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La liberté, pas l’anarchie !

Dans le document Summerhill : une école libre ? (Page 27-0)

3. Comment la notion de liberté est-elle conçue par Neill ?

3.3 La liberté, pas l’anarchie !

A Economia Ecológica configura a visão mais atual da economia, justamente o reconhecimento de que o sistema econômico deve incluir o meio ambiente em seu ciclo. Distintamente à economia neoclássica, a Economia Ecológica admite que o sistema econômico esteja contido no sistema constituído pelo meio ambiente, diferenciando-se por uma visão mais holística das relações entre o sistema econômico e a natureza (COSTANZA, 1994, p. 113). Dessa forma, a Economia Ecológica vem consolidando sua visão no presente.

Em um campo mais conceitual, a evolução entre as economias ambiental e ecológica apresenta a interdisciplinaridade ambiental crescente no campo dessas ciências para o fornecimento de soluções para os problemas ambientais (BEDER, 2011). A economia ecológica com essa terminologia ligada aos recursos naturais surge na década de 70 com a publicação de alguns artigos de impacto. Esses abordam os serviços ecossistêmicos, embora ainda não fossem nomeados dessa forma (COVICH, 1974). Relembra-se que foi em 1972, com a publicação de "The Limits to Growth", o Relatório Meadows do Clube de Roma que se aumentara o questionamento sobre os limites do crescimento econômico frente à sustentabilidade.

A economia ecológica traz uma abordagem econômica e ecológica. Costanza et al (1991, p. 3) apontam o caráter transdisciplinar que a economia ecológica possui: “Por transdisciplinar queremos dizer que a economia ecológica vai além de nossas conceituações normais das disciplinas científicas e tenta integrar e sintetizar muitas perspectivas disciplinares diferentes”. Essa transdisciplinaridade une concepções tradicionais às perspectivas disciplinares distintas (COSTANZA, 1994, p. 113).

Sekiguchi e Pires (1994, p. 129) descrevem economia ecológica como a mais ampla das correntes: envolve a relação da economia com a ecologia, física, química e biologia. Dessa forma essa corrente constitui um fórum pluralista com novas propostas e concepções metodológicas e epistemológicas, conciliando métodos quantitativos, mas com uma visão mais sistêmica do que a economia ambiental.

O entendimento de que os recursos naturais são finitos e que o capital natural para a economia ecológica, além de fornecer matéria e energia, é o receptor

dos resíduos causados durante os processos de transformação e/ou uso dos recursos naturais, ou do provimento dos serviços ecossistêmicos, é reafirmado por Daly (1999). Conforme Cavalcanti (2010, p. 58), o sistema ecológico está recebendo uma crescente percepção de que está cada vez mais ameaçado, sendo esse o ponto de partida que deu origem formal à economia ecológica.

A economia ecológica aduz que a economia é dependente do meio ambiente. O que ocorre na economia influencia o meio ambiente e as trocas ambientais influem na economia interdependente (COMMON; STAGL, 2008, p. 87). Nicholas Georgescu-Roegen (1977) afirma que a economia está ligada diretamente ao meio ambiente e ressalta que somente o fato de admitir que os recursos naturais são finitos não é suficiente para entender a limitação dos mesmos. O autor inclui a termodinâmica de modo que a economia e o meio ambiente possuem uma ligação direta e irrevogável.

Tal como Marshall (1924) já exprimia que "o homem não pode criar nem matéria e nem energia"11, Georgescu-Roegen (1977) apresenta que pela termodinâmica a matéria e energia degradam-se continuamente. A lei da entropia se encaixa como um índice relativo de energia que não está isoladamente disponível.

A Figura 2 integra justamente o pensamento de Georgescu-Roegen (1971), que é o alicerce teórico da economia ecológica. Na imagem é possível visualizar que o sistema econômico está contido em um sistema maior, a natureza, consumindo matéria e energia, e despejando os resíduos no sistema natural. Ou seja, pela primeira lei da termodinâmica, matéria e energia não podem ser criadas e nem destruídas. Então, nada é desperdiçado no processo reprodutivo e a economia, ao utilizar matérias-primas, às converte em matéria e energia. Pela segunda lei da termodinâmica é enunciado que a natureza possui um patamar para a conversão entre matéria e energia, o que quer dizer que há um limite para conversão da energia. Durante o processo, parte dela se torna inutilizável (THOMAS; CALLAN, 2014).

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Figura 2 – Sistema ambiental e econômico.

Fonte: Modificado de Common e Stagl (2008, p. 87).

Os economistas ecológicos apontam que o crescimento econômico deve ser um objetivo político em todas as partes. Primeiramente, considerando que em nível global o crescimento econômico não deve ser feito apenas em curto prazo, a interdependência entre economia e meio ambiente exige que a análise seja em longo prazo (COMMON; STAGL, 2008, p. 194). O argumento de não considerar como medida de desempenho econômico o Produto Interno Bruto (PIB), para a economia ecológica, é porque esse índice não inclui a interdependência da economia com o meio ambiente (2008, p. 145).

A economia ecológica admite que o limite do sistema econômico é determinado pelo ecossistema - escala sustentável do sistema. Entendida como sustentabilidade forte, a concepção é que o capital natural não pode simplesmente ser substituído pelo capital artificial, tal como defende Daly (1999). Cavalcanti (2010, p.65) apresenta que os processos econômicos implicam no uso de recursos naturais e a depreciação do capital natural não pode ser ignorado. Afirmação essa sobre o preceito da sustentabilidade forte (manutenção do estoque de capital natural).

Cavalcanti (2010, p. 63) impõe a economia ecológica lógica única, sendo aquela que internaliza os danos ambientais ao sistema econômico, simplifica como único pensamento quanto à natureza a economia neoclássica, keynesianos,

marxistas, estruturalistas e demais pensadores tradicionais que excluem como externalidade da economia a natureza. O mesmo autor apresenta que no campo da economia ambiental a natureza é representada como amenidade ao sistema econômico.

Importante notar que a economia ecológica apresenta limitações à prática de incorporar as bases política, econômica e sociocultural (SEKIGUCHI; PIRES, 1994, p. 133). Incluir à análise econômica fatores ecológicos corresponde muitas vezes a proposições intertemporais que não alinham soluções imediatas que a economia por vezes necessita (VEIGA, 2007).

Os mesmos autores apontam alguns dos desafios aos preceitos da economia ecológica (SEKIGUCHI; PIRES, 1994; VEIGA, 2007). Primeiramente, a dificuldade em novos pressupostos para subsidiar as tentativas de atribuir valor aos serviços ecossistêmicos. Levanta-se questionamentos: como impor valores quantitativos, sejam monetários e/ou energéticos, àqueles que não permitem a inclusão de bens ou serviços como os culturais, simbólicos ou de uma função ecossistêmica desempenhada (ou serviço prestado)? O outro desafio advém da economia ecológica em sobressair ao reducionismo excessivo da escola neoclássica, essa que possui conceitos e metodologias concretizadas (SEKIGUCHI; PIRES, 1994, p. 139).

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