos defendendo.

Na sociedade contemporânea, em que as imagens influenciam de forma acentuada as relações sociais e a produção de informações, julgamos importante que as imagens fotográficas sejam produzidas, lidas e compartilhadas também no espaço educacional, possibilitando o exercício do olhar crítico e minucioso sobre a realidade, a partir das várias significações que a fotografia permite construir. Assim, serão realizadas três oficinas de fotografia, sendo uma de orientações e duas de produção de fotos, explorando o espaço interno do Campus e outros ambientes eleitos pelos participantes do grupo, que farão uso dos próprios aparelhos de celular ou de equipamentos fotográficos disponíveis no Campus Floresta.

Os participantes do grupo de fotografias devem, de forma colaborativa, elaborar o planejamento das oficinas, prevendo a exposição das produções ao final do projeto.

As oficinas mencionadas serão vivenciadas no período de julho a dezembro/2019 e fevereiro a junho/2020, usando ambientes diversificados como laboratórios de informática, pátio, salas de aula, espaços diversos internos ou externos ao Campus, e contarão com orientadores específicos, assim distribuídos: a) Produção de vídeos: professor de informática e professor de Língua Portuguesa; b) fanzines: professor de Arte; professor de Língua Portuguesa, alunos do Campus que produzem histórias em quadrinhos; c) fotografias: jornalista do Campus e um colaborador da comunidade (fotógrafo).

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