CHAPITRE 4 – CARACTERISATION ET EVALUATION DES PROPRIETES DU DISPOSTIF
G. ii Mesures de courant de polarisation et conduction
A sede do Centro Nacional de Pesquisa do Milho e Sorgo – CNPMS, da EMBRAPA, situa-se no município de Sete Lagoas. Suas terras estendem-se por quase 2000 ha, com parte no município de Prudente de Morais, na área de influência de Sete Lagoas.
Apesar da proximidade de Belo Horizonte, que é a metrópole regional, Sete Lagoas manteve sua identidade e tornou-se um polo local, centralizando dentro do município, uma série de atividades de importância para os municípios vizinhos, tais como serviços médicos, hospitalares e educacionais, rede bancária, comércio varejista e atacadista e um segmento industrial importante, em que se destacam as indústrias mínero-metalúrgica e automobilística. Os principais acessos de Belo Horizonte às instalações do CNPMS, são a rodovia estadual MG 424, em que está situado no km 65, a cerca de 12 km da sede municipal de Sete Lagoas e 3 km da sede municipal de Prudente de Morais, e a rodovia federal BR 040, que liga o Rio de Janeiro a Brasília.
A rodovia estadual MG 424 passa pelos municípios de Vespaziano, Pedro Leopoldo e Matozinhos, chegando a Prudente de Morais, de onde se alcançam as instalações do CNPMS e da EPAMIG.
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Figura 6.1 Localização da área do estudo
Fonte: IBGE, 2011; INPE, 2011. Adaptação: Santos, F., 2011.
Além das áreas urbanas vizinhas ao CNPMS, a área é cortada pelos córregos Matadouro e Jequitibá, que constituem suas principais drenagens.
Os dois municípios, nos quais está situada a área do estudo, encontram-se a noroeste da capital mineira, limítrofes com a região metropolitana de Belo Horizonte, distando da capital, respectivamente, 65 e 97 km pelas rodovias MG 424 e Br 040.
A cidade de Prudente de Morais está na área de influência de Sete Lagoas. Grosso modo, pode-se dizer que sua situação é a de um bairro de Sete Lagoas, visto sua dependência dos serviços daquela cidade.
Inúmeras estradas vicinais e intermunicipais, com piso em terra batida, em geral de qualidade razoável, a menos durante a estação de chuvas, cortam a região.
Também é servida por um ramal, em bitola larga, da extinta Rede Ferroviária Federal – RFFSA, hoje pertencente a uma subsidiária da companhia Vale do Rio Doce, a Ferrovia Centro Atlântica – FCA.
As terras do Centro Nacional de Pesquisa do Milho e Sorgo – CNPMS, da EMBRAPA, se estendem por quase 2.000 ha, encontrando-se distribuídas entre os municípios de Sete Lagoas e Prudente de Morais, a uma menor distância da sede municipal de Prudente de Morais. Essas terras são limitadas a sudeste pelas terras da fazenda experimental da EPAMIG, cuja área compreende mais de 500 ha.
Parte dos trabalhos e investigações propostos no projeto de pesquisa vem sendo realizados nas instalações do nessas duas áreas e em seus arredores.
6.2.2 Clima
Grosso modo, as características climáticas, edáficas e florísticas da microrregião de Sete Lagoas estão no contexto dos cerrados, na porção central Minas Gerais.
O clima é tropical de altitude, com verões quentes e chuvosos e invernos secos. A estação chuvosa de outubro a março e estiagem de maio a agosto. O índice médio pluviométrico anual é de 1403 mm.
A estação chuvosa é predominantemente no período de verão, com média pluviométrica de 1000 a 1500 mm/ano. O clima da microrregião de Sete Lagoas é marcado por duas estações bem definidas: uma estação seca, de abril a setembro, com média pluviométrica de 282 mm/a e temperatura média de 18 ºC, que inclui um inverno em que se registram temperaturas mais amenas e uma estiagem mais intensa; uma estação de chuvas, de outubro a março, com média pluviométrica de 1482 mm/a e temperatura média de 21ºC. A temperatura média anual é de 19,9 ºC. As temperaturas mínimas e máximas absolutas registradas foram de -6ºC e de 31,7ºC, respectivamente. A umidade relativa média é de 79%, com de cerca de 190 dias de chuva. Os ventos são moderados e predominantes na direção geral NE e com velocidade de 10 a 15 km/h.
