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l’évaluation de l’efficacité

Dans le document les faits (Page 124-129)

A avaliação externa do energiza.te® decorreu durante a etapa de conceção das suas atividades e assumiu um carácter qualitativo. Por um lado, promoveu-se a avaliação do enquadramento conceptual e de algumas das atividades do energiza.te®, em eventos de formação, através de inquéritos e discussões em grupo. Por outro, solicitou-se uma revisão por peritos do documento integrador “energiza.te – projeto de um courseware didático” (Apêndice A).

O primeiro evento de formação no qual foram avaliadas atividades do courseware

energiza.te®, foi o colóquio “Investigação e Prática: interações e debates”, que decorreu nos dias 15

e 16 de Fevereiro de 2008 no, então, Departamento de Didática e Tecnologia Educativa da UA (atual Departamento de Educação). Neste colóquio, essencialmente dirigido a professores do Ensino Básico e Secundário, dinamizaram-se duas sessões de aproximadamente 1h e 45min de uma oficina de formação, nas quais participaram, respetivamente, 35 e 22 professores do 3ºCEB e Ensino Secundário, maioritariamente de áreas curriculares de Ciências. De notar que a participação nestas oficinas de formação dependeu de uma ordem de inscrição no secretariado do colóquio, pelo que não houve qualquer intervenção da investigadora na seleção dos professores que participaram na oficina de formação. Cada sessão da oficina foi iniciada com uma apresentação global do projeto e das linhas didáticas orientadoras do courseware energiza.te®, passando-se, em seguida, à descrição da sequência das atividades previstas para o nível “Energia em casa” do courseware e finalizando-se com a explicação das tarefas a serem solicitadas na sessão em curso. As tarefas solicitadas consistiram em (i) análise do esquema de conteúdos CTS produzido para orientar o enquadramento conceptual e as atividades a desenvolver numa perspetiva CTS, (ii) realização da atividade “Como chega a energia a casa do Pedro?” a adaptar para uma das atividades do software, (iii) realização das tarefas propostas no guião da atividade “Energia em movimento… no Jardim de

Ciência” analisando o seu conteúdo e, por fim, (iv) preenchimento de um questionário de avaliação

destes recursos-materiais ao longo do desenvolvimento das tarefas pedidas na sessão de formação. A descrição mais detalhada da dinâmica da oficina, bem como os recursos-materiais então apresentados aos seus participantes, podem ser consultados no Anexo 1. Cabe aqui, apenas, sintetizar algumas das alterações introduzidas no decurso da reflexão realizada sobre apreciações dos participantes desta oficina de formação aos recursos-materiais que analisaram, designadamente no questionário de avaliação. Por exemplo, o esquema de conteúdos CTS, que veio a ser incluído no enquadramento conceptual, foi alterado e simplificado pela inclusão de ideias

mais curtas e concisas. Procurou-se explicitar melhor as ligações entre ideias dos três domínios Ciência, Tecnologia e Sociedade. Além disso, vários professores sugeriram que o enquadramento conceptual tivesse um texto de apoio a acompanhar este esquema, o que foi concretizado tal como descrito na secção 3.2.4. Devido a várias dificuldades e limitações assinaladas pelos participantes (ver Anexo 1), a atividade “Como chega a energia a casa do Pedro?” foi eliminada. Em alternativa, foram concebidas novas atividades que abordam a variedade de recursos energéticos a que o ser humano recorre e os seus percursos desde as fontes primárias (reservas de petróleo, sol, vento) às fontes secundárias (eletricidade) e aos aparelhos, de forma mais ajustada às linhas didáticas orientadoras e às recomendações dos participantes nesta oficina de formação. Também decorrente desta oficina de formação e, especificamente, da avaliação das duas atividades promovidas (“Como chega a energia a casa do Pedro?” e “Energia em movimento… no Jardim de Ciência”), desenvolveu-se um cuidado acrescido pela inclusão, quer no software, quer nos registos para os alunos, de imagens mais explícitas e percetíveis, que ajudassem, inclusive, na compreensão de determinados termos (por ex., turbina, central hidroelétrica).

