SOMMAIRE
3. Les interventions des acteurs du capital-investissement sont encadrées en amont et en aval par quatre acteurs
Para alcançar sucesso na carreira algumas qualidades e características são necessárias para o
árbitro. Para Simon (2004, p.33):
Um bom árbitro tem que reunir algumas qualidades. Futebol é paixão, é disputa. Dentro e fora do campo. As circunstâncias, no gramado limitado pelas quatro linhas, são imprevisíveis, e quem está no controle precisa saber, a cada momento, o que deve fazer sem vacilar. São cinco, segundo penso, os traços que basicamente, comporão o perfil do bom árbitro:
Autoridade Personalidade Inteligência Tranquilidade Organização
Este autor considera estas cinco características como básicas para o perfil de um
bom árbitro. Corroborando com o autor, mas sustentada pelos meus estudos e na experiência
de pertencer à arbitragem, embora de outra modalidade esportiva, acredito poder aqui
considerar muitas outras características importantes para a formação de um bom árbitro.
Segundo Gallego (2011)
61, quatro palavras mágicas acompanham o sucesso na carreira:
Trabalho, Esforços, Sacrifícios e Sorte.
A preparação de um árbitro divide-se em quatro partes que embora distintas estão
interligadas: Preparação técnica, preparação física, preparação humana e preparação
psicológica.
A preparação técnica está relacionada a todo o conhecimento das regras e da
lógica do jogo. Estudar regras, vídeos de jogos, assistir jogos de outros árbitros, participar em
cursos e palestras e ter conhecimento técnico e tático do jogo de futebol, isto inclui sistemas
defensivos e ofensivos.
A preparação física deve fazer parte da rotina de um árbitro. Avaliações físicas
são constantes e um árbitro bem preparado fisicamente terá condições de decidir as ações do
jogo de maneira tranquila, rápida e segura.
A preparação humana diz respeito a sua formação educacional e acesso a
informação e cultura. Deve estudar idiomas porque estará interagindo com pessoas de todo o
mundo.
A preparação psicológica talvez a parte mais difícil de todas as outras
mencionadas porque requer algumas características aprendidas e incorporadas desde a nossa
infância. São elas: personalidade, independência, imparcialidade e honestidade, educação,
superação, autoestima, cooperação, concentração e atenção, senso de humor, autoconfiança,
regularidade, segurança, saber trabalhar sob pressão e ter humildade.
No regulamento de árbitros da FPF constam as avaliações periódicas as quais são
submetidos todos os árbitros. Segundo o regulamento da arbitragem da FPF:
Dos Direitos e dos Deveres Art. 20 – São direitos dos árbitros:
IV – Ser promovido de acordo com as Normas de Classificação dos Árbitros; V – Ser indicado para o Quadro Nacional de Árbitros em conformidade com as diretrizes emanadas pela Comissão Nacional de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol;
VIII – Requerer cópia do Relatório Técnico de Avaliação dos jogos em que tenha atuado;
X – Requerer, da Comissão de Arbitragem, as cópias dos testes escritos e físicos, após a divulgação dos resultados.
A relação anual dos árbitros é realizada com bases nos resultados das avaliações
escritas e físicas no início da temporada e avaliações dos jogos da temporada anterior. As
exigências da FPF estão relacionadas ao que indicamos como fundamental para a preparação
dos árbitros. Quando perguntados sobre o apoio que as instituições (FPF e CBF)
disponibilizam para toda esta preparação, assim responderam os nossos entrevistados:
Olha só, hoje de uns 3, 4 anos pra cá, melhorou muito, essa relação da entidade se preocupar com árbitro, com o ser humano. Se preocupar com a parte psicológica, a parte física, mas eu ainda acho que tá muito, muito aquém do que podia ser, acho que ainda tá bem atrasado, poderia fazer muito mais coisa pra reverter pro árbitro. Porque é muita, é muita responsabilidade, é muita, é uma carga muito pesada que o árbitro leva né. Ficar mexendo com milhões em dinheiro, que milhões de pessoas com paixão. Então eu acho que ele deveria ter uma coisa maior aí, em relação à parte psicológica é, na parte física, mas acho que a gente ta caminhando pra mudar isso. Hoje no quadro da CBF, a Confederação Brasileira de Futebol, nós temos uma psicóloga que nos acompanha que a gente faz consultas mensais, passa relatório pra ela de como a gente tá, como tá nosso treinamento, como tá nossa vida pessoal, no geral. Na Federação Paulista também tem, não é um acompanhamento tão especifico e os treinamentos físicos são feitos periodicamente na Federação Paulista, onde tem um convênio próximo ali na Barra Funda, que a gente faz um treinamento técnico de físico. Mas eu ainda acho que podia ter um investimento maior, porque eu acho que é muita responsabilidade que o árbitro carrega pra não ter tanto investimento no árbitro né. É tanta cobrança, tanta dificuldade, eles cobram tanto do árbitro, mas eu acho que não tem tanto retorno, não tem tanto investimento como deveria ter (ENTREVISTADO 1).
