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Influence des propri´ et´ es des poudres sur le frittage

Etude bibliographique : frittage conventionnel et micro-ondes

I. Le frittage en phase solide

5. Influence des propri´ et´ es des poudres sur le frittage

5.1. Conclusões

O término de um trabalho de investigação exige que, para além da apresentação das principais conclusões, se analise e reflita sobre todo o processo investigativo, apresentando as suas limitações, assim como as recomendações para uma possível melhoria do trabalho desenvolvido de forma a potenciar novos estudos.

De acordo como o que já foi referido na revisão da literatura, envelhecer deve ser uma experiência de crescimento, especialmente em sabedoria e em conhecimentos acumulados, em qualquer cultura. O envelhecimento está relacionado com a velhice e ao modo como envelhecemos. É visto como um processo complexo, dinâmico e ocorre ao longo de toda a vida, sendo inerente a qualquer ser humano.

Envelhecer e ser idoso em Portugal é ainda um privilégio para alguns. Embora os esforços e as melhorias verificadas nos últimos anos, a realidade que sobressai quando se fala da velhice são as lacunas sociais desta franja da sociedade, que se refletem nos estereótipos associados. Neste sentido, Nunes (2009), refere que “uma das formas de combater este estigma em relação à pessoa idosa e à velhice passa pela aproximação das gerações. Neste contexto, a Intergeracionalidade assume-se como uma abordagem válida na mudança das conceções negativas acerca da pessoa idosa” (p. 133). Deste modo, as atividades intergeracionais com mais novos e mais velhos é um dos caminhos a percorrer para a valorização da pessoa idosa, e consequentemente para o desenvolvimento das sociedades.

É neste sentido que surge a questão base deste estudo: Será que uma intervenção socioeducativa assente na aplicação de atividades intergeracionais pode ser considerada uma estratégia com contributos para a Qualidade de Vida na velhice?

Este estudo exploratório aponta para alguns resultados: ao avaliarmos a qualidade de vida das pessoas idosas, constatámos que os participantes da nossa amostra estão na sua generalidade satisfeitos com a sua vida, apresentando resultados positivos e de melhoria após a participação em atividades intergeracionais. Estes resultados permitiram verificar todas as hipóteses apontadas e foram de encontro aos objetivos definidos. Neste sentido,

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após os resultados deste estudo podemos comprovar e concluir que uma intervenção socioeducativa, através do desenvolvimento de atividade intergeracionais, assente nos pressupostos da Educação Não Formal, contribui para uma melhoria da QV da pessoa idosa.

Ainda podemos reforçar esta conclusão com a avaliação bastante positiva das sessões, feita através da observação direta, onde as pessoas idosas que participaram nas atividades com crianças, no decorrer das atividades e no final estavam bastante satisfeitos, conscientes da transmissão de conhecimentos aos mais novos. Com o decorrer das atividades foi de notar, por parte das pessoas idosas, um aumentos do entusiasmo no decorrer das atividades e na adoção de um papel mais ativo e participativo. É fundamental promover a partilha de conhecimentos entre idosos e restante comunidade, fomentando desta forma, por via de projetos, ou de atividades intergeracionais, uma dinâmica que leva ao bem-estar físico e psicológico das pessoas idosas (Rodrigues, 2012).

Em suma, numa sociedade cada vez mais envelhecida como é a portuguesa a superação dos estereótipos em torno da pessoa idosa e do envelhecimento é de extrema importância para que a sociedade usufrua cada vez mais do potencial das mesmas e consequentemente aumente a sua participação na sociedade.

Deste estudo exploratório, uma das elações a ser tida em conta é a necessidade de se adotar medidas políticas e socias que contrariem os estereótipos ainda existentes em relação ao envelhecimento, à velhice e à pessoa idosa. Essas medidas podem passar pelo planeamento de atividades nas comunidades em parceria com as entidades locais (escolas, jardins de infância, lares, centros de dia, centros de saúde, Juntas de Freguesias, câmaras, etc.) com vista a favorecer o contacto entre gerações. Posto isto, Nunes (2009) salienta a necessidade de se criarem condições para que as pessoas idosas continuem o seu processo de desenvolvimento e educação contínua, privilegiando a sua experiência de vida e a transmissão de saberes às gerações mais novas. Assim, podemos evidenciar a Educação Social, como uma intervenção socioeducativa assente nos pressupostos da Educação Não Formal, potenciadora de empowerment nos indivíduos e na sociedade. O Educador social, enquanto ator e mediador social, sendo detentor de um processo emancipador de consciencialização, ao encontrar o outro tem um papel importante ao ajudar o indivíduo no seu processo de envelhecimento, (re) integrando-o, assim, numa sociedade onde se sinta

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“aconchegado”, possa construir a sua identidade e melhorar o seu bem-estar e QV (Carvalho & Baptista, 2004).

Esperamos que desta forma, este trabalho contribua para o conhecimento na área da intergeracionalidade e da Qualidade de Vida da pessoa idosa.

5.2. Limitações

Na realização deste estudo, surgiram algumas limitações internas e externas. Surgiram algumas dificuldades na aplicação dos questionários às pessoas idosas devido ao tipo de resposta que a escala assume. Foi necessário o esclarecimento de algumas questões por parte do investigador. Foi de extrema relevância, manter o distanciamento na aplicação dos questionários, para que as respostas não fossem influenciadas.

Por ser uma amostra por conveniência (concelho do local de trabalho), e não muito grande, não nos permitiu generalizar os dados.

Outros dos aspetos que pode ter tido alguma influência nos resultados do estudo, principalmente no que toca à avaliação da QV, foi a curta durabilidade da intervenção. É igualmente, necessário ter em conta os aspetos exteriores que apesar de estarem fora do controlo do investigador, são essenciais para a sua realização. Neste sentido, foi fundamental a autorização por parte das entidades que apoiam o estudo (Santa Casa da Misericórdia de Venda do Pinheiro e Agrupamento de escolas de Venda do Pinheiro), pois foram estruturas decisórias e só com o apoio destas é que o estudo poderá decorrer. O Jardim de Infância Mãe Patinha, estava previsto a sua participação, porém devido ao calendário desta instituição não foi possível a autorização para a realização da atividade.

5.3. Recomendações

Como recomendações, e com base nas limitações expostas anteriormente, propõe-se a aplicação deste estudo a um maior número de pessoas idosas de forma a possibilitar uma generalização dos dados. Uma maior duração e intensidade da intervenção com o intuito de

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obter resultados mais significativos no âmbito da QV nomeadamente nos domínios psicológico e das relações sociais.

É fundamental ter em conta que o sucesso de uma boa prática resume-se a uma série de determinantes agrupados em seis fatores, segundo Springate (2008): sustentabilidade (longa duração, financiamento e monitorização), participantes (benefícios mútuos, preparação e características), colaboradores (competências e formação, empenho e disponibilidade), organização (planeamento) e parcerias (estratégias e relações operacionais).

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