Um segundo evento no qual foram avaliadas atividades do courseware energiza.te®, foi o “Fórum GPS – Educação e Formação”, que decorreu no dia 9 de Setembro de 2008, no Colégio Rainha D. Leonor, em Caldas da Rainha. Neste fórum, dinamizaram-se duas sessões de 90 minutos de uma oficina de formação sobre recursos didáticos para abordar os recursos energéticos em contexto CTS com alunos do 1.ºCEB. Contudo, detetou-se, já na oficina de formação, que a maioria dos participantes era professor do 3ºCEB e Ensino Secundário, maioritariamente de áreas curriculares de Ciências. Estas duas sessões foram iniciadas com a apresentação do projeto de investigação passando-se, em seguida, a solicitar aos participantes que analisassem, em grupo, as propostas em papel das atividades “O que é a energia?”, “Onde é que o Pedro utiliza a energia?” e “Como chega a energia a casa do Pedro?”. No final da sessão, promoveu-se um debate sobre aspetos positivos e a melhorar destas atividades e solicitou-se o preenchimento de um questionário de avaliação das atividades. Os detalhes do desenvolvimento da sessão, inclusive recursos- materiais utilizados, podem ser consultados no Anexo 2. Da análise de comentários e/ou sugestões dos participantes, quer no debate, quer no questionário, procedeu-se a algumas alterações dos conteúdos a abordar no courseware energiza.te®, nomeadamente, no que diz respeito ao enfoque sobre as medidas de eficiência energética no consumo em detrimento, por exemplo, das tecnologias que recorrem a fontes renováveis de energia. Como consequência destas sessões de formação, optou-se por clarificar alguns termos que eram utilizados nos recursos-materiais e foram

assinalados pelos participantes. Também se passou a ter em conta, na conceção de algumas atividades, uma particularidade do contexto socioeconómico nacional para a qual uma participante chamou a atenção que é o facto de, em Portugal, ainda haver muitas famílias que não têm acesso ao gás natural e cujas crianças apenas conhecem as tradicionais botijas de gás butano.

Após a finalização do documento integrador “energiza.te – projeto de um courseware didático” (Apêndice A), foi solicitada a sua avaliação por um painel de peritos que incluiu (i) uma investigadora em Didática das Ciências, (ii) um investigador em Física e em Educação em Ciências, (iii) dois investigadores em Tecnologia Educativa, (iv) uma professora do 1.ºCEB e mestre em Educação em Ciências, e (v) uma professora do 2.ºCEB e mestre em Educação em Ciências. A primeira abordagem para esta solicitação foi realizada por correio eletrónico enviado aos peritos. Posteriormente, combinou-se uma reunião individual para esclarecer os objetivos do projeto, entregar um exemplar em papel do documento a avaliar, explicar o que era pretendido com a avaliação e solicitar a assinatura de um acordo de confidencialidade requisitado pela UA, pelo facto de o documento estar protegido como propriedade intelectual e marca registada. Para auxiliar a análise solicitada aos peritos, foi desenvolvido um questionário orientador de avaliação, que pode ser consultado no Apêndice K. Realça-se que foi explicado aos peritos que este questionário de avaliação não era vinculativo das alterações ao courseware, mas apenas um modo de orientar a avaliação para as linhas didáticas que fundamentaram as atividades do courseware. Deste modo, alguns peritos optaram por não responder ao questionário e outros optaram por pronunciar-se, apenas, sobre alguns parâmetros deste questionário. A maioria dos peritos concentrou-se mais numa avaliação através de apontamentos ao longo de todo o documento ou de algumas das suas partes. Todos os exemplares do projeto foram entregues aos peritos entre 24 de Março e 1 de Abril de 2009 e devolvidos, com as suas avaliações, entre 9 de Junho e 4 de Outubro de 2009. No decurso das avaliações dos peritos, elaborou-se um relatório por cada peritagem. Posteriormente, construiu-se um quadro-síntese das avaliações constantes nestes 6 relatórios para encontrar aspetos em comum a ajustar no documento do projeto do energiza.te®, quadro que pode ser consultado no Anexo 6. Cabe aqui, apenas, referir alguns exemplos de alterações que foram produzidas como resultado desta avaliação, tais como (i) substituição do subtítulo do projeto “consumo e recursos energéticos” por “recursos e eficiência energética”, (ii) substituição de alguns termos-chave por outros mais adequados conceptual e didaticamente (por ex., recursos energéticos, fontes renováveis de energia, fontes não-renováveis de energia, radiação solar, equipamentos), (iii) adaptação com simplificações do gráfico e questões da atividade “Que

aparelhos utilizam mais eletricidade em casa?” e (iv) introdução de várias alterações à atividade “Semáforo de energia” para a tornar mais interativa e apelativa na componente software. Foram realizadas diversas alterações às atividades apesar de nenhuma ter resultado numa alteração profunda da sequência de atividades em cada um dos níveis de exploração “Energia em Casa” e “Energia na Escola”.

Para finalizar, parece pertinente realizar-se uma pequena reflexão acerca das diversas apreciações do painel de peritos. Pese embora o elevado número de professores e investigadores aos quais se solicitou esta peritagem, o que poderia resultar na desvantagem de se encontrarem avaliações contraditórias, o que realmente se verificou foi que as várias apreciações realizadas acabaram por ser complementares e/ou incidir em diferentes aspetos do documento, consoante a formação e experiência académicas e profissionais de cada um dos peritos. Como tal, considera-se que o balanço global desta avaliação foi muito satisfatório e profícuo na melhoria da qualidade final do courseware.

Dans le document les faits (Page 124-129)