É a Federação Paulista, por exemplo, ela tem um aspecto técnico assim, Campeonato Paulista, tem uma pré temporada né, ficamos uma semana concentrados, e foca muito mais a parte técnica né, temos o acompanhamento físico, de todas as instituições, mas é um acompanhamento assim, pequeno durante o ano, é, mas tem o acompanhamento psicológico, é, tem o Gustavo Corte que é daqui da Federação Paulista psicólogo e a Doutora Marta Magalhães que é da CBF. É um trabalho que já tem um contato maior assim, durante o ano todo, é, eu tenho meus investimentos pessoais. Tenho nutricionista, tenho um preparador físico que me acompanha o ano todo é, espaço que eu utilizo assim, em termos de academia também é pago pela minha conta, aqui em [...] eu consigo ter um espaço assim que eu consiga treinar que tem uma pista de atletismo, um campo, mas e cursos assim durante o ano todo a CBF proporciona, a FIFA, tipo em termos de uma reciclagem né. Mas acho que o maior investimento parte do árbitro em si assim. No dia a dia eu tenho mais contatos com meus investimentos do que das instituições (ENTREVISTADO 2).
Hoje eu posso falar mais especificamente da Federação na qual eu sou vinculado que é a Federação Paulista, lá quando eu fiz o curso lá, numa fase bem anterior 98, 99, nós tínhamos um curso de alguns meses e nós tínhamos baseados, muito focados nas regras de jogo, tivemos pouca situação de assistir um jogo, na época não tinha um trabalho assim era uma parte muito mais teórica e os estádios era considerados juvenis, que você ia para os jogos, e ali nos jogos você tinha aquela correção em relação ao seu posicionamento, essa parte bem campo de jogo. Aí nesse estagio dos árbitros que tinham mais facilidade, que já trabalhava com amador já acabava levando um pouco mais de vantagem e ali o árbitro ia subindo de categoria, sub20, terceira divisão, segunda divisão, até chegar na primeira divisão. Hoje, a federação paulista tem curso de duração de dois anos que ela trabalha com varias matérias, varias habilidades. Ela trabalha com varias matérias, dentre elas a federação tem um profissional, um psicólogo para acompanhar os alunos que realiza o curso, acompanha nos jogos, acompanha nas pré-temporadas, acompanha nos
treinamentos, então hoje é um trabalho integrado com a preparação física, a preparação técnica e mais a presença do psicólogo nos treinamentos e essa além e nós por morarmos no estado de São Paulo, grande como moramos, moramos cada um em uma região do estado e, a cada dois, três meses nós temos um trabalho conjunto de aprimoramento em São Paulo que eles vão levando 30, 40 árbitros por trabalho, as vezes por semana, com acompanhamento desses profissionais. Mas no caso do treinamento físico, essa equipe técnica, uma empresa contratada pela federação nos passa através de email, todo treinamento que a gente tem que fazer durante a semana, cada um na sua cidade, cada um no seu tempo, intercalando com sua rotina, intercalando com seu dia a dia. E na CBF hoje também tem toda essa estrutura de psicólogo que nos acompanha essa parte de pratica, física e a parte técnica, também com pré temporada, e aprimoramento dentre outros atividades. No caso da FIFA é, como acaba sendo menos jogos, é uma carga menor de partidas, mas todas essa estrutura de todos os países, todas essas confederações são utilizados pra aprimoramento do arbitro da FIFA e só tem mais essa estrutura mais quando são os jogos internacionais, competições internacionais, aí tem todo esse aparato, equipe técnica, terapeutas, psicólogos, médicos, nutricionistas, entre outros. Mas são competições mundiais (ENTREVISTADO 3).
