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Leibniz - Les petites perceptions

Dans le document Cours de philosophie Séries technologiques (Page 78-83)

9. La conscience

9.5 La vie psychique se limite-t-elle à la conscience ?

9.5.1 Leibniz - Les petites perceptions

Esta reflexão foca-se essencialmente na lecionação de uma aula29 em que os

conteúdos programáticos trabalhados foram os ângulos alternos internos e alternos externos. Esta foi considerada como a aula menos bem-sucedida deste estágio. Considero que se deve sempre tentar melhorar o que pode ser melhorado e refletir sobre a razão por que algo não correu tão bem como poderia ter corrido. A análise das condicionantes e das estratégias é muito importante nas atividades que não obtiveram o resultado esperado. Logo à partida havia a noção que esta aula seria de um alto nível de tensão emocional pois era primeira aula supervisionada de Matemática no 2.º Ciclo do Ensino Básico. Além de se saber que a supervisora era muito conhecedora de todos os conteúdos programáticos e bastantes exigente em termos de planificações e de desempenho, existia também a condicionante de ter sido comunicado pelo professor cooperante que queria terminar todos os conteúdos pendentes até ao fim dessa semana de estágio. Esta exigência levou a uma situação bastante complicada em termos da capacidade de fazer alterações à planificação existente. Os conteúdos que teriam de ser abordados estavam em atraso da semana anterior e a planificação teve de contar com este constrangimento. No dia anterior já tinha sido lecionada uma aula com os mesmos objetivos de aprendizagem e tarefas numa outra turma, acrescida dos ângulos correspondentes. Dessa aula foi feito um balanço muito positivo, incluindo alguns elogios da parte do professor cooperante, o que levou a uma confiança acrescida sobre conhecimentos e estratégias para a aula aqui destacada. Na primeira aula sobre estes conteúdos notou-se serem necessários alguns pequenos ajustes á apresentação dos ângulos alternos internos e alternos externos em PowerPoint e procedeu-se à sua alteração. Infelizmente essas alterações não foram verificadas e no momento da apresentação percebemos que não podíamos continuar com o PowerPoint, o que provocou uma grande ansiedade pois teve de se parar a exibição e começar a explicar todos os conceitos no quadro. Além disso, ao tentar emendar umas retas que tinham sido feitas sem régua, conseguiu-se fazer ainda pior pois foram colocadas as retas feitas com a régua por cima das outras que estavam todas tortas, com um péssimo resultado. A resolução tomada foi apagar tudo e começar de novo, sentindo deste modo cada vez mais a pressão do tempo. A partir daí não

39 foi possível ter a serenidade necessária para ter uma aula tranquila e o mais produtiva possível. Houve também um momento em que não foi clarificado imediatamente que dois ângulos formados por duas semirretas contidas na mesma reta e com o mesmo sentido, e duas semirretas contidas no mesmo semiplano não se designam concorrentes, mas sim correspondentes. Com este lapso receamos que alguns dos alunos tenham ficado com a ideia errada pois, apesar de ter sido utilizado o nome correto a partir daí, eles já tinham basicamente gravado na sua memória que o nome era concorrente

Este incidente mostrou claramente que deve haver uma preparação que não permita a ocorrência deste tipo de erros e que se deve saber conseguir manter a tranquilidade necessária para analisar todas as ações e tomar decisões adequadas. O facto é que numa aula pode tudo correr muito bem e, na aula a seguir, com a mesma planificação e os mesmos conteúdos, pode ocorrer um incidente como este que pode causar tensão à docente e confusão aos alunos.

A parte inicial da aula correu bem com a correção dos trabalhos de casa a decorrer normalmente com a colaboração dos alunos. Foi aqui que surgiu a designação errada, mas, para além disso, não houve nada a assinalar de negativo. Os alunos demonstraram através das suas propostas de resolução feitas no quadro que conseguiram interiorizar os conteúdos trabalhados na aula anterior e que na sua grande maioria tinham feito os trabalhos de casa que lhes tinham sido propostos. Na segunda parte da aula em que foi exibida a apresentação em PowerPoint foi utilizado o vocabulário adequado e uma linguagem matematicamente correta para referir conceitos e procedimentos, sendo por isso a intervenção de todos os intervenientes mais eficaz, mesmo estando sob um alto nível de tensão e a tentar resolver da melhor maneira possível o lapso que existia na elaboração da apresentação. Houve uma aceleração da atividade com o intuito de conseguir completar a planificação, pois havia a noção que não se devia deixar partes da planificação para o dia seguinte pois poderia dar origem a que os conteúdos não fossem abordados com os alunos até ao final da semana e sabendo que o professor cooperante tinha especificado que queria todos os conteúdos terminados. Após o término da aula foi dito pela professora supervisora e pelo professor cooperante que a aula não tinha corrido bem pois não tinha sido possível consolidar os conhecimentos adquiridos pelos alunos e que, em vez de poupar tempo, a aula seguinte teria de ser utilizada para fazer esta consolidação. Estes conselhos levaram a que na aula seguinte os conteúdos programáticos fossem abordados de uma forma muito mais tranquila e que a produtividade dos alunos fosse nitidamente mais elevada. Durante o curso da aula foi feita uma apresentação duma aplicação do Geogebra à turma referente a ângulos alternos internos

40 e alternos externos. Esta poderia ter sido melhor aproveitada para consolidar a aprendizagem dos alunos, mas não foi feita esta abordagem mais extensamente porque houve o receio de não haver tempo para o que ainda faltava da planificação. Uma boa opção teria sido deixar os alunos irem ao quadro identificar os ângulos alternos internos e alternos externos que conseguissem identificar na aplicação. Após uma reflexão e uma conversa com os professores verificou-se que teria sido mais proveitoso para os alunos esses minutos a mais com esta apresentação do que terminar o que estava determinado na planificação que deve ser apenas um guia e não algo que não pode ser alterado. Ao longo de toda a atividade foram prestados os esclarecimentos necessários e todas as dúvidas que foram surgindo da parte dos alunos acerca de algum conteúdo que não estavam a perceber obtiveram resposta. Foi promovido o envolvimento de todos os alunos nas diferentes partes da aula, selecionando diferentes alunos para a resolução dos exercícios no quadro30 e grande parte do grupo foi

questionado, tendo em atenção aqueles que mais necessitavam31 de se envolver na

resolução das questões colocadas e dos conteúdos expostos. A planificação destas aulas foi bastante extensa e envolveu muita preparação prévia, mas obteve resultados satisfatórios, apesar de todas as condicionantes especialmente em termos de tensão emocional. Foi bom ver que podemos ter muita experiência numa sala de aula, mas como seres humanos estamos sempre vulneráveis a situações adversas. O mais importante é termos a coragem para enfrentar as adversidades e conseguir ter um resultado melhor na próxima tentativa.

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