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L’ÉTABLISSEMENT ET L’ORGANISME URBAIN COMME INDIVIDUALISATION

II. 3.1.3.5. Le parcours de restructuration

II.3.2. L’ÉTABLISSEMENT ET L’ORGANISME URBAIN COMME INDIVIDUALISATION

A pesquisa busca entender a evasão no curso-piloto a partir de um enfoque sobre a gestão do curso. Dessa forma, o universo da pesquisa é formado pelos coordenadores de curso e suas equipes. Mas, como um dos objetivos é a construção de um instrumento para viabilizar o survey com os alunos evadidos, considerar-se-á o universo de alunos matriculados no curso em seu primeiro módulo (agosto de 2006) para efeito do processo de validação do questionário.

Como unidade amostral do questionário, os coordenadores de curso cadastrados no ATUAB – 25 inicialmente – porém, com apenas 22 universidades ativas no sistema, a população é de 22 coordenadores. E para a validação do instrumento, apenas os alunos que ingressaram no curso de administração a distância da UAB e não estão mais acompanhando o curso, ou seja, os evadidos. Cabe ressaltar que o curso-piloto tem dois grupos de alunos: os funcionários do Banco do Brasil e a Demanda Social, alunos da comunidade como um todo. De acordo com a 1ª Pesquisa Nacional sobre a Gestão do curso-piloto (MATIAS-PEREIRA et al., 2006), o curso teve início com 10.445 matriculados. Considerando a média de 43% de evasão, a população que se pretende estudar com o survey é de 4491 alunos, aproximadamente.

Lembrando que o levantamento deverá ser feito com alunos evadidos ou em situação de evasão, de acordo com o conceito adotado no estudo, evasão é entendida como a desistência definitiva do curso e situação de evasão como o afastamento temporário. O critério principal é ter cursado pelo menos o primeiro período, ou seja, aqueles que se matricularam mas não iniciaram o curso não deverão participar. Saber à qual universidade o aluno está vinculado é importante, pois há diferença significativa no índice de evasão do curso

entre as universidades, assim, a amostra deve ser representativa do número de alunos por IES (proporcionalmente). O índice de evasão de cada universidade serve de balizador para a verificação da amostra.

Entretanto, a amostra para os coordenadores deve ser composta por pelo menos uma universidade de cada região do país, e atender a 30% da população. Dessa forma, pretende-se um mínimo de retorno de 7 IES, e considerando que a região norte foi atendida pela Universidade de Brasília dentro do projeto, então esta universidade representa duas regiões.

4.2.1 Participantes da pesquisa

A pesquisa tem dois grupos de participantes: alunos e gestores IES. Os alunos são os evadidos e, nesse momento da pesquisa, será feita apenas a aplicação „teste‟ do instrumento construído com um número limitado de participantes. As IES são as instituições de ensino superior, as universidades, que participam do curso-piloto, considerando apenas as “ativas” no site da UAB, pois são elas que participam do Fórum de Coordenadores do Curso- Piloto. Assim, cada IES é representada na pesquisa por um coordenador.

Os alunos participantes foram abordados por email. Esse contato foi fornecido pelo próprio coordenador do curso. Os alunos foram selecionados de acordo com a definição da amostra para compor um grupo-teste e ajudar na avaliação dos itens (análise semântica).

O contato com os coordenadores do curso-piloto foi disponibilizado pela própria UAB, em um arquivo consolidado; são vinte e duas pessoas cadastradas, cada uma responsável por uma universidade. Assim, todos os coordenadores de curso foram convidados a participar da pesquisa via email, recebendo o questionário e uma carta de apresentação e instruções, bem como o contato para esclarecimento de dúvidas.

4.2.2 Dados da amostra

A amostra será representativa, tendo em vista a confiabilidade e validade da pesquisa. Para Babbie (1999), a validade da medição está relacionada ao grau em que o dado empírico reflete a realidade, e pode ser aparente, preditiva ou relacionada a critérios de conteúdo ou de construção do instrumento de coleta; e a confiabilidade, por sua vez, diz respeito à relevância e consistência dos dados coletados.

Essa amostra será não probabilística por quotas. É não probabilística porque não se conhece a probabilidade real de os elementos serem selecionados (a pesquisa foi enviada a todos), e por quotas ao depender da intervenção do pesquisador para obter uma representação mais fiel da população estudada (pelo menos um representante de cada região), determinando as variáveis que delimitam o grupo e a proporção que esse deve representar do todo pesquisado (LAVILLE; DIONNE, 1999).

Para determinação do tamanho da amostra em uma pesquisa qualitativa, Vieira e Zouain (2004) destacam que para serem conhecidas percepções e opiniões, a amostra representativa nem sempre é a estatisticamente significativa e obedece a cálculos tradicionais, mas necessita de sustentação teórica que a fundamente. Fink (1995, p.34 apud FREITAS et al, 2000, p. 107) diz que o tamanho da amostra “se refere ao número de respondentes necessários para que os resultados obtidos sejam precisos e confiáveis, e que o aumento do tamanho da amostra diminui o erro. Naturalmente, essa tendência tem limites.” De forma complementar, Freitas et al. (2000) dizem que o tamanho da amostra deve considerar: nível de confiança (usualmente 95%); erro permitido (entre 3 e 5% para pesquisas sociais); proporção de manifestação da variável foco; e limite do universo, se finito ou infinito.

Considerando o universo finito e uma população pequena – 22 elementos – estabeleceu-se a taxa de 30% de retorno do questionário como aceitável, desde que tivesse representatividade de todas as regiões brasileiras. Assim, a taxa de retorno obtida foi de aproximadamente 37% (trinta e sete por cento), com oito universidades respondendo todas as questões propostas. E representam todas as regiões, lembrando que a região norte no projeto- -piloto ficou sob a responsabilidade da Universidade de Brasília, não tendo nenhuma outra universidade local. As instituições que participaram do questionário foram: Universidade Estadual do Maranhão; Universidade Federal de Alagoas; Universidade Federal do Espírito Santo; Universidade Federal de Juiz de Fora; Universidade Federal de Lavras; Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Universidade Federal do Rio Grande do Sul; e, Universidade de Brasília.

Para a validação do instrumento, o tamanho da amostra e os dados serão um segundo passo, uma vez que a proposta não é sua aplicação, mas sim o início da sua construção. O processo de validação não depende unicamente da amostra, mas também da sua própria consistência e aplicação. Para tanto o questionário, antes de aplicado propriamente, passará por uma avaliação-teste em um grupo determinado (características similares ao público-alvo), com o intuito de verificar seu entendimento pelo público-alvo, evitando

descartes futuros por não compreensão ou preenchimento errado. O questionário ainda deverá passar por uma avaliação teórica (PASQUALI, 1999), na qual professores (para essa pesquisa serão três) da área de conhecimento analisam as questões e suas relações com o problema de pesquisa, a fim de verificar a coerência e a capacidade de investigação do instrumento (FREITAS et al, 2000; SILVA; MENEZES, 2001).