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L’immunohistochimie

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III. Analyses de l’expression des protéines

4. L’immunohistochimie

A metodologia de recolha de dados para os focus groups sendo “planeada e estruturada é também uma estratégia flexível de encorajamento da interação entre os participantes para discutirem acerca dos tópicos chave” (Vaughn, Schumm & Sinagub, 1996, p.15).Trata-se, pois, de uma metodologia claramente compatível com os pressupostos básicos da investigação qualitativa (Brotherson, 1994 cit. por Vaughn, et. al., 1996) e congruente com o paradigma de investigação pós-positivista que perfilhamos no presente projeto científico. O método de focus groups, de facto é concordante com os princípios pós positivistas baseados na convicção de que a realidade é passível de múltiplas visões e que a interação entre o investigador e os participantes é um facto indeclinável. Em suma, a conversação interativa que os focus groups proporcionam é um meio privilegiado para aprofundar e compreender perceções, crenças, atitudes e

72 experiências a partir de uma variedade de pontos de vista (Vaughn, et al., 1996) num contexto metodologicamente legitimado.

Segundo Krueger (1998) a entrevista de focus groups consiste “numa experiência social em que são colocadas questões para conversação, por forma a criar e manter um ambiente informal” (p.3). Do mesmo modo, Vaughn, Schumm e Sinagub (1996) observam que a entrevista de focus group tem como alvo principal a criação de uma conversação solta e centrada no aprofundamento de determinados tópicos. O método de

focus group configura, assim, um enquadramento apropriado para a exploração de ideias,

perceções e experiências dos participantes num clima dinâmico e profícuo proporcionando ao investigador uma espécie de imersão empírica nos temas da investigação e um alargamento do perímetro dos seus pontos de partida para a investigação.

Independentemente da forma como os autores definem o focus group subsistem elementos comuns caracterizadores (Byers & Wilcox, 1991; Krueger, 1998; Vaughn, et al., 1996) nomeadamente: 1) a criação e manutenção de um clima informal; 2) a formação de cada grupo é constituída por um número reduzido de membros, sensivelmente, entre 4 a 12 pessoas; 3) o treino e a preparação do moderador são cruciais ao sucesso do focus

group; 4) o objetivo principal é suscitar perceções, opiniões e ideias sobre os temas

propostos para conversação; 5) os resultados do focus group não visam proporcionar informação quantitativa sobre uma extensa faixa da população, contudo permitem predizer resultados, na medida em que se atinja a saturação teórica (Vaughn, et al., 1996). A estratégia de focus-group apresenta-se, também, vantajosa ao permitir a verificação de presunções a priori e de preconceitos e crenças decorrentes de possíveis vivências e

73 interpretações prévias particulares e profissionais do investigador (Byers & Wilcox,1991; Vaughn, et. al., 1996).

O planeamento dos focus groups envolve um conjunto de passos que observámos aquando da sua conceção, desenvolvimento e concretização. Tendo por base as etapas de desenvolvimento e a preparação de entrevistas de focus groups referidos por Vaughn, et al., (1996), desenvolvemos as etapas representadas na figura 2, as quais, pautaram a evolução e a concretização deste estudo 1.

Figura 2. Etapas de conceção e desenvolvimento dos focus groups.

A estratégia de amostragem com base em focus group obedeceu, em primeiro lugar ao critério dos “bons informantes” o que se justifica, não só por este ser o tipo de amostragem que melhor se coaduna com os objetivos eminentemente exploratórios desta investigação, mas também, pelo facto de a Mediação Familiar ser um tema relativamente recente que se encontra longe de estar exaustivamente estudado. Assim, considerámos crucial recolher os dados a partir de duas fontes diferentes por forma a captar distintos olhares sobre a realidade em estudo. Esta decisão teve a vantagem de nos permitir

FASE 1

Clarificar os objetivos Definir os objetivos Refinar a informação que se pretende captar Selecionar os participantes FASE 2 Preparação do moderador Determinar o número de focus groups Elaborar o guião do focus group FASE 3 Preparar o ambiente do focus group Conduzir o focus group Analisar os dados do focus group

74 questionar e enriquecer as nossas ideias e objetivos iniciais e de contribuir para aumentar o suporte de conhecimentos que serviram de base à construção da entrevista semiestruturada administrada aos participantes do estudo 2.