Na classificação de Köppen, o clima, nos municípios de Sete Lagoas e Prudente de Morais, corresponde ao tipo Cwa, clima temperado úmido com inverno seco e verão brando. Esse tipo
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mais quente maior que 22 ºC. A não ser possíveis particularidades locais, essas características climáticas podem ser atribuídas a toda microrregião.
Medições pluviométricas na estação do 5o distrito metereológico, localizada no CNPMS, no local chamado de ―Campos de Algodão‖, a cerca de 4 km da sede e já no município de Prudente de Morais, resultaram em uma média de 1724 mm para os anos hidrológicos no período 1990 – 2010, com máximo de 2128 mm no ano hidrológico 1995–96 e mínimo de 1448 mm em 1989–90, de acordo com dados do Instituto Nacional de MetereologiaINMET, 2011.
Na Figura 6.2 está apresentado o diagrama da pluviometria, para o período de trinta anos compreendido de 1980 a 2010, registrada na estação metereológica do Ministério da Agricultura localizada no CNPMS.
Conforme pode ser observado no diagrama da Figura 6.3 as precipitações anuais foram crescentes nos anos hidrológicos de 2007 a 2010.
Figura 6.2 Pluviometria medida na área do CNPMS
Fonte: INMET – CNPMS, 2011.
No período de 2006 a 2010, quando foram executadas, no CNPMS, as diversas atividades de campo, previstas no projeto de pesquisa, o menor volume de chuvas ocorreu no ano hidrológico 2007-2008, com uma precipitação anual de 1134 mm, e o maior foi verificado no ano hidrológico 2009-2010, com uma precipitação anual de 1423 mm, de acordo com os dados metereológicos do Instituto Nacional de Metereologia (INMET-CNPMS, 2011).
0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 P re cipita çã o ( m m /a no ) Ano hidrológico
6.2.3 Vegetação
A diversidade de formas de relevo no Brasil, associadas aos solos e climas predominantes, propiciaram o surgimento de uma grande variedade de formações vegetais. Dentre essas, o cerrado, que ocupa boa parte de sua porção central (Tucci et al., 2001).
O cerrado, no qual está inserida a área do estudo, é um importante bioma, que alcança cerca de 24% do território do brasileiro. Em Minas Gerais chega a cerca de 57% do território do estado. Na Figura 6.3 estão representados os dois grandes domínios da vegetação no estado de Minas Gerais (Scolforo e Carvalho, 2006). A área do estudo está localizada na microbacia do ribeirão Jequitibá, no domínio do Cerrado.
Figura 6.3 Localização da área do estudo no bioma cerrado
Fonte: Instituto Estadual de Florestas, 2008. Adaptação: Santos, F., 2011.
De acordo com Branco, 1961, a vegetação de cerrado é típica do Grupo Bambuí. Que constitui a vegetação nativa predominante, em mais de 30% da área do estudo.
A bacia do ribeirão Jequitibá, na qual está a área do estudo, se estende por cerca de 621,1 km2. A área se encontra antropizada e, atualmente, com grandes extensões de culturas.
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vegetação de cerrado, 10,7% são cobertos por campos e 5,3% por florestas semidecíduas (Scolforo e Carvalho, 2006; Chaves, 2005).
O panorama da bacia do ribeirão Jequitibá, grosso modo, se repete na área do CNPMS, que já se encontra bastante antropizada, sujeita à ação de queimadas periódicas, a extração ilegal de madeira e a coleta de minhocuçus. Uma parte da área do CNPMS não tem tido outro uso que o de reserva legal de vegetação nativa e, até onde foi possível averiguar, inclusive por meio de aerofotos antigas, não sofreu desmatamento, uso agrícola ou perturbações maiores conforme descrito em Viana, (2005).
Além da litologia, o clima e o relevo condicionam o solo e a vegetação. Assim, no entorno da área do CNPMS, observa-se uma transição entre tipos de vegetação. De acordo com CPRM, (1994), observa-se: ―Nas áreas areno-pelíticas a vegetação predominante é de cerrado, passando a campo com o aumento da declividade do terreno; ocorre um adensamento da vegetação, tipo ―mata de galeria‖, nas drenagens onde a umidade do solo aumenta; e, nos locais onde predominam as rochas pelítico-carbonáticas, há uma transição da vegetação para cerradão e por vezes floresta aberta, até alcançar as rochas carbonáticas, onde essas características são bem pronunciadas‖.
