CHAPITRE 3 : ETUDE DES DEFAUTS SUR LES TRANSFORMATEURS DE
3.10. PRESENTATION DE LA NECESSITE DE L’USAGE DE L’ANALYSEUR DE
3.10.3. Interprétation
A composição da estrutura lógica da manutenção da frota é formada por três conjuntos de informações: análise de desempenho, avaliação do projeto do veículos quanto a manutenção e modelagem da gestão de manutenção (Figura 7-6).
Estrutura Lógica
Figura 7-6: Análise da mantenabilidade - composição da estrutura lógica da manutenção da frota
1.2.1.1 Análise de desempenho
O módulo de análise de desempenho visa identificar as informações que caracterizam a eficiência e a eficácia de desempenho dos subsistemas dos veículos. Para tal, dois módulos preenhem as necessidades de informações (Figura 7-7):
S informações de desempenho passado a partir de dados observados relacionados às ações de manutenção e operação - índice de desempenho. Geralmente, são resultado da composição de informações primárias coletadas do cotidiano da empresa (tempo de reparo, valor de peças, valor de mão de obra...). Por conseqüência, determinam que informações do cotidiano devem ser coletadas, informações estas que serão fundamentais à formação de um bancos de dados de manutenção que seja eficiente e versátil.
V informações de expectativa de desempenho futuro a partir de dados observados ou estimados de falha, de tempos e de custo das ações de manutenção dos equipamentos. Geralmente a estimativa é realizada através de modelos matemáticos probabilísticos.
Capítulo 7 - Projeto Preliminar 133
Figura 7-7: Análise da mantenabilidade - “Estrutura lógica / análise de desempenho” (adaptado de BLANCHARD et aL, 1995)
Os índices de desempenho configuram-se através de quatro fatores de análise: fatores confiabfltstícos: índices relacionados com a durabilidade, confiabilidade e comportamento das falhas dos subsistemas (ver seção 3.3.1); fatores de disponibilidade: índices representativos da disponibilidade: Ai, A» e Ao (ver seção 3.3.3); fatores mantenabilísticos: índices representativos da eficácia e freqüência das ações de manutenção. Os fatores de mantenabilidade podem ser divididos em: medidas de freqüência de manutenção (ver seção 3.3.2.2); medidas de tempo das ações de manutenção (ver seção 3.3.2.1); medidas de utilização e eficiência de mão de obra: medem a carga de utilização da mão de obra utilizada na manutenção (ver seção 3.3.2.4) e a eficácia e a taxa de utilização da mão de obra. Na Tabela 7-1 estão exposto dois índices que medem desempenho de mão de obra aplicáveis a frotas; medidas de custo de manutenção: medem os custos envolvidos na manutenção, como custo por reparo, custo de mão-de-obra, energia e gasto em suporte logístico, custo com ferramentas, testes, obras na estrutura predial da manutenção, investimentos em recursos humanos e custo total de manutenção por mês (ver seção 3.3.2.3). A Tabela 7-2 apresenta alguns fatores mantenabilísticos com seus modelos de apropriações numéricas aplicados a frotas; fatores de eficácia: retratam a performance do veículo em realizar as funções pretendidas. Estes índices medem o grau de integração da manutenção com os propósitos produtivos da empresa, já que relacionam-se aspectos técnicos a econômicos que afetam diretamente a mantenabilidade inerente aos veículos e ao gerenciamento da manutenção (ver seção 3.3.8). Alguns fatores de eficácia aplicados a frotas são: disponibilidade operacional por custo de manutenção total (Ao x $); confiabilidade por custo de
manutenção total (R x $); idade média dos veículos por custo de manutenção (incluindo os custos indiretos como a não produção, indenizações e outros); número de funcionários de manutenção por número de veículos; custo de mão de obra por veiculo; quebras em operação por tempo de operação; quebra em operação por soma das quilometragens dos veículos; quebra em operação por número de veículos; número de serviços não programados por quilometragem total da frota; serviços de manutenção por quilometragem; e fatores e controles específicos: alguns componentes e ramos de atividade possuem características tão particulares e importantes que devem ser consideradas através da análise e acompanhamento de índices e controles específicos. Em manutenção de frota tem-se como exemplo: consumo de óleo lubrificante por motores, consumos de óleo diesel, controle específico de pneus, controle de componentes que podem “flutuar” de um veículo para outro (caixas de marcha, motores, caixas de direção...), índice de substituições e atrasos na programação da operação devido a manutenção por veículo.
Tabela 7-1: índices de desempenho de mão de obra
1 2 0 5 8 o o £ NU (Nível de utilização) 2 HorasTrabalhadas x 100 HorasTotaisDispontveis
Retrata o mvel de utilização das horas que os funcionários estão disponíveis em relação ao que efetivamente foi utilizado.
