CHAPITRE 3 : ETUDE DES DEFAUTS SUR LES TRANSFORMATEURS DE
3.1. INTRODUCTION
A eficácia é definida como a capacidade de um item atender a uma demanda de serviço de determinadas características quantitativas. Essa capacidade depende dos aspectos combinados da capabilidade e da disponibilidade do item (ABNT, 1994).
Na avaliação ou medição da eficácia de um sistema, dois fatores devem ser considerados: as características técnicas e as características de custo do sistema. Ou seja, deve-se buscar um
equilíbrio entre performance técnica e o custo. Inúmeros fatores podem ser citados para representar a eficácia de um sistema. Alguns dos mais comuns e relevantes são:
3.3.8.1 Eficácia do sistema
Relaciona à capacidade do sistema em realizar a função pretendida. Dependendo do tipo de sistema exemplos de fatores de eficácia do sistema são: os parâmetros de performance e técnicos do sistema (o quanto os requisitos de projeto são satisfeitos - velocidade, precisão, alcance, potência fornecida, peso, confiabilidade, mantenabilidade, taxa real de velocidade de operação em relação à teórica, taxa de qualidade de produção, dentre outros), disponibilidade e dependabilidade. Um exemplo de índice de eficácia para um caso particular pode ser o índice calculado pelo produto da disponibilidade, dependabilidade e um parâmetro técnico de performance (OEE).
Deve-se observar entretanto que os verdadeiros valores de muitos índices de eficácia são impossíveis de serem medidos, pois existem vários fatores que influenciam a operação e o suporte de um sistema de engenharia e que não podem, realisticamente, serem quantificados como, por exemplo, os efeitos da interação do sistema com outros sistemas, implicações políticas e certos fatores ambientais (BLANCHARD & FABRICKY, 1990).
3.3.8.2 Eficácia de custo
O custo e as facetas econômicas do projeto dos sistemas precisam estar balanceados com os parâmetros técnicos relativos para assegurar uma performance eficiente em termos de custo. Assim, os índices que representam a eficácia do custo do sistema devem ser destacados como, por exemplo, disponibilidade por custo e mantenabilidade por custo.
3.4 Comentários finais
Neste capítulo foi visto a definição de mantenabilidade e como ela se revela, através de suas medidas, num sistema de engenharia. No projeto dos sistemas, foi constatado a importância de se implementarem os atributos de mantenabilidade desde as etapas iniciais do projeto e as conseqüências no custo e desempenho operacional na fase de operação/manutenção. Por conclusão, a mantenabilidade pode aumentar significativamente a competitividade dos sistemas de engenharia.
Assim, os veículos de uma frota devem estar dotados de atributos de mantenabilidade que os proporcionem melhor capacidade de serem mantido com eficiência em termos de custo. Ao
Capítulo 3 - Mantenabilidade 67
proporcionarem custos e desempenhos operacionais melhores, respeitando sua capacidade funcional, tendem a aumentar, por conseqüência, a competitividade das empresas.
O projeto para mantenabilidade é a especialidade de projeto que se preocupa, especificamente, com a habilidade do sistema ser mantido. Contudo é muito dependente, ao mesmo tempo que carente, de dados de desempenho reais de sistemas já em operação. Em relação a veículos automotivos no Brasil, na seção 1.3, foi constatada a carência destes dados, com destaque aos sub-sistemas automotivos relacionados à segurança veicular. A escassez de dados fica mais crítica em altas quilometragens de operação dos veículos.
Assim, motivado por esta falta de dados observados na operação dos veículos e facilitado pela congruência entre as medidas de mantenabilidade e às medidas de desempenho de uma manutenção, a coleta e o armazenamento de dados na fase de operação/manutenção do ciclo de vida dos veículos, devem ser estimulados de forma a propiciar o retomo de informações ao projeto de novos modelos, propiciando um ciclo contínuo de desenvolvimento com reflexos no aumento da eficiência operacional, na redução dos custos de manutenção e principalmente no aumento da segurança veicular - notadamente em frotas relacionadas ao transporte de pessoal.
No capítulo seguinte, será apresentada a metodologia utilizada na fase de projeto de sistemas de engenharia. Essa mesma metodologia, servirá de base ao estabelecimento da metodologia para análise e estruturação de sistemas de manutenção.
4.1 Introdução
FONSECA (1996) cita PAHL & BEITZ e ULLMAN para conceituar a atividade de projeto como uma tentativa intelectual para atender certas demandas da melhor maneira possível. Para ULLMAN citado por FONSECA (1996), projeto é uma forma de solução de problemas. Nesta mesma linha, BLANCHARD & FABRICKY (1990) definem como uma idéia de executar ou realizar algo no futuro, um plano, um intento ou desígnio, um intenso exercício de formação de conhecimento que começa com a percepção de uma necessidade, de uma deficiência percebida do mundo real baseada num “querer” ou “desejo” por algum item.
O projeto é a primeira etapa do ciclo de vida dos sistemas de engenharia. Em cada uma das etapas do ciclo de vida, expectativas de pessoas ou instituições estão envolvidas, as quais devem ser identificadas e supridas, ponderando-se as possibilidades tecnológicas, econômicas e de relevância ao desempenho do sistema. Também, em cada uma destas etapas, experiências são adquiridas e, estes conhecimentos, devem ser transformados em informações que, realimentando o processo de projeto, promovam a melhoria contínua da satisfação das necessidades oriundas de cada etapa do ciclo de vida de um produto (FONSECA, 1996) (Figura 3.2).
A partir das necessidades identificadas, diferentes caminhos podem levar a uma mesma solução que satisfaça o problema de projeto. Assim o analista utiliza de seus conhecimentos para gerar e avaliar idéias e, pelo uso de uma metodologia, organiza seus conhecimentos e constrói uma estrutura de pensamento que o conduz, com objetividade, eficácia, custo e rapidez, à solução mais ajustada e competitiva para o problema (BACK & FORCELLINI, 1997).
Uma metodologia é um tratado de métodos que se segue na investigação da verdade, no estudo da ciência ou para alcançar um fim determinado; um conjunto de cadências racionais da inteligência para chegar ao conhecimento ou à demonstração de uma verdade; um conjunto harmonioso de modos de proceder (BUENO, 1962); é um procedimento sistemático com o objetivo de integração e otimização dos diferentes aspectos envolvidos no projeto, se adequando