Signaux de courant produits par les particules chargees et les ions lourds
III.4 L'experience LISE
III.4.6 Identi cation des ions par les methodes ( T OF E ) et (EE)
III.4.6.4 Identication en Z des ions par leurs formes de signaux de courant
Ao longo dessa pesquisa, identificamos elementos que contribuíssem com a investigação inicial: a importância da formação do coordenador pedagógico e as condições que ela pode ser oferecida para favorecer sua atuação. A partir da revisão bibliográfica e análise dos dados coletados, foi possível refletir sobre diferentes aspectos da formação e da constituição dessa função.
A concepção de formação traz em si uma visão polissêmica sobre o ato de formar-se. Desenvolver profissionalmente não se restringe à participação de cursos, seminários ou à própria prática de dar aula ou atuar na educação. Os saberes docentes são constituídos por um conjunto de vivências e convivências diferenciadas, que incluem seu próprio percurso pessoal, sua experiência enquanto aluno, sua autoformação, suas relações com outros professores, o contato com estudos de especialistas e a execução de sua própria prática. As experiências que os docentes vivem constituem seus saberes sociais e pragmáticos que os formam durante seu percurso profissional.
A história da formação de professores no Brasil, por muito tempo, esteve pautada em uma concepção tradicional, tecnicista, em que se entendia a formação como uma “capacitação”, na qual o professor adquire informações dos conteúdos a serem ensinados e dos processos relacionados à educação a partir de cursos ou congressos desvinculados da reflexão sobre sua atuação e, sobretudo, sem valorização da sua existência, dos seus saberes. A reflexão sobre a prática constante é um dos meios fundamentais para formar os docentes, e a escola é o espaço essencial para promover essa aprendizagem.
O coordenador pedagógico tem como principal ação formar seu grupo docente, e, para que cumpra sua função, precisa refletir sobre estratégias para gerir e contribuir para o desenvolvimento dos professores. Esta pesquisa apontou como estratégias significativas para garantir o diálogo entre o ensino e aprendizagem a observação de sala de aula, a tematização da prática pedagógica, a dupla conceitualização e as devolutivas a partir de registros ou de aulas observadas.
Para garantir excelência nesse processo de formação dos professores, o coordenador pedagógico precisa se formar na especificidade de sua função.
A formação inicial contribui para seu desenvolvimento profissional, mas não traz elementos suficientes para o exercício das suas ações. A matriz curricular e as
concepções de ensino e aprendizagem da Pedagogia oferecem pouca contribuição para os conhecimentos necessários da atuação do coordenador pedagógico.
A formação continuada faz-se necessária neste processo formativo, já que oferece condições para que o coordenador pedagógico reflita sobre sua prática, ressignificando-a constantemente.
No processo de formação em serviço, a autoformação se constitui como um dos pontos necessários na formação do coordenador pedagógico e sua busca constante de aprofundamento teórico nos conteúdos trabalhados e nas questões didáticas metodológicas são fundamentais para seu desenvolvimento profissional.
As trocas de experiências também contribuem para sua formação. Momentos de discussão sobre a experiência com os pares os grupos são essenciais para contribuir com a mudança da prática do coordenador pedagógico.
O aprender no exercício das ações, a autoformação e as trocas de experiências se complementam e contribuem para a formação do coordenador pedagógico, mas faz-se necessário, a partir desses estudos, um espaço de formação continuada coletiva para reflexão das atuações do coordenado pedagógico, seu papel e intervenções. As secretarias de educação precisam prever momentos formativos, que se distanciem de transmissão de informação e que sejam espaços de reflexão, possibilitando criticidade e autonomia a esses coordenadores.
A partir das pesquisas bibliográficas e análise dos dados, a formação em serviço do coordenador deve compor algumas características essenciais:
a) ser contínua, concomitantemente ao exercício da função;
b) possibilitar reflexão da prática. Assim como apontado pelos coordenadores em entrevista, uma formação é considerada boa quando, a partir das discussões com os formadores, ela é aplicada e colocada em prática, além de refletida, individualmente e coletivamente. Se o assunto é “tematização da prática de sala de aula”, é preciso, além do estudo sobre o tema, aplicação e novamente a discussão coletiva. Esse movimento de estudar, aplicar e refletir possibilita uma mudança significativa na prática do coordenador pedagógico;
c) possibilitar a articulação dos conteúdos disciplinares com os conteúdos didáticos, favorecendo a reflexão não apenas para o que ensinar aos professores, mas como ensinar;
d) favorecer a homologia de processos e oferecer boas pautas formativas (levantamento dos conhecimentos prévios, problematização, circulação das informações etc.), na formação do coordenador, é imprescindível para que sirva de exemplo para a elaboração de reuniões formativas na escola com os professores;
e) possibilitar discussões em pares, para troca de experiências e aprendizagem em grupos;
f) o conteúdo deve estar a serviço da necessidade da atuação e formação. As estratégias formativas são conteúdos importantes para serem trabalhadas nesse processo de formação dos formadores de professores. É essencial que ao trabalhar com as ações do coordenador, também estejam atrelados conteúdos de gestão de sala de aula ou conhecimentos específicos das áreas do conhecimento, como alfabetização, metodologia de matemática etc.;
g) exigir estudos complementares, para incentivar novas leituras e contribuir para a autoformação;
h) os formadores precisam ter um olhar para a especificidade do grupo de coordenadores que irá formar. Cada grupo possui características individuais e suas necessidades e interesses devem ser respeitadas.
