1.3 Les facteurs empiriques de s´election des technologies d’irrigation
1.3.2 Les caract´eristiques du contexte d’adoption des irrigants
reiniciar a sua atividade?”.
As respostas recolhidas em relação à questão 20 seguem na tabela 32. Nesta questão, mais de 90% dos participantes respondeu afirmativamente sendo mais uma vez as características pessoais a resposta mais frequente quando confrontados com a aquisição desta competência.
Tabela 32 - Frequência e percentagem de respostas afirmativas dos 76 participantes à questão empreendedora: ”Perante situações de insucesso, considera que é capaz de começar de novo, ou seja, de reiniciar a sua atividade?” e destes, onde adquiriram essas competências (n=71)
“Perante situações de insucesso, considera que é capaz de começar de novo, ou seja, de reiniciar a sua atividade?”
Sim 71 93.4% Competência inata/ características pessoais 51 71.8% Competência adquirida através de atividade(s) laboral(ais)/experiência profissional 44 62.0% Competência adquirida através do curso de EER/RPM 25 35.2% Competência adquirida através do contacto com a família 17 23.9% Competência adquirida através de formações externas 11 15.5% Competência adquirida através de redes de contacto 10 14.1% Competência adquirida através de modelos de referência empreendedores 8 11.3% A percentagem de respostas afirmativas nesta questão apresenta-se em discordância com as do estudo de Piçarra (2014), onde a autora inquiriu 4 técnicos de RPM acerca das suas capacidades de gestão de adversidades/insucesso, e 75% dos mesmos respondeu de forma positiva, e no nosso estudo os resultados são, mais uma vez, mais otimistas.
Marques (2014), no seu estudo acerca do efeito de um programa de competências empreendedoras em alunos da licenciatura em RPM da FMH, e no que diz respeito à competência empreendedora compromisso, a questão 19 foi a que obteve resultados mais baixos em ambos os estudos. Porém, as restantes questões divergem na medida em que no estudo de Marques (2014), a questão com resultados mais positivos foi a questão 18, e no nosso estudo foi a questão 20. Porque existem resultados mais positivos nos estudantes de RPM no que diz respeito ao compromisso com o projeto/tarefas a desenvolver (questão 18) do que nos profissionais de RPM?
Neste estudo, as questões referentes à competência empreendedora compromisso não apresentaram nenhuma relação estatisticamente significativa. A média de percentagens afirmativas nestas últimas três questões (18, 19 e 20) é de 86.0%, a segunda competência com resultados mais elevados em relação às 6 competências, e todas as questões foram justificadas como sendo características inatas.
O compromisso, no que concerne às competências empreendedoras, refere-se a habilidades de resiliência, dedicação, responsabilidade e gestão de adversidades e insucesso, entre outros. Desta forma, um fator diferenciador entre organizações é o envolvimento profissional e o bem-estar físico e psicológico entre os seus trabalhadores, traduzindo-se numa enorme vantagem competitiva no mercado (Araújo e Esteves, 2016). Ambientes e contextos com elevada tolerância face ao insucesso aumentam as
possibilidades de os indivíduos assumirem o risco inerente às suas ações e, em consequência, predisporem-se ao empreendedorismo (Simões e Dominguinhos, 2006). Os resultados bastante positivos recolhidos nesta competência empreendedora, refletem o à vontade que os profissionais de RPM sentem nos seus locais de trabalho em comprometerem-se com os seus objetivos, não se sentido retraídos perante a possibilidade de errar ou de reiniciar após falhar.
Terminada a apresentação e discussão de resultados em relação às 20 questões que compõem as 6 competências empreendedoras, podemos agora apresentar algumas conclusões e estatísticas gerais.
Grande parte das questões (95%, ou seja, 19 em 20 questões) verificaram uma percentagem superior a 68% de respostas afirmativas (equivalente a 52 dos 76 participantes), tendo apenas uma das 20 questões apresentado resultados inferiores a 50%. Podemos ainda realçar que os participantes responderam que as suas competências empreendedoras provinham maioritariamente das suas atividades laborais/experiência profissional (justificação mais apresentada em 13 das 20 questões e em 4 das 6 competências- oportunidade, conceptual, organizacional/administrativa e estratégica), seguido das suas características pessoais/inatas (justificação mais apresentada em 7 das 20 questões e em 1 das 6 competências- compromisso). Verifica- se também que a terceira resposta mais assinalada foi a aquisição de competências no curso de EER/RPM (em 14 das 20 questões, estando em segundo lugar como resposta mais frequente em 5 das 20 questões).
Foram encontradas relações estatisticamente significativas pelo teste do qui- quadrado em 7 das 20 questões empreendedoras, tendo sido a variável “carga horária semanal” a variável que mais se relacionou com estas, estando presente em 5 das 7 questões; os participantes que trabalham mais de 20 horas semanais foram os que mais se evidenciaram nestas relações.
Em suma, a competência relacionamento foi a que, em média, mais reuniu uma maior percentagem de respostas afirmativas, seguido da competência compromisso, organizacional/administrativa, conceptual, estratégica, e, por último, da competência oportunidade. No estudo de Piçarra (2014), a competência relacionamento igualmente a que apresentou resultados mais positivos. No entanto, no estudo desta autora a segunda competência com resultados mais positivos foi a oportunidade, enquanto que no nosso estudo essa competência foi a que apresentou resultados mais baixos, exacerbando as
diferenças da competência empreendedora oportunidade entre os técnicos de RPM e os profissionais de RPM com cargos de chefia.
Quando questionados acerca da participação “em alguma formação, fora do seu curso de RPM, relacionada com Empreendedorismo?”, 15 participantes responderam que sim e 61 participantes responderam que não. Estas formações externas vão desde mestrados e pós-graduações, a formações do IEFP e de instituições de ensino superior, a workshops.
Nos tópicos seguintes apresentam-se as relações estatisticamente significativas encontradas através do teste de independência Qui-quadrado entre as variáveis dicotómicas anteriormente descritas no ponto 6 e as diversas formas de aquisição das Competências Empreendedoras apresentadas no questionário em estudo.