6.2.4 Solos
Um dos trabalhos pioneiros na investigação de solos de cerrados foi conduzido por Sans (1973), na região de Sete Lagoas e Prudente de Morais, nas vizinhanças da área do estudo, pelo fato de ser uma região representativa ―de uma área considerável do Brasil Centro-Oeste‖. Panoso, Ramos e Brandão (2002) admitem que, embora o calcário seja uma das principais rochas da região, poucas são as evidências de sua participação na formação da maioria dos solos identificados que são pertencentes à ordem dos latossolos, subordens Latossolos Vermelhos e Latossolos Vermelhos-Amarelos.
Grosso modo, em levantamento de cerca de 90% da área do CNPMS, Panoso, Ramos e Brandão (2002) constataram que os Latossolos Vermelhos e Latossolos Vermelhos-Amarelos, distróficos e, ou distroférricos prevalecem em cerca de 55% da área levantada, quase todas com caráter álico, ou seja, com teor de alumínio extraível superior a 0,5 cmol/kg de solo e saturação por alumínio superior a 50%. Este fato comprova que mais de sessenta por cento
das terras trabalhadas apresentam solos de muito pouca ou mesmo nenhuma influência de materiais de origem ricos em minerais de natureza básica, como o calcário.
Além destas duas grandes classes de solos latossólicos, outras classes pertencentes a esta ordem foram descritas e mapeadas na região, por esses autores.
Assim, em importância geográfica, ocorrendo em cerca de 21% da área, estão os solos com teores mais elevados de óxidos de ferro, que no Sistema Brasileiro de Classificação pertencem às classes de Latossolos Vermelhos distroférricos e Latossolos Vermelhos Amarelos distroférricos (Panoso, Ramos e Brandão, 2002).
Ocorrem ainda solos com horizonte B textural, com dominância de argilas de média atividade sobre os óxidos e, portanto geneticamente menos intemperizados que os Latossolos. Taxonomicamente, foram e classificados como Argissolos Vermelhos Eutróficos típicos, e correspondem aos solos anteriormente designados como Podzólicos Vermelhos Amarelos. Ainda, solos com horizonte B incipiente foram mapeados na região de estudos. Esses pertencentes à classe dos Cambissolos Háplicos Distróficos típicos (Panoso, Ramos e Brandão, 2002).
As demais classes de solos identificadas e mapeadas no CNPMS localizam-se nas partes planas e baixas da região. São pertencentes aos solos desenvolvidos de sedimentos quaternários aluvionares e ou coluvionares, com maior ou menor influência do lençol freático, este grupamento que inclui os Neossolos e os Gleissolos (Panoso, Ramos e Brandão, 2002).
Neossolos Flúvicos Eutróficos ocorrem em 9,2% da área, assim tendo representatividade geográfica. Por fim, faz-se presente ainda na região de estudo solos de muito pequeno desenvolvimento genético e também da classe dos Neossolos, mas com relevo muito movimentado forte ondulado e montanhoso e que correspondem aos anteriormente denominados como Litossolos e por Afloramentos Rochosos, principalmente de calcários. Dos antigos Litossolos, com pequena expressão areal, na área do estudo, cujo horizonte R é constituído nas duas unidades mapeadas, de folhelhos ardosianos. Estes solos são classificados como Neossolos Regolíticos (Panoso, Ramos e Brandão, 2002).
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21% da área estudada. As análises mineralógicas indicaram que o modelo de gênese deste solo deve incluir a possibilidade de contribuições de materiais alóctones ao Grupo Bambuí.
De acordo com Panoso, Ramos e Brandão, (2002) e Viana (2005), as classes de solos dominantes na área do estudo pertencem à ordem dos Latossolos, subordens, Latossolos Vermelhos e Latossolos Vermelhos Amarelos.
Na Figura 6.4 está apresentado um mapa de solos, no qual se encontram sumarizadas as principais classes de solos na área do CNPMS, adaptado de Panoso, Ramos e Brandão, (2002).
