Chapitre 3 : Analyse de la tâche
3.1 La méthode CTA (Cognitive Task Analysis)
Segundo as OCEPE (2016), “o reconhecimento da capacidade da criança para construir o seu desenvolvimento e aprendizagem supõe encará-la como sujeito e agente do processo educativo, o que significa partir das suas experiências e valorizar os seus saberes e competências únicas, de modo a que possa desenvolver todas as suas potencialidades” (pág.9).
Neste sentido, de modo a responder às necessidades e interesses do grupo, planeei e realizei várias atividades, direcionadas num primeiro momento ao contexto de creche e num segundo momento ao contexto de jardim-de-infância. De seguida irei descrever algumas dessas atividades, realizadas nas duas valências, ao longo do PI.
Atividades realizadas em contexto de Creche Circuito Sensorial
Diálogo em grande grupo, explorando o sentido do tato, relembrando para que serve o nosso corpo, as nossas mãos e os nossos pés.
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Conto da história da coleção Desabrochar “O tacto”, sendo que nestes momentos as crianças podem tirar dúvidas ou colocar questões referentes à narrativa. No momento de partilha de ideias e troca de questões, registei comentários como:
L: "o que é áspero?”. B: “que pica”.
D: “o dinossauro é áspero”.
Após esclarecer todas as dúvidas ao grupo, seguiu-se a exploração dos materiais, primeiramente exploraram através das mãos, uma caixa que continha algodão e esfregão e uma caixa com esponja. Nestes momentos as crianças mostravam diferentes reações, grande parte apresentava desagrado ao explorar o esfregão e conforto ao explorar o algodão e a esponja.
Juntamente com as expressões faciais, obtive os seguintes comentários: J: “o esfregão pica”.
M: “é frio como a água”. L: “o algodão é fofinho”.
Algumas crianças tinham dificuldade em explicar o que sentiam através do sentido do tato, e nesses casos eu dava-lhes exemplos de sensações, de modo a ajudar as mesmas a exprimirem o que sentiam relativamente aos objetos apresentados, como por exemplo, frio, quente, duro, mole, etc.
Depois da exploração dos materiais através das mãos, passaram ao circuito sensorial colocado no chão, um tapete composto por vários materiais. As crianças tiraram os sapatos e as meias e puderam explorar livremente, sendo que lhes pedi para me explicarem o que sentiam. Obtive vários comentários, como:
H: “faz cócegas” (rindo-se de seguida). D: “o papel é frio”.
B: “as bolinhas são fofas” (referindo-se ao plástico com bolhas). M: “dói isto” (referindo-se ao saco de rede).
(N.C. - 10-05-2018)
Figura 5 - Circuito de texturas Figura 4 - Exploração de caixa
27 Vamos relembrar os cinco sentidos
Conversa com o grupo acerca dos cinco sentidos, sendo que esta foi a última atividade realizada em contexto de creche. O objetivo era relembrar cada um dos sentidos, falando das atividades anteriormente realizadas.
Para dar início a esta atividade, utilizei a roda dos cinco sentidos, apresentada no início do Projeto de Intervenção, sendo que tinha também uma caixa com várias imagens relacionadas com os sentidos.
Cada criança tinha a oportunidade de tirar uma imagem da caixa e tentar fazer correspondência com um dos sentidos trabalhados, sendo que tinha de indicar na roleta qual o sentido usado na exploração da imagem que tinha escolhido.
Neste momento foi possível perceber se o grupo já era capaz de distinguir e reconhecer cada um dos sentidos, através da associação de imagens à roleta.
Para finalizar esta atividade e a exploração do tema em contexto de Creche, as crianças ficaram dispersas pela sala, foram colocadas duas das canções trabalhadas durante a implementação do PI, e eu fui dando a orientação dos movimentos que deveriam ser realizados nos diferentes tempos.
Nesta última atividade consegui que o grupo se sentisse muito mais confiante nos movimentos realizados durante as canções, uma vez que já não eram estranhos para nenhuma das crianças e todos se divertiram imenso a praticar exercício enquanto cantavam.
Acompanhando a dança e as canções obtive comentários como: D: “gosto de dançar”.
M: “podemos mexer as pernas assim” (faz movimento de tesoura). B: “assim é mais difícil”.
(N.C. - 14-06-2018)
28 Atividades realizadas em contexto de Jardim-de-Infância O Corpo humano e os sentidos
Para dar início a esta atividade, o grupo teria de escolher um colega para servir de molde no desenho da figura humana, decidiram que o “D” era o indicado (um dos meninos maiores da sala), para contornar no papel cenário, obtendo os seguintes comentários:
B: “é melhor desenhar o Duarte, porque ele é grande”. L: “assim dá para desenhar maior”.
B: “as orelhas e as mãos”. D:” todas as coisas”.
O grupo, assim que começou o contorno do corpo do colega, começou por reparar que faltava ainda desenhar as partes do corpo humano, relativas aos cinco sentidos, os olhos, as orelhas, a boca e o nariz. Assim, pediram-me que desenhasse as partes em falta, para que o “amigo novo” passasse a ser um “menino” com todas as partes do corpo humano.
Terminado o desenho, o grupo passou a colorir, por pequenos grupos, a forma do corpo humano. Assim que acabaram, uma criança fez o seguinte comentário:
D: “como se chama o nosso novo amigo?”. (N.C. – 19-11-2019)
Deixei então, que o grupo escolhesse um nome para o novo amigo, sendo que não poderia ser qualquer um já existente na sala, assim acabaram por concordar que se chamaria Miguel.