Os coordenadores são formadores de professores e precisam de acompanhamento formativo para exercerem essa função. Tanto a pesquisa bibliográfica quanto as entrevistas com coordenadores apontaram a necessidade de formação específica para ser coordenador pedagógico. Esses espaços, além de possibilitar competência técnica, são bons momentos para a discussão de outras competências necessárias ao coordenador. Um bom coordenador pedagógico não precisa apenas de conhecimentos das suas estratégias formativas, mas necessita aprender a trabalhar com seu grupo de professores, a ser sensível na conquista do grupo, saber lidar com as diferenças entre os docentes, dando voz às suas necessidades, assim como observamos nas leituras das entrevistas realizadas. Não basta ter competência técnica; é preciso lidar bem com o grupo, colocar-se no papel de professor, conquistar a sua equipe para conseguir contribuir tecnicamente.
A função do coordenador pedagógico é essencial na formação dos professores. Para tanto, é necessária uma mudança nos sistemas de educação para
repensar a concepção de formação, e como realizá-la para que auxilie o seu desenvolvimento profissional.
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ANEXOS
ANEXO A – Questionário dos Assistentes Pedagógicos
Nome: ________________________________________________________________ E-mail ________________________________________________________________ Unidade Escolar ________________________________________________________ I – Identificação a) Sexo ( ) M ( )F b) Idade:
( ) 20 a 25 anos ( ) 26 a 30 anos ( ) 31 a 35 anos ( ) 36 a 40 anos ( ) 41 a 45 anos ( ) 46 a 50 anos ( ) mais de 50 anos
c) Formação: Graduação: ____________________________________________________________ Pós-Graduação: ________________________________________________________ ________________________________________________________________ II – Experiência: a) Na docência
Modalidade Sim Não Quanto tempo?
Educação Infantil Creche Anos finais Ensino Fundamental I (Anos iniciais)
II (Anos finais) Ensino Médio
EJA Total
b) Na coordenação
Modalidade Sim Não Quanto tempo?
Educação Infantil Creche Anos finais Ensino Fundamental I (Anos iniciais)
II (Anos finais) Ensino Médio
EJA Total
c) Exerceu outra função na área de Gestão ( ) Sim ( ) Não
ANEXO B - Transcrição da Entrevista na íntegra AP.1 - L.Z
1- Eu faço observação de sala de aula, acompanhamento de atividades com as crianças, conversas e devolutivas com professores, escola de pais, organização de reuniões semanais, organização de formações com as professoras.
2- Na graduação? Puxa eu lembro de muito pouco da graduação, a respeito da prática acho que quase nada, talvez algumas indicações literárias de teoria para ler, mas do que era do que era discutido do que eu faço hoje, quase nada.
3- Eu acho que era preciso discutir bastante a respeito de como as crianças aprendem, eu fui ter acesso à psicogênese muitos anos depois de formada, se eu tivesse tido acesso a esse tipo de informação antes eu poderia ter uma prática melhor assim que me formei isso me fez falta. 4- Sim, participo, mas acho as formações muito desajustadas com aquilo que eu preciso, então tem lá uma formação bacana na área da língua que acho que de todas que eu fiz nesses últimos quatro anos foi a melhor, mas tem outras muito que não conversam com o que eu preciso lá na escola, então, por exemplo, há um ano e meio mais ou menos eu fiz uma formação pra tratar do abandono de cachorros na cidade com uma ONG chamada “focinho gelado” e eu não consigo fazer link disso com o que eu preciso lá com as crianças. Acho que as formações oferecidas ainda são desajustadas com o que é preciso nas escolas.
5- A Ação Escrita. Acho que sim, pois me fez mudar concepção e me fez olhar a teoria e pensar em coisas práticas para fazer com as crianças que eu acho que é isso que fez que vai dando base para os professores. Essa foi a mais importante e a partir desta eu fui buscar outras coisas, eu fiz uma pós, em cima do mesmo tema.