Os árbitros reconhecem que nos últimos anos são sensíveis as melhoras na
formação do árbitro e no seu aprimoramento, porém consideram os investimentos pequenos se
comparados as possibilidades das instituições. Valorizam poderem contar com uma
preparação psicológica durante toda a temporada. A preparação física favorece os árbitros
residentes na cidade de São Paulo onde existe uma parceria com uma empresa contratada pela
FPF, os árbitros residentes em outras cidades recebem orientação para os treinamentos por
email. O treinamento técnico é realizado em pré-temporadas. O entrevistado 02 afirma que
investe financeiramente mais que as instituições para a sua preparação. Embora haja avanços
pensamos serem os investimentos muito aquém da necessidade se considerarmos as
exigências da profissão. Entendemos que toda a preparação se resume a uma consultoria para
treinamentos, o árbitro fica responsável por cumprir planilhas de orientação. Investir e
assessorar árbitros em todo o estado é uma tarefa difícil, mas acreditamos que ampliar as
oportunidades e possibilidades para estudos e treinamentos não seria árduo para os cofres das
federações. O trabalho deve ser contínuo.
A trajetória de um árbitro pode ser resumida em: curso de formação na Escola de
Árbitros da Federação Paulista de Futebol, início do trabalho em categorias de base e
feminino, frequentes avaliações e mudanças de categoria até pertencer ao quadro de árbitros
da FIFA.
As avaliações práticas não podem ser tratadas como mero detalhe de todo o
processo de avaliação. Para ser um bom árbitro é necessário transferir os conhecimentos para
o campo de jogo. Dirigir partidas e mediar conflitos. Os avaliadores são ex-árbitros que hoje
trabalham na formação. Avaliados a cada jogo os árbitros recebem uma pontuação que é
registrada em seu prontuário. Porém apitar jogos e ter possibilidades de desafios implica em
ser escalado e ser sorteado. O que dizem os árbitros a respeito das escalas e dos sorteios:
O sorteio de escala é um tema bem, bem delicado que as nossas entidades de classe vêm lutando bastante pra tentar tirar isso do estatuto do torcedor porque tá no estatuto do torcedor. Então tem que ser respeitado, mas é uma coisa que ninguém concorda, acho que nem os dirigentes da arbitragem, da federação, da CBF concorda porque fica difícil até pra eles também pra fazer essa escala, esse sorteio. Eu também acho que eles preferiam que não tivesse, mas como a gente tem que seguir a constituição que tá lá na, no estatuto do torcedor, que tem sorteio, então respeita o sorteio. Mas eu acho que prejudica um pouco a carreira do árbitro porque como um Campeonato Paulista um árbitro internacional, apitou 4 jogos porque ele não era sorteado, sendo que se fosse por escala, com certeza ele teria um número maior de jogos porque um jogo importante, sabia que ele era a pessoa certa pra apitar aquele jogo, podia ter apitado aquele jogo seria muito mais fácil pra comissão de arbitragem escalar ele e até pra comissão de arbitragem fica difícil. Porque às vezes tem um jogo que precisa daquele árbitro, só que você tem que colocar no globo quatro árbitros, e às vezes cai um que você queria que não caísse, mas tem que tá lá no globo, então o sorteio eu acho que não ajuda em nada a arbitragem, nem estadual, nem Brasileira. E as escalas seguem esse critério, então na verdade tipo assim, o árbitro é escalado se ele for sorteado (ENTREVISTADO 1).
Eu acho que é péssimo pra todos, não é bom pra ninguém assim, é bom pro Estatuto do Torcedor que foi quem criou isso, mas é ruim pro árbitro, porque as vezes tem um determinado jogo que até a comissão quer escalar o determinado árbitro, mas não consegue porque tem que fazer o sorteio é... É ruim pras equipes, que às vezes um árbitro que seria ideal pra determinada partida de clima hostil, ou assim, coloca um árbitro inexperiente que ta lá prejudicando ainda mais o espetáculo, e é muito ruim assim, a gente espera que nessa MP meio 71 aí também ta embutido pra acabar com o sorteio né[sic] (ENTREVISTADO 2).