Constatei que o facto de darem um nome ao desenho, fez com que considerassem este, um novo “coleguinha” da sala, assim decidi recortar e colocar numa base de cartão grosso, permitindo que o “Miguel” nos acompanhasse durante todo o projeto, estando presente na sala e no dia-a-dia destas crianças. Considero que foi uma boa ideia para este projeto, pois assim as crianças tiveram noção das partes que constituem a parte exterior do corpo humano.
Terminado este primeiro momento, foi dada uma folha A4 a cada criança, com o contorno do corpo humano, tal como fizeram com o corpo do colega, para que as crianças desenhassem agora, as partes em falta do corpo humano. O grupo mostrou bastante facilidade em descobrir as partes que faltavam no desenho.
Para finalizar a atividade, foi apresentada uma música sobre o corpo humano, com diferentes movimentos, que acabou por ser mais um sucesso para estas crianças.
29 Que cheirinho é este?
Para dar início a esta atividade, comecei por contar a história da coleção da Disney, sobre o sentido do olfato. As crianças foram se mostrando bastante atentas e participativas durante o conto, respondendo sempre a questões que as próprias personagens deste livro vão fazendo durante a sua aventura.
Assim que acabei de contar a história, de modo a perceber se o grupo entendeu o que ouviu e viu através das imagens, decidi fazer algumas perguntas relativas ao desenrolar da mesma, tais como, “Com que sentido os amigos sentiram o aroma dos Queques?”, obtendo as seguintes respostas:
I: “com o nariz”. L: “o olfato”.
B: “ao cheirar o cheirinho dos queques”.
Através destas questões e das respostas correspondentes, consegui perceber não só, que o grupo esteve atento ao desenrolar da história, como também, que começavam já a interiorizar os nomes dos cinco sentidos.
Seguidamente, foram realizados Scones, este momento da atividade foi um sucesso, as crianças mostraram-se muito entusiasmadas ao saber que iriam fazer os seus próprios docinhos. Fizeram ainda comentários, que demonstram que não têm por hábito, fazer este tipo de atividades no seu dia-a-dia, tais como:
B:” em casa é a mãe que faz bolos”. L.M.: “adoro doces, mas não sei fazer”. D: “eu sei que o bolo tem ovos”.
Figura 7 - Pintura do molde do corpo humano
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Depois da partilha de experiências e apresentação dos ingredientes a usar na receita, comecei por misturar os ingredientes e formar a massa, para que depois cada criança pudesse fazer o seu scone (bolinha de Natal), sendo que foi na altura da época festiva.
Fomos trabalhando a questão do olfato, sentindo o cheiro de cada ingrediente usado, foi constatado que nenhum deles parecia ter um cheiro muito forte, mas expliquei que depois de saírem do forno iriamos sentir o aroma dos nossos Scones, o que deixou o grupo ainda mais entusiasmado com o resultado.
Assim que cada criança explorou a massa dos Scones e fez o seu docinho, colocamos todos num tabuleiro que foi levado ao forno da instituição. Mais tarde, como sobremesa, no fim do almoço, cada criança comeu o seu scone, sendo que antes teve de explicar se agora o aroma já era mais nítido e se realmente o olfato é importante para sentir o cheiro dos alimentos. Neste momento surgiram comentários como:
D: “que cheirinho a bolo”.
B: “os nossos bolinhos cheiram bem”. G: “cheira a farinha e ovos”.
O facto de poderem colocar ainda como topping, doce ou manteiga, fez com que tirassem conclusões devido ao cheiro de cada um destes, exemplo:
L: “o doce, cheira a morango”.
B: “não gosto de morango, mas gosto do cheiro da manteiga”. (N.C. – 12-12-2018)
Esta intervenção, veio a comprovar que realmente o facto de dar novas experiências e oportunidades ao grupo, pode fazer com que as suas aprendizagens sejam mais facilmente adquiridas.
31 O tato e a natureza
Conto dinâmico e criativo da história referente ao sentido do tato. Após o conto é proporcionado ao grupo um momento de partilha de opinião e de saberes, sendo que coloquei algumas perguntas relativas à história, tais como, “onde se encontra o sentido do tato?”. Conquistando as seguintes respostas pro parte do grupo:
D: “nas mãos”. B: “no corpo todo”. B: “porque temos a pele”.
De seguida, questionei acerca da narrativa escutada, “O leão de peluche do Donald era duro ou macio?”, ao que as crianças responderam:
J: “era fofinho”.
D: “o pelo dele é macio”.
Assim que percecionei que o grupo entendeu a função do sentido do tato, propus uma ida ao exterior, ao parque da instituição. O grupo iria recolher os elementos da natureza que quisesse e achasse pertinentes. Na realização da planificação desta intervenção, tinha pensado em recolher os mesmos elementos e de seguida explorar na sala, mas como o tempo meteorológico estava muito agradável, acabamos por fazer todas as explorações na parte exterior.
O grupo mostrou muita curiosidade em agarrar diferentes elementos e em tentar explicar e descobrir o que sentia através do sentido do tato. Com a minha ajuda, cada criança explicou aos restantes colegas o que era percecionado através do sentido explorado.
De realçar, que durante a exploração no exterior, algumas crianças faziam comentários relativos aos sentidos já trabalhados, como por exemplo:
B: “vês “I”, conseguimos ver e ouvir os passarinhos na árvore”. I: “os passarinhos e os carros”.
G: “não vês os carros porque tem muros”. I: “olha, brum brum (imita o som do carro)”. (N.C. – 15-01-2019)
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