6- Eu acho que eu preciso de ajuda para organizar pautas formativas e pra sistematizar um trabalho que tem começo, meio e fim, porque em geral a gente vai tratando de falar das dificuldades das crianças, mas nem sempre isso tem continuidade.
AP.2 C.R.G.
1- Deixa eu pensar, muito genérico, mas assim as práticas que assim eu me apoio, são as práticas de observação de sala de aula, observação de material né desenvolvido do professor, ah...discussão no coletivo, intervenção é é pessoal, bem pontual, as vezes há casos de a gente discutir coisas pontualmente, há casos de discutir temas no coletivo pra reorganização de trabalho e pra formação de professor, o que mais, acho que basicamente são essas estratégias, análise de documentação de professor, de registro de professor com devolutiva, em alguns momentos essas devolutivas são por escrito em outros momentos essas devolutivas são orais. Eu acredito que para prática de trabalho seja essa.
Acho que num primeiro a gente precisa observar fazer um levantamento de conteúdos a serem trabalhados e de estratégias que o grupo de professoras costuma utilizar na escola. Partindo daí, se a gente detecta que tem alguma dificuldade aí a gente precisa trabalhar com os professores, para fazer esse trabalho com os professores a gente precisa levantar os conhecimentos dos professores sobre esse assunto que a gente precisa tratar, fazendo o levantamento dos saberes dos professores a gente começa aí a dosar o que a gente vai trabalhar, se a gente tem que começar lá de baixo, se a gente pode começar do meio se a gente já pode ter um estudo mais avançado. Normalmente dependendo do conteúdo a gente precisa começar bem, bem inicial, até porque a gente tem um fluxo muito grande de professores e essa escola em específico todo ano eu tô com um grupo diferente então um fluxo muito grande, então muitas vezes o fruto do trabalho a gente acaba não vendo, então levanta os saberes dos professores, traz o conteúdo, é, é faz o levantamento das práticas e depois a gente precisa voltar para ver o que está acontecendo, tá a gente fez a prática, foi para sala de aula, tem que voltar pra ver se tá dando resultado.
2- Como eu fiz a graduação na área de letras e não Pedagogia, o que contribui para minha formação agora junto aos professores é a questão da língua, entendeu é a oralidade, o desenvolvimento da oralidade, desenvolvimento da escrita nos registros, é esse o meu contribuição que eu percebo, e que eu acho que é bastante importante, apesar da gente achar que por sermos professores a gente tem o hábito de falar legal, de escrever legal a gente não tem, então acho que isso a gente precisa qualificar, qualificar o registro dos professores.
3- Participar de formações, participo. Mas, eu procuro participar de formações que são oferecidas pela rede, não vou em busca de formação fora, particular, né, tirando algumas especializações, tal, que a gente foi fazendo eu não busco, busco mais as formações que são oferecidas pela rede. E eu acho participava mais anteriormente, pensando nisso, acho que a gente tinha uma proposta maior de formação de professores do que nos últimos anos. 4- Eu acho que para o papel de coordenador especificamente eu não passei por nenhuma
formação que tenha colaborado, eu penso mais que as formações elas são mais voltadas para diretores, à prática de coordenação a gente vai adquirindo com a prática no passar do tempo e principalmente com as trocas entre os pares entre os profissionais da mesma área. Contudo algumas formações em nível pedagógico de conteúdos específicos, aí sim, porque alguns conteúdos me dão subsídios porque eu preciso tá um passo a frente dos professores, né, então eu vejo que assim, a formação que me auxiliou legal foi à aquisição da linguagem escrita, o Ação Escrita e outros mais que vão se diluindo né, porque o Ação Escrita foi um curso sistematizado de um tempo, de uma duração maior, então tinha toda uma sequencia de trabalho, tal, mas partindo daí há outros cursos menores também né, outras palestras, outros cursos menores também nessa área que facilitaram. Que eu me lembre o Ação Escrita foi o mais marcante.
5- Acho que gestão de relacionamento acho que isso é muito importante que a gente precisa trabalhar um pouco mais a relação profissional entre as pessoas no ambiente de trabalho, porque é muito difícil ainda a gente tentar organizar algumas questões e as pessoas envolvidas não levarem para o pessoal, então eu acho que gestão pessoal e outra coisa que eu acho que seria bastante legal, uma formação na área da matemática, uma formação específica na área da matemática, acho que seria bastante interessante, me ajudaria bastante, porque eu vejo que os professores hoje estão muito mais qualificados em relação a língua escrita, apesar de faltarem ainda alguns, trabalhar alguns aspectos, como eu falei mesmo, que a produção textual, a correção, gêneros textuais, isso falta, mas acho que falta até para formação nossa do professor, que a gente não tem o hábito de trabalhar com textos,