Sim, quando criou o Estatuto do Torcedor foi uma das exigências das pessoas que fizeram a lei de que houvesse sorteio porque eles achavam que as comissões não eram bem claras, as escalas de árbitros, porque esse jogo não o outro árbitro, então uma das coisas que eles fizeram foi instituído nosso país o sorteio de arbitragem, pra se te ruma ideia eu acho que na America do Sul, acho que só dois países, Brasil e Uruguai tem sorteio, os outros países todos são escalas, porque o sorteio teve mais pratica pras pessoas, pras pessoas que imaginavam que teria problemas na arbitragem pode ser que tenha sido uma forma de, de... Mas pra você lançar um árbitro jovem não é fácil você colocar ele num sorteio, como é feito em São Paulo. Em São Paulo você coloca 20, o numero depende, 20, 30 chegamos a ter sorteios com 35 árbitros para 10 jogos. Pode ser que você tenha um jogo clássico que não seja um jogo que determinado árbitro no momento, por um árbitro em inicio de carreira, você que fica no meio de arbitragem sabe disso, que se faz as vezes em anos, e você acaba perdendo um árbitro em uma partida, então um problema da arbitragem que querem estreiar novos árbitros é a questão do sorteio, pra nós que estamos diretamente com isso. Se você faz um sorteio não direcionado, não dirigido, hoje na CBF a gente tem um exemplo que cada jogo, cerca de 2, 3 árbitro por sorteio, então você pode direcionar também por determinados jogos na primeira divisão de árbitros, com 20 árbitros por sorteio corre-se o risco do arbitro não estar preparado para determinada partida que ele ta sendo indicado, muita das vezes ele é muito jovem, e as vezes ele ta envolvido no meio desses árbitros especiais, mas as vezes pode não ser um jogo determinado pra ele, pode ser um jogo de televisão, ele não esteje tão preparado pra aquele jogo, então eu, [...] tenho minha opinião de que esse sorteio de todos os árbitros acaba sendo prejudicial pra lançamento de novos árbitros, essa é a opinião própria pra mim (ENTREVISTADO 3).
O sorteio é contestado por todos os entrevistados. As reclamações baseia-se que
um árbitro pode ficar rodadas sem trabalhar enquanto outros são sorteados muitas vezes, o
que acaba interferindo nas avaliações e mudanças de categoria. Defendem que a escolha de
um árbitro para um determinado jogo deva ser por nível técnico e pelo perfil do árbitro como
ser mais punitivo, mais tranquilo, enfim que estilo se adapta melhor as exigências da partida.
Segundo o Estatuto do Torcedor, capítulo VIII, Art. 32,“ É direito do torcedor que os árbitros
de cada partida sejam escolhidos mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados”.
Embora a FPF e a CBF tenham estabelecido um ranking de árbitros
fundamentado em avaliações periódicas existem critérios subjetivos que fazem parte destas
avaliações. Segundo nossos entrevistados:
Então na CBF alguns árbitros, que eu não sei qual é, qual tipo de que forma é feito a escolha, ao contrário, eles passam a ser aspirantes. Árbitro aspirante a FIFA, árbitro central aspirante a FIFA, que deve ser também pelo desempenho nos jogos, no teste físico, na prova teórica, que a gente também tem prova teórica. Teste físico na CBF, e os jogos, também os jogos, creio eu que seja pelo desempenho, os melhores são indicados a ser aspirante (ENTREVISTADO 1).
A federação paulista ela indica dos quadros, do quadro estadual, ela indica os árbitros pro quadro nacional, aí a CBF pega os árbitros do quadro nacional que indica pra CONMEBOL e FIFA (ENTREVISTADO 2).
Sim, hoje a federação paulista colocou os árbitros especiais que eles acabam não abrindo mão das pessoas que são ranqueados, existe sim uma numeração nesse ranking especiais. Existe sim, não, nós temos o conhecimento. Temos o conhecimento dessa posição do ranking (ENTREVISTADO 3).
