CHAPITRE 2 : GENERALITES SUR LES DEFAUTS DIELECTRIQUES DES
2.6. Le transformateur génère du gaz : procédures méthodologiques
As principais características consideradas num projeto para mantenabilidade são: padronização, modularização, montagem funcional, intercambialidade, acessibilidade e isolamento da falha (PRADHAN, 1996).
A incorporação destas características de mantenabilidade no projeto dos sistemas reduz, em geral, o custo do ciclo de vida e gera vantagens competitivas. Contudo, é mais freqüente somente identificar os custos iniciais do ciclo de vida dos sistemas, associados com o projeto, desenvolvimento e manufatura, dado que são bem conhecidos e possuem bancos de dados históricos para previsão. Os custos de longo prazo, associados com a distribuição, operação, suporte e descarte, são freqüentemente ocultos. A Figura 3-1 ilustra a falta de visibilidade do custo total (efeito iceberg), indicado por experiências que evidenciam uma longa percentagem dos custos de longo prazo (cerca de 75%) no custo de vida total do sistema (BLANCHARD & FABRICKY, 1990; BLANCHARD et al., 1995).
A não identificação dos custos de longo prazo decorre da falta de critérios quando da análise e seleção para compra de novos equipamentos. Neste instante, os aspectos financeiros imediatos (preço, condições de pagamento e financiamento) são, na grande maioria das vezes, priorizados. Os custos de longo prazo são, até, muitas vezes ignorados ou mesmo somente considerados quando da ocorrência da primeira falha (PRADHAN, 1996). Como para compor o
preço de venda faz-se necessidade basicamente dos custos de projeto, desenvolvimento e manufatura, perde-se o interesse em trabalhar os custos posteriores. Quando muito, em alguns casos, há o acompanhamento dos sistemas durante a fase de garantia.
Figura 3-1: Efeito Iceberg - visibilidade do custo total de um produto (BLANCHARD et al., 1995) Da experiência, BLANCHARD et al. (1995) acredita que a implementação de requisitos de mantenabilidade, particularmente, com respeito a muitas indústrias já em operação, pode fornecer significativos benefícios aos seus sistemas de forma a promover uma melhor eficácia e produtividade em geral. Com vistas a saltos de evolução tecnológicos é muito necessário, em todos os momentos, a criteriosa análise dos aspectos de operação, manutenção e suporte do sistema/produto durante a etapa de utilização. Contudo, ainda cita que embora esta abordagem de projeto não seja nova, práticas passadas evidenciam uma forma mais seqüencial: projeto do sistema considerando somente as características funcionais mais importantes para então construir um protótipo e determinar como deve ser produzido e, finalmente, assistido. Essa abordagem fixa de projeto tem se mostrado tão custosa quanto a alternativa de incorporação de alterações na configuração de projeto durante o ciclo de vida do sistema, além de resultar, em muitos sistemas que não vão de encontro nem com os requisitos básicos pretendidos, nem com os requisitos de eficiência em relação ao custo em termos de operação e suporte. Adicionalmente destaca que:
S o desempenho apresentado por um sistema de engenharia é conseqüência das decisões
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manufatura, montagem, controle de qualidade, distribuição e transporte, operação/manutenção;
■S o custo total do ciclo de vida dos sistemas é muito influenciado pelas decisões tomadas nas
fases iniciais do projeto, isto é, as decisões tomadas que retratam a utilização de novas tecnologias, a seleção de componentes e materiais, a identificação do esquema de montagem, rotinas de diagnóstico, seleção de processo de manufatura e políticas de suporte e manutenção.
Portanto, o projeto e o desenvolvimento de sistemas de engenharia deve considerar os seus elementos de uma forma integrada. Deve visualizar o sistema a longo prazo, dentro das perspectivas de todas as etapas do seu ciclo de vida pois, quando a confiabilidade e a mantenabilidade não são consideradas, riscos de altos custos de manutenção e suporte são passíveis, o que gera um definitivo comprometimento da eficácia ou produtividade.