P (Produtivi
dade)
Y ( M ctj } y ( M pt i ) i _ l Mctpgdrao ^ Mptpadrao
A partir de um cadastro de tempos padrões de manutenções corretivas (MCTpadrao) e preventivas (Mptp«kso)> faz* se o comparativo em relação aos tempos médios alcançados pelo funcionário.
n ’ n
Tabela 7-2: Alguns exemplos de fatores mantenabilístkos com seus modelos de apropriação numérica
MTBM
Í.TEM , 1=1
n
TEM, = quilometragem entre tarefes de manutenção, n = número de tarefas FATORES (V NTE NA BlU ST lCO S MTBR ÉTER, i=l n
TERf = quilometragem entre substituição de itens
Mct i=l
n
Mctj= tempo de duração de cada corretiva.
M pt i=1
n
M pt! = tempo de duração de cada preventiva (incluindo
as operações de preditiva).
Capítulo 7 - Projeto Preliminar 135
A estimativa de desempenho é composta de: previsões de confiabilidade: deve levar em consideração os relacionamentos funcionais (série ou paralelo) ilustrados através da aplicação dos Sagramos de bloco de confiabilidade (ver seção 3.3.1); previsões de disponibilidade: como exemplo, a partir de ponderações ou expectativas de tempos médios entre manutenção - MTBM - e dos tempos dos equipamentos parados sob manutenção -MDT - pode-se obter a expectativa de disponibilidade operacional dos veículos; previsões de mantenabilidade: embasadas nas expectativas de tempo de execução de serviços nos componentes, como por exemplo estimativas de tempo com manutenções corretivas, estimativas de tempo com manutenção preventivas, estimativa de tempo de equipamento indisponível, sob manutenção, num determinado período. A Tabela 7-3 apresenta alguns exemplos de previsões mantenabilísticas aplicadas a frotas com seus modelos de apropriação numérica.
Tabela 7-3: Alguns exemplos de previsões mantenabilísticas aplicada a frotas com so is modelos de apropriação numérica 1
1
s
X /i£
o M cr ( n ______^TMcÍ,
XÀi V >=i J KmMcti=tempo de execução médio estimado de ação corretiva originada por cada modo de falha do componente;
Ài = taxa de falha estimada em relação a cada modo
de falha do componente.
M Pt V <=i
\
Km
Jptt => freqüência de cada preventiva aplicada ao componente
Mptt=>tempo estimado para execução de preventivas.
MDT Met+M pt
+
TAA+
TAL —---1.2.1.2 Avaliação do projeto do veículo quanto a manutenção
O segundo módulo da estrutura lógica objetiva descrever as características de projeto dos veículos, não mensuráveis, relacionadas à manutenção, que influenciam o desempenho da manutenção, posicionando o analista de manutenção frente às dificuldades impostas pelo projeto dos veículos.
Tal descrição deve ser apresentadas na forma de sugestões a reprojeto, já que direciona ao projetista observações de aspectos a serem melhorados nos projetos futuros.
Os fatores a serem avaliados são (Figura 7-8): fatores ambientais: agressividade ao meio ambiente como regulamentações de emissão de poluentes (gases, líquidos, sólidos); acessibilidade: descreve dificuldades de acesso e visualização para inspeções e reparos;
intercam bialidade: existência da possibilidade de melhora no tempo médio de troca do componente; fatores hum anos: fatores relacionados à facilidade em manipular os componentes como peso, risco de acidente, estresse no manuseio causado pela dificuldade de instalação, excesso de precisão, má visibilidade e insalubridade; reconhecimento e isolamento da falha: facilidade de identificação da falha com minimização de dúvidas ou erros de interpretação dos
sintomas; fatores legais: como os subsistemas relacionam-se a restrições legais.
Figura 7-8: Análise da mantenabilidade - “Estrutura lógica / avaliação do projeto do veículo quanto a manutenção” (adaptado de BLANCHARD et aL, 1995)
7.2.1.3 Modelagem da gestão de manutenção
O último módulo da estrutura lógica é a modelagem da gestão de manutenção cujo objetivo é formar o plano de ações frente aos sub-sistemas dos veículos, ou seja, definir quais tarefas e freqüências serão aplicadas na manutenção dos subsistemas, juntamente com os procedimentos de execução (Figura 7-9).
Capítulo 7 - Projeto Preliminar 137
Para elaboração dos planos e procedimentos de manutenção, duas abordagens podem ser utilizadas: a TPM (seção 2.3.2) e a MCC (seção 2.3.1). Como exposto na introdução, embora estas sistemáticas de gestão de manutenção tenham sido desenvolvidas e aplicadas independentemente, correntes mais atuais pregam a utilização em conjunto objetivando agregar o que há de melhor em cada uma.
A terceira opção ilustrada na Figura 7-9, a MCR (manutenção centrada no reparo) diz respeito a manutenção tradicional, na qual a gestão de manutenção não se arca de qualquer procedimento sistemático que norteie as decisões sobre o plano e procedimentos de execução das tarefas. As decisões são tomadas independentemente sobre cada tarefe, podendo até mesmo serem organizadas informalmente.