Entendendo todo o processo da FPF, ao finalizar o curso de formação de árbitros,
o recém-formado passará por cinco categorias até ser indicado ao quadro de árbitros da CBF,
pertencendo ao quadro da CBF será indicado a árbitro aspirante e em seguida árbitro FIFA. O
que não parece ser transparente, mesmo para os árbitros são as indicações, uma vez que
pertencendo a um seleto grupo de aspirantes, quem será o próximo indicado ao quadro da
FIFA?
Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo” o árbitro Guilherme Ceretta de
Lima, pertencente ao quadro da CBF há dez anos, justifica a sua decisão de desistir de
pertencer ao quadro de aspirantes à FIFA. Segundo Ceretta
62A falta de critério fez com que eu resolvesse que aquilo não era mais para mim. Existe uma política que faz com que precise mais que capacidade para ganhar espaço e as pessoas que comandam a arbitragem hoje não são preparadas. Eles não
62 Entrevista fornecida aos jornalistas Almir Leite e Daniel Batista do jornal “O Estado de S.Paulo, São Paulo. 25
foram grandes árbitros e não tem conhecimento para estarem lá. [...] Abrimos demais o leque da arbitragem. Na necessidade de fazer política com todos presidentes de federações, temos árbitros no Brasileiro que apitam jogos de Estaduais com pouca expressão e quando chegam em jogos grandes, se assustam. Vejo árbitros no Paulistão, que não estão na CBF, melhores do que alguns que estão. Eu e um outro árbitro erramos na mesma rodada. Ele voltou duas rodadas depois e eu ficava dez fora. Esses dois pesos e duas medidas incomodam.
Segundo Boschilia (2008), “Politicagem, ‘apadrinhamento’, troca de favores e um
estreito relacionamento com dirigentes acabam sendo considerados, pelos próprios árbitros,
como fatores importantes na escolha para testes e escalas [...].” As “palavras mágicas” para o
sucesso, como afirmou Gallego (2011), trabalho, esforços, sacrifícios e sorte parecem não
depender apenas da dedicação e comprometimento do árbitro.
As escalas, sorteios e ranking nos direcionam para outro tema importante, a
profissionalização. Nossos entrevistados possuem curso superior e trabalham em outra
atividade concomitante, porém como respondem as seguintes perguntas: A arbitragem
equivale a que porcentagem do seu tempo de trabalho? E a arbitragem equivale a que
porcentagem da sua renda salarial?
Olha eu posso te falar que a arbitragem equivale a 90% do meu tempo de trabalho. Porque eu me dedico exclusivamente na arbitragem. Eu treino por causa da arbitragem, eu trabalho com isso, mesmo quando eu não estou atuando no campo do jogo, eu estou fazendo palestra, dando curso de árbitro, então na verdade a arbitragem é minha principal atividade hoje, a minha única atividade hoje, eu vivo pra arbitragem e da arbitragem. [...] 100% (ENTREVISTADO 1)
Ahhhh, eu acho que 90%.
Financeiros? Eu acho que 60% (ENTREVISTADO 2). Uns 60%, 70% meio que corresponde a arbitragem aí. 75% ( ENTREVISTADO 3)
Com tantas exigências para exercer a função de árbitro como treinamentos e
disponibilidade para viagens estaduais, nacionais e internacionais nos parece compreensivo
que somente alcançarão um nível de excelência na arbitragem os candidatos que se dedicarem
integralmente a função. A escolha por trabalhos autônomos ou com flexibilidades de horários
facilitam o cumprimento de escalas e convocações, o que pensam da profissionalização?
É uma coisa que todo mundo espera né, que é um sonho nosso você poder se dedicar. Hoje eu me dedico assim integralmente a isso, mas é, eu sei que se eu cometo um equivoco muito grande a gente praticamente fica fora de escala assim, reflete totalmente no meu rendimento mensal assim né, quantos mais jogos eu faço, mais eu ganho, porque eu ganho por jogo. E se profissionalizar, pelo menos nós temos o fixo né[sic], o fixo, aí você consegue se dedicar mais, consegue prevenir
lesões. Por exemplo, semana passada eu tive uma lesão fiquei dois meses parado (ENTREVISTADO 2).
Nós acreditamos, eu acredito, eu ainda sempre colocava né, tenho essa esperança de ver o árbitro profissional assim como outras aéreas do futebol, que hoje a gente pode dizer que um dos poucos que não é profissional no futebol que envolve milhões,