Para aqueles sistemas já em operação/manutenção, uma avaliação interativa pode ser iniciada para determinar os itens relevantes de geração de altos custos. Para tal BLANCHARD et
al. (1995) indica a utilização de uma análise de custo de ciclo de vida. Muitas vezes, em se
determinando os relacionamentos causa e efeito, encontra-se o causador dos altos custos que, geralmente, é resultado de algum componente não confiável ou um item não manutenível. Nestes casos, a incorporação de melhorias de confiabilidade e mantenabilidade no projeto pode levar ao aumento da eficácia do sistema e à redução do custo do ciclo de vida. Aqui, a utilização de ferramentas mantenabilísticas, tais como modelos de análise e de predição, podem ajudar à execução deste objetivo.
Assim, toma-se imperioso a implementação de mecanismos de informação que retomem ao projetista dados de desempenho da operação e manutenção dos equipamentos possibilitando o concatenamento de questionamentos criteriosos, contínuos, para identificação dos pontos passíveis de melhoria dos índices de confiabilidade e mantenabilidade ao longo de seu ciclo de vida que refletirão nos resultados de disponibilidade, segurança e custos operacionais -feedback do ciclo de uso(Figura 3-2)(BLANCHARD et al., 1995; DIAS, 1996; KELLY, 1989).
O projeto para mantenabilidade é uma das diversas especialidades envolvidas no desenvolvimento de um projeto que objetivam melhorar certas habilidades específicas do sistema
de engenharia como: projeto para o meio ambiente; projeto para a manufatura e montagem (DFMA); projeto para modularidade; projeto para fabricabilidade; projeto para confiabilidade dentre outros. Embora estas especialidades trabalhem distantes uma das outras, devem
aperceber-se que o projeto ideal é aquele que promove o equilíbrio apropriado entre os diversos atributos em prol da eficácia e eficiência global do produto.
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1•8 ISa 1
Figura 3-2: A interface da operação/manutenção com o ciclo de vida dos produtos (KELLY, 1989) Contudo, encontrar o melhor equilíbrio entre todos os parâmetros, é difícil, pois muitas vezes um objetivo vai de encontro a outro - enquanto algumas características proporcionam eficácia, também causam custo ou prejuízo em relação a outro objetivo. Em essência deve ser incorporado somente as características necessárias para alcançar as especificações, nem tanto, nem tão pouco. Os atributos de projeto e os elementos de suporte logístico devem estar bem equilibrados para dar o ponto ótimo de eficácia a um custo de ciclo de vida balanceado, não apenas procurando a satisfação da performance (BLANCHARD & FABRICKY, 1990).
Por outro lado, havendo interesses convergentes entre as especialidades, os atributos devem ser bem explorados. É o caso do DFMA (Design fo r Manufacturing and Assembly) em melhorar as características de montabilidade ao passo que melhora as características de mantenabilidade dos equipamentos, pois proporciona maior agilidade e facilidade às desmontagens e remontagens do sistema/produto. Segundo SOUSA (1998) um projeto de produto bem concebido sob metodologia do DFMA pode auxiliar a redução dos problemas de manutenção e melhorar a taxa de falha. Cita algumas técnicas que, facilitando a montagem, facilitam a manutenção: substituição de parafusos por snaps, montagens unidirecionais, emprego
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de autofixadores, padronização de componentes (eliminação de variedade muito grande de tipos de parafusos e roscas num mesmo produto), montagens modulares, redução de parte, projeto de partes com características de auto-localização como chanfros, “dim pled e “tab-in-slof, redução dos níveis de montagem, projeto de peças fáceis de manipular com evidência de simetrias ou assimetrias, redução de emaranhamentos de peças, peças que tenham estabilidade evitando que as submontagens possam cair ou rolar providenciando características que as permitam repousarem firmemente na orientação correta para a montagem e o projeto concebendo uma seqüência ótima de montagem.