Neste sentido, a recolha dos dados para os focus groups foi intencional tendo obedecido a três critérios principais: 1) a expertise dos participantes; 2) os participantes pertencerem a instituições públicas diferentes; 3) os participantes desenvolverem a sua atividade no âmbito da regulação/alteração/incumprimento das responsabilidades parentais.

Relativamente ao primeiro critério optámos por constituir uma amostra homogénea no que se refere à experiência dos participantes: mediadores familiares pertencentes ao SMF e, de entre estes, mediadores familiares que desenvolvem a sua atividade na zona geográfica da grande Lisboa. Entendemos que a obtenção de dados a partir de peritos representava, neste projeto concreto, uma vantagem para captar informação relevante relativamente aos assuntos e objetivos visados pelo estudo. Assim circunscrevemos a amostra aos mediadores familiares que integram os serviços de Mediação Familiar pública na região geográfica da grande Lisboa em função da considerável experiência que foram desenvolvendo, desde 1999, data da instituição da Mediação Familiar na região de Lisboa, diferentemente do que sucedeu nas restantes regiões do país em que a Mediação Familiar onde só foi implementada a partir de 2007, como já referimos anteriormente, no capítulo 1. No entanto, importa notar que nesta decisão também foram levadas em conta as contingências e dificuldades inerentes à organização dos focus groups com mediadores familiares não residentes na zona geográfica de Lisboa, nomeadamente a dispersão geográfica quanto à localização dos mediadores no país e as dificuldades da sua deslocação. Por sua vez, os participantes que

75 compõem a amostra de técnicos do ISS, IP foram selecionados, em colaboração com os serviços centrais do ISS, I.P. tendo em atenção a respetiva experiência e disponibilidade.

No que concerne ao segundo critério referido, considerou-se pertinente gerar uma certa heterogeneidade mediante a inclusão de perspetivas de colaboradores pertencentes a instituições diversas, enquadrados em ambientes sociojurídicos distintos e com vínculos laborais diferenciados. Os mediadores familiares são profissionais liberais que operam na dependência do Ministério da Justiça enquanto os técnicos do ISS IP são funcionários públicos do Ministério da Segurança Social. Desta forma, optámos por constituir uma amostra mais heterogénea (Vaughn, et al., 1996), de modo a gerar uma mais ampla diversidade de perceções, perspetivas e opiniões de acordo com a natureza exploratória do estudo 1.

No que se refere ao terceiro critério considerou-se que a composição da amostra deveria integrar peritos cuja atividade se relacionasse com a temática das responsabilidades parentais na sequência de SD, embora em contextos processuais diferentes e com distintas ligações ao tribunal: os mediadores familiares atuam em contexto extrajudicial e de forma independente, conduzindo o processo de decisão parental com o objetivo de ajudar os pais a estabelecer os respetivos acordos sobre responsabilidades parentais com vista a posterior homologação judicial; por sua vez, os assessores do ISS IP têm a incumbência de, mediante solicitação judicial, realizar entrevistas aos pais com vista a elucidar o juiz sobre os aspetos que este julgue pertinentes e necessários à fundamentação das respetivas decisões judiciais. Em suma, quer os mediadores familiares, quer os assessores do ISS IP atuam junto dos pais ao nível do conflito parental e em situações de rutura do casal, mas em contextos diferentes.

76 O sucesso das entrevistas de focus groups depende em larga medida da preparação da equipa constituída pelo moderador e pelo assistente. Este além de se mostrar “sensitivo e responsivo” (Vaughn, et. al., 1996, p. 91) em relação aos participantes no focus group deve, também, conhecer convenientemente o tema e ser capaz de criar um clima informal e gerador de confiança para que os participantes se sintam confortáveis para expressar as suas opiniões e sentimentos sendo, assim, indispensável que o moderador seja empático e hábil na promoção de uma escuta de qualidade direcionada para a compreensão das perspetivas dos participantes e isenta de expressões valorativas (Krueger, 1998); O moderador conduz o focus group coadjuvado pelo assistente devendo ambos formar uma equipa em que cada um desempenha um papel específico e complementar. É conveniente que o moderador não tome muitas notas para não se dispersar da administração da conversação enquanto o assistente deve ajudar a gerir questões pontuais (e.g. atrasos dos participantes, interrupções, gestão do tempo, uso do gravador), ao mesmo tempo que toma notas abrangentes sobre o desenrolar da entrevista podendo, preferencialmente, no final da discussão colocar alguma questão que considere pertinente.

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