Conforme pode ser observado no mapa na Figura 6.4 cerca de 50% da área do CNPMS é capeada por Latossolos Vermelhos e Latossolos Vermelhos Amarelos. nesses solos, estão concentradas as áreas das culturas experimentais, praticadas no centro.
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6.3 Características Sócio-Econômicas
O município de Sete Lagoas conta com um parque industrial diversificado, que produz desde alimentos e tecidos até produtos siderúrgicos e veiculos de carga. Conta com mais de 100 indústrias, de pequeno a grande porte, que compreedem cerca de 25 diferentes tipologias.
Entretanto, a produção de ferro-gusa contínua como carro chefe da indústria local. O município é um polo de produção de ferro gusa, com 29 siderúrgicas em funcionamento.
6.3.1 Recursos Minerais
Sete Lagoas e municípios vizinhos contam com expressivas jazidas de calcário, que suprem importantes indústrias de cal e cimento (Nogueira, 2003). Também, conta com significativas reservas de rochas destinadas à construção civil, entre as quais se destaca a reserva de ardósia, que é a maior do estado, com um total medido de 650 000 m3.
O calcário industrial, incluindo o calcítico, magnesiano e dolomítico, entre reservas medidas e indicadas, alcança 440 milhões de toneladas, que corresponde a cerca de 7% das reservas estaduais, medidas e indicadas. O calcário calcítico e o magnesiano destinam-se à indústria siderúrgica, cimenteira e de cal, enquanto o dolomítico destina-se à agricultura e a indústria de pedras para mosaico.
6.3.2 Uso e Ocupação do Solo na Região de Sete Lagoas
Com relação à agricultura e à pecuária, Sete Lagoas e municípios satélites respondiam por 18% do total de hortifrutigrangeiros comercializados na Ceasa. Dentre as culturas mais expressivas encontram-se o milho, o feijão e o arroz, com uma área agrícola de cerca de 3100 ha. Destacam-se ainda as culturas de mandioca e cana-de-açúcar, a primeira ocupando cerca de 250 ha. A segunda, com área não informada, oito alambiques existentes na região, usados para produção de aguardente e rapadura ( SEBRAE, 2002)
Devido à urbanizanação da área rural limítrofe com a cidade de Sete Lagoas, a produção olerícula teve sua área de ocupação bastante reduzida, restringindo-se a menos de 100 ha, mas com boa produção de tomates, quiabo, pimentão, cebola, alho e folhosas que abastecem o mercado interno e produzem excedentes que são comercializados no Ceasa-MG.
A pecuária de corte é pouco expressiva no município, sendo suficiente para o mercado do local. Já a pecuária leiteira é significativa, sendo o município uma das mais expressivas bacias leiteras de Minas Gerais, com uma produção anual de em torno de 29 milhões de litros de leite. A indústria de latícinios, instalada no munícipio, embala cerca 50 000 litros de leite por dia e industrializa outros 8000 litros, cujos produtos principais são queijos diversos e doces de leite, que se destinam principalmente aos mercados de Sete Lagoas e Belo Horizonte, que consome a maior parte da produção local.
Também há no município expressiva suinocultura, com poucas granjas de alta tecnologia, que produzem em torno de 4 000 toneladas anuais de carcaças de suínos.
A maioria das propriedades rurais do munícipio tem área de até 50 ha, e são exploradas pelo proprietário que têm, em média, cinco trabalhadores permanentes, dos quais um é residente na propriedade. Com relação à adequação agropecuária dos solos, segundo SEBRAE (2002), distinguem-se, no universo de propriedades cadastradas:
- 73,3% possuem solos apropriados para lavoura;
- 65,8 % possuem adequados solos para pastos implantados; - 63,4% terras de campo ou pasto nativo;
- 50,8% solos de florestas; e, - 37,9 % terras inaproveitáveis.
Neste cenário estão dois importantes centros de pesquisa agrícola, o Centro Nacional de Pesquisa do Milho e Sorgo CNPMS, pertencente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA e a Estação de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais EPAMIG, cujas principais práticas encontram-se no desenvolvimento de experimentos agrícolas conduzidos de forma intensiva. Admite-se, que nesses experimentos são utilizados uma diversidade de agroquímicos, entre eles adubos nitrogenados e o pesticida a atrazina. Neste contexto, parte das atividades do presente estudo foi desenvolvida.